A vida pelo o Amor
19 Dezenove
Notas iniciais
Versão L
Acordei com um dos meninos batendo na porta.
-L, está acordado? –era o Near. Levantei da cama e olhei para a Misaki que estava linda deitada entre as minhas cobertas. Enrolei uma toalha em volta da cintura e fui para a porta. –L, são quase oito horas.
-Shhh. A Misaki esta dormindo. –disse abrindo a porta.
-Porque Near e eu dormimos na sala e você e a Misaki no quarto? –perguntou Mello vindo da cozinha.
-Hm...-falei olhando para a toalha enrolada em minha cintura.
-Já entendi. –Mello sorriu. –Como foi?
-Nem pense em tocar neste assunto. Que horas são mesmo?
-Oito horas. –disse Near, me olhando de cima a baixo e depois para dentro do quarto por cima dos meus ombros. Sai do quarto e fechei a porta. –Não ouvimos nada.
-Não eram para ouvir. –falei indo para a cozinha.
-L, ela era...-interrompi antes que o Mello continuasse.
-Sim era. Já pedi para mudarem de assunto.
-Desculpa. Só estou curioso. –eles sentaram no balcão da cozinha.
-Você sabe muito bem como é. –olhei para ele e me virei para pegar café.
-Ela não vai tomar café conosco? –perguntou Near.
-Não agora. Bem tenho que tomar um banho, vocês já tomaram café?
-Não. –responderam.
-Então vão se arrumar. Iremos sair assim que terminamos o café.
-Você e a Misaki só tem uma hora para se arrumar e tomar café. Eu e Mello pedimos panquecas. –disse Near.
-Esta bem. Se eu tomar banho agora serei mais rápido. –fui para meu quarto e os meninos vieram junto. –Eu preciso de privacidade para tomar banho.
-Sabemos, mas nós também temos que tomar banho. O quarto do Near fica ali e o meu logo afrente do seu. Esqueceu?
-Não. –eu ainda estava meio cansado. Assim que entrei no quarto deitei na cama novamente, fiquei olhando para a Misaki ali dormindo e de vez em quando eu sorria sozinho.
-Bom...dia. –disse Misaki ,abrindo os olhos. –Que horas são?
-Oito horas.
-Porque não me acordou? Vamos chegar atrasados no parque. –disse sentando na cama, segurando a coberta em torno de seu busto. Eu não aguentei aquela cena e acabei soltando um riso.
-Do que esta rindo?
-De nada. Mas temos uma hora para nos arrumar e tomar o café da manhã.
-E você já tomou banho? –perguntou ao notar que eu estava só de toalha.
-Não.
-L temos que nos aprontar. –disse Misaki, saindo da cama.
-Não estou afim. –puxei ela de volta para a cama e a envolvendo em meu corpo. –Quero ficar mais
um pouco assim com você.
-Mas...-comecei a beijar o pescoço da Misaki. –Não vamos ao parque?
-Sim. –eu a deitei na cama novamente me posicionando em cima dela, para não deixa-la sair.
-L...não temos tempo para isso. –passando as mãos em meu cabelo.
-Eu sei.
-Então porque me puxou de volta? –eu sorri.
-Quero tomar banho com você. –ela ficou surpresa.
-Que...mas?
-Estou brincando. Eu vou tomar banho. –levantei com cuidado para a toalha não cair.
-Espera eu vou com você...-agora eu fiquei surpreso.
-Tem certeza?
-Sim. –Misaki e eu entramos no banheiro juntos ficamos quase meia hora embaixo do chuveiro, infelizmente só tomamos banho, Mello e Near ficavam toda hora gritando na porta do quarto que dava para ouvir do banheiro.
-L, Misaki? O café esta na mesa. -disse Near.
-Obrigada pelo o aviso. –respondeu Misaki. Eu já estava pronto, Misaki estava se arrumando. –L como devo te chamar mesmo?
-Como quiser.
-Prefiro chama-lo de Ryuzak.
-Também prefiro que me chame assim. –ela olhou para mim. De cima a baixo. –O que foi?
-Você não está com suas roupas de rotina.
-Eu sei, esta pronta? –levantei correndo na cama.
-Sim. –nós saímos do quarto e fomos para a cozinha.
-Finalmente. Estão no banheiro a quase um ano. –caçou Mello.
-Muito engraçado.
-Não brigue com os meninos hoje.
-Não estou brigando. Somos assim mesmo.
Chegamos no parque em menos de meia hora. A shinigami veio conosco, passamos no QG para pega-la. Quando chegamos no parque Misaki e eu fomos jogar alguns jogos com os meninos.
-Aqui eu quero aquele ursinho de pelúcia. –disse Misaki olhando para um ursinho branco com um coração escrito eu te amo. –Tente ganha-lo para mim Ryuzak.
