A vida
4 A mamãe estava aqui !
Notas iniciais
— Nossa crianças, o que aconteceu para estarem tão felizes? – Perguntei.
— Papai, você não vai acreditar – Disse Charlie.
— A mamãe, papai, a mamãe estava aqui! – Disse Bela.
Eu paralisei quando ouvi Bela falar que Monica esteve aqui, e eu nem a vi, nem pude conversar com ela sobre tudo o que está acontecendo.
— Como assim a mãe de vocês esteve aqui? Na escola? – Disse gesticulando.
— Sim papai, e ela também disse que ia passar lá em casa para conversar com você – Disse Charlie.
Pisei no acelerador, para chegar logo em casa, eu precisava conversar com a Mônica, precisava saber o que estava acontecendo. Chegamos em 5 minutos, pelo mesmo trajeto em que normalmente demorávamos 15 minutos, sai correndo, sem nem ajudar as crianças descerem do carro, eu só precisava vê-la, conversar com ela, entrei desesperado pela porta da sala, mas ela não estava ali, imaginei que já tinha ido embora, me sentei do sofá decepcionado comigo mesmo. Quando ouço um barulho vindo da escada, olho para trás e lá estava, tão linda, a como eu a amo, eu só queria dizer isso para ela.
As crianças correram até ela, dando abraços e beijos, eles realmente sentiam falta dela, nós sentíamos. Então fui até ela, pensei em dar um beijo mas achei que não era o momento certo.
— Mamãe, eu estava com muitas saudades de você. – Disse Bela. – Quero que penteie meu cabelo como sempre fazia.
— Mas é claro meu amor, logo irei pentear seu cabelo, sobe para o seu quarto, eu já estou indo lá. Então Bela foi até seu quarto.
— Ei mamãe você não ia me ensinar a andar de bicicleta? – Disse Charlie.
— Sim, e eu irei, mas agora vá com sua irmã, eu acho que o papai quer conversar comigo. – E lá foi Charlie atrás de sua irmã.
Um silencio reinou por alguns segundos.
— Ahm, está tudo bem por aqui, amor?
— Mas é claro que está, mas não graças a você, já faz mais de um mês que você não vem pra casa, não sabe como eu me sinto? Não sabe como as crianças se sentem? – Disse aumentando meu tom de voz cada vez mais.
— Me desculpe. – Disse ela começando a chorar – Eu sei que ando ausente nos últimos dias, mas a turnê tem me deixado cansada e ...
— E nada, por que então você não larga essa sua vida de fama e cuida de sua família? – Disse quase gritando.
— Eu já tentei, mas não posso, tenho um contrato a cumprir! – Disse ela de uma forma desesperada.
— É, mas e seus dias de férias? Por que não veio nos visitar pelo menos? – Eu disse com raiva. Para cara não fale assim, diga que a ama, é o que você quer.
— Eu tentei, eu juro que tentei, mas todas as vezes que me arrumava para vir até aqui algum compromisso aparecia. – Disse ela quase chorando de novo.
— A sim, como o Cebola, que te pediu em casamento, não é? – Disse de forma sarcástica.
O silencio reinou entre nós novamente.
— Agora entendi por que você está assim. – Disse Monica. – Olha, eu não tive nada a ver com o tal pedido, você sabe que o Cebola é totalmente maluco, ainda mais agora com tudo o que está acontecendo, ele sempre gostou de mim, e você sempre soube disso, eu jamais te trairia, se é isso que está pensando.
— Realmente, o Cebola é maluco, mas não pense que essa sua história triste ira compensar o que você fez. – Não, eu não devia ter falado assim com ela, ela está tentando se desculpar e eu só sei acusar os seus erros.
— Já percebi que não está afim e conversar, vou deixar você pensar um pouco, qualquer coisa estou no quarto das crianças, vou dormir no quarto de visitas hoje.
Então ela subiu as escadas e entrou no quarto das crianças.
Ela vai dormir aqui hoje, e eu estraguei tudo, ela veio para se reconciliar e eu consegui deixar ela triste, sou mesmo um idiota.
Subi até meu quarto e fui tomar um banho, depois me deitei na cama e me perdi em meus pensamentos.
Quando meio que desajeitado, vejo Monica entrando no quarto, ela parecia ter acabado de sair do banho, pois estava enrolada na toalha.
— Me desculpa, eu só vim buscar uma roupa, já estou saindo.
— Não sabe bater? — Não DC, cala a boca cara.
— Ahm, eu já estou saindo, me desculpe se incomodei você.
Dizendo isso, colocou um vestido vermelho, deixando sua toalha estendida no banheiro de nosso quarto, e saiu.
Me arrependi por não ter pedido desculpas para ela, mas pensei que agora não seria hora de ir atrás dela, ela me disse que estava cansada, então conversaria com ela no outro dia de manhã.
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