Notas iniciais
Capitulo postado por Priscila

[Certo Logan, linda historia, realmente emocionante, mas deixa à profissional cuidar disso, ok?]

Antes de começar a minha historia gostaria de dar um aviso breve, mas importante: Se um Deus, qualquer que seja oferecer-lhe uma missão e você tiver um mau pressentimento sobre ela, não aceite! Mesmo se ele lhe oferecer jóias ou tirar vantagem de você! Pode ser a ultima coisa que você fará.

Sei disso por experiência própria. Arrependo-me das coisas que eu fiz e as que eu não fiz, das coisas que eu disse ou deixei de dizer e principalmente, de quem eu magoei, de quem eu machuquei, de quem eu perdi.

Os Deuses não têm misericórdia de nós, logo que eles acham uma maneira de tornar as vidas deles interessantes, como se governar o mundo em um castelo pingado de ouro não fosse, eles usam as pessoas que estão sempre atrás de aventuras e perigos, seres estúpidos que possam ser manipulados. Eles pensam em nós, semideuses.

Espero que esse aviso seja útil e você não cometa o mesmo erro que eu, e caso cometa, que tipo de flores gostaria no seu funeral?

Acordei com o barulho de chuva. Levantei devagar e fiquei observando a chuva cair. Desde criança esse era um dos meus passatempos preferidos. Algumas pessoas acreditam que a chuva trás apenas tristeza. Eu não acho que ela trás felicidade e renovação, pois a água renova tudo em que ela toca, eu acho isso maravilhoso.

Estava indo em direção ao banheiro, quando Karen entrou com uma enorme bandeja onde se via suco de laranja, bolo de chocolate, pão de queijo, panquecas, cereal e um buque de margaridas ao lado:
— Feliz aniversário, Erika!- falou Karen com enorme sorriso

-Obrigada, Karen! Isso tudo é para mim?

— Claro! Não é todo dia que minha menina faz 12 anos! Tem que comer tudo mesmo!

Karen estava na família desde que eu nasci ela cuidou de mim e me fez virar a pessoa que sou hoje. Ela é simpática e alegre, mas é um pouco sensível. Sempre que John reclama da comida, ou da forma dela arrumar a casa, ela fica vermelha e começa a chorar. Sinceramente, o problema não é ela nem a comida (que por sinal é uma delícia!) e sim o John.

Fui ao banheiro, tomei meu banho, escovei meus dentes e me olhei no espelho. Não via diferença entre a menina de 11 anos para a menina de 12. Elas tinham iguais, os mesmos cabelos loiros curtos, os mesmos olhos azuis, as mesmas espinhas. Mas, acho que a menina de 12 estava mais esperta que a menina de 11. Lembrei do longo ano que passou e das aventuras que eu tive.

Desde que nasci mamãe me disse que eu era uma semideusa, filha de Apolo, que era diferente das pessoas normais, por isso, vários monstros me atacavam. Tive que me defender deles de alguma forma. Foi então que comecei a fazer curso de arco e flecha para me defender melhor. As únicas pessoas que sabem que sou uma semideusa é a minha mãe, a Karen (antiga caçadora de Artemis) e meu irmão, Erick.
Coloquei meu vestido azul preferido quando Erick entrou no meu quarto segurando um pacote pequeno nas mãos:

— Feliz aniversário!- ele me deu um grande abraço

— Para você também, Erick!

Erick é um fofo. Ele é meu irmão gêmeo, o que significa que nossa afinidade como irmãos ultrapassa do normal. Ele tem cabelos loiros bagunçados como os meus e olhos azuis, gosta de música e de poesia assim como eu. Ele é meu melhor amigo desde sempre e estamos sempre juntos. Posso dizer que ele me completa:

—Comprei uma lembrançinha para você- disse ele estendendo o pacote

Abri bem rápido. Eu amo presentes. Desde pequena minhas épocas prediletas eram o natal e o meu aniversário. Tirei de uma pequena caixinha um anel em formato de sol. O símbolo de Apolo. O símbolo da minha amizade com o meu irmão:

—Erick! Que lindo! Deve ter custado uma fortuna! — disse

Ele deu de ombros

— 5 meses dando aulas particulares valeram à pena! Pude colocar um sorriso no seu rosto. — ele tirou um colar escondido na blusa com um pingente em formato de sol- Eu tenho meu colar e você tem o anel, assim estamos conectados, mais do que já somos né!
Deixei escapar um sorriso. Meu deus, eu amo meu irmão. Ele é lindo, fofo, engraçado. Me surpreendente não ter uma namorada. Se eu não fosse irmã dele, com certeza investiria.

