A Última Batalha
4 Capítulo 4 - Final
Notas iniciais
No cannon, a Sala Precisa é incendiada, mas eu não incluí essa cena aqui.
Feliz Ano Novo, Vivian :)
— Blaise, você foi amaldiçoado duas vezes e ainda por cima, quase recebeu o Beijo do Dementador, você acha que está em condições de duelar?!
— Você está me pedindo para que Yaxley não pague pelo que fez?!— Bravo, bravo, Yaxley falou, batendo palmas. — Como você nos achou?!— Eu vi, Sofia, quando você salvou o garotinho lá embaixo. Daí, foi só seguir vocês. — Você vai pagar, Yaxley! Blaise gritou. — E quem vai me punir, Zabini? Você?! Você está num estado deplorável, rapaz, e eu te deixarei pior com gosto, o Comensal respondeu, erguendo a varinha. — Confringo! Sofia lançou um feitiço em Yaxley, que o desviou, e o feitiço ricocheteou nas paredes feitas de materiais escondidos.— Crucio!— Crucio! As Maldições Imperdoáveis se chocaram, iluminando a sala e arremessando os dois bruxos para trás. — Olha, quem diria, você usando uma Maldição Imperdoável. Mas, para quem envenenou sete homens, isso não deve ser muita coisa.— Calúnias! Você vai pagar, Yaxley, pela morte do meu marido. — Seu marido era um traidor, um rato, e eu ainda fui caridoso em lhe dar uma morte rápida. — Meu marido estava tentando frear loucos como você e seu mestre! — Loucos? Não, Sofia Zabini, o Lorde das Trevas quer extirpar a escória dos sangues ruins, como eles tentaram fazer séculos atrás. — Escória cujo sangue o seu Lorde carrega nas veias? Todos sabem que Voldemort não é sangue puro. — Não importa! Feitiços iluminavam a sala, ricocheteavam nas paredes, faziam objetos caírem. Um castiçal caiu muito próximo de Sofia, e teria lhe acertado se Blaise não a houvesse empurrado no exato momento, mesmo com o corpo doendo da cabeça aos pés e ainda tendo se arriscado a receber a Maldição da Morte lançada por Yaxley. — Mãe?! Mãe?! Sofia estava desacordada. Blaise sacou a varinha e olhou, atento, Yaxley poderia surgir de alguma esquina. Usando a varinha, ele colocou a mãe sobre um colchão, delicadamente pousou a cabeça dela em um travesseiro. Era estranho, mas ele não tinha tempo para se perguntar como um colchão, lençóis e um travesseiro foram parar ali. Ignorando as dores que sentia, Blaise seguiu procurando Yaxley. Estava aliviado, porque o sangramento cessara. Yaxley também o procurava. Sua varinha havia se partido em duas, atingida por uma bigorna que caíra. Puxou uma adaga, que usaria para arrancar a pele dos dois, mãe e filho, e em seguida, voltaria para perto do Lorde. — Diga adeus, traidor. Blaise girou nos calcanhares, mas Yaxley se escondeu atrás de uma coluna. As quedas das pilhas de objetos ali guardados, causadas pelo duelo entre Sofia e Yaxley, criaram novas pilastras e cantos que serviam como esconderijos. — Apareça, Yaxley?! Tá com medo?! — Medo de quem? Do filho de um traidor?!— Meu pai não era um traidor! — Era, sim, Zabini, era um agente duplo da Ordem. — Ele foi um homem de coragem, lutou junto aos que queriam combater essa insanidade! Quantas vidas vocês destruíram, em nome da pureza de sangue? Não sente culpa?— Faria tudo de novo. Mataria seu pai de novo, com o maior prazer! Então, Blaise e Yaxley se viram frente a frente.