A terra de Etén.

1 001 - Um elfo, um dragão, mas que grande confusão!


Notas iniciais
Primeiro capítulo pra dar uma agitada... Ficou meio grandinho? Bem, espero que curtam...

Lá estava ele caminhando ao longo de uma estrada de terra sob o calor escaldante do sol que naquele dia brilhava como jamais visto, parecia um deserto, um excelente dia para se tomar um banho no mar, pena que o mar estava a quilômetros e quilômetros dali. Seus passos diminuíam cada vez mais o ritmo e o suor escorria pelo seu rosto, de cabeça baixa ele seguia o caminho até que uma pequena espiada no caminho fez o jovem abrir um sorriso.

– Finalmente uma vila.... Achei que fosse morrer, minha água acabou faz tempo... — Exclamou o jovem enquanto balançava seu pequeno galão de água.

Colocou-se então a correr em direção a pequena vila que apesar de pequena com certeza haveria água. O vento se chocava contra os longos cabelos brancos que chegavam a sua cintura mas agora voava lindamente como um véu, seu rosto ficava então visível, lindos olhos azul-celeste e óculos, seu rosto parecia esculpido por anjos mas as suas orelhas era o que mais chamava atenção, pontudas e longas não era orelhas humanas mas sim de um elfo.

– Ufa... Cheguei na vila... Bem vamos ver se encontro água. — Pronunciou o elfo olhando para a direta e depois esquerda.

– Ok... acho que vou reto.

Ele entrou então na pequena vila, casas simples porém que pareciam ser aconchegante, dentre elas apenas uma se destacava bem no final da vila, não restava duvidas era a casa de um nobre e provavelmente o regente da vila, mas aquilo não importava para ele, pois tudo que queria era um pouco de água e comida para prosseguir sua viagem.

Enquanto caminhava ele avistou um movimento suspeito, três guardas vestidos de armaduras de aço e portando espada presas em sua cintura seguiam uma jovem para um beco. Achando aquilo estranho o elfo decidiu segui-los até que pararam no final do beco sem saída, o elfo ficou escondido observando-os.

– Muito bem jovenzinha, qual de nôs devemos ir primeiro... Ha há há... — Gargalhou o soldado do meio.

A jovem sorriu encantadoramente.

– Ela sorriu para mim... Então eu vou... — Disse o da esquerda se aproximando dela.

Para o elfo aquilo era tudo que ele precisava de escutar, eles iam abusar da garota e nosso herói não podia permitir uma atitude daquelas. Ele rapidamente avançou em direção aos guardas, derrubou o do meio com uma forte pancada na cabeça com seu braço esquerdo que agora havia se transmutado, era um braço de dragão, escamas parecidas com ouro branco e garras incrivelmente afiadas em sua mão, um soco daquele colocaria qualquer um para dormir mesmo com o capacete.

O segundo, o da direita retirou sua espada e avançou contra o jovem, um golpe direto que foi simplesmente defendido com o braço-dragão.

– Escamas de dragão são extremamente duras... Sua espada não ira corta-la....

No momento seguinte o elfo avançou contra o guarda e com um soco em seu rosto o nocauteou. Quando ia para cima do terceiro ele viu que o mesmo já havia saído correndo enquanto seus amigos o enfrentava e agora voltava com reforços.

– Desse jeito não sera possível... São muitos.... Vamos sair daqui....

Ele pegou então a garota em seu colo e pelas laterais de seu manto em suas costas nasceram duas grandes asas, brancas e com pontas ósseas afiadas, com um sorriso e uma batida de asas levantou voo levando a garota consigo.

Voou até o telhado de uma casa que se encontrava bem no lado oposto da cidade, lá pousou e suas asas aos poucos foram se comprimindo e recolhendo para suas costas novamente.

– Não precisa agradecer... Fiz apenas o que era certo...

A mulher não respondeu, estava com um olhar furioso, quase como se brotasse fogo de seus olhos, punhos cerrados e os pés a bater no chão.

– Seu imbecil... Qual é a sua...? Chega do nada e atrapalha meus plano... Depois de todo o trabalho que tive para seduzi-los... — Bufava a jovem enquanto aproximava seu rosto do elfo.

– Uau...! — Exclamou.

– Uau o que?

– Como você é...linda!

E não estava errado, lindos cabelos castanho que roçavam a cintura da jovem, olhos cor de mel e trajava um mini-short que deixava suas coxas a vista e uma camisa simples com uma bolsa de colo e algumas outras mini-bolsas presas em seu cinto, usava também uma bota de couro. Já nosso herói vestia um manto branco de seda como as nuvens tracejado com linhaças de ouro, parecia um ser angelical.

