A vida pelo o Amor
36 Trinta e Seis
Notas iniciais
Trinta e Seis
Nosso almoço foi muito engraçado, rimos bastante. Misaki, Matt, Mello e eu descemos para a academia, a Misaki disse que iria nos manter em uma pequena dieta. Então enquanto o caso não acaba, nós temos que ficar ocupados e deixar o Near trabalhar. Mas quando ela disse ocupados, nós três achamos que era diversão, mas não, temos que nos exercitar. E todas as matérias do colégio ela irá nos trazer para podermos continuar os estudos. Não sei para que isso, mas ele insiste.
-Nunca me senti tão cansado. –disse Matt, reclamando enquanto entrava no elevador.
-Exercícios físicos fazem bem a nossa saúde.
-Eu sei Misaki, mas é que...isso cansa.
-Ele tem razão. Misaki, por favor, não faça isso conosco?! –Mello brincou se ajoelhando no chão.
-Haha. –eu ri. –Isso não vai funcionar com ela. Por mais que todos nós estejamos mortos de cansaço.
-Parem de reclamar. Isso foi apenas o inicio dos exercícios rotineiros.
-Tem mais?
-Sim. Podem se alongar todos os dias.
-Você não estará aqui durante a semana.
-Quem disse? Eu aceitei o pedido do Ryuzaki. Ficarei com vocês até o final do caso.
-Lawliet, não acredito que fez isso com a gente?! Como pode? –Matt tentou ficar nervoso.
-Não olhe assim para mim. Eu não esperava que ela fosse inventar isso.
-Fazer o que, agora não tem mais volta. –reclamou Mello, ao sair do elevador. –Onde estão as chaves? Com o Near?
-Acho que sim. Ele disse que ia ver um pouco de televisão antes de voltar ao trabalho.
-Vou lá buscar. Matt venha comigo. –os dois entraram no apartamento da frente. –Aqui está.
-Mello, temos que planejar aquele negócio lá.
-Que negócio?
-Aquele, que combinamos com o Near.
-Verdade. –Mello abriu a porta e entregou a chave para mim. –Vão na frente. Temos que resolver um assunto com o Near.
-Esta bem.
-Tomem juízo. –brincou.
-Sem graça. –Misaki e eu entramos no apartamento. Me joguei no sofá. Não estava nem um pouco afim de saber se eu estava suado ou não. Nesse momento o importante é descansar. –Misaki, você acabou comigo.
-Desculpe. –riu. Misaki se juntou a mim no sofá.
-Você está linda sabia? –falei ao abraçar ela.
-Ecaa...L você esta suado.
-Como?
-O que foi?
-Você me chamou de L e não de Ryuzaki.
-Acho que está na hora de mudarmos um pouco. –ela tentou se afastar de mim. –Que nojo você esta suado.
-Vem aqui. –eu puxei ela para mais perto, envolvendo-a em meus braços e deitando no sofá prendendo ela com as minhas pernas. –Você não vai escapar tão fácil assim.
-Seu bobo.
-Eu só quero ficar um pouco assim. Senti sua falta esses dias.
-Eu sei. Eu também senti a sua falta. –ela me abraçou de volta. –Eu te amo L. Lawliet.
-Acha que eu não sei disso? Eu amo você muito mais do que você pensa.
-Como vai o caso?
-Confuso. Near esta indo bem.
-L...eu não pude deixar de escutar o caso aquele dia. Não esta preocupado com o plano do Near?
-Estou e muito. Mas é que...eu não posso fazer mais nada, além de esperar por isso.
-Isso é preocupante. Quando esse plano vai acontecer?
-Eu não sei. O Mello e o Matt tem algo em mente e precisam resolver com o Near. –Misaki se ajeitou no meu peitoral. -Acho que é bom ficarmos sozinhos por um tempo.
-L, já fizemos isso na noite passada.
-Quem disse que vamos fazer “aquilo”. Eu só quero ficar abraçado com você por um tempo.
-Isso é bom. –Misaki e eu acabamos dormindo por um tempo. Até o Mello e o Matt chegarem fazendo barulho.
-Que lindos vocês dois. –disse Mello segurando a câmera digital e tirando uma foto nossa.
-Mello. –falei abrindo os olhos.
-O que foi?
-O que acha que esta fazendo?
-Tirando uma foto. Vocês ficam lindos assim. –olhei para a Misaki que estava acordando.
-Mello...onde esta o Matt? –perguntou.
-Tomando um banho. Depois que eu terminar de tomar banho nós poderíamos conversar sobre um assunto que talvez lhe interesse.
-É sobre o caso?
-Sim, o Near irá falar com o Kira...Raito. Você entendeu.
-Nossa, imagine se vocês dois tivessem um filho. –disse Matt, vindo no corredor e se sentando na poltrona.
-Seria lindo. Mas ainda não é hora disso. –falou Misaki.
-Vocês dois, aposto que estão planejando nos casar logo. –brinquei.
-Vou tomar banho. Pensando bem, vocês deveriam se casar. Foram um lindo casal.
-Se for assim. O Mello tem que casar cum a Izumi. –sussurrou Matt.
-Matt.
-O que foi? Você ainda gosta dela não é?
-Então você gosta mesmo dela? –Misaki levantou do sofá correndo e fez uma cara de malicia direcionada ao Mello.
-Acho que talvez um pouquinho. Eu tenho que tomar banho. –todos começamos a rir da cara dele.
-Parece que ele esta crescendo. –brinquei.
-A paixão é p primeiro sinal de que você esta crescendo. Você deveria saber disso L.
-Estou sabendo. E você Matt?
-O que tem eu?
