A vida pelo o Amor
16 Dezesseis
Notas iniciais
Depois de jantarmos eu coloquei meu shorts e logo em seguida L e eu subimos para meu apartamento. Já era quase seis horas da noite e meus pais ainda não haviam chegado.
-Isso é bom. –disse L, entrando no apartamento.
-O que?
-Seus pais ainda não chegaram. –o que ele estava imaginando? Provavelmente pensamentos pervertidos.
-Vou pegar algumas coisas. –falei indo para meu quarto.
-Vou junto.
-Ahn? Porque?
-Esta com medo de eu fazer alguma coisa? –L me olhou com malicia.
-Não! ...Na verdade estou sim.
-Prometo que não vou fazer nada, somente se você estiver preparada. –assustei.
-Q...Q...Que?
-Haha...-L começou a rir. –É isso mesmo que você imaginou.
-Ryuzak, nem pense nisso. –disse seguindo em frente para meu quarto.
-Esta bem. –do nada me veio uma lembrança do primeiro dia de aula.
-Ryuzak , Misa-Misa é a vice-diretora do colégio, certo?
-Sim.
-Ela é oito anos mais velha que nós. E como ela tem um relacionamento com o Raito?
-Quem disse que ela é mais velha?
-Izumi.
-Ela é da nossa idade. Misa é apenas a vice diretora do colégio, assim como eu fico no lugar do Watari todos os dias. Ele não gosta de ir.
-Então porque ela disso aquilo.
-Foi o que o Mello disse a ela, para ela parar de encher o saco.
-Seu irmão é estranho. Afinal quem são as lideres de torcida? –perguntei lembrando da lista de garotos mais lindos do colégio.
-Izumi é a líder das lideres. Não me pergunte o resto, não sei o nome. –entrei no quarto e fui direto para o armário pegar alguma bolsa.
-Deve ser por isso que ela sempre esta em primeiro lugar.
-Sim.
-Ryuzak, quem era a menina que você estava interessado? –perguntei, novamente com lembranças dos meus primeiros dias de aula.
-Você. –fiquei surpresa.
-Nossa! Isso foi um choque.
-Porque, estamos namorando?
-Ryuzak, todos no colégio sabem o meu nome verdadeiro. Será que Raito não desconfia?
-Ele me perguntou e eu confirmei, disse a verdade a ele.
-O que? –fiquei apavorada.
-Disse que você se passa por Misaki Mei e por Saya...Esqueci qual era o seu sobrenome. Mas não importa. –L se sentou e minha cama.
-Que nome disse que era o meu? –perguntei indo em direção ao meu armário.
-Nenhum. –fiquei aliviada. –Misaki...podemos mudar de assunto.
-Tipo oque? –quando me virei para olhar para L, ele já estava me puxando para mais perto dele. Comecei a corar.
-Apenas nada. –disse, sussurrando. L me beijou, mais uma vez meu coração acelerou, me fazendo deixar as coisas no chão do meu quarto.
L me levantou fazendo com que eu coliquasse minhas pernas em volta de sua cintura para não cair. Logo em seguida ele me deitou na cama, ficando por cima de mim e entre minhas pernas. L começou a dar selinhos em meu pescoço me deixando sem forças e deixando minhas pernas completamente moles.
–Você já fez isso antes? –perguntou baixinho em meu ouvido.
-N...Não. –eu não conseguia falar direito. Mas eu aquele não era o momento para aquilo, eu ainda não estava pronta, e estávamos apenas no começo de nosso relacionamento. Eu queria esperar mais um pouco. –Ryu...zak.
-É melhor para por aqui. –disse L, saindo de cima de mim. –Você não esta preparada, não é?
-Não. –me levantei.
-Eu espero, não se preocupe. Só queria deixar você com vontade. –ele havia conseguido me deixar com vontade, mas ainda não era hora para aquilo. Fiquei surpresa, ele me entendeu perfeitamente.
-Não vou largar você por causa disso. Eu te amo! –minhas pernas tremeram, me fazendo sentar na cama. –É a verdade, fique calma.
-Ninguém nunca me disse isso. –falei. L se agachou em minha frente.
-Eu estou dizendo agora e repito. Eu te amo Misaki! –não resisti e o abracei. Ele retribuiu meu abraço perfeitamente. –Melhor nos apressarmos. Os meninos devem estar preocupados.
