A vida vale mesmo tudo isso?
2 Capítulo 2 – Zona de perigo
Notas iniciais
Continuando...
–Estamos prontos!-dissemos em uníssono
Mal aqueles jovens sabiam que aquele perigo não deveria ser desafiado.
Depois de um tempo, estavam Dene e Mest no carro, enquanto Wendy vigiava a rua por fora em algum lugar no meio do nada, no escuro, pois já havia caído a noite.
–Wendy, algum rastro de imundice? –Perguntou Mest saindo do carro.
–Ao que me parece... Não, nenhum rastro. –Respondeu Wendy
–Ótimo, vamos verificar se a tal garota está por aqui, antes que fique mais escuro. –Disse Dene
–Que horas são Wendy? –Perguntou Mest colocando desnecessariamente um óculos escuros, e uma gota surgiu nas garotas.
–Exatos 19:38. –Respondeu a mesma.
Dado o sinal, as garotas pegaram suas armas de defesas e seguiram em direção ao edifício abandonado por uma empresa antiga, que faliu por conta dos suicídios que os trabalhadores da mesma cometeram sem uma razão detalhada.
–Silencio absoluto meninas... –Mest sussurrou em meio a escuridão do prédio.
Em seguida, se ouve um estrondo provocado pela iniciação do gerador.
As meninas deram um pulo quando as luzes se ascenderam revelando uma garota com cabelos pretos e longos algemada em algum tipo de suporte.
Mas o engraçado era que só a garota tinha aparecido, e além do mais, Mest havia sumido.
–He he, chegaram na hora certa. –Ouviu-se uma voz sem um dono especificado. Era uma voz de mulher.
–Ah? Mest cadê você? –Só agora Dene tinha percebido que o moreno mais velho tinha sumido sem deixar rastros.
Wendy estava surpresa, pela primeira vez sentiu uma adrenalina percorrer pelo corpo, um choque elétrico, para ser exato.
Era a primeira vez que iria ver a sua amiga em ação.
Enquanto a pequena mergulhava em pensamentos, não percebeu que a tal Suzy, abrira os olhos revelando lindas íris escuras procurando algo inexplicável naquele lugar imundo.
Imundo por que cheirava a morte.
Todos estavam paralisados, as ações seguintes foram como se em câmera lenta.
–Vamos lá! Wendy! –Sem perder tempo as garotas foram tentando retirar as algemas dos pulsos da garota sequestrada.
De repente, Dene deu uma esquiva exagerada, pois, de algum lugar se veio uma agulha que atingiu o cano a sua frente, ao qual deu origem a um gás que saia de dentro do mesmo.
Wendy ao ver a situação, lançou um de seus canivetes em direção de onde saiu aquela agulha, percebendo uma figura masculina em meio aquela escuridão que agora se via nevoada por conta do gás que saia do cano.
Enquanto isso...
Em outro local daquele prédio, no terraço para ser mais complexo, Mest se encontrava inconsciente e com mãos e pés amarrados, além de uma venda nos olhos.
No mesmo local se encontrava outras duas figuras misteriosas, uma mulher com cabelos cor de violeta, amarrados em um coque desajeitado, e um garoto com seus aparentes 11 anos de idade.
Estavam discutindo sobre o que fazer com o Mest.
–Nós precisamos disseca-lo para aprendermos mais sobre o interior humano... –Sugeriu a de cabelos violetas.
–Não, nós iremos tortura-lo, pois a espécie humana é a escória da humanidade. –Disse a garoto.
No mesmo momento, uma brisa fria passou pelo local, e sem ninguém perceber, Mest consegue se soltar das amarras com suas habilidades especiais, sem fazer nenhum ruído, enquanto os outros dois ainda discutiam sobre o que fazer com ele.
Até que, ele dá uma opinião sarcástica e irônica:
–Acho melhor disseca-lo, pois assim entenderá um pouco sobre essa pessoa tão foda. –Logo depois deu um sorriso sarcástico e retórico.
Enquanto Junior, o garoto de cabelos alaranjados e Júlia ficaram extasiados , apenas observando o garoto surpresos, por ele não ter feito um mínimo ruído, sendo que, se o fizesse, o mais novo perceberia, por conta das suas habilidades especiais de percepção e olhar de longo alcance.
Até que Júlia se pronuncia em meio aquele silencio que reinava em meio aquele local.
–Você é sempre convencido assim? Saiba que não é só você que tem habilidades especiais. –Dizia ela retirando uma seringa com um líquido azul de seu bolso e injetando na própria.
Enquanto a doutora distraía o mais velho com o líquido naquela seringa, Junior aproveitou a situação a avançava rapidamente e silenciosamente em direção ao moreno. Mest percebendo que aquele liquido era apenas uma distração, tomou devido cuidado em observar todos os cantos daquele local.
Mest se vendo naquela situação lembrou-se sem saber o porquê de quando ele conheceu uma amiga distante ao qual não está mais entre eles em um dia parecido com aquele que se via naquela mesma situação com aqueles pensamentos que o impediam de manter a concentração na batalha que o mesmo enfrentava.
Flashback On
Há uns cinco anos, Mest estava voltando para casa em um dia um tanto chuvoso, até que, tudo ficou escuro e ele não enxergava mais nada, apenas sentiu um cheiro forte de gás humorístico.
Quando ele acordou se viu em um prédio aonde ele já residiu, em um local esquecido por todos. Se sentia tonto mas conseguiu perceber a presença de três pessoas no local: Uma mulher de cabelos azuis escuros e um garoto que aparentava ter uns 16 anos acompanhado por uma garota que aparentava ter seus 9 á 10 anos.
Ele conseguiu notar que estava acontecendo um tipo de briga naquele local, mas aquela moça de cabelos escuros sumiu em meio aquela escuridão, deixando o garoto de dezesseis anos caído e a garota de nove aos prantos, mas que mesmo assim o ajudou a se libertar daquelas correntes que o prendiam.
Flashback Off
Mest se esquivava dos ataques frequentes que recebia do menor, enquanto a doutora apenas observava aquela situação com um sorriso quase inexistente, com um ar de sarcasmo, mistério e ironia, como se apreciasse um filme inédito, antes mesmo de ser lançado.
...
Dene estava já com uma pequena kunai em mãos, que o seu oponente deixou cair e ela percebeu que nessa kunai tinha um entalhe com as iniciais ‘’K.K.O’’.
E em meio aquela batalha, ela o olhou e notou pequena semelhança de seu oponente com Mest, e como Wendy já caída ao chão e Suzy, principal motivo disso tudo acontecer desacordada, Dene se atreveu a questionar o seu inimigo.
–Posso te fazer uma pergunta?
–Se eu puder te responder... – Respondeu o mesmo.
–O que significa esse entalhe? ‘’K.K.O’’?
Em um sorriso sarcástico e uma gargalhada amedrontadora ele respondeu...
–Você realmente quer saber?... Antes de te responder, vou te contar uma história, aí você decidirá se realmente quer saber o significado dessa sigla.
Continua no próximo capítulo...
...
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