A viagem do amor
14 Pensando de mais
Notas iniciais
Eu estava encostada na porta da frente do carro de Caroline, e Damon na de trás eu já não sentia nenhuma vontade de fingir o que eu sentia pelo Damon, ele pegou o celular e mandou uma mensagem para mim:
“O que eu faço? Não quero ficar perto dela.”
Fiquei muito feliz com essa mensagem, e neste meio tempo em que April vinha para o carro eu respondi:
“Troca de lugar comigo.”
Guardei o celular e quando ela entrou no carro, eu e Damon trocamos, na frente foi ele e Caroline e atrás eu, April e Lexi. Eu fiquei um pouquinho aliviada naquele dia, primeiro Damon estava tentando ignorar April, segundo ele ficava perto de mim sem nenhuma preocupação. Estava dando tudo tão certo, pensei, será que eu devia mesmo contar a Katherine? Eu queria fazer uma surpresa, menos para a Emilly e a Caroline que foram as primeiras a saber, eu confiava na Emilly, por algum motivo ela parecia ser alguém que eu já conheci, só que não me lembro, de todas ela parecia ser a mais amiga, tirando a Caroline, claro. Se eu falasse isso na frente da Caroline ela me engolia viva. Então de repente me veio à lembrança do que havia acontecido com Damon, eu não sabia e havia esquecido completamente durante esses dias, tudo aconteceu muito rápido, segredo, namoro, briga, tudo isso me fez esquecer. Achei-me uma completa idiota por nem tentar saber oque havia acontecido. Mas amanhã todos iriam saber de nós, seria mais fácil de conversarmos a sós. Eu teria que perguntar, isso começou a me atormentar. Tanto que eu nem percebi quando o carro parou, só percebi quando Caroline abriu a porta. Eu voltei pra Terra e abri a minha, quando sai o cheiro de maresia me relaxou os ombros, Damon saiu do carro e me viu olhar para o mar, ele sorriu e fechou a porta do carro, do lado dele saiu Lexi e April. Eu no mesmo minuto parei de olhar o mar e fechei a porta do carro. Os outros haviam chegado um tempinho antes de nós e já estavam todos de pé na areia. Katherine sorria muito feliz, oque me deu até vontade se sorrir também. Stefan segurava sua mão, do lado dele Tyler se encontrava naturalmente sozinho, Kol abraçava Emilly por trás e Elijah também estava sozinho. Meus pais estavam de mãos dadas, Carol sorria como se quisesse rasgar a boca, de braços dados com Rick, porque ela sempre parecia que estava num baile? Sempre de braços dados como se estivessem entrando num salão, eu não entendia. E os pais de April, eles não seguravam as mãos, nem estavam de braços dados, nenhum sinal que estavam juntos, isso também me deixou curiosa. Logo todos começaram a andar em uma distancia que deixasse a agua do mar molhar seus pés. Lembrei do dia na praia em que eu e Damon caímos um encima do outro. Carol se deixou ficar para trás até poder puxar Damon para falar com ele, numa distancia não muito longe mais que o vento não nos deixasse escutar.
POV’S DAMON
Carol me puxou pela manga da camisa e me arrastou para falar comigo sem deixar os outros perceberem, a Elena estava perto de mim então acho que ela viu.
–Damon, fique perto da April. Eu não gostei nada de você ter recusado ficar do lado dela e sim da Elena no restaurante, parecia que estavam juntos. Eu concordei com este almoço para você ficar perto da April, não de outra garota.
–Mas e se eu e a Elena estivermos juntos? –perguntei olhando nos olhos dela.
–Como assim? Vocês estão juntos?
–Quem sabe Carol.
–Não, você está inventando, Elena não gosta de você.
–Será?
–Damon, você vai ficar com ela. A garota gosta de você e não pode simplesmente ignora-la.
–Posso sim, e você não é nem minha mãe para me dizer o que fazer e se fosse eu tenho certeza que ela nunca me obrigaria a fazer oque não quero.