– Sabe... Eu não precisava ser salva... — Dizia a jovem corada pelo comentário anterior. — Era tudo parte do plano, seduzir os guardas para um beco, derruba-los e afanar seu dinheiro, sabe, é isso que ladras como eu fazem quando não são interrompidas por tipos esquisitos que nem você que surgem do nada nos pegam no colo e voam... — Seu tom de voz aumentava cada vez mais.

– Desculpe... Não sabia que era esse seu plano... Minha intenção era das melhores.

– Isso não me importa... Intenção boa não rende nada, pague-me o que me deve.

– É tudo que tenho – Disse o rapaz enfiando a mão na mochila e tirando algumas moedas de bronze.

– É pouco...

– Sinto... Mas é tudo que tenho, se puder compensa-la de alguma outra forma...

– Me ajude em um golpe, um ainda maior que o anterior... O que me diz?

– Esta falando de roubo, não acho correto – Dava para se sentir um tom de censura em sua voz que a irritava ainda mais.

– Qual é, você atacou soldados da vila, você já deve estar sendo procurado de todo modo, assim pelo menos você paga sua divida comigo e eu ainda te dou um pouco.

– Não sei... — A garota o encara cada vez mais furiosamente, porém para ele isso era lindo, aquela expressão de raiva só a tornava mais atraente. — Tudo bem... — suspirou.

– Esperaremos o anoitecer e invadiremos aquela grande casa – disse apontando para a maior e mais chamativa casa da vila aquela que parecia pertencer ao regente – ouvi dizer que recentemente um bau com um grande tesouro esta sendo guardado lá, como sei? Confidencial, enfim, sozinha nunca conseguiria entrar, é aqui que você entra, voaremos até lá e pousaremos no telhado, entraremos silenciosamente, pegaremos o tesouro e sairemos sem sermos notados... Tudo bem para você?

– Não esta bem, mas se é o jeito, fazer o que né... Faremos o que até o anoitecer?

– Descansaremos. — Logo após o comentário ela se sentou e pela primeira vez sua expressão mudou de raiva para pura curiosidade. — De onde você tira esses poderes?

– Sou um elfo.

– Nossa isso realmente explica muito. — Sua voz era ironia pura. — Já roubei elfos e eles não tem asas.

– Sou um elfo-draconiano branco... Entre nos existem aquele que nascem com habilidades especiais... Eu sou um destes, conhecido como draconiano possuo a habilidade de transformar parte do meu corpo em dragão... Não seria errado dizer que sou meio elfo, meio dragão.

– Entendo... Bem elfo-draconiano branco me chamo Elys... É um prazer conhece-lo – Pronunciou estendendo a mão para apertar a do elfo. — Mesmo nestas condições... há há há...

– Sou Lynch... O prazer é meu ladra Elys... — Sorriu apertando a mão da ladra.

E assim foi-se indo o resto do dia, jogaram conversa fora até que a noite caiu e a lua brilhou fortemente no alto, por sorte não havia estrelas o que tornava a noite mais escura, assim facilitando a infiltração.

O plano foi posto em prática e la se encontrava o elfo e a garota voando sobre a casa do nobre porém bem acima do telhado, estavam esperando que uma nuvem tampasse a lua para esconder totalmente o pouco de claridade que ela criava e chegou o momento, penumbra total, a lua foi encoberta, desceu então em queda livre e Elys com uma das mãos segurou a boca para não gritar enquanto com a outra segurava fortemente Lynch, e com um rasante pousaram no telhado.

– Poderia ter me avisado que seria assim...

– Sinto muito... Mas conseguimos ser sermos visto não?

– Certo...

Elys demonstrava agora sua habilidade abrindo o cadeado da janela do porão e entrando na casa. Desceram pela escada do porão e seguiam silenciosamente em direção ao cofre, evitando os guardas, se escondendo e recuando quando necessário. Finalmente chegaram em uma casinha no meio do jardim da casa do nobre, era nesta sala que estava o tesouro, ela destrancava a porta enquanto ele vigiava o corredor.

– Consegui... Vou entrar.

– Seja rápida... Vou fiar vigiando aqui fora.

Porém no momento em que ela pisou dentro da sala onde o bau se encontrava protegido por um vidro e em cima de uma arquibancada bem no meio da sala um sino tocou. Ouviram-se então passos rápidos, luzes se acendendo, vozes gritando e em pouco tempo se avistou guardas vindos de todos os lados possíveis.