— Não! Sofia gritou, um grito oriundo das profundezas de sua alma. Havia um homem morto. Ele gritava horrivelmente, pelo menos até os vermes chegarem às suas cordas vocais. Antes disso, ele caíra no chão, derrubado pela própria magia que utilizara contra seu adversário. Os vermes comeram sua carne, suas roupas, seus cabelos, e quando só restaram os ossos, eles simplesmente derreteram. — Filho! Blaise! A bruxa exclamou, ao ver que Yaxley, e não Blaise, estava ali caído. A varinha de Sofia, que ela não notara a ausência, pois havia desmaiado, voltou para suas mãos. — Mãe, eu não sei o que aconteceu. Ele me atacou, um jato cinza saiu da varinha da senhora, mas, quando chegou perto de mim, a varinha simplesmente se virou contra ele e o atacou com o próprio feitiço que conjurara. Ele devolveu a varinha para a mãe, e juntos saíram da Sala Precisa, deixando ali os ossos de Yaxley. A batalha terminara. Harry Potter vencera Voldemort. Todos comentavam as revelações de Harry antes de derrotar o Lorde das Trevas: Snape era, na verdade, um espião de Dumbledore no meio dos Comensais da Morte, e Dumbledore planejara a própria morte. No Salão Principal, Blaise teve uma grata surpresa: Theodore não chegara a ser beijado.— Blaise! Alguém gritou. Era Astoria, junto dela estavam Luna, Miguel Corner e outros que Blaise reconheceu como membros da Armada de Dumbledore. — Theodore, eu pensei que você tinha sido desalmado! Eu vi o dementador te beijar, na minha frente! — Foi por pouco, por muito pouco. Quem quer que tenha conjurado aquele Patrono, salvou a minha vida!— Como é?— Sim, Blaise, a boca do dementador estava a centímetros da minha, quando uma leoa prateada investiu contra ele e fez os outros recuarem. Aí, Astoria me encontrou, ela e Watson me arrastaram para cá. Eu soube que outros colegas de Casa ouviram a voz da razão e também lutaram.
— Theodore Nott, eu lhe apresento a Sofia Zabini. — Muito obrigado, Sra. Zabini. — Pode me chamar de Sofia, rapaz. — Não sei nem como agradecer. Maroto, ele continuou – É, o Profeta não mentiu quando falou de sua beleza.Sofia sorriu, Blaise olhou de lado para o amigo. — O que importa agora, Blaise respondeu, é que tudo isso acabou. Temos que comemorar!Como se ouvissem a exclamação de Blaise, naquele exato momento as mesas se encheram de comida. A guerra tinha terminado, Voldemort e seus Comensais não podiam mais atormentar o mundo bruxo. Após ter se alimentado, Blaise procurou Luna com o olhar, e seus olhos se encontraram. Ele a chamou.— Mãe, essa é Luna Lovegood. Ela confiou em mim quando muitos me julgaram pela minha Casa, acreditou em mim quando eu disse que queria lutar por Hogwarts. Somente ela e a prof. McGonagall não me olharam com desconfiança.— Filho, há outra pessoa que temos de agradecer. Eles foram para a sala de Minerva. A bruxa se surpreendeu ao ver Sofia ali. — Minerva, eu só vim lhe agradecer. Antes, você salvou a mim e a meu filho, e agora, você acreditou nele. Muito obrigado, ela disse, com a voz embargada. — Obrigado, professora. Não tenho palavras para lhe agradecer.— Teria feito de novo, ela respondeu. — Professora, eu posso lhe fazer uma pergunta?— Sim. Faça.— Mais cedo, Yaxley me atacou, com a varinha de minha mãe. Ele usou um feitiço que me mataria em decomposição, os vermes comeriam minha carne e só deixariam meus ossos, mas a varinha disparou contra ele o feitiço. — Aquele maldito, lixo humano, assassino miserável, cometeu um erro grave. Não se usa a varinha da mãe para atacar o filho. Blaise e Sofia choraram abraçados. — Filho... Você me perdoa por ter removido aquela lembrança? — Claro que perdoo, mãe. — Minerva não queria deixar, disse que era perigoso executar um feitiço desses numa criança, mas eu queria te proteger. Então, eu removi quase toda a lembrança, mas eu não consegui remover tudo. — Isso já passou. Vamos brindar. Minerva pegou uma garrafa de vinho e conjurou quatro taças. — Viva Hogwarts! — Viva Hogwarts, os outros responderam, acompanhando Luna.
Notas finais
Obrigado a você, que leu essa história.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor