A volta dos dragões
6 The Lady of Casterly Rock
Notas iniciais
Tyrion a acomodou em seu próprio conjunto de aposentos, porém, agora hospedados em Maegor, teria o conforto de dispor de uma câmara apenas para si. O quarto havia sido decorado para ela, algumas tapeçarias com o brasão dos Stark, mas muito pouco dourado com carmesim. As flores eram frescas e se podia perceber que o quarto fora limpo recentemente, enquanto o cheiro de incenso ia se apossando do ambiente, mas sem deixá-lo sufocante. Sansa pouco ou nada reparou na decoração, ainda um pouco atordoada com tudo que Tyrion havia lhe resumido no caminho para os aposentos.
–Fico feliz em vê-la bem. — Tyrion cortou o silencio, fechado a porta atrás de si, e se aproximando em passos sutis.
Não sabia dizer, exatamente, se estava bem. Certamente sua situação havia melhorado muito desde o desespero que passara após o pai perder a cabeça, após receber a notícia de que a mãe e o irmão estavam mortos, mas o futuro ainda era uma incógnita.
–O que vai acontecer comigo? — Ela perguntou. Seu estado de angústia era constante desde que ficara órfã, e o nó em sua garganta com o retorno à Fortaleza Vermelha não a impulsionou a acabar com as boas maneiras e abordar o marido no minuto em que desceu da carruagem, mas agora estavam sozinhos, e ela precisava preparar-se para o que quer que fossem fazer com ela a partir de então. Havia voltado a ser uma peça… Na verdade, começava a crer que nunca havia deixado de ser.
Sansa pode sentir Tyrion suspirar atrás de si, e enquanto esperava a resposta dele, ela caminhou até a janela dos aposentos, se sentando elegantemente no divã que haviam posto por ali, os olhos claros no horizonte virado para a Baía da Água Negra, até onde a vista podia alcançar. Tyrion caminhou até uma mesinha perto da lareira e se serviu de vinho. Sim, Sansa não esquecera o quanto ele adorava vinho, e naquele momento, desejou ter o mesmo apreço pela bebida que ele, parecia ser uma maneira simples de anestesia.
–Eu tentei anular nosso casamento… — A surpresa se formou de modo sutil no rosto da Stark, quando ouviu aquelas palavras da boca do duende. Não que Petyr tivesse conseguido convencê-la de que Tyrion era um monstro, um homem que só a queria por sua reivindicação ao Norte, ela sabia que o anão a havia tratado bem, diferente dos demais Lannister, e até mesmo respeitado sua recusa aos deveres de esposa, ainda que contra as ordens do pai. Mesmo assim, ela não esperava que o homem fosse tentar desfazer o casamento, motivado unicamente pelo desinteresse mutuo. Tinha que haver algo que ele fosse ganhar com aquilo, mas Sansa não conseguia pensar em nada… Nenhum lorde de Westeros casaria sua filha com Tyrion Lannister, não importava se ele era o senhor de Casterly Rock, se sua fama não fosse o bastante para desqualificá-lo como pretendente, sua deformidade o faria. Sansa fora obrigada a casar com ele, não tinha escolha, mas provavelmente seria o único bom casamento que ele teria. — Mas o Grande Septão não acredita que eu não o tenha consumado, então, eu lamento que seja obrigada a manter vosso vinculo com um monstro como eu. — O anão falou tomando um gole generoso do vinho. Sansa pode notar uma certa amargura na voz dele, e assim sendo, virou o rosto da paisagem para encarar seu marido deformado.
–Você vingou minha mãe e meu irmão, meu senhor… Não é um monstro para mim. — Falou simplesmente, sentindo uma certa surpresa consigo mesma. De Rosby até Porto Real, Sansa pensara bastante sobre Tyrion, sobre todas as ressalvas que tinha sobre ele. Ele passava seu tempo com prostitutas e mercenários, bebia até não se aguentar em pé, era um anão deformado e sujara as próprias mãos com o sangue de sua casa… E por algum motivo, com exceção de Mya, ela não conseguia sentir tanta simpatia por mais ninguém. -Tenho certeza de que conseguirei encontrar alguma felicidade, quando for embora dessa cidade.
