A Última Dança

23 Capitulo 23-Escolhas


Notas iniciais
sim, demorei muito, mas saiu, eu realmente espero conseguir postar mais rápido no próximo! boa leitura

Sabia que não era certo o que estava fazendo, mas não podia se controlar, quando retirou sua passagem e olhou pra ela sentiu o coração disparar.

Olhou para o relógio mais uma vez, faltava meia hora para o vôo sair.

Pegou o celular e digitou o número, quando o mesmo chamou ele desligou.

Se sentia um fraco, tinha de avisá-la, gostava dela, muito, mas precisava fazer aquilo.

Foi até a área de alimentação e pediu um café, enquanto o tomava olhava o visor com a foto dos dois.

Estava dividido.

Tomou mais um gole do café e viu no enorme visor que faltavam apenas 15 minutos para o vôo sair.

Acendeu o visor do celular e digitou a mensagem, quando apertou enviar podia ouvir a voz no alto falante dizendo para os passageiros embarcarem.

Achou que em algum momento pensaria em recuar, mas não, pensar na loira de alguma forma lhe dava forças para prosseguir.

Ajeitou a bagagem de mão no compartimento acima do assento e se sentou. O piloto avisou para apertarem os cintos que iriam decolar.

Sentiu um enorme frio na barriga quando o mesmo levantou vôo. Qualquer um diria que era pela decolagem ou pelo fato de estar a vários pés de altitude, mas não...

Seu frio na barriga era para o que estava prestes a fazer.

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Na noite anterior ficou até tarde conversando com Hinata que lhe contara do encontro com Naruto. Sakura nunca tinha visto a amiga tão confusa como estava com aquela situação.

Quando finalmente a morena pegou no sono já era mais de 5 horas da manhã.

Mas agora era a rosada que tinha os pensamentos a perturbando.

E ela e Sasuke, o que estavam fazendo?

Ela sabia que o moreno não pretendia dançar com ela no concurso.

E de alguma maneira ela apenas o usava para ter inspiração para sua dança.

Suspirou...

A verdade era que ela queria apenas estar perto dele, só isso.

Ele não precisava a tomar nos braços e dizer que ela era sua, nem que tentou ir atrás dela, mesmo não sendo verdade...ela só precisava estar perto dele, e na sua mente ela acreditava que isso bastava.

Olhou para a amiga deitada em seu colo adormecida. Levantou-se com todo o cuidado para não acordá-la. Vestiu um casaco qualquer e saiu, deixando um bilhete para a mesma sobre a mesa de centro.

Precisava saber se conseguiria. Precisava dançar sem ele.

Chegou ao prédio e destrancou a porta subindo apressada para o andar superior. Pegou a chave embaixo do extintor e abriu a porta. Foi direto para o som e ligou a primeira música que havia no mesmo. Retirou o casaco e respirou fundo. Tinha de se concentrar.

https://www.youtube.com/watch?v=nHX9qmm3Zqc

Deixou o corpo girar, apenas girar, livre, tentou não pensar em nada. Apenas sentia a música.

“–Você pode até pensar o pior de mim, mas eu não vou deixar uma garota andando sozinha a noite pela cidade. Te acompanho até sua casa.”

De repente se pegou recordando de acontecimentos de anos atrás.

“–A pelo amor de Deus foi só um beijo! E nem foi lá grande coisa!!

–Falando sozinha?”

Abraçou-se e fechou os olhos e continuando a girar.

“–Porque, está com ciúmes?

–E se estiver? Que eu saiba você é a minha professora particular.”

Abriu os braços e ficou nas pontas dos pés mantendo aquele giro que ia cada vez mais rápido.

“–Sakura...Sakura...não sabe com quem está mexendo.

–Claro que sei...com você.”

Parou ofegante.

“–Dance comigo como nunca dançou com ninguém.”

Passou a mão pelos cabelos longos presos em um rabo baixo.

Desabou no chão, não conseguia..não conseguia sem Sasuke.

“–Me peça qualquer coisa Sakura, menos para parar isso que estou sentindo.”

Ela sabia que sentir o que sentia por ele a machucaria...como já machucou antes.

“–Medo? Eu nunca tive medo de dançar e...

–Eu não disse que tinha medo de dançar. Você tem medo é de mim, e do eu causo em você.”

Deitou no meio da pista, aquelas recordações martelavam em sua cabeça.

Balançou a cabeça de um lado para o outro.

–Saia da minha mente Sasuke...saia, do meu coração...

“–Porque...eu realmente quero dançar com você.”

Sim, queria dançar com ele, viver com ele, lhe dar filhos e envelhecer ao seu lado.

Mas nada disso era possível mais, suas vidas agora eram opostas

Se levantou e passou a mão sobre as roupas.

Iria dançar sem ele. Iria viver sem ele como vinha fazendo até hoje.

Não parecia certo amar o Uchiha.

Mas seu coração parecia não entender isso.

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Estava absurdamente nervosa diante de todos os membros do conselho, mesmo com seu advogado do lado se sentia completamente insegura.

–Bom dia.

Ele lhe sorriu, era realmente muito sínico. Kabuto a olhava com um sorriso lateral.

Ino podia estar sentada na ponta da mesa mas ninguém ali parecia lhe dar muita confiança.

–Acredito que deve ser algo muito importante pra herdeira sair do conforto do seu lar e vir até Tókio nos encontrar e não apenas para fazer compras.

Ela pode ouvir um dos sócios falando. Engoliu em seco, precisava ser forte.

–Bem, acredito que todos estejam aqui então acho que podemos começar. O advogado da Yamanaka começou.