-Sim. –me levantei correndo e peguei minhas coisas do chão e as coloquei na mala. –Vamos?
-Claro. –subimos para o apartamento de L falando sobre a Misa-Misa.
-Ela é grudenta, isso me irrita.
-Eu te irritava lembra? –eu ainda estava lembrando dos primeiros dias de aula.
-Pare de falar do passado. Me acostumei com você, mas com a Misa, difícil. –coloquei a mão na barriga.
-Esta com dor? –perguntou L.
-Espero que não me de dor de barriga. Amanhã é o dia do parque. Podemos ir para o zoológico um dia?
-Se tiver pinguins.
-Ai seria o Aquário.
-Se tudo ocorrer bem, no próximo fim de semana nós vamos para o Zoológico e no Aquário. –L abriu a porta.
-Near cadê meu chocolate? –gritou Mello da cozinha.
-Você comeu as duas ultimas barras. –respondeu Near do quarto.
-O que? Ryuzak chegou?
-Sim.
-Ótimo. Vou comprar chocolate.
-Ah Mello, eu pensei em fazer brigadeiro, você quer?
-Sim, tudo o que tiver chocolate pode me dar. Ryuzak você pode pedir para encomendarem mais cachas de chocolates?
-Sim.
-Onde vocês compram chocolate? -perguntei, já me jogando no sofá.
-Encomendamos direto da fábrica.
-Vocês tem achocolatado em pó? –perguntei.
-Sim.
-Eu separei alguns jogos. O que iremos fazer além dos jogos e de brigadeiro? –disse Near, vindo no corredor com várias caixas de jogos nas mãos.
-Ver filmes. –respondeu L.
-Quer horas nós vamos no para a locadora? –perguntou Mello. –Espero que tenha muitos filmes bons de ação. Podemos alugar a fabrica de chocolate?
-Sim, sim. –L estava xeretando a geladeira. –Nossa comida esta acabando. Near peça para os cozinheiros mandarem as compras do mês.
-Esta bem. Podemos alugar a loja magica de brinquedos?
-Quantos filmes iremos alugar? –eu estava perdida, eles agiam como verdadeiros irmãos.
-Cada um escolhe dois. Vamos Near coloque essas caixas no tapete, já são quase sete horas. A locadora fecha as dez. Quero estar aqui antes das nove. –L já estava saindo do apartamento. –Estou esperando no carro.
-Quem vai nos levar? –perguntou Near desligando o telefone.
-Watari. Quem mais seria?
-Um de seus agentes, quem sabe.
-Vamos logo, se apressem. –desta vez, Mello já estava na porta. Fomos para o elevador.
-Mello se você sabia que o chocolate estava acabando, porque não foi comprar antes? –perguntei.
-Ryuzak não me deixa sair quando ele nãos esta. E se eu for sair, tenho que levar o Near.
-Afinal quantos anos tem o Near, dois? –perguntei zombando deles.
-Treze. –respondeu Near. –Ryuzak não lhe contou?
-Não me lembro. Mas porque diz que você tem quinze?
-Pulei dois anos porque eu era muito avançado. Ryuzak deu uma prova para mim fazer. Se eu acertasse a prova toda eu pularia um ano. Então eu fiz duas provas e pulei três anos. Mello é da mesma idade que vocês.
-Então a irmã de Raito também tem treze anos?
-Sim.
-Ryuzak você tinha me pedido para te chamar de L enquanto estávamos sozinhos, você se lembra?
-Sim.
-Ela sabe quem é você?
-Claro que sei. Ele me disse. –falei animada.
-Achamos que não soubesse, por isso nós chamávamos ele de Ryuzak.
-Verdade. Misaki me chame de L quando estivermos com os meninos ou sozinhos, mas nunca em publico. –disse L.
-Já me acostumei chama-lo de Ryuzak. Você não chamava o Near de N? –comçei a lembrar coisas básicas novamente.
-Sim. Acho que me esqueci.
-Lawliet se esquece das coisas facilmente, quando elas não são muito importantes. Ele só nos chama de M ou N quando esta carente. Alias foi ele que nos deu os apelidos de Mello e Near.
-Carente? –eu ri.
-Sim. Tenho sentimentos sabia.- ele colocou um dos dedos na boca. Notei que sempre fazia isso quando estava pensando. –Misaki quando estiver conosco pode nos chamar pelo nossos nomes, mas se preferir nos chame pelos apelidos, você decide. E se eu tiver falado sobre a idade de Mello ou Near eu posso ter mentido ou falado a verdade. Realmente não me lembro.