–Aguardaremos a chegada do rei Aegon, e depois iremos imediatamente para Casterly Rock, milady. Tenho certeza de ficará satisfeita quando formos para casa. — Tyrion falou em um tom que Sansa notou ser para tentar animá-la, mas ainda havia algo que a incomodava tremendamente.
–E quanto ao Norte? — Perguntou se colocando de pé, enroscando um pedaço da manga do vestido, instintivamente, no indicador. -Winterfell… — O que aconteceria com seu lar? Era o fim da família Stark? O sangue dos primeiros homens, os antigos reis do inverno, tudo acabaria nela?
Tyrion pareceu um pouco embaraçado com a pergunta da esposa, um embaraço que Sansa, a princípio, não compreendeu bem.
–Eu não sei, minha senhora, mas prometo que falarei com a princesa e o próprio rei a respeito.
–Os Bolton traíram meu irmão, assim como os Frey traíram meu tio. Traíram seus suseranos, e isso é uma ofensa grave. — Ela argumentou antes que conseguisse se conter, nem percebendo que elevara um pouco a voz ao falar.
Tyrion parecia surpreso em ver a doce menina que haviam lhe dado como esposa se transformando em uma mulher com gestos e palavras tão mais firmes. Sansa manteve os olhos nos dele enquanto ele se aproximava dela. O duende a segurou delicadamente pela mão, guiando-a até o divã onde ela estivera sentada antes, a puxando sutilmente para tornar a se sentar, bem a tempo de a ruiva sentir uma brisa fria invadir o quarto e balançar seus cabelos cor de fogo. O inverno estava chegando, cada vez mais podia se notar isso, e enquanto todos pareciam se alarmar, Sansa se sentia surpreendentemente calma sempre que o frio lhe tocava o rosto. Lembrava-se de casa.
–Eu estava esperando notícias mais concretas, para não lhe dar falsas esperanças, mas… — Tyrion começou a falar. Sentada, Sansa podia olha-lo melhor nos olhos, e enquanto os dela transbordavam com dúvidas e um pouco de impaciência, e toda a amargura contida que ela juntara nos últimos anos, os do anão tentavam ser calmantes e confiantes. -Seu irmão mais novo, Rickon, existe a chance de ele ainda estar vivo. Ele fugiu quando Theon Greyjoy saqueou Winterfell, protegido por uma serva e o lobo gigante. Lorde Manderly esta procurando por ele.
Os olhos claros de Sansa se arregalaram um pouco mais ao ouvir aquilo. Rickon? O pequeno Rickon estava vivo? Não soube quando o choro começou, mas assim que percebeu o próprio corpo se impulsionando para frente e abraçando Tyrion, em um descontrole de emoções, ela sentiu algumas lágrimas morrendo em seu queixo e molhando as vestes do marido. Os braços dele não conseguiram devolver totalmente o abraço, mas ele lhe afagou os cabelos gentilmente. Ela o soltou de repente, como se tivesse se dado conta do que acabara de fazer, e começou a se recompor, limpando as lágrimas, mas o sorriso que começara a nascer em seu rosto, não conseguiu esconder. Já fazia tanto tempo que se acostumara com a ideia de estar sozinha no mundo, que não se lembrava mais qual a sensação de ter uma família… Sentir alegria, calor humano… Sansa havia sentido raiva por muito tempo, e por muito tempo reprimiu a raiva dentro de si, em grande parte por achar que não havia nada que pudesse fazer com ela. Ela conseguiu arrancar prazer de cada uma das coisas que aconteceram, de longe, como se fosse platéia em algum espetáculo. Seu consciente se horrorizara com a maneira como Joffrey morrera, e ao saber que o marido havia matado o próprio pai, foi impossível não se questionar se Tyrion não seria o monstro que todos diziam… Se lembrava das palavras do pai e da mãe, da importância do laço familiar. Mas bem la