A vida pelo o Amor
12 Doze
Notas iniciais
Doze
Doze
L chegou em meu apartamento cerca de umas seis horas da noite, eu fiquei feliz com a presença dele, não sei o porque. Quando notei que ele estava olhando para meu corpo só com aquela camisola, fiquei envergonhada, fui direto para o meu quarto colocar algo por cima.
–O que você queria me dizer? –perguntei olhando com atenção para L, que estava perdido com a receita do bolo.
–Ahn...O que?
–Você ia me dizer alguma coisa. Não foi para isso que veio aqui?
–Também. Vim mais por causa do bolo.
–E então? Vai ou não me dizer o que queria?
–Sim. Baby quero que você guarde uma coisa. –L continuava focado na receita do bolo.
–Claro o que é?
–Um caderno.
–Um caderno? Nossa.
–O que mais esperava que fosse?
–Nada.
–Bem, este caderno não é um caderno comum. É um caderno da morte. Se você escrever o nome de uma pessoa neste caderno ela morre. –desta vez, era eu quem estava perdida.
–Como assim?
–Vou te explicar direitinho, se eu conseguir entender esta receita.
–Deixa que eu faço. Assim você pode me explicar isso direito.
–Ótimo, achei que não me pediria isso. Vou começar pelas regras do caderno, como você é inteligente, espero que entenda a situação.
–Eu também espero isso.
–Posso começar?
–Sim.
–Ok. Primeiro o dono verdadeiro do caderno é um Shinigami.
–Shinigami?
–Faça perguntas depois, para poder facilitar a minha explicação. –confirmei com a cabeça. –Shinigami é um deus da morte. Ele anota em seu caderno, cujo nome é Death Note, todas as pessoa que iram morrer. Ou seja, ele anota o nome, a data e como as pessoas iram morrer. Como eu desconfiava, um Shinigami pode saber o dia, o ano e o nome da pessoa através de seu rosto. É deste jeito que eles matam as pessoas. Um shinigami só escreve o nome da pessoa quando sua hora chega. Cada Shinigami possui seu um Death Note que é o caderno, este caderno é de uso pessoal. Mas como diz uma Shinigami, dois dos Shinigamis tem dois Death Notes, Ryuk um shinigami, deixou cair de proposito um de seus Death Notes aqui no mundo humano. Quem pegou este caderno foi o Yagami Raito, ele usa para matar as pessoas. A s regras do Death Note são as seguintes. Pera um instante que eu anotei e não consigo achar o papel. –L estava procurando o papel em toda a sua calça. –Aqui achei. Um Death Note possui uma série de regras tanto para os humanos como para os Shinigamis, O caderno derrubado era de Ryuk, e ele criou um pequeno tutorial. Mas eu acho que a regras que são descobertas ao longo do tempo em que a pessoa que o achou, Raito-kun, o use.
–Não enrole, diz logo estas regras. – eu estava assustada, mas tentei me mantar normal.
–Bem aqui vou eu.
O humano cujo nome for escrito neste caderno deverá morrer; A escrita do nome não terá efeito se o escritor não tiver em mente o rosto da vítima. Deste modo, pessoas que compartilham o mesmo nome não serão afetadas; Se a causa da morte for especificada dentro de 40 segundos depois de escrito o nome da vítima, será a causa da morte. Não sendo especificada, a vítima morrerá de ataque cardíaco; Após especificar a causa da morte, detalhes dessa podem ser escritos nos próximos 6 minutos e 40 segundos; Após este caderno tocar no solo, ele passa a ser de propriedade do mundo humano; O proprietário do caderno e o humano que tocar no death note pode reconhecer a imagem e voz do dono original, ou seja, o shinigami mesmo que não seja proprietário do caderno; O humano que tocar no Death Note logo após esse chegar ao mundo humano, será seu novo proprietário; O humano proprietário do Death Note poderá ouvir e ver o shinigami que foi o dono original do caderno; O humano que utilizar o Death Note não poderá ir para o Céu nem para o Inferno;
10. Se a data e hora da morte for escrita dentro de 40 segundos, após a causa morte ser especificada ataque cardíaco, esta pode ser manipulada e surtirá efeito dentro de 40 segundos após escrito o nome;
11. Mesmo não sendo o proprietário do Death Note, qualquer humano que o toque poderá ver e ouvir o shinigami que é seu dono original;