Ela o ouvia falar e prestava atenção na reação dos acionistas. Estava na cara que eles a achavam apenas uma garota mimada que queria brincar de negócios.

–Então agora a senhorita deseja tomar o controle da empresa? Depois de todo esse tempo. A pergunta foi direcionada a ela.

Finalmente a loira tomou a palavra.

–Creio que todos saibam que tenho um filho com problemas e ...

–E a maioria de nós tem filhos mas não deixamos de cumprir nossas obrigações com esta empresa.

–Sei que fui meio displicente ao longo dos anos, mas acredito que tenho total capacidade de assumir os negócios, só preciso contar com o apoio de vocês.

Eles se remexeram nas cadeiras.

–Senhorita Yamanaka, o senhor Kabuto vem fazendo um bom trabalho até agora e não vemos motivos para substituí-lo!

–Sei dos esforços do senhor Kabuto, mas a empresa é da minha família e...

–E você não fez nada alem de aproveitar sua juventude e gastar o dinheiro que depositávamos na sua conta. Senhores, como deixar a empresa nas mãos dela sendo que nem faculdade fez e nunca se importou com os negócios da própria família?!

Kabuto foi ferino.

Ino sentiu suas pernas fraquejarem.

Uma bola se formava em sua garganta, estava prestes a desistir.

–Que eu saiba a empresa é dela Kabuto, não sua, foi um favor que ela deixasse você no comando depois da morte do pai.

Gaara já chegou soltando tudo de uma vez.

Os olhos azuis da loira se arregalam.

–Quem é você?

–Sou o outro advogado da senhorita Yamanaka. Sabaku no Gaara. Desculpem o atraso.

Ele foi sarcástico.

–Se estou no controle até hoje é porque tenho feito um bom trabalho, e nunca ouvi reclamações.

–Claro, com o dinheiro que vem desviando pra sua conta e pra conta de algumas pessoas dessa sala...que com certeza estão te apoiando totalmente.

Kabuto se irritou se levantando apressado.

–Como ousa dizer isso de mim?! Seu moleque..

–Não sou eu quem digo...são os números.

Gaara empurrou uma pasta para o centro da mesa. Kabuto pegou furioso apertando os olhos a medida que lia.

–Isso é um absurdo, é claro que esses dados foram forjados.

–Acredito que qualquer um pode checá-los nos sistemas, que você fez questão de esconder dos contadores.

–Você....você não vai tirar essa empresa de mim!

–Ela não é sua para que alguém possa tirá-la de você.

–Kabuto, como você pode? Um dos sócios perguntou...

–Eu, eu sempre fiz o melhor pra todos.

–Não, você fez o melhor pra você. Gaara o encarou.

–Maldito!

Kabuto tentou pular sobre a mesa para agarrar o ruivo mas foi contido pelos outros acionistas.

–Não tem jeito, nós perdemos. Um deles sussurrou em seu ouvido.

–Kabuto. Ino disse. –Está despedido.

Ele caiu sentado na cadeira que esteve antes.

–Senhor Temuyo, por favor cuide de tudo.

–Claro. Respondeu seu advogado.

Gaara sorriu com a lateral dos lábios e recolheu sua pasta

Ela pegou sua bolsa e ambos se retiraram do local.

–O que veio fazer aqui? Ela perguntou assim que cruzaram a porta.

–Acho que ficou bem claro lá dentro o que vim fazer.

–Mas...eu pensei que você não se...

–Que eu não me importava. Ele completou. –Eu também achava que não mas....

Ino sorriu.

–Obrigada

Ele então lhe estendeu a mão

–Vem, vamos tomar o café da manhã.

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Já eram quase 9 horas da manhã e a rosada ainda estava lá.

Estava com os pés doloridos de tanto tentar, mas mão tão doloridos quando a decisão que havia acabado de tomar.

Desligou o som que já estava mudo faz tempo. Pegou seu casaco e o vestiu com pressa, tinha medo de mudar de idéia.

Discava o numero enquanto apagava as luzes e fechava a porta.

–Atende...atende... ela repetia.

–Uchiha. Ele disse ao atender.

Sakura ficou muda.

–Sasuke...

–Sakura! O que foi, aconteceu alguma coisa?

–Não podemos nos encontrar mais, estou terminando nossos ensaios.

–O que? Mas, Sakura...

–Adeus Sasuke.

E desligou.

Apertou o aparelho contra o peito sentindo as primeiras lágrimas rolarem.

Estava com Gaara e tinha de respeitá-lo. E também, depois do casamento de Tenten ela voltaria para Nova York , e ele ficaria lá cuidando do filho e dos negócios da família.

Sentiu o aparelho vibrar entre seus dedos, era uma mensagem, com olhos turvos pelas lágrimas ela leu apressada.

“Estou indo pra Tókio com urgência. Na volta te explico.

Só espero que não me odeie...

Com amor, Gaara.”

E então ao terminar de ler aquela mensagem algo aconteceu.

Descia as escadas tão apressada e com os olhos marejados ainda presos as palavras de Gaara, que seus pés doloridos não agüentaram.

E ela caiu.

O aparelho foi para um canto qualquer enquanto o corpo descia as escadas rolando.

Quando chegou ao final bateu a cabeça no chão.

Instantes depois o som de seu celular tocando era o único barulho que podia ser ouvido.

No visor estava escrito: Sasuke.

Mas Sakura não atendeu.

CONTINUA....

Notas finais
OBRIGADO A QUEM SE MANTÉM FIRME NA LEITURA, BEIJOS!