A volta de Beth Greene para Daryl The Walking Dead
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Já era noite, estavam todos na sala da casa, estavam aguardando ansiosos pelo assunto da reunião.
Carl sentado no tapete com Judith brincava com ela. Meggie e Glen sentados no sofá conversam com Michonne e Carol. Rick andava de um lado para o outro. Carol observando o desespero de Rick perguntou:
– Rick, está tudo bem? Porque Daryl não vem logo.
– Carol, não poderia estar melhor. Vocês precisam estar preparados.
Com essas palavras, a porta se abriu e Daryl de mãos dadas com Beth adentrou a sala de estar:
– Beth, meu Deus! Como? Você está viva?
Meggie deu um berro e correu até Beth e lhe agarrou, e chorava copiosamente.
Beth, sentiu toda a emoção de Meggie, mas não se lembrava dela. Mas estava feliz porque agora sentia que estava entre família.
– Meggie a Beth sobreviveu a bala, mas como seqüela ela não se lembra de nada.
Daryl tentou minimizar a emoção contida de Beth.
– Minha irmã, como você sobreviveu? Nós te vimos, e você estava morta.
Beth olhou com carinho para Meggie:
– Mas agora por um milagre estou aqui Meggie.
Cada um da sala queria abraçar Beth, todos se apresentaram novamente.
Agora era hora de Beth contar como sobreviveu:
– Não me lembro de vocês, e isso é terrível pra mim, mas eu sinto o amor de todos vocês. Vou contar o que me lembro quando acordei naquele hospital. São apenas flashs na realidade, eu estava deitada, e tinha um rapaz me acordando, eu não fazia idéia de quem era aquela pessoa. Ele me dizia: Temos que ir embora daqui. Eu não entendi nada a principio, eu estava fraca, tonta, e ele me ajudou a sair de lá. Haviam policiais, e pessoas atirando umas nas outras, mas quando eu dei por mim, aquilo não eram pessoas, elas estavam comendo outras pessoas. Eu pensei: — que pesadelo é esse? Eu me segurava em Daniel, enquanto outra pessoa nos ajudava a fugir daquele inferno. Conseguimos um carro, e fugimos só os dois. Daniel disse que o pai dele tinha uma fazenda, e que lá era seguro.
Depois descobri que Daniel estava no hospital porque era um paciente assim como eu. Mas que já havia se recuperado e estava indo para a fazenda do pai. Mas nesse meio tempo o hospital foi tomado por uma febre e quando viram muitos já estavam virando Zumbi. Ele me disse que quando chegou no hospital eu já estava lá. Que a minha historia, era que eu tinha sido dada como morta. Mas perceberam que eu ainda respirava, fracamente mas respirava. Então como eu havia ajudado a todos no hospital por terem os livrado de pessoas ruins, tentaram tudo para me salvar. Encontramos a fazenda do Pai de Daniel, mas ela estava tomada por Zumbis, foi ai que ele se lembrou da casa da árvore. E lá conseguimos ficar por um tempo. Mas Daniel desapareceu, dois dias antes de me acharem, ele era botânico fazia alguns chás medicinais para minhas dores de cabeça, naquele dia ele havia ido procurar mais plantas. Mas não voltou, então fui procurá-lo.
– Foi quando te vimos, eu e Aaron. Daryl completou.
– Sim, me viram e me salvaram.
Eles se olharam por alguns segundos, mas Daryl logo disfarçou e disse:
– Beth você fica no meu quarto.
Todos olharam para Daryl com a cara de espanto.
– No-no seu quarto? Beth perguntou muito surpresa e ao mesmo tempo sem graça.
Daryl percebendo o fora. Pensou rápido e disse com frieza:
– Eu não preciso do quarto. Todos aqui tem um quarto. Você pode ficar com o meu. Este sofá me servirá como um hotel 5 estrelas. Nos poucos dias que tiver que dormir aqui.
“Poucos dias que tiver que dormir aqui”? Essas palavras foram como uma lança cravada no peito de Beth.
– Como assim poucos dias?
– Todos aqui Beth, temos funções, a função de Daryl é trazer sobreviventes do “Bem” para Alexandria. Logo estará partindo novamente. Carol disse isso a Beth, dando um abraço carinhoso em Daryl.
