Notas iniciais
Desculpe a quem estava acompanhando pela demora em postar. Eu estive muito depressiva nos últimos meses, e não era capaz nem de escrever.

Um vórtex é um movimento em espiral ao redor de um círculo de rotação, pensou Hazel, sorrindo, pouco antes de desmaiar.

A sensação era de estar sendo sugada, e ela não sabia se deveria lutar contra ou apenas deixar-se levar. Qualquer que fosse a sua decisão, tinha em mente que não era o fim, apenas o começo. Então apenas deixou a inconsciência assumir.

O chão é superestimado. Ter uma base concreta parece ser o ideal das pessoas. Uma base financeira sólida é o objetivo de quem trabalha, uma base emocional estável é a meta de quem quer viver bem. Mas a vida é bem mais ativa sem uma base.

Hazel acordou assustada, com vários médicos ao seu redor. Procurou sua mãe, assustada, mas ela não estava em lugar nenhum.

— Como se sente? — Perguntou uma das enfermeiras da qual ela não se lembrava o nome

— Como se tivesse sido sugada por uma ponte de Einstein-Rosen.

A enfermeira a olhou com um olhar curioso, avaliando se ela estava delirando ou apenas caçoando dela, mas não achou traços nem de uma nem de outra possibilidade.

— Bem, seus sinais estão estáveis, nada de febre, seu pulmão está ótimo. Acho que foi apenas uma emoção muito forte. Mas tudo está bem com o bebê.

O bebê. Nada estava bem com o bebê. Nada estava bem porque havia um bebê. Ela estava tomada de pânico.

Ela se lembrou de como isso aconteceu. Logo após voltarem da viagem, uma camisinha estourada, uma pílula do dia seguinte e a tranquilidade da efetividade de 99%. Mas 99 não é 100. E foi esse 1% que complicou tudo.

A enfermeira saiu, a deixando sozinha com seus pensamentos.

Como poderia ser mãe? Como cuidar de alguém sem nem mesmo saber cuidar de si? Que futuro tinha uma criança cuja mãe estava sempre entre a vida e a morte? Como cresceria um bebê cujo pai já estava morto?

Quem criaria essa criança quando ela se fosse? Como ser mãe e ainda lutar contra um câncer? Seria possível acreditar que ela fosse viver até o fim da gravidez? E seus pais, que não mereciam o trabalho de cuidar de mais uma criança...

Hazel estava desolada e amedrontada, mas não tinha mais tempo para responder todas as perguntas que se acumulavam em sua cabeça. Se ajeitou na cama e exibiu sua face mais tranquila, os Waters e o Isaac tinham chegado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.