Notas iniciais
Este capitulo ficou enorme.
Quatro

Antes do almoço, fiquei tentando descobrir de onde Ryuzaki conhecia meu pai. Por um momento desconfiei que ele fosse L, mas seria impossível. L não poderia ser tão novo e grosseiro.

-Misaki?-chamou Izumi. –Vem almoçar conosco hoje?

-Bem...-olhei para Ryuzaki, ele estava vidrado em seu doce. –Não.

-Hm. Ira almoçar com quem? –perguntou Izumi.

-Ryuzaki. –abaixei a cabeça disfarçando mi ha timidez.

-Sério? –gritou Yukari.

-Sim, eu acho.

-Yukari é apixonada por ele.

-Claro que não sou. Apenas acho ele muito fofo e atraente. –Izumi riu de seu comentário.

-Aiai Yukari. Não brinque com uma coisas dessas. Ele não é nada atraente. –disse olhando para Ryuzaki. –Quem sabe se ele não tivesse aquelas olheiras. E se arrumasse mais, ai ele poderia ficar atraente.

-Ele é sim Izumi. Muito atraente. – Yukari cruzou os braços. –Alias ele é o segundo menino mais lindo desse colégio, entre todos os quatro. Esta na lista de garotos mais lindos do ano.

-Lista? A lista para essas coisas?

-Claro. As lideres de torcida que as criaram. Infelizmente Ryuzaki esta em segundo lugar. –disse se sentando na cadeira.

-Quem esta em primeiro? –perguntei curiosa.

-Yagami Raito. Ele sim é lindo! –disse Izumi.

-Izumi? Esta louca. Ele é um chato. Alias nem se quer saiu a lista deste ano ainda. Provavelmente ela ira sair após a festa de Boas Vindas.

-Festa de Boas Vindas? –eu estava confusa. Esta escola era surpreendente, tinha tanta coisa diferente.

-Sim. É igual ao baile de fim de ano, só muda que é de boas vindas ao novo ano. –Yukari parecia feliz. –Espero que Ryuzaki me convide.

-Yukari até parece que ele irá convida-la. A tantas meninas correndo atrás dele que...

-Só convidarei aquela que mais me interessa. –interrompeu Ryuzaki. –Desculpe me intrometer mas estou com fome Baby, vamos.

-Já disse para não me chamar assim. –gritei.

-Ryu..zaki..-kun. –disse timidamente Yukari.

-O que quer?

-Ela não quer nada. Vamos Yukari. –disse Izumi arrastando Yukari pelo o braço.

-Ela gosta de mim. Assim como várias garotas deste colégio. Fico feliz que Yagami esteja a minha frente na lista. Assim nem todas as garotas ficam correndo atrás de mim.

-Porque não da uma chance para uma delas?

-Nem pensar. Só quero aquela que me interessa. –disse em um tom de voz frio.

-Pelo o jeito nenhuma.

-Quem disse que não estou interessado em uma garota? –arregalei os olhos ao ouvir aquilo. Foi hilário.

-Então você tem uma pretendente. Quem é ela? –perguntei me aproximando dele.

-Não direi até o momento certo. Vamos parar de papo e ir para o pátio. –disse andando em direção a porta. -O que irá comer hoje?

-Hm...não sei. Há tantas coisas gostosas. Porque pergunta? –olhei para todas as coisas que tinham no balcão de lanches.

-Irei pagar o seu almoço. Por isso, a deixarei passar em minha frente. –acho que no fundo ele é gentil.

-Obrigada. Aqui não tem comida americana?

-Sim. Por minha causa. Eu prefiro comida americana, mas como bastante comida japonesa. –ele estendeu uma bandeja para mim. –Escolha o que quiser.

Peguei a bandeja, olhei para todas as comidas possíveis e nenhuma comida japonesa me agradou. Até eu chegar a parte de comida americana. Peguei um Hamburg, algumas batatas fritas e uma limonada. Quando sai da fila para Ryuzaki pagar notei que todos estavam olhando para mim.

-Hm...Ryuzaki –kun, porque todos estão olhando para você? –perguntei, mas depois que fiz a pergunta que lembrei que ele era muito popular na escola.

-Não estão olhando só para mim. –disse frio.

-O que quer dizer com isso?

-Estão olhando para você também. Lembre-se que te deixei passar em minha frente e que iremos almoçar juntos.

