A tragedia do Magico

1 A Tragedia do Magico


Notas iniciais
Espero que gostem da Leitura ♥

Uma tarde em tons de amarelo pintava o cenário do jovem aprendiz de magico.

Tendas em listras brancas e vermelhas estavam em todos os cantos do campo baldio, enquanto todos trabalhavam decorando e abrindo as tendas, o jovem que deveria ter dezessete anos, brincava com o seu baralho sobre os olhares atento e no mesmo tempo instante e distraído de sua mãe.

“ A senhora acha que um dia vou me torna um grande magico? “- Perguntou o jovem chamado Jin enquanto passava as cartas de uma mão para outra.

“Claro, meu filho. . . A mamãe vai te ajudar.” — Disse a mãe com o olhar perdido no tempo enquanto escovava seu cabelo negro para sua apresentação.

Logo o crepúsculo chegou e com ele o cheiro agridoce que cobria aquele lugar como uma manta quente e confortável.

Trapezistas,elefantes, palhaços, cavalos.

“O picadeiro estava armado, venham !” Gritava o enorme palhaço sorridente na rua, enquanto este distribui-a os folhetos. Pronto! Tudo estava em seu lugar. O espetáculo começou.

Os palhaços os fizeram ri. Os animais os deixaram de boca aberta. E o magico os surpreenderam. O jovem assistia a tudo com muito cuidado, e prestava atenção nas expressões da plateia . Mas, o que ele mesmo gostava era o show de sua mãe a bailarina ou equilibrista, se assim quiser. Ela caminhava elegantemente numa corda a metros do chão. Ele gostava de ver sua mãe brilhar, e de como todos se encantava por ela. Ela era a deusa naquele lugar, e Jin estufava o peito por se filho da deusa.

Lá estava ela com seu vestido rodado em tons de marfim e perolas no arranjo de cabeça a sapatilhas no pé. Perfeita! Se seu filho não estivesse tão maravilhado perceberia que algo estava errado. Seus olhos estavam sem vida, opacos.

Ela subia e subia a enorme escada. Ela olhava para o seu fim, mas, estava alem. A plateia estava silenciosa . Os olhares acompanhavam em silencio religioso a cada passo dado por ela.

Em um lance o delicado pé da bailarina vacilou arrancando o ar dos pulmões da plateia,mas logo voltou ao seu lugar.

Ela continuou até encontra a corda. A jovem mãe olhava para o outro lado, para o seu fim da sua apresentação. Mas, não olhava de verdade,olhava algo bem alem. Ao seu lado uma delicada sombrinha branca, a agarrando a abriu. Um pé na frente do outro, um equilíbrio perfeito. Já estava no meio e a plateia a apreciava colocando a mão sobre o peito.

“Meu filho,meu amado filho. Perdoe a mamãe. . . Eu vou sempre,sempre cuidar de você. Para o todo sempre.”

Sussurrou a equilibrista ou bailarina se preferir. . . Nesse instante o jovem percebeu que algo estava errado. Tarde de mais. Um vacilo. Um piscar de olhos. O fim da apresentação. A bailarina estava morta.

Um coração jovem e puro, agora algo escuro o cobria aos poucos. Quem era o culpado? Ele olhou ao redor e o que viu? A plateia ria. Porque estavam rindo? Era algo triste,mas pensaram que fazia parte parte uma apresentação “cômica”. Ingenuidade ou maldade?

Mas logo depois de ver o desespero estampado na face de Jin e nos outros do circo, perceberam. Sera que não viram a tinta vermelha que escorria da cabeça, e manchava as mão limpas do jovem Orfão?

O circo, a plateia, esses eram os culpados? Agora esses eram o culpado.



O show acabou . A cortina fechou e a plateia foi embora. E os belos olhos da jovem se fecharam.

Ele ficou só com sua lagrimas no lugar onde foi feito para sorrir, ironia do destino?

Algo queimava dentro dele, o consumia. Um corvo ao seu lado, outro corvo apareceu. Tantos corvos os cercavam. Porque estavam ali? Quem os chamou ? A raiva os invocavam?

Uma grande nuvem negra o arrodeava enquanto os corvos gritavam. Então algo surpreendente aconteceu, o garoto que chorava agora ria.



Você chegou ao fim do livro. Parabéns!