[Logan, você ta com ciúmes do meu irmão? Era só o que faltava!]

—Eu também tenho algo para você! – falei

Ele ficou surpreso.

Eu não sou o tipo de pessoa que da presente. Tipo pra família. Sou mais de receber. Peguei na minha escrivaninha uma caixa que ia embrulhar, mas fiquei com muito sono e desisti:

—Comprei este passeando com os cachorros da Sra. Hild. Espero que goste! – Dei para ele a caixa

Ele abriu e sorriu. Tirou um lindo caderno que eu tinha visto duas semanas atrás na biblioteca com um bilhete

“Esse é o seu caderno de poesias, coloque tudo que te inspira! Feliz aniversário! Erika”

—Erika! Obrigado! Eu adorei! – Ele me abraçou por um bom tempo

Quando já estava quase na hora de irmos para a escola foi quando paramos de nos abraçar. Ele saiu e mandou eu me apressar que o ônibus saia da escola em 15 minutos.

Hoje, alem de ser nosso aniversário, minha escola ia fazer uma excursão para um museu como fazia todos os anos.

Mamãe diz que tínhamos que agradecer, pois, tem tantas pessoas querendo a chance de ir para uma escola particular. Segundo ela não teríamos essa chance se não fosse nosso padrasto, Jonh.

Para mim aquilo não passava de uma bobagem, Jonh nunca ligou muito para a gente e só fazia isso porque era obrigado judicialmente, já que nosso pai verdadeiro nos abandonou ainda bebês. Às vezes tenho esperanças que ele apareça em datas especiais como aniversários, formatura, meu casamento... Mas, sei que isso é pouco provável de acontecer, já que os Deuses não podem ter contato com seus filhos.

Desci as escadas e encontrei Erick, com o uniforme da escola, comendo panquecas, mamãe preparando ovos mexidos para Jonh que ficava lendo jornal e tomando café:

—Parabéns Erika!- Ele disse- 12 anos é uma época muito especial! Trouxe um presente para você, sei que você vai adorar!

Abri o pacote e me deparei com um livro: “1OO dicas de como crescer a sua empresa de Jonh Smith”:

—Anh... Hum... To sem palavras!

—Sabia que ia gostar! – Ele respondeu- Quem não ia gostar? Eu sou mesmo incrível! Querida! Querida! Olhe! Está na lista dos mais vendidos do New York Times

Mamãe correu, o abraçou e o beijou. Oque ela viu nesse cara? Ele é empreendedor e diz ser escritor, mas eu li 10 paginas da suas obras e quase desmaiei de sono. É convencido, orgulhoso, traidor (Já o peguei com outra mulher), nós não gostávamos dele e ele é a pessoa mais irritante que eu já conheci.

[Não se preocupe Logan, você está em segundo lugar]

Olhei para Erick com nojo e trocamos aquelas telepatias de gêmeos:

“Ele te deu um desses?” Apontei para o livro

“Sim.” Erick balançou a cabeça

“Quer queimar depois?” Apontei para o livro e a lareira

“Sim” Ele balançou a cabeça sorrindo

Comi as panquecas e tomei um pouco de suco de laranja. O ônibus chegou pouco tempo depois que Jonh havia saído para seu trabalho, o que era bom, pois não queria aturar ele dizendo para irmos vendo as livrarias perto pra dizer se estão vendendo os seus livros.

Erick correu para guardar meu lugar ao lado do dele. Peguei minha mochila, meu lanche e o do Erick que havia esquecido:

— Querida, me ligue assim que tiver saindo, ok?- Mamãe me abraçou e me beijou na testa

Mamãe era uma mulher muito protetora, tinha cabelos castanhos e olhos azuis como o meu e o de Erick. Ela é artista. Sempre a encontro com roupas sujas de tinta. Jonh vive reclamando que ela acaba sujando a casa toda e comprou um Studio pra ela pintar. Ele finalmente fez ao que se preze.

—Pode deixar mamãe- falei – Até breve!

