A vida pelo o Amor
14 Quatorze
Notas iniciais
Versão Misaki
L sempre arranjava uma jeito de me deixar sem graça. Fui dormir com a cena de hoje na cabeça. O que ele estava pensando em fazer? O que deu em você Misaki, poderia ter interrompido. Porque eu não interrompi quando tive chances, acho que eu queria ver até onde ele iria chegar com tudo aquilo. Por fim dormi pensando na loucura que poderia ter acontecido se o bolo não ficasse pronto.
Meu sonho era confuso ,eu estava sentada em uma varanda de madeira , conversando com L, meus olhos estavam verdes e eu não usava um tapa olho. Talvez aquela não fosse eu, até que eu notei, L estava sentado de uma forma natural igual a várias pessoas, ele estava com as pernas cruzadas, também notei que Near e Mello nos espiava pela porta. Há paisagem era linda, haviam flores por todo lado, uma arvore com um balanço, L vestia as mesma roupas de sempre. Acordei com a minha Oka-san me acordando:
-Misaki, levante-se. –disse, abrindo todas as cortinas do meu quarto. –Anda, Ryuzaki está lhe esperando na sala.
-Só mais um pouco. –falei bocejando e me enrolando para debaixo da coberta. Até que eu me dei conta, que L estava em minha sala naquele exato momento. Levantei correndo. –Você disse que o Ryuzaki está na sala?
-Sim. –disse minha Oka-san juntando algumas roupas sujas, que estavam em cima de minha poltrona. –Quer que eu passa para ele esperar?
-Não. Ao contrario, peça a ele para ir embora. Ainda estou cansada, vou dormir um pouco mais. –falei, voltando para debaixo do cobertor.
-Está bem. Mas porque quer que ele vá embora?
-Eu tive um sonho estranho, só isso.
-Que tipo de sonho? –perguntou anciosa.
-Estou preocupada com o meu olho. –disse me sentando na cama.
-Como assim, ele sabe a verdade não é?
-Sim, mas não toda a verdade.
-Então conte a ele.
-Não!- gritei. –Estou com medo.
-Querida, não se assuste. Ele irá entender. Alias ele veio aqui para conversar comigo e com o seu pai. Sobre você.
-Sobre o que?
-Deixe que uma hora ele ira lhe contar. Eu só sei, que eu e seu pai autorizamos e achamos maravilhoso você finalmente achar alguém por quem se interesse de verdade.
-Do que está falando?
-Nada. Depois eu volto.–minha Oka-san saiu do quarto. Fiquei aliviada, até ouvir alguém entrar em meu quarto e sentar em minha cama. Fiquei com medo de olhar, para saber quem era.
-Você realmente queria que eu fosse embora depois de ontem? –até que eu reconheci a voz. Era L.
-O que faz aqui?
-Vim lhe fazer uma visita, e pedir autorização ao seus pais sobre uma coisa.
-Que coisa? –fiquei curiosa.
-Nada demais. Sua mãe disse que tinha coisas para me dizer o que é? –ele estava me olhando de um jeito diferente, ele não estava sendo frio e nem grosseiro.
-Ryuzak...eu não contei tudo sobre meu olho.
-Então me conte.
-Este meu olho não é vermelho. Ele é verde, sempre foi. –eu me sentei na cama de frente a ele. –Eu coloco lente de contato.
-Porque?
-Eu não gosto deles. Na verdade os meus olhos...
-Os dois são de boneca não é? –fiquei assustada, como ele poderia saber.
-Como sabe disso?
-Eu já disse, pesquisei sobre você há anos e depois que voltou. Como acha que posso confiar em alguém sem ao menos saber sobre a vida dela. –fiquei paralisada em quanto ele falava. –Você tem medo que descubram. Seus dois olhos são de vidro, e um deles vê espíritos, o outro é normal. Você usa uma lente vermelha porque era a cor dos seus olhos antigos, o outro olho você usa um tapa olho para não ver os espíritos. Sabe o porque você os vê?
-Não.
-Porque uma boneca é vazia, ela é a coisa mais próxima da morte. Como você tem olhos de boneca, você vê o que elas veriam se fossem vivas. Sabe o que eu descobri sobre o seu olho? –ele estava sério e calmo.
-Não.
-Tem cura. Você ainda pode fazer uma cirurgia de uma pessoa que quer doar os olhos.
