A Última Dança
21 Capitulo 21- Deixa o amor te levar
Notas iniciais
Fazia duas semanas que eles se encontravam e dançavam, e nessas duas semanas parecia que mais nada importava além deles dois e de que em todo aquele tempo de fisioterapia, Daisuke se desenvolvia muito mais com a dança.
Era só por a musica que ele se balançava, batia as mãos e engatinhava para próximo dos dois.
Mas em nenhum momento foi dito que dançariam juntos.
E então ela ficava lá para ajudar na dança dos outros enquanto ele ia deixar o filho em casa.
–Fico feliz em ver que você tem levado o Daisuke para as consultas.
O moreno colocava seu paletó quando sua mãe apareceu na porta do quarto.
–Não sabia que estava aqui.
–Vim ver como andam as coisas já que parece que você não tem mais pai e mãe.
–Você gosta de exagerar.
Mikoto sorriu e se aproximou de Sasuke, que lhe deu um beijo no rosto.
–E o pai?
–Está em casa resolvendo algumas coisas com Minato. Mas...tem alguma coisa diferente com você.
–É, o que?
–Está sorrindo.
–E o que tem isso?
–Você não é de sorrir enquanto se apronta para o trabalho, até Daisuke anda sorrindo ultimamente.
–Ele está progredindo.
–Que bom, vejo que ela está fazendo muito bem pra vocês.
O Uchiha se virou pra mãe.
–Ah, você acha mesmo que eu não perceberia?!Você é meu filho, eu sempre noto qualquer mudança em você, e a única pessoa capaz de mudar você assim é ela.
–Sim mãe, é ela.
–Então vocês dois estão...juntos??
A senhora Uchiha parecia realmente esperançosa.
–Não. Ela namora esqueceu.
–Então o que vocês estão fazendo?
Ele terminou de abotoar o relógio e encarou a morena.
–Dançando.
–Então vocês voltaram a dançar juntos?! Vão de novo competir como daquela vez e...
–Não mãe, eu não vou dançar com ela na frente de outras pessoas. Só estou ajudando a criar ideias e coreografias pro concurso.
–Você dança com ela escondido, é isso.
–Falando assim até parece uma coisa ruim.
–E leva Daisuke junto.
–Levo, e como você mesma percebeu, ele está progredindo.
–Eu realmente fico muito feliz com o que está acontecendo com meu neto, finalmente ele tem uma motivação pra ser uma criança normal, feliz. Mas o que você está fazendo Sasuke...
–O que? O que eu estou fazendo?Eu estou ajudando ela, parece que vocês não entendem!
–Não, é ela quem está te ajudando. Você morre de vontade de estar com ela, de ficar com ela, de dançar...mas não tem coragem.
–Eu não tenho coragem? Coragem de que afinal de contas?
–De se entregar, de ficar com a Sakura de uma vez por todas.
–Mamãe, você não sabe o que está dizendo.
–É claro que eu sei, eu estou vendo, venho vendo a muitos anos.
–Eu já disse pra ela tá bom?! Já disse que a amo, que quero ficar com ela mas é ela que não quer.
–Porque ao invés de dizer, você não prova?
–Mais do que eu já provo?O que mais eu posso fazer?
–Primeiro dançar com ela, dançar de verdade. O que você está fazendo é dançar pra si mesmo, pra se sentir bem, porque só está realmente bem quando está com ela. E também pra ajudar o seu filho que encontrou na dança o motivo pra se desenvolver.
–Eu já disse, ela namora.
–Por favor, se ela gostasse mesmo desse rapaz não ia dar brechas pra você, mas ela é sensata e correta demais pra se deixar levar por você tendo um relacionamento com outra pessoa.
–Como pode saber tudo isso?
–Eu reparo na moça que despertou o amor no meu filho. Ela tinha tudo pra se desvirtuar, ela não teve uma mãe pra guiá-la, só um pai e que agora reconstruiu sua vida longe. Ela só tem os amigos, e você.
Sasuke olhava na direção da mãe mas não pra ela.
–Eu...preciso ir trabalhar.
–Pense no que eu te disse.
Ele pegou sua pasta sobre a cama, deu outro beijo no rosto da mãe e saiu.
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–Tenho que ir, estou atrasado pra um compromisso.
–Não me diga que ainda não desistiu dessa ideia estúpida de dançar?!
Minato se levantava enquanto Fugaku o olhava com um olhar de deboche.
–Sim meu amigo, eu não desisti. E volto a dizer, você deveria tentar.
–Está louco, e se engana muito se acha que sua mulher vai gostar disso.
–Eu conheço a minha Kushina. Até mais ver.
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–Vai ficar ótimo Sakura! Shizune sorriu para a rosada que terminava se ensinar um passo para Kiba e Konan.
–Bom, agora em seus postos. Disse a rosada.