-O que acontece com sua memoria?
-Eu lembro de coisas importantes e sou inteligente.
-Mello e Near não são importantes? –falei furiosa.
-São, mas eles já sabem como sou, então não ligo se eu esquecer.
-Ele sempre foi assim, é normal da parte dele. Não ligamos para isso, como os casos são importantes. Para não encher muito a mente dele, ele só decora para sempre, os casos ou matérias escolares ou alguma outra coisa. Mas quando é de nosso passado ou dele mesmo, eu e Mello estamos sempre o lembrando. –eu ri, quando Near disse aquilo.
-Quero saber mais sobre o passado de vocês três. Se quiserem contar.
-Eu não me importo. –disse L.
-Eu adoro falar sobre nosso passado com você. –respondeu Near sorrindo.
-Não confio em você, mas vou contar. É engraçado quando você fica fazendo perguntas. –Mello foi grosso.
-Mello é assim, adora responder relatórios ou coisas parecidas. Quando vai começar com as perguntas.
-Quando estivermos indo para o parque. Como vocês chama uns aos outros?
-Achei que começaria amanhã. –disse Mello.
-Sim, mas responda esta pergunta.
-Eu chamo o Lawliet de L quando estamos somente nós, e em publico chamo de Ryuzak. Evito chama-lo de L na frente do Yagami, não vou com a cara dele. –disse Near. –E chamo o Mello de Mello no dia-a-dia, mas quando estou bravo com ele o chamo de M ou pelo o seu nome. Mas estou evitando nomes verdadeiros quando estou com os agentes, com o Yagami ou em publico.
-Chamo o Near de Near porque sempre o chamei assim, quando quero provoca-lo chamo ele de N, ele só deixa o L chama-lo assim. As vezes o chamo pelo o nome, mas como o Near disse, estou evitando. Chamo o L de Ryuzak você sabe o porque, mas costuma chama-lo de L ou Lawliet, eu abrevio. E você me chame de Mello.
-Misaki me chame de Near ou N, como preferir. –Mello olhou para ele bravo.
-Porque não posso te chamar de N?
-Porque não pode.
-Somente eu posso chama-los de N ou M, já disse, Mello chame o Near de Near, Near chame o Mello de Mello. Mas nunca chame um ao outro de N ou M. Só eu posso porque é um ato de carinho meu. –interrompeu L. –E chamem a Misaki de Misaki ou...como quiserem. Menos Baby.
-Trate eles melhor.
-Ele tem razão, é chato chamar o Near de N. Near não me chame de M, é estranho. –agora eu ri.
-Eu os chamo de Near e Mello sempre. Quando estou carente ou sentado de maneira estranha eu os chamo de M e N. –disse L, antes de sair do carro.
-Podem me chamar de Mei se quiserem. –falei, me divertindo com o assunto. –Pensando bem, vou querer saber do passado de vocês hoje, quando estivermos jogando.
-Esta bem. –disse L. –Eu escolherei dois filmes de terror. Por favor, só escolhm filme Americano, filme japonês é chato.
-Isso porque você mora no Japão. –falei. Passamos bastante tempo vendo filmes, Mello e Near brigaram para alugar um filme, e por fim, não alugaram o filme. Voltamos para o carro, cada um com dois filmes.
-Near quais filmes você pegou? –perguntou L.
-Desenhos.–respondeu feliz.
-Só desenho? –disse Mello nervoso. – Near esta na hora de você crescer.
-Mello quais pegou?
-Um de ação e um de comédia.
-Interessante. –resmungou Near.
-Misaki?
-Romance dramático.
-Romance dramático, quer nos fazer chorar? –perguntou Mello.
-Sim. –sorri. –E você Ryuzak?
-Terror. Legal, temos todos os temas possíveis aqui.
-Não sabia que o Mello gostava de comédia. –falei.
-Adoro.
-Terror? Vou ter pesadelos.
-Lawliet, acho que você mimou muito este menino. –Mello era engraçado.
-Não é minha culpa, quando ele nasceu você nãos desgrudava dele.
-Não achei que ele iria ficar assim. Confesso, eu amo você Near, como o irmão pirralho. –comecei a rir.
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