no fundo, na consciência que ela ainda sufocava em honra a tudo que aprendera dos pais, os valores que eram a única coisa que não haviam tirado dela, Sansa conseguiu arrancar prazer ao ver Joffrey sufocando, assim como quando soube que Tywin estava morto. Talvez não tivesse ficado em paz, mas pelo menos não desistiu de acreditar que os deuses as vezes puniam os que mereciam punição. O lobo solitário perece, enquanto a alcateia sobrevive… Mas a alcateia se fora e ela estava ali sobrevivendo, como um lobo solitário que havia se tornado… Ou assim ela pensava. Sabia que havia mudado, que estava diferente, em grande parte, graças a Petyr… Mas se a velha Sansa não conseguiria olhar no rosto do marido, não por suas deformidades, mas pelo parricídio, a nova Sansa não tinha tantas ressalvas. Quando viu Tyrion novamente, enquanto era recebida de volta na Fortaleza Vermelha, a lembrança da notícia de que Lorde Tywin estava morto, veio a sua cabeça, e ela se sentiu tão agradecida a ele como jamais achou que ficaria a alguém por cometer assassinato.
–Desculpe, eu… — Ela começou a falar quando se afastou dele, e então voltou a olhá-lo. -Não podemos ajudá-lo? E se os Bolton o acharem, eles podem… — Mas Tyrion a silenciou, segurando sua mão e a apertando com força.
–Mandei alguns homens para Porto Branco, para ajudarem nas buscas. Não queria lhe contar até termos certeza, para que não tivesse falsas esperanças. — Explicou com os olhos gentis.
Sansa devolveu o aperto na mão dele, e lhe ofereceu um sorriso em agradecimento, ao saber que ele já havia mandado homens para procurar Rickon. Se Rickon estivesse vivo, significava que ela não herdaria o Norte, Tyrion não tinha nada a ganhar mandando homens para procurá-lo, a não ser… A não ser que os homens também tivessem ordens para matar seu irmão, e assim seu marido controlaria o Norte por ela. Sansa respirou fundo um momento e fechou os olhos, afastando tais pensamentos de sua cabeça, estava pensando como Petyr queria que ela pensasse, Tyrion, até o momento, só lhe dera motivos para confiar nele, não o contrário.
–Obrigado meu senhor. — Ela disse voltando a olhar para ele. -Se meu irmão for encontrado, gostaria de tê-lo perto de mim. Ele poderia ser um escudeiro em Casterly Rock. — A ruiva falou em um tom um tanto cuidadoso, não sabia se aquilo era sensato, mas a notícia da possível sobrevivência de um membro de sua família lhe atordoara por completo, tudo que queria era poder abraçar seu irmãozinho e saber que não estava sozinha.
–Receio que não seja possível. Talvez eu possa convencer os Lordes do Norte a lhe conceder uma visita, mas duvido que eles confiem o ultimo herdeiro de Eddard Stark a um Lannister. — Tyrion explicou, demonstrando certo pesar em sua voz por não poder satisfazer as vontades de sua esposa.
–Ele não estará mais seguro no Norte enquanto for só um bebê. Os Bolton tem aliados, e também há os homens de ferro. Lady Dustin odiava meu pai, e os Umber e os Karstark estão divididos. — Ela argumentou, um pouco mais enérgica do que costumava ser. O tempo que passara no Ninho da Águia, administrando o castelo, e todas as “lições” que tivera com Petyr, haviam deixado a menina menos dócil, mesmo agora, de volta a Porto Real, e aparentemente na mesma situação em que se encontrava antes de deixar a cidade, ela não parecia disposta a se permitir voltar a ser aquela menina acanhada que só se interessava por canções. Por sorte, ela não estava na mesma situação, Lorde Tywin estava morto, Joffrey também, Cersei estava presa, e os Stark não estavam mais a prêmio pelos Sete Reinos.
