A verdade do cosmo-interativa-
36 O enterro.
A chuva caia, lavando todo o local que no dia anterior foi palco de uma sangrenta batalha. No cemitério do santuário, vários cavaleiros encontravam-se tristes e chorosos contemplando os túmulos onde jaziam aqueles que sucumbiram ao combate. Até um adversário era também ali enterrado, Kaito, um dos mensageiros da verdade e irmão de Mika a amazona de andromêda, que estava sendo sepultado a pedido da guerreira representante do signo de peixes.
Todos vestiam suas armaduras, os dos dourados usavam também suas longas capas brancas, era um cenário de pura e simples melancolia. Raiden, o defensor do segundo templo, encontrava-se de joelhos em frente a lápide de Scrooge o santo de gêmeos, e segurava na mão direita uma garrafa de porcelana, tradição entre os membros da confraria da deusa da guerra. Ele colocou o objeto no chão e começou a falar:
– Desculpe-me por não ter chegado há tempo, talvez se eu tivesse tomado alguma atitude você ainda estaria entre nós, eu sei que desde o princípio sua decisão era se sacrificar, mas de qualquer forma eu deveria ter interferido...Mesmo com esse sua jeito distante eu te admirava muito. Espero que finalmente tenha conseguido a paz que você buscou por tantos anos... Obrigado por tudo e adeus. — Termina ele deixando o local a passos lentos, a chuva tilintava em sua indumentária e molhava seus finos cabelos loiros, em sua mente, vinham lembranças do dia que o geminiano salvou sua vida, durante uma missão em Monâco, já se faziam uns três ou quatros anos, não lembrava, era muito ruim com datas, o homem de cabelos azuis impediu que um dos quatro inimigos que ele enfrentava no momento o decapitassem, foi um momento rápido é verdade, porém foi uma bela demonstração de coleguismo e valentia, e para Raiden, estas qualidades eram necessárias a um guerreiro de elite.
Mika chorava perto do local onde foi enterrado seu irmão. Estava deveras abalada. O reencontrara e em tão pouco tempo o perdera novamente, tudo aquilo era de fato muito triste. Luna estava ao lado de sua discípula, empunhando um buquê de rosas, estas não eram venenosas como as que utilizava em confronto, não usava sua máscara, deixando assim alguns dos homens hipnotizados com seu rosto angelical e seus olhos verdes, entretanto sua face demonstrava uma profunda expressão triste; Sentia uma culpa imensa consumindo todo o seu coração, será que um dia se livrará deste sentimento? Ela deixou as flores no local e acompanhou sua aluna de volta a casa de peixes.
Próximo a lápide do grande mestre Alexei, encontravam- se Crystal e Ciel. Ambos nutriam um grande afeto pelo veterano. Crystal aperfeiçoou toda sua técnica e estilo de luta com ele e Ciel foi desde a infância aprendiz do aquariano, ele era a figura mais próxima de um pai que o leonino já teve. Algumas lágrimas escorriam bochechas a baixo pelo pequeno rosto da áurea, as recordações do momentos felizes com o ancião surgiam nas memórias da dourada; Quando o conheceu, o dia em que finalmente dominou o trovão atômico, quando foi graduada amazona, quando foi apresentada a seu pupilo Ken... Momentos que nunca vão voltar.
– Crystal, eu... Sinto muito. — Era Hector, o protetor da mansão que simboliza o signo de escorpião, a sagitariana não permitiu que o rapaz terminasse sua frase e deu nele um forte abraço. O escorpiano cora um pouco com o gesto, mas logo retribui a demonstração de afeto.
Ciel permanecia calado, não era de seu costume chorar, preferia sofrer em silêncio, sozinho, não era um homem antí-social, porém nestas horas gostava mais da solidão de seus pensamentos.
" — Te juro que não ficará por isso mesmo! A seita irá cair! Pode estar certo disso mestre, não irei descansar até o último destes malditos morrer! Após o funeral haverá uma reunião entre os cavaleiros de ouro e nós planejaremos de qual forma vamos contra- atacar." — O loiro é tirado de seus devaneios por um braço que enlaça carinhosamente seu pescoço. Ao olhar para o lado depara-se com uma mulher de olhos escuros, pele clara e longos cabelos negros, era Jane de capricórnio.
– Como está se sentindo? — Perguntou ela com um meigo tom de voz.
– Eu estou bem. — Responde ele de forma seca.
– Fala a verdade. Não precisa se fazer de frio perto de mim. Está arrasado, não está?
– Sim, ele significava muito para mim, foi o homem que me educou, quase todo meu conhecimento foi passado por ele, foi o cara que mais se aproximou de um pai em minha vida. — Fala ele triste.
– Ele está em um lugar melhor agora, não se lembra de qual are o seu maior sonho? Um mundo livre de guerras e ameaças, onde todos possamos viver juntos, como irmãos. Cabe a nós darmos procedência a este desejo, afinal sonho nenhum se cumpre sozinho. — Fala ela beijando-o nos lábios de forma suave e delicada, ele a corresponde aprofundando a caricia. Era pela amazona que lutaria a partir de agora, por ela e toda a sua "família", o povo do santuário.
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Lurge, a estranha entidade que possuiu o corpo de Hugo de triângulo e os quatro mensageiros restantes, encontravam-se há uma mesa de madeira. O salão eram completamente luxuoso, anjos, fadas, árvores e rios estavam gravados pelas da edificação, formando assim uma magnifica pintura. O lugar só tinha uma porta, não possuía janelas e no teto, um enorme lustre cintilava.
O líder do grupo afasta um pouco sua cadeira, coloca-se de pé e fala:
– Bem companheiros, a missão foi um sucesso!
– Como pode ter sido um sucesso se não conseguimos pegar a adama de nosso senhor? Esse era o objetivo da missão, não era? Isso sem contar o número de baixas que tivemos. — Indaga Jade, expressado um certo descontentamento.
– Na verdade o real o que realmente almejavamos era ceifar a vida do patriarca, e conseguimos com êxito!- Exclama alegremente o mais velho.
– Como pode! Sacrificou três de nós por tão pouco!? — Exaltou-se a morena, olhando para seu mentor com um olhar de desaprovação.
– Acalme-se! Eles sabiam desde o começo que era uma missão suicida! Fora que o sacrifício deles foi de vital importância para nossa causa. Então trate de se controlar, você não nervosa assim.
– Se a armadura do mestre virá até ele na hora certa, o que faremos daqui pra frente? Vamos atrás do hospedeiro verdadeiro? — Pergunta Sam, o mais jovem entre os presentes.
– Não, ele também virá. Vamos esperar o santuário contra atacar, então aniquilaremos todos de uma vez. — Finaliza o grisalho.
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No santuário os dourados reuniam-se para decidir como seria o ataque ao palácio da seita; Foi decidido que em uma semana, Ciel, Crystal, Jade e Hector atacariam e destruiriam o inimigo.
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