-Droga, eu não queria chamar tanta atenção assim.

-Mas chamou. Alias qualquer pessoa que ande com os cinco meninos mais lindos chamam a atenção. Se for menina os caras passam a admirá-la e a correrem atrás dela, e as meninas ficam com inveja. Se for homem, as meninas o deixam de lado, e os garotos apenas ignoram. Então se prepare, você esta sendo invejada e a partir de hoje, você terá vários pretendentes. Faça que nem eu, apenas as ignore.–Ryuzaki se virou e olhou para mim quando disse a ultima frase. Até que eu notei o tanto de comida que havia em sua bandeja.

-Quanto custou tudo isso? Você sempre come tanto? –resolvi mudar de assunto, eu estava ficando constrangida.

-Não se preocupe com o preço. Eu como o que me da vontade. –disse grosseiramente.

-Você é sempre grosso e frio deste jeito?

-Não sou grosso. Mas sou frio. Ande logo. –disse passando em minha frente em direção ao corredor.

-Aonde vamos? Não vamos almoçar aqui? –perguntei o seguindo, e tentando ignorar as pessoas que me olhavam.

-Não. Vamos comer lá fora. No lugar onde sempre almoço.

-Achei que você almoçava no pátio.

-Não, apenas ontem.

-Porque estava aqui dentro então?

-Porque queria olhar para você. –fiquei corada.

-Porque queria me olhar?

-Você é interessante, obscura, não consigo defini-la muito bem. –disse passando no corredor. Até que eu notei um tumulto de pessoas perto da parede.

-O que estão fazendo.

- É a lista deste ano. Quer ver se você está nela? –perguntou parando na frente das pessoas.

-Não. –de repente todos deram espaço para ele passar. –Ahn? Estou em primeiro lugar este ano?

-Sim Ryuzaki-kun. –disse Yukari. Que era de se esperar que estivesse vendo a lista.

-Ahn? Não pode ser? –gritou uma menina loira olhando a outra lista que estava ao lado da lista que Ryuzaki estava vendo.

-O que foi Misa-Misa? –perguntou Yukari.

-Quem é esta tal de Misaki Mei? –quando ouvi meu nome fiquei sem ação. –Hm...sou eu.

-Parabéns você esta em primeiro lugar na lista das garotas mais bonitas. –disse a menina loira.

-Lista de garotas mais bonitas?

-Esqueci de dizer que também há a lista das garotas mais bonitas. Criada pelo o clube de futebol masculino. E parece que você esta em primeiro lugar.

-Mas porque eu?

-Esta na cara Baby. –disse Ryuzaki –Eles te acham a mais bonita.

-Surpreendente. Ela outra passou você Izumi. –disse a menina loira.

-Izumi também esta na lista? –perguntei curiosa.

-Sim sempre estive, era eu em primeiro lugar. E agora é você. Relaxa não ligo para isso. –riu. -Ryuzaki todos vocês já pegaram seus lanches?

-Sim. Vamos Baby. –me puxou.

-Espera. Porque estou na lista?

-Isso não é problema meu. Quem organiza a lista é o Mello.

-O seu irmão?

-Sim. Ele faz parte do clube de futebol. Porque está tão surpresa com isso? –disse se sentando debaixo de uma árvore.

-Porque eu nunca fui tão popular em toda minha vida. –olhei em volta. –Ryuzaki que lugar é este?

-A parte verde do colégio. Gosto de comer aqui. As pessoas não vem para cá. Somente quando esta muito calor. Por isso que é tão tranquilo.

-É lindo. –me sentei em baixo da arvore junto a Ryuzaki. Porque você senta deste jeito?

-Porque se eu me sentar igual as outras pessoas meu raciocínio diminui quarenta por cento. E porque gosto.

-Mas se o seu raciocínio diminuir você não será tão inteligente quanto dizem que é, certo?

-Errado. Ficarei normal até eu sentar desta maneira novamente, assim voltarei a ser um gênio, e não um garoto com a inteligência comum. –ele pegou seu Hamburg e deu uma mordida. – Porque você usa este tapa olho?

-Não gosto de falar sobre isso. –abaixei a cabeça e dei uma mordida em meu lanche.

-Confie em mim. Não contarei a ninguém. Alias eu sou o L! –quando ele disse que era L, achei que estivesse brincando, mas pareceu estar falando sério.