Arranquei a mão dela que segurava minha camisa e pelo jeito de sua expressão ela havia ficado chocada com minha atitude, voltei para o lugar em que estava e Carol passou muito rápido do meu lado, porem vi em escorrer de seu rosto uma lagrima. Eu não gostava nem um pouco daquela mulher, desde que ela se casou com meu pai minha vida virou um inferno, ela me atormentava quando eu era pequeno, uma vez ela tentou pedir desculpa por tudo que fez, mas eu não perdoaria uma pessoa que me fez tanto mau. Lembro que eu tinha 14 anos quando isso aconteceu, eu podia ser uma criança, mas eu tinha plena consciência do que ocorria, meu pai sempre a amou mesmo sabendo de tudo que aconteceu. Ela começou a se preocupar comigo, eu posso nunca ter a perdoado, posso não confiar nela, mas em dois dos momentos mais difíceis da minha vida ela estava lá, uma vez para o bem, outra para o mau.
Decidi afastar este pensamento, eu comecei a pensar que eu precisava de mais amigos, foi um pensamento aleatório, mas me deu oque pensar. E era total e completamente verdade, naquela casa eu tinha o Stefan, era meu irmão tanto eu como ele, tínhamos a obrigação de ser legais um com o outro, Elena, namorada não conta, Tyler, eu não simpatizava com o cara, Kol, era um primo que eu não era chegado, Elijah, ainda menos, Anna, Lexi, Emilly, eu não trocava nenhuma palavra com elas, Katherine, ela era noiva do meu irmão da família, mas eu também não tinha a intimidade de conversar com ela. Nossa, pelas redondezas eu não tinha nenhum amigo de verdade, meu único amigo morava em outra cidade e eu havia conhecido ele virtualmente.
A mãe da Elena parou e sentou na areia, todos adoraram a ideia e fizeram o mesmo, eu nem me incomodei em sentar do lado da Elena, Stefan se inclinou para frente para falar comigo:
–Damon, você está calado.
–As vezes é melhor ficar calado do que falar besteira Stefan. Acho que você não aprendeu isso ainda.
Ele fechou a cara e eu sorri para ele:
–Meninos, parem ai. –disse meu pai.
Botei minha mão na areia e Elena botou a dela em cima da minha, eu olhei pra ela que perguntou em silencio:
“Está tudo bem?”
Eu afirmei com a cabeça. Havia coisas que eu não havia contado a Elena, e eu não sabia como contar, não sabia nem se eu devia contar, os únicos que sabiam e ainda bem não tocavam no assunto eram meu pai, Carol e Stefan. Estava chegando o dia em que faria 2 anos do acontecido. Esta época era a minha parte mais dolorida do ano, porque eu me lembrava, porque eu sentia tudo de novo, como se tivesse acabado de acontecer. Eu estava muito pensativo naquele dia. Nossa, eu havia pensado tanto que minha cabeça começou a doer e a pesar. Eu estava começando a desistir de ir a tal fogueira:
–Já são 4 horas. Vão fazer a fogueira ainda? –perguntou o pai da Elena.
Todos confirmaram, saímos tarde de casa pelo visto. Íamos voltando para os carros, quando entrei meu celular tocou, as meninas atrás conversavam, as meninas no caso eram April e Lexi, Elena nem havia aberto a boca. Quando atendi todas se calaram:
“Pai?”
“Damon, o que você disse para a Carol?”
“Por quê?”
“Ela está chorando feito louca aqui no carro, nós paramos para comprar lenha para a fogueira e ela começou dizendo que você odiava ela e tal. O que você disse?”
“Nada demais.”
“Você por acaso disse que ela não era sua mãe?”
“Não devia?”
“É logico que não!”
“E como você sabe que eu disse isso?”
“Ela disse meio falando e meio chorando.”
Lá trás ela falava com Stefan.
“Você vai pedir desculpa.”
“Certo. Xau.”
“Dam...”
Eu não deixei ele terminar de falar aquilo já havia feito minha cabeça piorar. Elena me perguntou:
–Quem era?
–Meu pai, pra dizer que havia parado pra comprar lenha pra fogueira e Carol começou a chorar porque eu briguei com ela.
–E por que ela chorav...
–Você deve estar muito mal. – disse April botando a mão no meu ombro. Elena devia estar querendo enforcar ela.
Eu não gostava da April porque ela era muito colada e ciumenta. Mas com a Elena era diferente era até que legal saber que ela tinha ciúme. Eu tirei a mão da April do meu ombro e disse:
–Eu... supero.
Depois disso permaneceu o silencio no carro, quando chegamos em casa eu abri a porta e fui em direção ao carro do meu pai quando eu chegava perto da porta o suficiente para abri-la pronto para pedir uma desculpa obrigatória. A porta se abriu e acertou meu rosto...
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