Ao qual Beth ficou intrigada com tanta intimidade.
– E sendo assim Daryl, você precisa do seu quarto e privacidade tanto quanto qualquer um aqui. Eu vou adorar dividir o quarto com Beth, e tenho certeza que ela não vai se importar.
– Será um prazer. Disse Beth sorrindo e concordando com Carol.
– Eu já decidi, fico nessa sala, ela é escondida, tenho certeza que ninguém se incomodará com minha presença aqui. E principalmente aqui eu consigo proteger melhor a todos quando eu estiver por aqui.
Disse Daryl se jogando em um dos sofás.
Já era tarde, Meggie apresentou o novo quarto de Beth, lhe deu roupas e tudo mais que ela precisava para sua higiene pessoal, o quarto das duas era um do lado da outra. Conversaram um pouco sobre toda aquela loucura e Meggie se despediu. Mas Beth não conseguia dormir, não parava de pensar em como Daryl era uma pessoa tão incrível, por trás do seu jeito ogro de ser, tinha um anjo ali. Literalmente um anjo. Como era sensual aqueles seus olhos, boca, corpo, aquela jaqueta de couro, aquele seu jeito desligado a desconcertava. Então se lembrou que no carro eles comentaram sobre os dois terem acampado juntos sozinhos, e se tinha acontecido alguma coisa. Beth corou em pensar nisso.
– Ai meu Deus, que vergonha, será que aconteceu alguma coisa? Daryl, o toque dele, o olhar. Será que era assim antes? Estou tão confusa. E dizer daquele jeito, você fica no meu quarto! Porque ele não sai da minha cabeça?Ai Beth como você é boba, está apaixonada pelo seu salvador
Lá embaixo, havia um Daryl pensativo. Lembrava da canção que Beth tocou pra ele no piano, de sua briga com ela por ela pensar que ele não passava de um vagabundo qualquer. E finalmente sobre o que poderia ter acontecido se aqueles Zumbis não tivessem entrado na casa e estragado o que estava acontecendo entre os dois. Ele pensava: — Que idiota, não tava acontecendo nada, pra ela eu não passava de um guarda costas. Se eu tivesse morrido, seria só mais um. Ela levou aquele tiro na cabeça pra salvar um cara e fugir com ele. Esquece ela Daryl.
– Esquecer quem Daryl?
Daryl gelou, era ela.
– Garota intrometida, eu salvo sua vida e você vem me vigiar.
Ele disse sem olhar pra trás.
Daryl estava sem camisa, só de calça. Jogado no sofá, com uma mão na cabeça e a outra, em seu volume.
Beth, fingiu que não tinha percebido esse detalhe. E sentou na beirada do sofá, bem próxima a ele.
– O que você quer? Ele disse tentando não demonstrar que estava desconcertado.
Quanto mais sem jeito Daryl ficava, mais Tosco ele se tornava. Ele não conseguia perder esse lado animal.
– Esquece, desculpa . Beth já foi logo se levantando. Mas Daryl segurou sua mão e a fez sentar novamente. Agora mudando seu tom.
– Não vai, fica. Ele disse isso, agora puxando Beth para bem perto dele. Estavam tão próximos um do outro, que Beth sentiu sua pele corar, e virou o rosto pra tomar fôlego.
–Está tudo bem com você? Daryl tentou quebrar o gelo.
– Tudo bem Daryl. Estou feliz meu ferimento já está praticamente cicatrizado. Graças aos remédios não sinto mais dores. Ela deu uma pausa, olhou para os olhos de Daryl, e tudo que ela queria perguntar era: — O que aconteceu enquanto estávamos juntos? Mas não teve coragem.
– Daryl, eu não tive tempo de te agradecer, eu não sei se você faz idéia, da gratidão que sinto por tudo que fez por mim, antes e agora. Não me lembro de nada que aconteceu com a gente. Mas sinto que temos uma conexão muito forte. Eu não tenho palavras pra te agradecer então só posso te agradecer com um beijo.
Beth tocou delicadamente o rosto de Daryl com uma das mãos, e olhando pra sua boca, se aproximou lentamente, e lhe deu um beijo demorado no canto de seu lábio.
Daryl ficou totalmente sem ação. Ficou ali com cara de bobo. Sem saber o que fazer.
Ela levantou e se foi.
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