-Como? Você é o famoso detetive L? –disse surpresa.

-Sim! Por isso conheço seu pai. –falou em um tom de voz mais baixo e frio como sempre. –Ele me disse hoje na entrada que contou a você que trabalhava comigo.

-Você falou com meu pai hoje?

-Sim. Quando ele veio me perguntar o que faço aqui. Eu disse que eu estudo aqui.

-Meu pai sabe que você é o filho de Watari. –fiquei calma.

-Claro. Ele conhece o Watari também.

-Por isso ele sabia quem era seu pai, quando falei de você a ele. –ele se surpreendeu quando eu disse que falei dele.

-Falou de mim a ele? –perguntou.

-Sonhei que eu era um açúcar dentro do seu café. –Ryuzaki caiu na gargalhada.

-Você é engraçada. Como imaginei.

-Achei que me achasse irritante. –disse confusa.

-Acho, mas estou mudando de ideia. –falou de boca cheia.

-Como devo chama-lo? –perguntei.

-De Ryuzaki por segurança. Ninguém aqui sabe que sou L, contei a você por que trabalho com seu pai, e uma hora, você iria descobrir. Alias quero que me ajude no caso Kira. –quando me pediu para ajuda-lo fiquei sem reação outra vez.

-Mas porque? Você já tem ajudantes, sem contar que faz pouco tempo que o caso surgiu então você já esta querendo ajuda? Achei que você fosse o melhor detetive do mundo.

-Sou. Era de se esperar que seu pai não contasse a verdade. –suspirou. –O caso Kira esta aberto a desde o começo deste ano, ou seja já faz quatro meses. Seu pai trabalha comigo desde o inicio, o diretor da policia do país do Japão, queria um agente da policia da Inglaterra. Na verdade eu queria, eu pesquisei e descobri que seu pai é o melhor da Inglaterra, resolvi chama-lo, ainda mais porque ele é japonês e porque a Inglaterra é meu país natal. Bem isso faz quatro meses. Seu pai me conheceu ante ontem de manhã. Antes de eu vir para o colégio. Nós temos uma i presa que criei, mas ninguém desconfia que o QG de L fica lá. Temos reuniões todos os dias de a noite, depois do colégio. Seu pai deve estar lá. A empresa que criei parece um prédio comum por fora, mas por dentro é totalmente de alta segurança.

-Então porque quer minha ajuda?

-A equipe de Yagami que me ajudava, sobrou apenas cinco deles, e dois deles foram mortos por Kira. Alias, quero conhece-la mais. Eu estava pensando em como passar mais tempo com você, sendo que trabalho durante a noite depois do colégio, e durante o dia estou no colégio. Mas agora que sei que você é filha do Yōsuke resolvi que para passar mais tempo com você, terei que convida-la para nos ajudar no caso Kira. Alias o nome falso do seu pai é Fujioka Shiryu. Eu não quis mudar o sobrenome de sua família. Aceita entrar para minha equipe Misaki? –fiquei sem graça ao ouvir que Ryuzaki queria passar mais tempo comigo. Então para disfarçar minha timidez resolvi continuar adiante com o assunto.

-Sim. Porque eles morreram? –não sei porque eu queria ajuda-lo com o caso Kira, mas ele consegui a minha ajuda.

-Acredito que Kira precise do nome do rosto das pessoas para morrer. Por isso usamos nomes falsos e o seu nome falso eu ainda não decidi, por isso irei chama-la de Baby.

-Quais os nomes verdadeiros e falsos dos agentes que estão com você?

-Só irei te dizer porque você chegou a dois dias no Japão e porque sei que o Kira esta no Japão. Alias, não irei te contar o começo do caso e nem nada, mas irei te dizer o que penso sobre tudo. Você será como o meu porto seguro no caso Kira. Se eu morrer Near e Mello serão meus substitutos, mas o meu verdadeiro substituto será o Near. Não confio muito em Mello. Near tem vantagem porque ele realmente é meu parente, ele é meu irmão mais novo, ele me admira muito e se parece bastante comigo, é por isso que confio nele. –Ryuzaki estava sério.

-Porque eu serei o seu porto seguro?

-Irei dizer o que penso, direi o que estou pensando em fazer para o caso. Você saberá os meus planos. A coisas sobre o caso e sobre o minha opinião que somente você saberá. Near e Mello sabem tudo sobre o caso. Por isso caso eu morra quero que você diga a Near tudo o que eu lhe disser.