–Desculpem o atraso. Minato chegou e deixou suas coisas no sofá em um canto. Se aproximou de Hinata e a cumprimentou.
–Pronta? perguntou.
–S-sim. Ela respondeu.
–Valsa. Sakura disse soltando a musica.
–Hinata, posso te perguntar uma coisa?
–Claro senhor Namikaze.
–Primeiro me chame de Minato, afinal somos parceiros.
–Desculpe.
Ela ficou corada.
–Segundo, porque sente tanto receio em dançar comigo?
A morena travou.
–Desculpe se estou sendo invasivo mas...eu te vi dançando, eu sei que é uma grande bailarina e...se for pela minha idade ou...
–Não. Ela o interrompeu.-Não é por isso.
–Então o que é?
–É que...bom, o senhor, que dizer, você, você é pai do Naruto.
–E você gosta dele.
–Não é gostar é que...
Ele levantou uma sobrancelha em descrença.
A Hyuuga suspirou.
–Eu me apaixonei pelo seu filho desde a primeira vez que o vi ainda criança.
Minato se aproximou e tocou a mão dela, a puxou pra junto de si dando seus primeiros passos.
–Continue... ele pediu.
–E bom, ele vai se casar e...
–E ele não sabe que você ainda gosta dele.
–É. Bom, não que vá fazer diferença mas...eu não sei.
Eles giraram pelo salão.
–Nunca fui a favor desse casamento.
–Não?
Hinata se surpreendeu.
–Nunca vi amor ali, não de verdade, mas como ela parece gostar muito dele e eu nunca o vi passar tanto tempo assim com uma única mulher, achei que tivesse se apaixonado.
–Ele não está apaixonado por ela?
Minato rodou Hinata a afastando e depois calmamente a trouxe de volta.
–Eu diria conformado.
–Não importa, eu jamais atrapalharia o casamento dele.
–Eu não sei não, mas acho que você já está fazendo isso.
A musica acabou e Hinata sorriu.
–Eu sabia, você realmente é uma grande dançarina.
–------
Quando todos já estavam de saída Minato foi até ela novamente.
–Não queria me aproveitar da sua boa vontade mas...ele abaixou o tom de voz.-Preciso de ajuda com as danças latinas.
–Ficaria honrada em te ajudar senh...quer dizer, Minato.
–Ótimo,já falei com Tsunade, a pista é só nossa.
Quando todos se foram e ficaram somente os dois, Hinata primeiro lhe passou a teoria para depois ensaiarem os passos, e realmente ela tinha de admitir, ele não era nada bom nas danças latinas.
–Eu disse, não sou bom nesse ritmo.
–Relaxe, com o tempo se pega o jeito, no começo também foi difícil pra mim, acho que somos japoneses demais. Eles riram.- É difícil nos mexer como se deve nesse ritmo.
–Podemos treinar depois das aulas, se você puder é claro. Ele sugeriu.
–Eu vou adorar.
Então eles fecharam tudo e saíram do local, trancando e deixando a chave no lugar de sempre, mas quando estavam deixando o prédio, alguém do outro lado da rua dentro de um carro de luxo estacionado próximo a calçada os observava atentamente.
Quando ela os viu saindo juntos e sorrindo, seus olhos brilharam.
E foi a vez dela sorrir
–Ora, ora, veja só o que temos aqui.
Shion disse com o sorriso no canto dos lábios.
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Ela havia sumido, pensou em ligar varias vezes mas acabava desistindo.
Estava preocupado com o que ela teria de passar na frente de todos aqueles acionistas e de Kabuto. Ino não tinha nenhuma experiência naquilo.
Achou que talvez tivesse sido duro com ela, mas ele tinha Sakura e ela era o melhor pra ele.
Mesmo se vendo pouco desde que chegaram a Konoha. Mesmo não tendo transado mais desde então. Mesmo ele pensando na loira mais do que deveria.
Sabia que ela teria de ir até Tókio para resolver tudo. Pensou inúmeras vezes se devia ou não fazer aquilo. Sua mente dizia que não, mas naquele momento não era sua cabeça que estava no comando de suas ações.
–Por favor, quero reservar uma passagem para Tókio para daqui a três dias.
–Seu nome por favor?
– Sabaku Gaara.
–Horário da viagem?
–Ainda preciso confirmar, tem algum problema?
–Não senhor.
Depois de passar todos os seus dados, ele ouviu a pergunta final.
–Confirmada viagem pra Tókio para daqui a três dias Senhor Sabaku?
Devia mesmo fazer aquilo...?
–Confirmado.
–Certo, obrigada por escolher nossa companhia aérea e faça uma boa viagem, boa noite.
–Boa noite. Ele disse desligando o aparelho.
Definitivamente não era sua cabeça quem estava no comando
.
.
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Era seu coração.
CONTINUA...
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