A werewolf boy

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Não tenho muito o que falar no primeiro capítulo mas, espero que gostem!

Scott compreendia do porquê os médicos terem pedido que se mudasse para alguma casa no campo. O ar era mais puro, ele sentia como se pudesse respirar normalmente ali. Pensou o quanto aquele lugar podereia ser ótimo para seus pulmões. Mesmo que fosse totalmente contra sua vontade abandonar a cidade grande, seus amigos, sua família. Mas ele recebeu todo o apoio que precisava.

E mesmo que precisasse de grandes reparos, a residência não era das piores. Tinha dois andares, bastante larga, era toda feita de madeira velha e pintada. Algumas janelas estavam totalmente quebradas e os muros estavam caídos. Do lado esquerdo da casa tinha uma estrada que levava até um jardim de margaridas sem donos. A estrada continuava no meio de todas as flores e ia se extendendo até chegar em um pequeno morro. No lado esquerdo, um celeiro. Era todo feito de uma madeira muito mais velha das quais a casa era feita, no lugar das janelas tinham madeiras pregadas. O local era um tanto assustador.

Estavam retirando as caixas do caminhão e as levando para dentro de sua nova casa com ajuda de seus vizinhos. Lydia, não aparentava ter mais de vinte anos seus cabelos ruivos ondulado caiam sobre o sueter cinza que usava, seu marido, Parrish, trabalhava para a polícia local dali. Ambos ajudavam Scott com as caixas.

No lado de dentro da casa – que parecia estar gritando socorro – Stiles recebia ajuda de Derek. Ele morava na casa da frente e estava naquela "aldeia" desde pequeno. Ele era alto, sua aparência era nobre e esbela, por mais que ele sempre aclamasse ser uma pessoa comum. Pelo jeito que ele carregava as caixas pesadas, ou o jeito que ele retirava as madeiras podres do assoalho e colocava novas nos buracos, ele parecia ser extremamente forte.

O homem prometeu que os ajudaria a fazer os reparos necessários nos dias seguintes, já que ele somente trabalhava nos fins de semana. Stiles sorriu para o mais velho, que sorriu de volta, fazendo Stiles corar. Scott conseguia ver nos olhos do amigo o quanto estava interessado naquele homem.

Arrumaram primeiro a cozinha, retirando da caixa tudo o que era necessário no momento. Fizeram uma faxina em conjunto para retirar toda a poeira e os cupins. Ele pensou que poderia ter comprado uma casa melhor em algum lugar melhor, se sua situação não fosse de urgência. Ele também não precisaria preocupar tanto Stiles, que abandonou sua antiga vida e seu pai, Xerife Stilinski, para ajudar o melhor amigo.

Já se passava das dez horas da noite quando eles finalizaram as atividades. Scott se despedia do casal no portão, sentindo o cheiro da lasanha de Stiles invadir as narinas e preencher o local. Perguntou se eles realmente não queriam jantar com eles, como agradecimento pela ajuda, porém o casal continuou negando e dizendo que eles tinham obrigação de ajudar seus novos vizinhos.

Scott assentiu, frustado. O frio era de congelar as pontas dos dedos, então decidiu entrar. Ele parou poucos passos depois, olhando em direção ao celeiro. Uma figura, intacta e à espreita. Podia ver somente metade de seu rosto, e podia ver que o encarava. Então a figura se foi, como se pudesse ver que tinha sido encontrada. O garoto caminhou, apavorado, até o local mas não encontrou ninguém. Voltou correndo para dentro da casa.

Stiles e Derek brincavam enquanto se serviam da deliciosa receita da falecida mãe do amigo. Ambos sorriam e aparentavam estar bem alegres. Scott não queria estragar o que poderia ser bom para Stiles naquele lugar onde estavam destinados à viver suas vidas. Não queria mais o preocupar.

– Você está bem, Scott? – Saiu de seu transe quando ouviu a voz do homem – Parece que viu um fantasma!

– Estou bem, sim – ele não conseguia encará-los – apenas, achei que tivesse visto alguém atrás do celeiro, mas eu estou cansado demais por causa da viagem, deve ser só isso. – disse, sentando ao lado do amigo na pequena mesa redonda espremida no canto da cozinha.

– Ah, não se preocupe com isso – respondeu Derek, sorrindo e comendo um pedaço de lasanh em seu prato – provavelmente foi só uma criança da aldeia, elas são muito curiosas por aqui. Stiles, isso está muito bom!

E realmente estava, Scott pode esquecer o que vira mais cedo e se deliciar com a lasanha que comia. O seu novo vizinho tornou um dia cansativo em uma noite divertida, e McCall não poderia se sentir mais grato. Conversavam sobre suas antigas vidas. Enquanto os amigos tinham recém se formado no ensino médio, o homem já tinha se formado na faculdade de biologia alguns anos, e fora viver ali, perto da natureza para facilitar seu trabalho.

Depois de mais uma hora, Scott estava apoiado pelos cotovelos na janela. Observava o amigo se despedir do mais velho no portão. Ele sabia sobre o amigo ser gay, mesmo que o amigo não soubesse disso. Se sentia triste por ele não contar à Scott sobre o seu caso com Danny, ou até mesmo não querer abrir o jogo sobre aquele grande segredo. Mas depois se sentiu feliz quando percebeu que aquela era a chance de Stiles parar de se preocupar com ele e viver por si próprio.

Mas claro, seu momento de alegria se dissipou no momento que viu novamente a figura atrás do celeiro. Agora, ele estava parando embaixo da luz, o que permitia ver mais claramente. Aparentava seu um garoto, ele continuava a encarar Scott, que sentiu o pânico subir por seu corpo e sua respiração ficar ofegante. Queria que fosse somente as crianças, como Derek disse, mas não era.

Se ele continuasse assim, teria que ir até o lado de fora até conseguir respirar normalmente, e ele não queria de jeito nenhum ir lá fora.

O sujeito parecia ter compridos cabelos loiros, sujos e grisalhos. Seus olhos azuis brilhavam na noite. Estava agachado, com as mãos no chão. Scott quase riu, o garoto estava fazendo pose de sapo, mas ele não conseguiu rir. Ouviu o barulho do portão se fechar, ele olhou para o amigo que voltava para dentro e olhou novamente o sujeito que agora estava entrando para o celeiro.

Ele tomou seus remédios. Não estava louco. Abriu um pouco a janela e puxou todo o ar que conseguiu, fechando novamente em seguida. Deu boa noite ao amigo e se preparou para dormir, o que de fato, não foi possível naquela noite.

Notas finais
Então, o que acharam?
Espero que vocês tenham gostado. Até o próximo.