-Mas porque eu?

-Porque preciso de alguém que não esteja envolvido no caso desde o inicio, que não saiba muito sobre o caso, que venha de fora do Japão e principalmente não ser Kira. E você é completamente de confiança para mim. Por isso farei de tudo para mate-la viva, e enquanto o tempo que eu passar com você, será uma oportunidade de eu te conhecer mais.

-Você planejou tudo isso em pouco tempo e só para me conhecer?

-Sim. –fique confusa e impressionada com tudo o que Ryuzaki pensou para me conhecer melhor.

-Então eu sou tipo o seu diário?

-Sim. Você quer o nome de todos na minha equipe certo? –confirmei. Ryuzaki escreveu em um bloco de notas que estava no bolso de sua calça, todos os nomes verdadeiro e falsos de toda sua equipe.

Yagami Soichiro – Chefe

Yagami Raito (Light)

Matsuda Tota — Matsui Tarō

Aizawa Shuichi — Aihara

Mogi Kanzō — Moji Kan'ichi

-São estes sem contar com seu pai.

-Porque Yagami Raito não tem nome falso e nem o pai dele?

-Porque Raito-kun é o Kira, e ele não ira querer matar seu próprio pai.

-Yagami...Raito...é o Kira? Porque ele esta na sua equipe? –fiquei desesperada.

-Fique quieta. Eu ainda não tenho certeza, estou começando a ficar desesperado com isso. Outro motivo pelo o qual eles não tem apelido ou nome falso. Eles são famosos. Sabe aquela garota loira lá dentro?

-Sim.

-Ela é uma modelo, o nome dela é Amane Misa. Todos a chamam de Misa-Misa. Ela é suspeita de ser o segndo Kira. Por isso estou querendo prende-los.

-Prende-los? Mas...-quase gritei.

-Baby. –falou baixo me interrompendo.

-O que foi Ryuzaki? –Ryuzaki se levantou.

-Meu nome verdadeiro é L Lawliet no Japão se pronuncia Eru Rōraito. Mas prefiro que me chamem de L, mas fora de minha casa ou da minha empresa me chame de Ryuzaki. Mas a partir de agora, quando estivermos sozinhos quero que você me chame de L, menos na escola.

-Esta bem. L...Ryuzaki creio que a partir de agora iremos almoçar juntos todos os dias, Certo?

-Sim. Tente não me chamar de L aqui ou em publico. –ele pegou nossas bandejas no chão. –Irei dizer ao seu pai que a partir de agora você esta na equipe. Ele sabe que eu pretendia te chamar. Eu disse a ele para não se preocupar que eu me irei me responsabilizar por você, já que você passara tempo comigo. –fique totalmente sem o que fazer.

-Acho que o almoço esta acabando. Ryuzaki mas e meus amigos?

-Eles passaram o almoço conosco e com meus irmãos. Hoje Near e Mello toparão em ficar sozinhos para que eu pudesse falar com você. Esqueci de te dizer que Raito-kun e Misa-Misa estão em um relacionamento. Raito-kun é um ótimo ator ou ele realmente não é Kira.

-Acredito em você. Me parece que você nunca erra. Mas quem é este Yagami Raito? Eu ainda não o vi.

-Você o conhecerá na empresa quando sairmos daqui. Esses dias ele esta faltando. Sabe aquela minha hipótese de deixar ele e Misa-Misa presos? –L olhou para mim. –Raito-kun esta preso. Mas Misa-Misa, eu a soltei a uma semana.

-Ryuzaki como pode? –perguntei nervosa.

-Não fique zangada comigo. Eu lhe disse a possibilidade dele ser Kira, e ele concordou em ser preso para que eu tivesse certeza de que ele é ou não o Kira. Mas com certeza Misa-Misa é o segundo Kira, não posso ter errado nas minhas hipóteses. –deu uma pausa. –Porque você usa este tapa-olho?

-Eu meio que...não sou inteira. –ele arregalou os olhos.

-Como assim você não é inteira? Não vai me dizer que você é um robô. –brincou.

