A tempestade
2 Caítulo 2
Notas iniciais
O esquisitão ignorou e o mesmo garoto que o tinha chamado disso, virou para o lado e mandou um beijo para o cara que tinha falado que ia o esfaquear ( não foi muito inteligente da parte dele, tenho que admitir).
– Vou cortar o seu pescoço — disse o de boné
– Por que eu estou aqui? — o último garoto que sobrou peguntou em voz alta. Ele era negro, acho que tinha o visto em algum lugar, ele era um tipo de atleta ou coisa do tipo.
Enquanto isso, os dois garotos que estavam se provocando começaram uma briga.
– Me mude de grupo, isso não vai fucionar pra mim — eu disse
– O que te faz pensar que você é melhor que nós? — A última garota a ser descrita também me perguntou. Ela tinha um sotaque meio estranho.
– Que sotaque é esse? — O garoto-de-olhos-verdes perguntou, parando a briga. — Parece um ruído não dá nem pra entender! — ele disse indignada botando a mão no ouvido
– Você entende isso? — ela perguntou e mostrou o dedo do meio pra ele. Eu ri e olhei pra ela, sorrindo. " Boa" eu fiz o gesto com a minha boca, sem transmitir nenhum som.
– Ela gosta de mim — o mesmo garoto disse apoiando o braço no de boné. Este começou a briga de novo, mas agora ele pegou-o pelo macacão e o levantou do chão. O supervisor tentou aparatar a briga, em vão. Todos nós ríamos, não sabia exatamente do que era, do supervisor ou dos dois idiotas brigando.
Enfim, o supervisor conseguiu separá-os. Depois de dar um sermão nos dois, falou que o nosso serviço seria repintar uns bancos que tinha por perto de branco. Suspiramos enquanto ele botava as latas de tinta com os pincéis na nossa frente. Eram 84 bancos pra pintar.
O supervisor nos deixou sozinhos e começamos a pintar. Eu sei, eu sei, você me pergunta por que a gente não fugiu naquela hora, mas a parada é que tínhamos que usa aquelas pulseiras de condicional nos nossos tornozelos. Peguei a lata e comecei a pintar. O garoto de cabelo cacheado foi pintar o mesmo banco que eu.
– Olá! — ele disse entusiasmad
– Oi — eu disse sem parar de pintar.
– Eu sou o Nathan! — ele disse estendendo sua mão para eu apertar. Olhei pra cima e olhei o sorriso forçado e entusiasmado dele
– Claire — eu disse sem apertar e voltando a pintar
– Nossa, você não se diverte muito não é? — ele perguntou sentando na parte seca do banco e apoiando os braços na cabeça. Eu ri e disse:
– Você ainda que não me conhece
– Prova então, o que você fez pra estar aqui?
– Por que eu te diria? — eu disse finalmente desistindo de pintar e largando o pincel
– Eu já não te disse? Pra me provar que você não é sem-graça- eu olhei pra ele e revirei os olhos — e também porque você é gata e gostosa — ele disse como se fosse a coisa mais normal do mundo
– Vai se foder — eu disse pegando o pincel sujo de tinta e jogando nele. Ele tentou pegar o pincel com a mão, e quanto ele fez isso, sujou-a toda de branco
– Qual o seu problema? — ele disse sacudindo a mão.
– PORRA! — eu ouvi alguém gritar. Era o cara de boné. — VOCÊ JOGOU TINTA NO MEU BONÉ!
Nathan arregalou os olhos e apontou pra mim. Mandei um dedo do meio pra ele. O de boné chutou uma lata de tinta para o lago que tinha do lado gritando e foi embora, chutando também um carrinho de supermercado que tinha no caminho.
– Boa — eu disse pra Nathan. Ele fez uma risada sarcástica e foi embora pro banco do lado, onde ele começou a conversar com a loira com o sotaque esquisito. Ouvi ela falar que o nome dela era Kelly.
– Furto? — Nathan perguntou, ela o ignorou — Eu só estou tentando conversar, conhecer outros deliquentes devíamos trocar ideias e dicas! Vamos, o que você fez?
– Uma garota me chamou de vadia e brigamos. — Nathan fez um gesto de afirmação com a cabeça
– E você, esquisitão? O que você fez? Sem quere ofender, mas você parece um cheirador de calcinhas — e ele então fez um gesto de cheirar alguma coisa.
– Não sou um cheirador de calcinhas, ou um pervertido. E meu nome é Simon.
Nathan então começou a fazer gestos de masturbação e gemer ironicamente
– Eu tentei incendiar a casa de alguém! — Simon disse com raiva. Nathan então o deixou em paz.
Olhei para meu outro lado e os dois últimos que sobraram estavam no banco ao meu lado.
– Ei eu conheço você! — eu disse falando com o garoto ao qual me era familiar — Você não é um tipo de atleta?
– É verdade, você é aquele corredor, Curtis alguma coisa — disse a garota que estava no mesmo banco que ele. — Você se fodeu né
– Sim, obrigado por notar... — ele disse ironicamente deixando a pergunta no ar para ela responder seu nome.
– Alicia — ela disse.
Nesse momento o supervisor chegou, olhou para o chão e viu toda a tinta nele e o carrinho de supermercado caído.
– Vocês não estão aqui nem 5 minutos e já conseguiram estragar tudo?- ele disse. Fui olhar pra cima pra demonstrar tédio e no mesmo instante vi uma nuvem muito escura e estranha se movendo.
– Ei, o que é aquilo? — eu disse apontando para a nuvem
– Ei ei ei presta atenção em mim- mas ele foi cortada pois começou a cair grandes pedaços de gelo, e deles saíam uma fumaça estranha. Ficamos parados vendo pedaços enormes de gelo caindo até que um caiu muito perto de nós
– Corram! Vamos, todo mundo pra dentro! — o supevisor disse. Todos começamos a correr enquanto chovia gelo, pra ser sincera, eu nem sei se aquilo era gelo mesmo. Chegamos em frente à porta mas não conseguíamos entrar pois estava trancada.
– Abra a porra da porta! — eu gritei, eu estava começando a ficar assustada
– Ahhh eu estou começando a ficar assustado- Nathan disse. Ótimo, eu não era a única.
O supervisor não achava a chave e a tempestada estava cada vez mais forte
– ABRE A PORRA DA PORTA- todos dissemos juntos, mas era tarde demais, tudo ficou preto
Fale com o autor