–Como sabe de tudo isso? — Tyrion perguntou, olhando para ela com a testa um pouco enrugada. Não que aquela informação fosse, exatamente, segredo, mas ela parecia muito bem informada para alguém que ficara “isolada” no Vale de Arryn.
Sansa corou um pouco com a pergunta, mas acabou erguendo o olhar, um pouco mais firme, para ele.
–Depois que Lorde Royce prendeu Lorde Baelish, ele achou algumas cartas… Mya ouviu ele falando com Lady Waynwood sobre o casamento do filho de Lorde Bolton. — Ela respondeu, falando mais livremente a medida que percebia que não havia repreensão nos olhos dele, na verdade, Tyrion parecia divertir-se, até um pouco orgulhoso, ela ousava dizer. -Mas não importa como eu soube… Meu irmão não estará a salvo lá.
–Ele será o Guardião do Norte, tenho certeza de que o Norte esta cheio de vassalos leais, e Lorde Manderly vai mantê-lo seguro. — Tyrion tentou acalmá-la. Ele apertou um pouco mais a mão dela, mas logo soltou, já começando a caminhar na direção da mesinha para se servir de mais vinho.
–Por favor! — Sansa segurou seu braço de repente, havia um certo pavor nos olhos dela. Nem mesmo tinha certeza se o irmão estava vivo, mas uma vez que aquela chama de esperança se acendera nela, começava a incendiar. -Por favor, eu imploro… Quando meu irmão for encontrado, você tem que ajudar a protegê-lo.
–Sansa… — Tyrion suspirou parecendo um pouco entristecido. O anão largou a taça que encheria de vinho e segurou as mãos dela com as suas. -Mesmo que eu oferecesse proteção, os nortenhos não aceitariam. Eu sou um Lannister. Que os deuses sejam bons e eles não resolvam entrar em guerra para me matar e assim livrar a filha de Lorde Eddard do marido deformado…
Ela sabia que ele tinha razão. Não apenas seu pai, mas tantos outros lordes no Norte jamais falaram bem dos Lannister, mesmo antes de toda aquela guerra, imagine agora que eles haviam matado um Lorde de Winterfell e um rei do Norte. Mesmo assim, não conseguia não sentir aquela aflição novamente. Ela estava acostumada com a angustia… Sim, estava, mas a ideia de ainda existir um Stark além dela, era diferente… Estava acostumada com a angustia de estar sozinha, mas não podia suportar a angustia do medo de perder mais alguém.
–Enquanto Roose Bolton e Arnolf Karstark estiverem vivos, Rickon vai estar em perigo. — Ela insistiu, porém, sua voz agora tinha um tom mais severo, firme e baixo.
–Acho pouco provável que Roose Bolton saia impune no Norte, vão lhe cortar a cabeça tão logo seu irmão seja encontrado, e Arnolf Karstark não apresentará ameaça estando sozinho. — Tyrion falou não apenas para tranquiliza-la, mas também porque era o único rumo que via sendo tomado naquele país. O Norte se lembra, e certamente as crueldades e traições de Roose e Ramsay Bolton, ainda estavam frescas na memória nortenha.
–Roose Bolton é traiçoeiro… Meu irmão tinha todos os seus guardas com ele, tinha homens dentro do castelo dos Frey… Você me disse isso, e mesmo assim ele foi morto! — A lágrimas voltaram ao rosto de Sansa, mas ao contrário de tantas vezes antes, não eram lágrimas de tristeza, ou mesmo de medo, era raiva, ódio. -Eu sei que se deixar o curso seguir, talvez Bolton seja levado a justiça! Mas o que podem homens honrados fazer contra um homem sem honra, meu senhor? Talvez Lorde Manderly consiga proteger meu irmão, e os bravos homens do Norte arranquem a cabeça dos Bolton, e os Stark voltem ao seu lugar de direito… Mas… — Ela deixou escapar um soluço, e Tyrion apertou mais sua mão. Sansa respirou fundo, tentando se recompor, e voltando a olhar o marido, agora com um olhar mais decidido, firme. -Mas eu não posso arriscar! Não podia fazer nada antes, não havia ninguém para quem pedir, mas agora, por favor... Eu quero que interfira! Por favor…
–Interferir? — Tyrion parecia confuso. Segurava as mãos da esposa e a olhava com uma expressão de quem ainda não compreendera, ou talvez tivesse compreendido, mas não quisesse crer, de fato, no que ela estava pedindo. -O que quer que eu faça?