-Sou metade boneca. –tirei o tapa-olho. –Eu tive um acidente de carro quando eu tinha dez anos. Meu avô era cirurgião plástico e cientista. Eu perdi o meu olho esquerdo. Meu avô estava fazendo testes para ver se ele conseguia fazer um olho falso de vidro para mim. Fiquei sem enxergar durante cinco meses. Depois meu avô perguntou se eu gostaria voltar a enxergar. E então ele me mostrou a experiência dele que funcionou. Fazer com que alguém pudesse enxergar através de um olho de boneca. Um dos meus sonhos era ter um olho de boneca, eu queria saber o que eles viam. Mas hoje em dia me arrependo. Eu uso o tapa-olho porque além do meu olho de boneca ser verde, eu também enxergo tudo o que as bonecas veem além das pessoas normais.

-Você vê pessoas mortas não é?! –fiquei arrepiada, como ele sabia disso.

-Sim. Como sabe sobre isso? –disse colocando meu tapa-olho novamente.

-Seu avô era o Misaki Keitarou. Ele mostrou sua experiência com o cachorro, de que criaturas vivas pudessem enxergar através de um olho de boneca, mas que através deste olho, eles também viam pessoas mortas. Eu desconfiei que você fosse parte da experiência dele. Quando surgiu no jornal que a neta e a filha de Misaki Keitarou o famoso cirurgião plástico haviam sofrido um acidente. Então eu pesquisei sobre o acidente e descobri que sua neta havia ficado cega do olho esquerdo, fiquei triste quando descobri que ela tinha a minha idade. Havia uma foto sua e de sua mãe no site, uma linda menininha de olhos vermelhos, cabelos pretos até os ombros. Eu tinha certeza de que ele faria você voltar a enxergar, porque era a neta dele. Então fiz um pedido, para que um dia eu pudesse conhecer você, que se eu a conhecesse prometeria tentar me casar com você. Eu era muito fanático por seu avô, porque além de cirurgião ele era cientista, e um dos melhores do mundo, eu adorava o trabalho dele, suas experiências, e a do olho de boneca se tornou minha favorita. Eu queria muito ter conhecido seu avô, fiquei assim, frio e um pouco grosseiro após a morte dele. Quando eu soube que a família dele se mudou para a Inglaterra fiquei contente, pois ninguém sabia se ele tinha colocado o olho de boneca eu sua neta. Mas eu sim, porque eu vi você em uma sorveteria no ano seguinte após a morte de seu avô, eu a reconheci, não tive coragem de ir falar com você. Mas quando soube que a neta do meu ídolo viria para cá este ano, eu surtei de alegria, finalmente teria chances de conhecer você, e me surpreendi ao perceber que você ainda usava o tapa-olho, eu queria ter certeza de que ele colocou o olho, por um segundo, achei que você o usava porque não enxergava com o olho direito.

-Ryuzaki... –ele me interrompeu, me dando um abraço.

-Você é exatamente do jeito que eu te imaginei. Eu tinha me apaixonado por você, no ano que estudamos juntos. Você não deve se lembrar de mim. –L me soltou.

-Ryuzaki...eu me lembro de você. No momento que vi você senti como se já tivesse te conhecido. Depois quando você disse seu nome verdadeiro, lembrei daquele garotinho que estudou comigo quando eu tinha onze anos, que sentava de forma estranha, tinha olheiras, sempre usava a mesma cor de roupa, calça azul clara, de algodão e uma blusa branca. Me lembrei de você ser um dos garotinhos daquele famoso orfanato para crianças superdotadas. –parei para respirar, até que o sinal tocou. –O estranho L Lawliet, o garoto tímido, o mais quieto e o mais inteligente da escola. Você se mudou no segundo semestre das aulas. Quando meu disse que veríamos para o Japão, lembrei de que você tinha vindo para cá. Eu adorava você, te achava interessante, eu não conhecia você, não sabia como você era até ante ontem, que descobri que você era grosseiro e frio com as pessoas.

-Temos que ir, se apresse com as palavras. –disse andando em direção ao corredor. –Como prometi, só me casarei com você se eu me apaixonar. O que deve ser bem difícil.

-Acredite, ele não quebra suas promessas desde pequeno. –disse Near vindo em nossa direção. –Estavam falando sobre sua promessa de casa com ela?

-Sim. –respondeu L. –Mas eu estava dizendo a ela, que só me casarei com ela, se eu me apaixonar.

-Será difícil, você nunca se apaixonou por suas três antigas namoradas.

-Namoradas?