-Esta bem. –era um jogo onde eu tinha que jogar a bola na boca do palhaço, era chato. Mesmo acertei a boca do palhaço. –Consegui.
-Que lindinho! –falou Misaki agarrando o urso.
-Eu quero jogar no tiro ao alvo. –disse Mello. –Near quer alguma coisa?
-Uma girafa, aquela ao lado do golfinho. –eu ri. Near ainda era o bebezinho meu e do Mello.
-Temos que parar de mimar esse garoto. Ele já tem treze anos. –falei.
-Mas ainda vai me dar o presente não é Mello?
-Sim.
-Ele consegue acertar o alvo? –disse Misaki.
-Mello é ótimo com armas. De brinquedo ou não ele sempre consegue mirar no alvo facilmente. Near e eu sempre perdemos para ele em jogos de armas. –Misaki começou a rir.
-Vocês são muito unidos. Gosto disso. –eu lhe sorri de volta para ela.
-Aqui esta a girafa. –disse a mulher no balcão.
-Demais. Obrigado Mello. Mais um animal para minha coleção de ursinhos.
-Como você é fofo. Mas não acha que esta na hora de crescer? –Mello apertou as bochechas de Near.
-Ainda não. Minha vez, o quer de presente Mello?
-Morango de chocolate. E um chaveiro de caveira.
Paramos em vários lugares de comidas salgadas e doces, logo em seguida fomos para a montanha russa.
-Eu não vou nisso ai. –Near agarrou meu braço.
-Vai sim. –falei já comprando os ingressos para a montanha russa.
-Eu posso fazer companhia para o Near. –Misaki também estava com medo.
-Eu prometo proteger você lá em cima. –olhei para ela e segurei sua mão.
-E quem vai me proteger? –perguntou Near.
-Eu. –respondeu Mello. –Não queremos estragar o clima dos casal, certo?
-Sim. –respondi. Estávamos nos divertindo tanto que esquecemos que a shinigami estava conosco.
-A Rem vem conosco? –perguntou Misaki entrando no carrinho da montanha russa.
-Não. -Respondeu Rem. Mello e Near sentaram na nossa frente, logo no primeiro carrinho. Misaki e Near não paravam de gritar a cada descida da montanha russa. Eu e Mello não aguentavmos mais rir.
-Onde nós vamos agora? –disse Near, saindo da montanha russa.
-Roda gigante. –falei.
-Que? Acho que altura esta bom. –Near continuava assustado.
-Por enquanto sim. Ryuzak podemos ir para o castelo mal assombrado? –disse Mello.
-Porque vocês só escolhem coisas assustadoras?
-São mais divertidas. Near eu prometo proteger você.
-Mello e Near, vocês parecem um casal.
-Que isso Ryuzak. Só estou fazendo meu papel de irmão mais velho. –Mello foi para o castelo arrastando o Near.
-Adoro castelo mal assombrado. Muita adrenalina. –falou Misaki.
-Bem então vamos. –assim que entramos no castelo Misaki começou a tremer e Near agarrou o Mello.
-Me...solta Near.
-Você disse que ia me proteger.
-Eu sei. Mas não precisa me apertar. –comecei a rir. Nada mais no castelo assustava a mim ou a Misaki, Near e Mello estavam tirando nossa atenção.
-Finalmente saímos desse lugar. Viu aquela mulher na cadeira de balanço? Vou dormir com alguém hoje.
-Comigo é que não vai ser. -Mello estava fazendo de tudo para o Near solta-lo. –Me solta.
-Realmente é assustador, mas tudo me fazia rir. –Misaki não parava de rir.
-Eu quero doce. Esta quase na hora do por do sol. Misaki você quer ir na roda gigante?
-Sim. Vocês vem, meninos?
-Não. Near quer um golfinho.
-Ótimo, um momento sozinhos. –eu olhei para a Misaki e a arrastei para a roda gigante. Assim que entramos na roda gigante, Misaki se sentou ao meu lado.
-Eu...tenho medo de altura. Acabei de descobrir isso.
-Eu estou aqui, não se esqueça disso. –eu me aproximei dela e coloquei um dos meus braços em volta de sua cintura.
-Assim esta bem melhor. –falou. –Eu não queria que hoje acabace. Infelizmente temos aula amanhã.
-Misaki, estamos de férias.
-O que? Como assim?
-Você entrou na escola no segundo semestre, e entrou perto das férias. Semana que vem nós já estamos de férias.
-Achei que fosse tinha dito que era a partir de amanhã. –ela esta confusa.
-Não. Mas o pessoal nunca vai até na ultima semana.
-Eu não tive tempo de me despedir do pessoal.
-Relaxa, amanhã eles vem almoçar lá em casa. –ele me olhou curiosa.
-Como assim?
-Eu liguei para eles poderem vir passar uns dois ou três dias conosco. Amanhã é o dia do almoço.