12. A pessoa em posse do caderno será seguida por um shinigami até morrer. Esse shinigami deve escrever o nome da pessoa em seu próprio caderno (caso tenha mais de um), na hora da morte dela;
13. Se um humano utilizar o caderno, o dono shinigami original deve aparecer para o humano em até 39 dias após esse uso;
14. A princípio, o shinigami dono original do Death note, não faz nada que venha a agilizar ou impedir as mortes previstas pelo caderno e nem tem obrigação de explicar completamente o uso do caderno ou as regras que regem ao humano que o guardar. Um shinigami pode estender sua expectativa de vida escrevendo nomes humanos no caderno mas humanos não podem fazê-lo;
15. O humano com posse do Death Note pode obter os Olhos de Shinigami e, com isso, ver os nomes e expectativas de vida das possíveis vítimas. Essa troca custa metade da expectativa de vida do humano;
16. Um shinigami não pode ser morto nem ser apunhalado no coração ou baleado na cabeça. Essa tentativa fará com que a vida deste se estenda. Porém, há formas de matá-los geralmente desconhecidas pelos próprios shinigamis. Mas se ele matar alguém que queira matar o novo dono do death note, ele morrerá também. Na qual ele possui sentimentos;
17. A causa da morte deve ser fisicamente possível em todos os sentidos. Se envolver doenças, deve haver tempo hábil para a doença se manifestar. Se envolver locais, deve ser possível que a vitima esteja nele. Qualquer inconsistência na causa da morte causará o ataque cardíaco;
18. O âmbito específico da condição da morte também não é conhecido pelos shinigamis. Assim sendo, deve-se testar e descobrir;
19. Uma página extraída do death note, ou mesmo um fragmento da página, mantém todas as funcionalidades do caderno;
20. O material para escrita pode ser qualquer um (tinta, sangue, batom, etc.). O caderno funcionará se o nome for escrito de forma legível;
21. A causa e os detalhes da morte podem ser escritos antes do nome. Para funcionar, o proprietário tem 19 dias (conforme o calendário humano) para colocar o nome em frente à causa descrita;
22. Mesmo não tendo a posse, qualquer humano pode escrever no caderno e causar o mesmo efeito desde que se puder reconhecer a pessoa e o nome desta para preenchê-lo na lacuna;
23. O death note não surte efeito com aqueles com menos de 780 dias idade;
24. A vítima ficará imune aos efeitos do caderno se seu nome for escrito errado quatro vezes de forma não intencional;
25. Se uma pessoa escrever errado quatro vezes intencionalmente, ele morrerá e a vítima continuara vulnerável ao caderno;
26. No caso de pessoa que tenha desistido da posse de seu death note, entrar em contato fisico com outro death note terá suas memorias devolta enquanto manter contato fisico com o caderno;
27. Se suicidar é uma forma possível de morte. A princípio, qualquer ser humano pode pensar em cometer suicídio. Mas se for suicídio ou acidente e levar à morte de outras pessoas do que planejado, morrerá de ataque cardíaco. Isto assegura que outras vidas não serão influenciadas;
28. Após a escrita da causa da morte, essa pode ser modificada quantas vezes quiser, bastando para isto riscar com duas linhas retas a causa anterior e definir a nova em até 6 minutos e 40 segundos mas isto só é válido se a vítima ainda não tiver morrido;
29. Mesmo podendo ser alterada a causa e hora da morte, a morte em si nunca poderá ser evitada após a vitima ter seu nome escrito;
30. Se o caderno for perdido ou roubado, o dono original perderá sua posse se não recuperá-lo em 490 dias;
31. Só podem existir 6 death notes simultaneamente no mundo humano sendo assim se 1 sétimo death note existir simultaneamente com os outros 6 apenas os 6 primeiros surtirão efeito sendo o sétimo não passando de 1 caderno comum;
32. Após abrir mão do caderno, mesmo que a troca dos Olhos de Shinigami tenha sido realizada, o humano perderá tais olhos, além da memória. Já a metade da vida paga pelos olhos não será devolvida;
33. O caderno pode ser emprestado ou alugado, sem haver a troca de posse;
34. O humano com o caderno emprestado não será seguido pelo shinigami. Além disto, o humano com o caderno emprestado não poderá realizar a troca pelos Olhos de Shinigami.