-Sim, ele tentava namorar, mas não deu muito certo. A menina que ele namorou por mais tempo era do orfanato de Watari que temos aqui no Japão. –Near olhou para os dois lados antes de continuar falando. –Eles namoraram por dois meses, foi com ela que ele perdeu sua virgin...

-Hora de irmos para a sala de aula. –L largou as bandejas e tampou com a mão a boca de Near.

-Acho melhor você solta-lo, ele esta ficando vermelho.

-Ryuzaki, você me deixa sem fôlego quando faz isso. Se esqueceu que você é bem mais forte do que eu?! –gritou Near.

-Amo você. Mas as vezes você fala demais. Olhe quem vem vindo ali N. –L apontou para uma menina de cabelos castanhos, olhos castanhos e que aparentava ter a mesma idade de Near.

-Quem é aquela? –perguntei.

-Yagami Sayu. –disse Near se escondendo atrás de L.

-Ela é apaixonada por ele. E ele também é apaixonado por ela. Mas Near não gosta de ficar perto dela, devido ao caso Kira. Ele sabe que a hipóteses de Raito–kun ser Kira.

-Não sou apaixonado por ela Ryuzaki. Esta enganado. –L riu.

-Vamos, temos aula. N onde esta o Mello?

-Não sei. Aquele baka deve estar comprando mais barras de chocolate. –disse. –Misaki?

-Hm?

-Lhe darei avisos sobre meu irmão depois quando estivermos a sós , esta bem? –achei estranho Near dizer isso.

-Ok. –fomos para a sala e logo quando entramos, L ficou do lado de fora no telefone com Watari. –Eles estão falando sobre Kira?

-Shhh. Não fale sobre isso no colégio. Na verdade Ryuzaki esta pedindo para ele colocar mais comida americana no almoço, para você.

-Para mim? Mas porque?

-Por que você acha? Misaki Ryuzaki gosta de você, esta na cara, ou se não gosta esta começando a gostar.

-O que? Near não fale isso? –disse, rapidamente. –Ele apenas admirava meu avô.

-Verdade. Mas tenho certeza de que ele nunca deixou de gostar de você. Porque você acha que ele quer passar mais tempo com você? –disse Near se sentando em seu lugar.

-É por isso? Ryuzaki gosta de mim? –não sei porque mas meu coração acelerou. –Deve ser apenas um engano, ele deve ser assim com todas elas.

-Não. Apenas com você. É por isso que você é a única que tem um apelido carinhoso “Baby’ ou seja “Bebê”. – senti meu rosto corar. 0Misaki, meu irmão é um pouco pervertido as vezes, quando está perto das garotas que são mais intimas. Sabe o porque seus amigos são todos populares?

-Não.

-Porque também são nossos amigos. Nós não almoçamos com eles, somente quando esta chovendo. Mas sempre ficamos juntos por ai. É por isso que a partir de amanhã todos começaremos a almoçar juntos. Ou lá fora no nosso lugar de sempre ou no pátio. Ainda não sei.

-Vocês são amigos?

-Com quem acha que passo meu almoço quando o Ryuzaki não está? –perguntou ironicamente.

-Com eles. Eu achava que você e Mello...

-Não ficamos juntos. Porque não nos damos muito bem. Mello fica com os amigos do clube de futebol, só fica conosco no almoço e na sala de aula. –me interrompeu.

-Hora da aula Ryuzaki. –disse o professor entrando na sala.

-Acho melhor nos sentarmos Baby. –disse L me empurrando para nossos assentos, que ficavam lá no fundo. –O que ele disse? Algo sobre mim?

-Hm...que você e os meus amigos são amigos íntimos, que você é um pervertido perto das suas amiga intimas e que gosta de mim.

-Ahn? Não...gosto de você. Somente como uma amiga. –disse em um tom de voz alto e engraçado. -O resto é verdade. Mas se você não gosta de pervertidos, eu não serei na sua frente.

-Então você é amigo da galera?

-Isso. É por isso que temos bastante intimidade. Esta chateada porque eu não gosto de você?

-Que, imagina, somo amigos e companheiro de trabelho lembra?

-Claro.- disse um pouco triste.

Notas finais
Adorei este capitulo e espero que também gostei, acredito que por enquanto foi o melhor que escrevi, esta muito fofo. Obrigada aqueles que comentaram. *o*