-Isso é bom, não preciso ir para casa. Mas e o caso do Kira?
-Irei resolver isso amanhã, enquanto você passa o dia com o pessoal eu trabalho. Não quero voc~e no QG até o dia do plano.
-Ryuzak, estou com medo desse seu plano não dar certo. –ela olhou para baixo.
-Vai dar Misaki. Confie em mim. –eu virei o rosto dela para mim assim que notei que o sol estava para se por. –Olhe, não é lindo?
-Sim. Você tinha razão.
-De que?
-Você é romântico. –isso mexeu comigo. Eu puxei o rosto dela para mim novamente.
-É o momento perfeito. –eu a beijei.
Nós saímos do parque e passamos em um restaurante para jantar, Misaki se divertiu com os meninos tanto quanto eu. Fomos para casa e mais uma vez Misaki e eu tomamos banho juntos, desta vez usamos a banheira para relaxar.
-Misaki, o meu plano vai acontecer nessa semana.
-Para onde você vai quando se fingir de morto?
-Para uma ilha no exterior. Mello vai tomar conta do Near e eu pedi para os seus pais e ficarem de olho neles.
-Quando pediu isso?
-Assim que você vieram para cá. –fiquei olhando para as bolhas de sabão da banheira. –Misaki você quer ir comigo para ilha?
-Que...mas?
-Seus pais deixaram, eles querem você longe disso.
-Bem...eu adoraria mas...quem vai ajudar os meninos? –perguntou.
-Near e Mello me superam juntos. Eles sabem se virar, são apenas até o fins das férias. Eu já combinei tudo com eles.
-Ele aceitaram?
-Sim. Na verdade foram eles que mandaram eu ir para a ilha e chamar você. Yagami pode me achar se eu fingir que estou morto e continuar aqui não vai dar muito certo.
-E você que que eu vá junto para poder fingir que estou mal com a sua morte. Vocês três pensaram em tudo. –eu ri, mais uma vez ela entendeu tudo o que eu falei.
-Bem, Mello e Near vão ficar dois ou três dias na ilha comigo e depois vão vir para cá.
-Eu vou. –fiquei surpreso com a decisão dela. Ela estava aceitando tudo.
-Bem...as féria iram durar um mês e quando estiver faltando uns dois dias para voltar as aulas Near irá planejar algumas coisas e quando ele planejar ele vai me contar tudo antes de fazer o plano.
-Near parece ser uma criança mas ele é impressionante.
-Sim. Eu pedi para Mello ajuda-lo.
-Tem certeza que você irá fazer tudo essa semana?
-Não. Quando me der vontade eu escolho outro dia. Quero enrolar um pouco mais, Misaki eu vou parar de falar sobre o caso para você, sua mãe me pediu para mantê-la afastada disso. –olhei para ela um pouco cismado.
-Mas porque? Quando falou com meus pais sobre tudo isso da viagem?
-Esses últimos dias em que trabalhei com seus pais no QG, sua mãe me pediu para leva-la comigo para a Ilha. –Misaki estava um pouco abalada.
-Onde é esta Ilha? E de quem é?
-Fica em Miami. Essa ilha é da minha família, era do meu pai e do pai do Mello, uma herança de minha avó.
-Nossa. Por favor que quero que você escolha outro dia para fazer o seu plano. Já que eu estarei lá na hora, eu quero estar preparada e quero passar mais tempo com você, caso nada ocorra bem. –não sei o que me deu, mas isso me fez ficar com a consciência pesada.
-Esta bem. Se der certo, nós passaremos muito mais tempo juntos na Ilha. –ela sorriu.
-Isso me lembra uma história de vampiros, parece que vamos ficar na ilha como se tivéssemos na lua de mel. –eu ri.
-Parece, mas lembre-se que é para nosso bem. Mello e Near me manterem informado sobre o caso, se não se importa não irei lhe dizer nada.
-Eu sei, na verdade esse caso me enlouquece. –nós não parávamos de rir.
-Misaki eles querem dizer ao Kira no ultimo dia dele solto sobre o caso. Não sei se eu te disse isso, mas se a pessoa que possui o Death Note for pega, o shinigami responsável ira escrever o nome dela no Death Note.
-Então o Yagami ira morrer?
-Sim. E quando esse dia chegar, eu estarei aqui. Lembrei de outra coisa. Mello também ira se fazer de morto um dia, junto ao amigo dele o Matt, e eles vão passar os últimos dias conosco na ilha.
-Então eles vão se fingir de morto na ultima semana?
-Sim, e como eu sei que o próximo Kira ira escrever o nome deles...-eu não queria mas tocar neste assunto. –Misaki se importa se eu parar de falar do caso a partir de hoje?
-Não. –ele ficou desapontada. –Estou aliviada, isso me deixa louca. Podemos sair da banheira agora?
-Sim, acho que perdemos noção do tempo. –nós rimos.
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