35. A princípio, não é impossível que um shinigami tenha dois Death Notes, deixe cair um no mundo humano e mantenha um em sua posse;
36. Uma das formas de matar um shinigami é fazê-lo salvar intencionalmente a vida de um humano. Ao fazer isto, sua expectativa de vida será passada ao humano salvo e o shinigami morrerá;
37. Se o nome de uma mesma pessoa for escrito em dois ou mais Death Notes, a prioridade será dada àquele que foi escrito primeiro, independentemente do horário estipulado para a sua morte;
38. Se o nome de uma mesma pessoa for escrito em dois ou mais Death Notes, com uma diferença de até 0,06 segundos, essas descrições serão consideradas simultâneas, invalidando ambas. Assim, a pessoa que teve seu nome escrito no caderno não morrerá.
39. Uma causa de morte só pode se estender em um período de até 23 dias.
40. Uma causa de morte só pode ocupar, no máximo uma página do caderno.
41. O nome de uma pessoa só pode ocupar uma pagina do caderno, contando frente, e verso da mesma, sendo assim o nome de uma pessoa poder ser escrito na frente da pagina, e seu sobre nome no verso da mesma;
42. A causa da morte, e as circunstancias da mesma podem ser escritas antes do nome sendo assim todos os nomes escritos após a causa morrerão pela mesma sendo escritos em um período de 40 segundos;
43. Uma pessoa com os Olhos do Shinigami não pode ver a expectativa de vida de outros possuidores incluindo ele mesmo;
44. O humano que usar o Death Note, após sua morte, irá ao mesmo destino das pessoas mortas por ele, nesse caso, o vazio;
45. A única certeza da vida humana, é sem exceções, a morte;
46. Após suas mortes, seu destino é a imensidão do vazio.
–Nossa são muitas regras. Esse caderno funciona mesmo? –perguntei, ainda assustada.
–Sim. É deste jeito que Raito-kun vinha matando as pessoas. Baby, o tempo em que Raito esteve preso eu jurava que ele era Kira. Mas depois de duas semanas os assassinatos começaram novamente. Misa tinha os olhos de um shinigami, mas quando se desiste da posse do caderno ela perde a memória sobre a existência deste caderno. No entanto, Raito-kun não se lembrava de nada até ele tocar no caderno novamente. Assim ele se lembrou de tudo.
–É muita coisa para minha cabeça. Eu não consegui fazer o bolo.
–O que mas eu quero este bolo.
–Só farei o bolo se eu puder fazer perguntas. –impliquei.
–Como quiser.
–Como você sabe de tudo isso?
–Mello e Near juntos me superam. É por isso que eles sabem tudo sobre o caso, eles me disseram o que achavam, e juntando as peças do quebra-cabeças desta história, descobrimos isso.
–Se tocarem no caderno eles poderão ver o Shinigami dono do caderno certo?
–Sim.
–Você tocou no caderno? –fiquei ansiosa com esta pergunta.
–Sim.
–O shinigami esta com você
–Não, ele foi junto ao Raito-kun. Todos do QG inclusive seu pai podem ver o shinigami. Ele estava conosco todo o tempo. –fiquei surpresa. –Claro só quando o Raito-kun estava por perto, quando ele não estava, a shinigami ficava com ele.
–Isso é uma pista de que ela sempre o segue certo?
–Sim. É por isso que desconfiamos dela.
–Pera, o shinigami é uma mulher?
–Sim o nome dela é Rem. Sabe o que eu descobri.
–O que?
–Que quando um shinigami tem sentimentos por outra pessoa ele morre. As regras dizem isso.
–Então se essa tal de Rem matar uma pessoa que esta querendo matar o dono do Death Note ela morre? –tive um pressentimento ruim, até uma possibilidade vim em mente.
–Exatamente.
–Ryuzaki...você esta tentando matar o Raito-kun. A shinigami deve estar querendo fazer o mesmo com você.
–Sim. Mas não é o Raito-kun que ela esta protegendo e sim a Misa.
–A Misa-Misa, mas porque, ela nem lembra mais do caderno você mesmo disse.