-Alguma paixão?
-Não ainda. Espero encontrar alguém depois desse caso.
Passamos um tempo conversando até o Mello sair do banho. Deu tempo de eu e a Misaki tomarmos um banho juntos. Senti falta disso. Mello falou um pouco sobre seus sentimentos. Passamos um tempo vendo televisão e o Near logo nos ligou.
-L.
-O que foi?
-Não vou dar pistas, só quero que você ouça o telefonema. E não quero perguntas. A Misaki está ai?
-Estou bem aqui meu querido.
-Porque chama ele de querido? –fiquei com um pouco de ciúmes.
-Esta com ciúmes? Que fofinho. –Misaki me abraçou.
-Será que o casal feliz poderia nos deixar escutar o telefonema. –reclamou Matt.
-Concordo. –disseram Near e Mello.
-Esta bem. Pode começar Near.
-L. –começou Near ligando as duas linhas.
-O que foi, Near? –Misaki me abraçou mais forte.
-Você esta bem? –perguntei com a voz em um tom baixo.
-Sim.
-Quero que nos encontremos. –continuou Near.
-Como?
-Há algo que preciso mostrar-lhe pessoalmente, referente ao caso Kira.
-Achei que estivesse convicto de que eu sou Kira. –Near tem a mesma suspeita que eu. Isso é bom. –Não acredito que queira mostrar-me o rosto.
-Não. É algo que só posso lhe mostrar mostrando também o meu rosto. Certas coisas só podem ser mostrados cara-a-cara. Graças a isso, tudo será solucionado.
-Ótimo. Também quero mostrar-lhe seu erro crasso o quanto antes.
-Finalmente chega este momento.
-Sim. Diga-me suas condições.
-Primeiro, quero que todos os investigadores estejam presentes. Em outras palavras, que todos os envolvidos no caso Kira compareçam.
-De acordo. Não é problema algum.
-Como já lhe disse antes, aqui somos quatro. Este é o numero de membros da SPK. E o senhor Mogi, que esta conosco, nos acompanhará. A senhorita Amane será libertada e não tomará conhecimento do que se passa. Nos encontraremos assim que verificar a libertação de Amane. O que me diz?
-Eu sou de acordo, Near. Aqui somos ao todo cinco, incluindo a mim. Com Mogi ao seu lado são três além de mim.
-Compreendo. Decidamos o local. Há um balcão abandonado ao Sul da Baía de Daikoku, conhecido pelo o nome “Yellow Box”. Peço perdão pela a iniciativa sem consulta prévia, mas já adquiri o lugar. Uma outra coisa. Quero que levem o caderno que está aos seus cuidados. – o que o Near esta planejando? Isso me assuta um pouco, aquele balcão é estranho demais para esse tipo de coisa.
-Porque?
-Por um motivo muito simples. Quando saírem todos do QG, não haverá quem o vigie. Prometo que jamais tentarei roubá-lo. Quanto a averiguar a autenticidade do caderno. Peço ao senhor Aizawa que confirme tal autenticidade, ao nos encontrarmos. Peço ainda que seja outro, que não L, a portar o caderno. Posto que penso que L é Kira.
-Certo. –Near esta decidido. Confesso que ele e o Mello juntos conseguem me superar. Impressionante. –Mas eu decidirei quem o fará. Concorda?
-Sim. Decidamos agora a data. Que me diz do dia 28 de Janeiro, á uma da tarde?
-Entendido. Por mim, qualquer hora é valida.
-Então nos vemos em três dias, á uma da tarde. –Misaki olhou para mim.
-Sim. –Near desligou o telefone de Yagami.
-Você esta louco? Near, isso é perigoso. –gritou Misaki. –L vai deixar ele fazer isso?
-Sim.
-Misaki, peço desculpas, mas...eu devo fazer isso. L esta tudo bem para você?
-Sim, mas eu quero que a Misaki esteje nesse encontro com você.
-O que? –perguntou todos aos mesmo tempo.
-Tenho um plano, quero ver tudo o que vai acontecer através de uma câmera escondida que ficara com ela. Estarei dentro do balcão junto a todos vocês, só irá mudar uma única coisa. Eu estarei escondido em algum lugar e ninguém irá saber onde, somente eu. Entendido?
-Sim. Apesar de eu achar isso uma loucura de sua parte.
-Não reclame, quero proteger vocês caso algo aconteça. Afinal, quero ver a derrota dele de perto.
-Que bobagem. –disse Misaki. –Estão todos querendo morrer. Eu só irei aceitar isso, porque se for para vocês morrerem eu vou junto. Confesso que também quero ver aquele idiota perder a pose de machão.
-Nossa, Misaki, isso me surpreendeu. –disse Matt.
-Eu sou assim as veses. Hora do jantar. Near, venha já para casa e trate de tomar um banho. –Misaki pulou do sofá correndo. –Matt e Mello, vocês dois escolham um jgo e um filme para assistirmos.
-Para que?
-Iremos nos divertir esta noite.
-Esta bem.
-L, você escolhe a sobremesa.
-Disso que gostei.
-Near, já desligou o telefone?
-Não.
-Pois desligue e venha já para cá.
-Esta bem “mamãe”. –brincou e logo desligou o telefone.
-Essa noite será ótima. Não quero ouvir nada sobre esse caso. Estão todos entendidos?
-Sim. –gritamos todos nós. Misaki abriu um sorriso e foi para a cozinha. Nunca vi uma pessoa gostar tanto de cozinhar.
Notas finais
Agradeço a todos pelos os comentários, eu adoro muito vocês, e muito obrigada também pela as recomendações, eu adorei!!
Fale com o autor