– Vou segura-los, ande logo com isso ai.

– Tudo bem...

A garota corria para destrancar o vidro que protegia o baú. Enquanto isso Lynch entrava em combate contra os guardas, com seus pulmões de dragão ele começou a cuspir fogo, como um lança-chama ele fez um rápido giro criando uma parede de fogo ao redor de onde eles estavam, mantendo assim os guardas afastados, mas ainda restava os arqueiro os quais ele derrubava com disparos de bolas de fogo.

– Uaaaaaaaaaaaaa.

– O que foi...?

Preocupado Lynch correu para dentro e a viu em frente ao baú já aberto, porém ao se aproximar teve uma surpresa, olhou dentro e tudo que havia era um fio de cabelo. Das sombras ainda dentro da casinha surgiu então o possível dono da casa que estivera observando-os, um homem baixo e gordo além de careca, inclusive ele quem tocara o sino enquanto presenciava a tentativa de furto.

– Ha há há... Vocês realmente encontraram meu maior tesouro, o meu ultimo fio de cabelo... Que vergonha que estou. — Balbuciou o senhor.

– Que... Ultimo fio de cabelo... Que palhaçada... Cade o ouro...?

– Ha há há... Meu ouro esta todo guardando em um lugar secreto e distante daqui... Porém ouro nenhum paga este tesouro por isso decidi mante-lo por perto para eu mesmo poder protege-lo... Ha há há... — Rindo euforicamente como se lembrando dos tempos que ainda possui cabelo ele apenas irritava ainda mais a nossa ladra.

– Ta de sacanagem né....

– Bem, tentamos. — Pronunciou Lynch enquanto observava pela porta soldados entrando, finalmente atravessaram o fogo. — Precisamos ir agora...

– Espera...

Tarde demais Lynch já pegara a ladra em seu colo e fizera como da ultima vez criando asas e levantará voo, antes de chegar ao teto ele atirara uma bolo de fogo que abrira um buraco para eles saírem.

– Isso não vai ficar assim... — Elys desamarrou então um dos sacos presos em seu cinto de onde retirou uma bomba, pegou um fosforo ainda lá dentro e a acendeu logo em seguida a atirando pelo buraco no teto, gritos de terror se escultaram e viram-se vários guardas saírem correndo lá de dentro junto do nobre que estava sendo carregado a força por um dos guardas pois não queria abandonar seu tesouro.

– Que maldade... — Disse o elfo observando a grande explosão e a pequena casinha ir pelos ares, enquanto uma densa cortina de fumaça se levantava.

– Maldade...? Fui enganada... — Respondeu com uma cara emburrada.

– Você ia rouba-lo...

– Mas não roubei...

O nobre pronunciou alguns insultos enquanto nossos heróis voava para longe fazendo uso da cortina de fumaça para atrapalhar a mira e desviar das flechas atiradas pelos arqueiros. Pararam no telhado de uma hospedaria aonde arrombaram uma janela e pegaram um quarto para passar a noite. Logo ao amanhecer o elfo já se levantara, enchera seu galão e se abastecera de alguma comida. Sua bolsa de colo estava cheia.

– Foi bom conhecê-la... Vou indo...

– Até parece, enquanto não me pagar o que deve não vou te deixar ir.

– Ehhh... Você esta acordada.

– Não mude de assunto. — Ela o encarava.

– Já disse não tenho nada, aquelas poucas moedas de bronze que tinha usei para comprar mantimentos hoje cedo.

– Nesse caso vou com você... Até que me pague o que deve...

– O que...

A verdade era que a ladra queria aproveitar do poder de Lynch para seus assaltos afinal ela sabia que se dependesse dele demoraria muito para receber, pois ele era bonzinho demais para roubar e não possui nenhum tustão próprio. Com muito reluto o elfo aceitou leva-la junto após uma longa discussão. Saíram voando pela janela até fora da cidade, depois pousaram.

– Ehhh por que pousou...?

– É cansativo só ficar voando, faço apenas quando necessário, seguiremos caminho andando.

– Uahhhhhhhhhhhhhhhhh.

Notas finais
Bem galera é isso por enquanto, aguardem segundo capítulo e deixem comentários, afinal serve como incentivo para o escritor, uma forma de mostrar que gostarão da história caso contrario não haverá motivos para eu continua-la se ninguém a lê, correto? Então digam o que gostaram e o que não gostaram para eu melhorar na próxima...Grato desde já...!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.