–Ela não se lembrava até há um tempo atrás. É por isso que pedi a sua ajuda. Porque é bem provável que a Rem me mata, para salvar a vida de Misa. –quando ele disse que poderia morrer, meu coração acelerou depressa.
–Mas...Esta querendo dizer que a shinigami ama a Misa-Misa?
–Sim. Olha quando você ira fazer o bolo?
–Ryuzaki...Se você o Kira ira declarar vitória. E ele já sabe que você pretende deixar o Near no comando.
–Mais ou menos. Eu deixarei ele e o Mello no comando. Raito-kun não sabe o nome verdadeiro deles dois, muito menos o meu.
–Mas a shinigami pode ver o seu nome e se ela estiver contado?
–Eu já estaria morto. Misaki quando o Raito-kun estava preso não era a primeira vez dele. Eu pedi para que o prendesse de novo porque eu estava desconfiado. Agora que tenho certeza de que ele é Kira, resolvi deixa-lo em paz para fazer o que der e vier em mente. Misaki eu peço, a você que se eu morrer nestas duas próximas semanas que você declare que ele é Kira e conte tudo ao Near e ao Mello, sobre meus planos.
–Você não vai morrer. –eu disse, meu coração estava apertado, eu não sei o porque.
–Como pode ter certeza?
–Eu não deixarei. Isso é uma promessa. –eu já estava chorando, sem nem ao menos saber o motivo. –Lawliet eu prometo que não deixarem que ele ou a shinigami te matem.
Quando olhei para L, ele estava sem reação alguma. Logo me abraço apertado.
–Eu sabia que poderia confiar em você. Obrigada Misaki. Eu lhe prometo, que não deixarei nada de ruim acontecer a você. –eu devolvi o abraço, eu não queria solta-lo.
–Ryu...zak.
–Anda ainda quero este bolo. –ele me soltou, e para aliviar o clima pediu o bolo novamente.
–Sim.- falei enxugando as lagrimas. –Você tem algum plano para me dizer?
–Não, pensando bem. Explicar as coisas a você da trabalho.
–O que quer dizer com isso? –fiquei brava.
–Que não irei lhe explicar meus planos. Mas você saberá o que se passa no QG e das minhas decisões. Você saberá o mínimo, os planos eu deixo com o Mello e com o Near, eles sãos bem vingativos nessas coisas de justiça. Acho que herdaram isso de mim. –eu ri.
–Você quer ou não me ajudar com o bolo?
–Não quero.
–Então não irei fazer. –eu queria muito que ele me ajudasse.
–Isto não é justo. Eu só irei ajudar porque quero muito mesmo este bolo. –L pegou a receita novamente, ficou ali lendo por alguns longos segundos. Enquanto isso, eu colocava todos os ingredientes na tigela.
–Não precisa ler. Eu sei de cor, e já coloquei todos os ingredientes na tigela.
–Então porque pediu minha ajuda? –ele estava com cara de entediado mas deu para perceber que ficou bravo.
–Para mexer a massa, assim eu posso preparar a forma do bolo. –falei, lhe entregando a tigela e indo em direção ao armário.
–O que tanto procura? –perguntou.
–Formas. Qual você prefere? Redonda, a forma normal ou umas das formas com desenhos?
–Redonda. Gosto de bolos redondos. –L era um desastre na cozinha, derrubava tudo, menos o que estava em suas mãos. Era de se esperar vindo dela, nunca que ele iria derrubar alguma comida no chão. Quando colocamos o bolo para assar eu comecei a limpar o balcão deixando a louça para o L.
–Você é um desastre, como conseguiu derrubar farinha no chão? –falei limpando o chão.
–Não sei. Porque eu tenho que ficar com a louça?
–Porque é a sua tarefa quando fica de castigo.
–Como você sabe disso? –ele olhou para mim, e estava ficando vermelho.
–Watari me disse, que deixava você de castigo porque vivia fazendo bagunça. –eu ri.
–Isso foi a seis anos atrás. Hoje em dia só lavo a louça quando a empregada esta de folga. –falou virando novamente para a pia.
–Nossa, o que mais você faz? –disse me sentando no banco após limpar tudo no chão e no balcão.
–Arrumo meu quarto, não gosto de arrumar o quarto é perda de tempo.
–Então porque arruma?
–Porque se não cria insetos. Eu não gosto de insetos. Além disso todos tem seus deveres quando a empregada esta de folga.