-Quem doaria seus próprios olhos? –fiquei pasma.
-Talvez uma viúva, que não pode ter filhos, que é paralitica e que está dias diante de sua morte.
-De onde tirou isso?
-De uma jovem de vinte anos que perdeu o marido em um acidente de carro há dois meses e que ficou paralitica. Eu sempre a visitei, ela trabalhava para mim no hotel, contei a ela sobre você, sobre seu olho e ela esta disposta a lhe dar os dela.
-Mas porque ela faria isso? –eu estava com os olhos cheios de lagrimas, eu estava sem reação.
-Ela esta com câncer no pulmão. –eu não consegui mais aguentar as lágrimas já haviam aparecido.
-Misaki por favor não chore. Ela só quer ajuda-la. – L se aproximou de mim e me abraçou. –Ela tem poucos dias de vida, e antes de morrer ela prometeu a deus que faria uma boa ação. Ela quer fazer isso. Eu quero que você aceite.
-Foi por isso que veio falar com os meus pais? Eles aceitaram?
-Sim, mas não foi só isso que eu perguntei se eles. –L me soltou.
-Porque? Porque você quer que eu faça isso? –comecei dar leves socos no peito de L.
-Pare. Eu quero o seu bem, será que você não entende isso. –disse L, segurando meus braços para que eu parasse de bater nele.
-Matando uma mulher?
-Não! –ele largou meus pulsos e ficou olhando para baixo. –Só não quero que ela sofra mais. Misaki ela vai começar a quimioterapia amanhã, os cabelos dela iram cair logo. Eu não quero que ela veja seu próprio sofrimento, apenas isso.
Fiquei completamente sem reação, nunca vi L daquele jeito, e do jeito que falava realmente notei que ele se importava com ela. Isso me fez notar que agora eu sei, agora eu o conheço melhor que antes, e agora percebo que ele também tem sentimentos, que ele não é sempre grosso e frio.
-Me desculpe. O que perguntou ao meus pais?
-Se eles aceitavam nosso relacionamento?
-Como assim nosso “relacionamento”?
-Misaki, ontem eu me dei conta que os meus sentimentos de criança sobre você ainda estão firmes e fortes. Eu sempre gostei de você, eu estava tentando esquecer meu amor de infância, com quem eu sempre sonhava que um dia me casaria, e agora você me aparece de repente. Misaki...eu amo você!
-Ryu...zak. –ele me puxou para mais perto, a única coisa que senti foram seus lábios macios e quentes. Meu coração disparou, por algum motivo eu estava gostando. Eu não sei por quanto tempo durou mas, estar nos braços de L era maravilhoso, eu estava deixando ele fazer o que quisesse comigo, até que eu me dei conta de que suas mãos estavam em volta de minha cintura levantando metade de minha blusa para poder tira-la, graças a deus minha Oka-san bateu na porta do quarto:
-Misaki? Eu e seu pai iremos sair. Voltaremos por volta das ove horas da noite, então aproveite seu dia.
-Ryuzak. –eu me afastei. Estava envergonhada. –Não deveria estar trabalhando?
-Sim. Mas deixei a shinigami e um dos meus agentes vigiando o Raito. Me desculpe por ser tão pervertido. –quando olhei para L ele estava sentado de uma maneira completamente normal, ele estava estirado em minha cama.
-Ryuzaki você...
-Estou sentado normal? Sim. É por isso que não consigo pensar em mais nada somente em você, meu raciocínio caiu 40%. Porque você não tira este tapa olho?
-Você sabe o porque. –disse, me deitando na cama.
-Sim eu sei, mas prefiro você sem ele. –L se deitou ao meu lado. –Posso dormir aqui com você?
-Acho que sim.
-Misaki você aceita ser minha namorada? –fiquei em choque mais uma vez. E meu coração voltou a acelerar.
-Posso tentar. E se não der certo?
-Vai dar, sou romântico, e sempre estarei me sentando de forma normal quando estivermos sozinhos, assim você poderá me conhecer como realmente sou. –disse me abraçando por trás, me fazendo sentir o calor que vinha de seu corpo.
Por fim, acabamos dormindo juntos pela primeira vez. Confesso que adorei, ele dormiu mais rápido que eu então tive tempo para perceber que eu gostava dele. Por isso ficava toda estranha quando estava em sua frente, espero que continue assim, eu não quero que este momento acabe é o melhor que tive.
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