Hoje era o primeiro dia de aula e segundo dia do Eliot em Brasília em anos. Ele me acordou, apertou o interfone às cinco e meia da manhã. Eu acordo as seis. Na maioria das vezes seis e quinze, já que o meu colégio fica dez minutos de distância a pé da minha casa. Levantei cedo por causa dele, aproveitei e fiz um café da manhã reforçado, fiz um monte de misto quente de vários sabores, Eliot e Bel tentaram me ajudar. Bel arrumou a mesa com o Eliot. Enquanto eu fazia o resto. Meus pais levantaram no momento em que eu e Eliot já estávamos indo em bora. Meu pai deu um abraço caloroso nele, minha mãe fez igualmente. Os dois consideravam Eliot, o filho homem que eles nunca tiveram. Minha mãe entrou em depressão quando eu nasci porque ela queria um menino,meu pai disse que tiveram até que internar ela, de tão fraca que estava. Depois da confraternização amorosa tão aguardada, Eliot e eu saímos da casa indo em direção ao meu inferno particular.

– Então, como é a minha nova escola?

– Pra mim é uma verdadeira bosta.

– Esqueci dessa parte.

– Mas os professore até que são legais. Pelo menos quatro deles.

– Quem são os legais?

– Professor Reinaldo Dias de português, ele é bem legal e é novo, pessoas novas tem uma mente mais aberta. Professora Hadassa, de filosofia. Ela também é nova e lombra de mais às vezes, mas ela é legal. Tem o professor de História, Manoel. Ele é um coroa super descolado, e me atrevo a dizer isso mas ele é bonito. Na minha humilde opinião. E por última o professor que explica a matéria super bem, Daniel, ele deve ter em torno dos trinta, e é muito atraente também. Todas as garotas da escola ficam se insinuando pra ele.

– Uau! Agora quero é conhecer eles. Quero e vou! — Exclamou Eliot.

– Já sabe em que sala você está?

– Ainda não. Vou descobrir quando chegar lá.

– Que merda.

Chegando na escola (adiantados), mostro a escola pro Eliot, que não é tão grande quanto a que estudamos no fundamental, no entanto era bem grande para o tamanho de uma escola normal.

– É impressão minha ou tem um monte de gente me olhando.

– Não é impressão sua senhor L.A. Esqueceu que eu sou a vadia mais popular dessa escola? — Eu disse em um tom de divertimento. Eliot definitivamente não estava acostumado com toda aquela atenção que estava recebendo, mesmo com o fato de que só metade dos alunos estavam por lá. — É melhor ir se acostumando com isso, porque udo o que eu faço nessa escola é motivo de fofoca. — Dei uma olhada na secretaria, e por nossa sorte ela estava aberta. — A secretaria está aberta. Vamos lá. — Apontei ela pra ele.

Ele entregou uns papéis pra ela, ela guardou em uma das gavetas e entregou outro, enquanto isso fui bebe água no bebedor ali perto. Quando levantei minha cabeça Alê me encarava. Encarei ela de volta. Se ela achava que toda essa palhaçada infantil de bullying iria me dar medo de encarar ela, ela estava muito engada. Muito ainda é pouco.

– Aquele é o Eliot?

– Uma puritana X9 como você não deveria estar falando com a puta da escola, não acha? — Consegui atingir ela. E bem na boca do estômago, pela cara que fez quando disse aquilo. Eu iria jogar aquilo na sua cara pelo resto da minha. Não que eu seja vingativa. Okay, talvez só um pouquinho, queria que ela sentisse um pouco do desprezo que me deu nesses últimos meses.

– É não deveria mesmo. Só queria me certificar de algo, mas vejo que você é rude de mais para uma simples conversa. -Okay, isso me doeu, eu não era rude, ela que era o cão chupando manga. Por sorte o Eliot se aproximou todo sorridente.

– Chris, estamos na mesma sala! — Disse ele todo sorridente quando percebeu a garota que o encarava, garota não, traíra.

– Oi Eliot. — Disse Alessandra com um sorriso tímido e bochechas um tanto coradas. Não dava pra acreditar na cara de pau dessa garota. Para a minha felicidade o Eliot ficou com cara de Poker Face pra ela.

– Olá Alessandra. — Disse ele seco. Seco de mais pra falar a verdade, fiquei com medo de que um dia Eliot usasse o mesmo tom comigo quando eu magoasse alguém que ele gosta.

– Tudo bem? — Ela disse com um sorrisinho ainda tímido, tive vontade de vomitar nela agora. Garota nojenta irritante.

– Aham. -Uhul, para a minha pura felicidade mais uma vez ele foi seco com ela.

– Te vejo por aí então. — Disse ela.

Eliot olhou pra mim e eu encarei ele.

– Wow! Nunca pensei que o super amigável Eliot pudesse ser tão frio e seco com alguém.

– Ah! Qual é Chris? Você é como uma irmã pra mim, e a sua vida nessa escola está sendo um inferno por culpa dela. Mas o seu Big Brother chegou na parada pra te deixar feliz. — Eliot era um grande amigo.

– Obrigada Eliot. — Sorri pra ele extremamente agradecida. Ele realmente não sabia o quanto eu estava feliz com isso. — E eu realmente não acredito que nós estamos na mesma sala. Isso é incrível!

– Acho que eu sou algum favorito de Deus ou algo assim. — Disse Elio todo convencido, e o irônico era que Eliot era ateu. Meus pais não sabiam disso, pois se soubessem teriam um ataque cardíaco.

– Ou algo assim. — Eu disse e nós rimos.

Notas finais
Obrigada por lerem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.