–Deixe eu adivinhar, o seu é arrumar o quarto e lavar a louça?
–E também colocar o lixo para fora.
–Quais são os deveres dos meninos?
–Near fica com a sala, o quarto dele e com a piscina, já que ele adora. Mello fica com o quarto dele e com a varanda. O jardim fica com o jardineiro e a cozinha fica por minha conta também, alis sou o que mais come.
–Percebi. –falei sorrindo.
–Isso não tem graça. Terminei o bolo esta pronto?
–Não. –respondi olhando dentro do forno junto ao L.
–Que demora, já são quase onze horas da noite.
–Tadaima! –disse Oka-san junto com o Otou-san. –Ryuzaki você esta aqui? É bom ver que estão conversando.
–Vamos deixa-los a sós, alias estou cansada de compras. –disseram meus pais indo para o quarto deles. De repente lembrei das compras que fiz para os meninos.
–Eu já venho, fique a vontade para ver Tv. –disse a L saindo correndo para meu quarto. Peguei os presentes e fui direto para a sala.
–O que são essas coisas? –perguntou me olhando do sofá.
–Presentes. Estes são os do Near, estes do Mello são barras de chocolate e este o seu. –falei mostrando as sacolas com os nomes.
–Porque comprou presentes? O que eu ganhei? –disse olhando dentro da sacola que eu o entregue. –O que é isso?
–Um chaveiro, com a inicial “L” gostou? –perguntei sorrindo.
–Sim. O que irei dizer se me verem com isso na rua?
–Diz que você admira o L. Simples. Impressionante como você aceitou o presente fácil.
–Eu e os meninos adoramos presentes. O que deu ao Near?
–É surpresa, você verá depois. –me sentei no sofá.
–Baby.
–O que foi?- L se aproximou.
–Posso fazer uma coisa?
–Depende do que for. –meu coração disparava sempre que ele chegava perto, sem contar os arrepios que me causava.
–Não se afaste por favor. –ele se aproximava cada vez mais. Eu estava começando a sentir o ar refrescante e suave que vinha de sua respiração, isso me deixou com pouco ar. Quando comecei a sentir a quentura de seu corpo minha pernas começaram a tremer. –Esta pronta? –me assustei com esta pergunta. Ele não estava mais sendo grosso ou frio, ele estava sendo atrevido e pervertido. Quando senti a ponta do nariz dele na ponta do meu, eu fiquei sem reação. Ele se aproximou e segurou minha cintura e me puxou para mais perto dele ainda. L subiu suas mãos da minha cintura para meu pescoço. Ele desceu seu rosto até meu pescoço, eu fiquei mais arrepiada ainda, quando senti sua respiração em minha pele. L começou a das leves beijinhos em meu pescoço, seus lábios macios e quentes fizeram com que o meu corpo ficasse todo mole. Ele começou a subir quando chegou perto dos meus lábios o forno anunciou que o bolo estava pronto.
–Ryu..zak...o bolo. –finalmente consegui dizer algo. Mesmo assim eu gaguejei.
–Que pena. Eu estava gostando. –fiquei completamente sem graça. Me levantei correndo para tirar o bolo do forno. Até que L segurou em meu braço.
–Deixe que eu faço isso. Você deve estar sem forças. -ele tinha razão. Enquanto ele tirava o bolo do forno e o colocava em uma prato eu fiquei sentada no sofá olhando para ele. Respirei fundo.
–Como você sabia onde estavam meus pratos? –disse.
–Eu vi quando você guardou aquele prato em que você tinha colocado os morangos. Posso comer agora?
–Não. –levantei correndo do sofá. -Ainda falta decora-lo.
–Anda logo, estou com fome.
–Espere. –falei decorando o bolo.
L e eu comemos nossos bolos calados. Eu mal conseguia olha para ele depois do que tinha acabado de acontecer.
–Posso levar dois pedaços? Near e Mello pediram.
–Leve todo o bolo, ele é seu. Vou tirar dois pedaços para meus pais ai você pode levar.
–Esta bem. –L se despediu de mim com um leve beijo na bochecha, me deixando sem forças mais uma vez. Por que ele fazia isso? Porque eu ficava assim quando ele fazia aquilo? Isso não é nada normal.
Fale com o autor