Entrei no ônibus e sentei ao lado de Erick, como sempre. Na nossa escola, meus únicos amigos eram Erick e Liliana, a moça da cantina, já que eu considerava todos naquela escola cruéis, mesquinhos, arrogantes e irritantes.

Estava tudo ocorrendo bem até que ouvimos umas pegadas vindas da lateral do ônibus. De começo achei que não era nada, mas quando um ferrão gigante ataca o teto de seu ônibus o arrancando é difícil ignorar.

Um escorpião gigante atacou e o ônibus bateu em uma árvore. Por sorte ninguém se machucou. Varias pessoas conseguiram sair antes que o escorpião desse outro golpe jogando o ônibus para o outro lado da rua, infelizmente eu não fui uma delas

— Você está bem? – Erick perguntou

Assenti com a cabeça estava chocada demais para falar. Erick pegou sua mochila e tirou dela uma espada:

—Para o caso de uma emergência como essa!

—Sempre conto com você, irmão!

Tirei da mochila um arco que Karen havia feito para mim:

—Está faltando às flechas! – Disse Erick tenso

Tirei da minha mochila dezoito flechas que havia guardado. Tenho mais quarenta dessas em casa, mas como trouxe apenas para o caso de alguma emergência.

Aprendi a usar arco e flecha ano passado, com alguns cursos que tem em Nova York. Mas, sempre tive o dom para isso. Os professores ficaram impressionados que em uma semana eu já estava na turma avançada.

—Não mesmo! – Sorri erguendo as flechas

Erick sorriu

—Escute Erika, tire as pessoas daqui! Eu cuido do escorpião!- Falou o Erick

—Certo! – falei – Pera! O que?

—Vai dar tudo certo confia em mim!- Ele falou com um sorriso confiante

Levantei-me, olhei para ele e fui tirar as pessoas que faltavam do ônibus. Assim que tirei a ultima pessoa sai correndo para bem longe do ônibus. Não acredito que Erick queria se divertir sem mim! Sempre fazíamos tudo juntos! Mas, não! Ele queria bancar o herói! Até parece!

O escorpião pulou em cima do ônibus olhou pra mim e veio na minha direção. Quando ele ia atacar Erick pulou na frente do monstro e começou a lutar com o escorpião. Fui ajudá-lo:

—Fuga! Salve-se!- Erick gritou pra mim

—E deixar você com sozinho com esse monstro? Tá louco? Também quero participar!

Corri em direção do monstro e atirei quatro flechas, mas nada o fazia desviar de Erick:

—Erick! Distrai-a o monstro! Tive uma idéia!

Peguei uma flecha e um pedaço de madeira que tinha caído de uma arvore e assim fiz uma espada. Ficou bem ruim, mas não era filha de Hefesto mesmo e meu tempo era bem corrido.

Erick continuou atacando o ou escorpião e esperei o próximo ataque dele. Assim que o escorpião atacou corri o mais rápido que pude e cortei o seu ferrão antes que ele desse o seu próximo ataque em Erick

O escorpião urrou de dor (escorpião urre de dor?) e caiu no chão morto, depois se transformou em poeira.

Respirei fundo. Estava suja e sangrando. Meu rabo de cavalo estava totalmente desfeito. Eu estava exausta e pronta para tomar um banho. Todos estavam salvos e era isso que importava:

—Erick! Nós conseguimos! – Procurei Erick para dar um grande abraço nele, mas não o encontrei.

Não entendo. Erick estava aqui há um minuto! Lutando com o escorpião! Onde será que ele pode ter ido nesse tempo sem que eu o veja?

Procurei por ele no ônibus destruído, entre as pessoas aflitas e desmaiadas, mas não o vi em lugar nenhum. Ele não pode ter desaparecido assim do nada!

De repente eu não estava mais na rua, não estava mais em Nova York, nos Estados

Unidos, nem na Terra eu estava mais. Eu estava em um local vazio com um monte de estrelas. Tudo era escuro. Parecia o espaço...

Uma mulher apareceu. Ela tinha cabelos pretos longos que voavam quando ela andava, seus olhos eram cinza e sem vida, sua pele era um branco-cinza. Ela vestia roupas pretas longas e tinha uma coroa em formato de estrela. Ela se aproximou de mim e sorriu:

—Olá Erika Harrison! Temos tanto a conversar...

Notas finais
Gente desculpa por não postar, eu estava em uma cirurgia na tireoide! Mas agora estou bem! E vou postar sempre!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.