–Eu quero que me traga a cabeça de Roose Bolton e Arnolf Karstark. — A voz da ruiva saiu em um tom tão firme, que deixou até mesmo a própria assustada. A medida que os segundos iam passando, em silêncio, enquanto Tyrion processava o que acabara de ouvir, Sansa percebia que não sentia nenhum arrependimento em seu pedido. Sim, ela tinha certeza, era isso que queria.
–Sansa, nós nem sabemos se seu irmão ainda esta vivo, e… — Ele começou a tentar argumentar, mas ela balançou a cabeça negativamente.
–Não me importa… Mesmo que não esteja, os Bolton usurparam os domínios e o assento da minha família. Se Rickon não estiver mais vivo, Winterfell é minha por direito, assim como o Norte, e você é meu marido. — Aquela ideia havia vindo de maneira repentina, mas já havia se instalado na cabeça dela. Tyrion a ajudaria? E se não ajudasse? Talvez pudesse mandar uma mensagem a Lorde Manderly… Mas mesmo sendo a família mais rica do Norte, eles não tinham o poder aquisitivo e a influência que o senhor de Casterly Rock poderia ter, e certamente se aproximar de Roose Bolton o bastante para matá-lo, iria requerer assassinos muito caros.
–Eu não tenho influência alguma no Norte, ainda preciso controlar meus próprios vassalos. Eles não atenderiam meu chamado se tentasse reunir um exercito para retomar Winterfell. — O anão tentava explicar, muito embora sua expressão denunciasse que algo estava sendo maquinado em sua cabeça.
–Não precisa de um exército… Soldados e cavaleiros não precisam morrer, só Roose Bolton. Quando ele estiver morto, os homens se dispersarão, e Lorde Manderly retomará Winterfell em nome dos Stark, eu ou meu irmão, não importa. — Tyrion parecia um pouco impaciente quando Sansa terminou de falar, como se não tivesse mais argumentos para recusar.
–Eu não sei se tenho poder para…
–Você é o senhor de Casterly Rock! — A ruiva se exaltou um pouco. Sua testa se enrugou um pouco, mas logo ela voltou a olhar para ele com a expressão séria, mas não tão ríspida. Tyrion não era o único surpreso pela atitude nova da esposa, a própria Sansa estava em um misto de sentimentos… Surpresa pelas próprias ousadias, confusa com tudo que estava acontecendo, receosa pelo que viria, mas acima de tudo, decidida. Ela olhou para Tyrion por alguns momentos, e enquanto observava o marido com uma expressão que ela não sabia descrever, a ruiva soltou o ar como se o estivesse prendendo até ter tomado sua decisão. Sansa apertou as mãos de Tyrion, e seus olhos pareceram se abrir um pouco mais, se vidrando nos olhos tortos dele. Todo o sofrimento pelo qual passara nos últimos anos, todos eles, haviam lhe ensinado alguma coisa… Ela aprendeu com Joffrey que não devia confiar nas primeiras impressões e nem nas palavras gentis, aprendeu com Petyr que todo mundo mentia e aqueles que mentiam melhor sobreviviam mais tempo, e aprendeu com Cersei… -Você é o senhor de Casterly Rock e eu sou sua senhora… Você tem dinheiro e influência, e esta nas boas graças do novo rei. Me traga as cabeças de Arnolf Karstark, Roose Bolton e aquele bastardo dele, e eu lhe darei herdeiros… Faça isso, e eu serei senhora de Casterly Rock, sua senhora, em todos os sentidos! — ...que as lágrimas não eram as únicas armas de uma mulher.
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