A tempestade
1 O primeiro dia
Notas iniciais
Era meu primeiro dia no serviço comunitário local, e eu realmente não poderia dar a mínima. Antes de entrar, enrolei um baseado e fumei ali mesmo. O que eles poderiam fazer? Me botar no serviço comunitário? Ha.
Entrei e já tinha um homem me esperando. Ele meu um daqueles macacões laranjas horríveis e me mostrou onde ficava o vestiário onde iria me trocar. Quando entrei tinham mais duas garotas botando o macacão também. Quando terminamos de nos trocar, nos demos uma olhada uma nas outras e saímos. Nosso primeiro trabalho seria coletar lixo na parte de fora do prédio. Fomos para lá e o mesmo cara que estava me esperando quando cheguei estava nos aguardando.
-É a hora de fazerem algo positivo. — ele começou. Estávamos nós 7 ( eu, as duas garotas do vestiário, e mais 4 garotos) encostados na parede, nenhum de nós prestava atenção no que ele estava falando — As pessoas de fora, pensam que vocês são um lixo. Mostrem para eles que eles estão errados.
- Tá, mas e se eles estiverem certo? — Perguntou um dos garotos. Ele tinha cabelo cacheado castanho e olhos verdes. Todos olhamos para ele. — Sem ofensas, mas alguns de nós já nascemos criminosos — ele disse apontando para a própria cara.
- Quer levar uma facada? — perguntou um outro garoto. Este usava um boné verde e tinha uma barba rala.
- Entendeu? — o primeiro garoto perguntou.
Eu dei uma risada abafada e os dois olharam pra mim. Encarei eles de volta, um celular tocou. Outra das garotas atendeu:
- Alô? — Ela era negra, com um cabelo curto crespo e usava uma presilha no cabelo. — oi!
- Não importa o que fizeram- o supervisor continou, mas foi interrompido pela conversa no telefone
- Estou no serviço comunitário... Aham, um saco!
- Oi! Estou falando — tentou fazer ela a desligar o celular
- Desculpa, pensei que já tinha terminado — ela disse com o telefone ainda na mão
- Você por caso vê a minha boca se mexendo? Isso quer dizer que ainda estou falando
- Mas você poderia estar bocejando, mastigando- disse o de cabelo cachedo
- Desligue! — o supervisor pediu
A garota começou a se expicar no telefone sobre o supervisor.
- E aí esquisitão? — perguntou o mesmo garoto. Acho que estou começando a achar que ele gosta de bastante atenção para si mesmo. Ele estava se referindo à um garoto de olhos azuis e cabelo castanho meio duro, daquele tipo que não parece que sai do lugar. Tenho que adimitir, ele era meio esquisito.
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