Notas iniciais
Oi pessoal! Estou chegando com mais uma one! Eu me inspirei em um trecho da fic "Just Friends?-Carrossel" escrita por DudaShipp (Spirit) para escrever essa história. Espero que gostem!

Em um dia normal, como outro qualquer, Maria Joaquina, que estava de férias, decidiu sair com a mãe. Resolveram fazer compras no Shopping. Na ida foi tudo bem, mas na volta... O carro em que as duas se encontravam estava parado, esperando o sinal abrir. Mas, antes que pudessem partir, outro automóvel vinha em alta velocidade. Não deu tempo de elas saírem. Foram atingidas em cheio, principalmente Clara.

{Quebra de tempo — minutos depois}

Dr. Miguel já havia chegado ao local. Nem tinha saído do carro e já gritava desesperado.

— CLARAAAAA! MARIA JOAQUINAAAAA! — foi contido pelos bombeiros.

— A menina sofreu ferimentos leves, já a mãe está em estado grave! — #####

— Levem-nas para o Hospital xxxxxx . Eu trabalho lá e posso cuidar delas!

— Ok senhor.

{Quebra de tempo — semanas depois}

MJ já havia recebido alta. A mãe ainda estava internada. Tinha perdido muito sangue e como era do tipo O-, não tinha o suficiente no estoque. Pra sorte dela, um amigo de Maria Joaquina, o Cirilo, acabou sabendo do acidente e foi contar pros pais. Descobriu que os três possuíam o mesmo tipo sanguíneo de Clara e então foram correndo ao hospital. Após a doação de Paula Rivera, mãe do garoto, a esposa de Miguel não corria mais risco de vida.

{Quebra de tempo — meses depois}

As férias tinham acabado. Era a hora de voltar pra escola. Majo estava com vergonha. Não queria que os amigos a vissem daquele jeito. Ela relutou pra ficar em casa, mas não adiantou. Foi assim mesmo. Todos os colegas a esperavam ansiosamente. Assim que a mesma entrou no colégio, os amigos a viram de longe e tentaram chegar mais perto dela. MJ, ainda com vergonha, se isolou em outro canto.

Maria Joaquina era o centro das atenções naquele instante. E foi assim, até Jorge chegar e roubar a cena. O menino, loiro dos olhos azuis, com roupas e sapatos impecáveis, entrou por aquela porta e foi direto para sala da diretora. Pegou o número da sala e saiu. Sentou em um local perto em que Maria estava. Olhou de relance e reconheceu sua amiga de infância, não podia ser. Não ia aceitar aquela menina.

— Maria Joaquina? É você mesmo? — Jorge perguntou surpreso

— Jorge? É... Sim, sou eu — A menina estava com vergonha, ainda mais na frente daquele menino.

— Achei que voltando nós íamos voltar a ser amigos — ele diz irônico e a menina não entende

— Mas podemos ser amigos

— Não quero ter uma amiga que não anda. Com licença. — Com um olhar desprezo, ele saiu de lá e deixou a menina devastada.

Na sala de aula...

Maria Joaquina continuava a se isolar. Cirilo insistia pra ela se juntar com a turma, mas ela negava. Os professores também tentavam, sem sucesso.

— Majo... Você quer sair com a gente? — perguntou Marce, toda sorridente, tentando a animar a amiga.

— Não... Prefiro ficar em casa. Obrigada pelo convite! — disse e voltou a estudar.

— Tudo bem. Não vou insistir. — Marce disse e saiu desolada.

Um pouco mais longe, o Rivera a observava e sua expressão triste poderia ser facilmente vista em seu rosto. Estava se segurando ao máximo para não chorar. Ele queria muito ajudar a sua amada, mas não sabia como.

Mais tarde...

Já em casa, MJ, ainda com dificuldade, tentava fazer algumas coisas como trocar de roupa, tirar/colocar um sapato, coisas básicas. De vez em quando conseguia e comemorava muito. Na tentativa seguinte falhou e ameaçou a desistir.

— Nem pense nisso mocinha — disse Cirilo do lado de fora do quarto dela, assustando a mesma.

— Cirilo? O que você tá fazendo aqui? Eu poderia estar pelada ou apenas de roupas íntimas!

— Majo... Eu ainda estou do lado de fora do seu quarto. Deixe-me entrar.

— Ok. — ela abriu a porta. — O que faz aqui? — Majo

— Eu vim conversar contigo. — Ciro

— Sobre o quê? — Majo

— Sobre você. Eu tô muito preocupado. Você vive isolada de todos, não quer sair com ninguém... Por que não se junta aos outros? — Ciro

— Eu tenho vergonha. Sou uma besta que não tem condições de fazer o que gosta porque tá numa cadeira de rodas! — Majo diz abaixando a cabeça.

Ele põe a mão no queixo dela, ergue a sua cabeça e diz:

— Primeiro: vergonha de quê? Segundo: Nunca mais repita isso que acabou de falar! Não é porque você tá numa cadeira de rodas que não pode fazer nada. Você pode fazer muitas coisas.

— Eu tenho vergonha de não poder andar. E o que eu posso fazer?

— Bom... Eu não sei te falar agora. Mas para isso tem a internet.

Depois de meia hora procurando, Majo encontrou a história de Maurício Frigo.

“A vida tomou rumo diferente em uma noite fria e chuvosa no mês de julho de 2006, quando voltava para casa de uma festa julina do colégio onde cursou o ensino médio. Conduzindo uma motocicleta ao tentar efetuar uma ultrapassagem em um carro veio a colidir, isso porque o mesmo entrou em uma esquina sem dar seta, tendo como sequelas lesão medular (T4) e fratura na clavícula esquerda. Após ser socorrido, foi enviado ao hospital de uma cidade que fica a 100 km de onde resido, dois dias depois passando por cirurgia e com mais 45 dias hospitalizado conseguiu alta. Não estava muito preocupado com a situação apesar de continuar dormindo em uma cama de hospital em um quarto improvisado na sala de casa e usar fraldas, devia ser porque não sentia dor alguma ou quem sabe por não ter clareza do que é uma lesão medular, simplesmente achando que em alguns meses os movimentos voltam. Horas, dias e meses foram passando e o Mauricio continuava na mesma, aí aos poucos foi caindo a fixa, pensou “putz o troço é complicado mesmo”. Quem mais sofria era os familiares do que ele que estava esticado na cama, até na época bateu uma mega depressão em sua mãe. Deve ter sido porque coincidiu o acidente no mesmo dia em que um irmão dela faleceu e velo em um leito de hospital, não deve ser nada fácil para uma mãe, isso o deixava mais mal do que estar sem movimentos, mas com o tempo ela saiu dessa.

Passou-se quase um ano e ele conseguiu uma vaga para internar na Rede Sarah Kubitschek (centro especializado em reabilitação de PNEs), localizado em Brasília, ficou na ocasião até um tanto apavorado quando conseguiu a vaga por não saber o que encontraria por lá, mas como era para mudar algo, foi para o Distrito Federal! Com esta primeira internação começou a ganhar independência e ficar malandro e íntimo com a cadeira, não só com ela, mas com a vida, porque é como se nascesse novamente, aprender a tocar a cadeira ao invés de trocar passos, vestir roupa, calçar um tênis, higiene pessoal, conhecer aos poucos o corpo novamente e assim por diante. A partir da ida ao DF, percebeu que não era digno se quer de reclamar dos empecilhos que a vida o apresentou, porque muitos que estavam lá dariam tudo para fazer o que faz, ter a família que tem e a saúde que o restou, diria que é uma nova chance que recebeu de viver e passar a dar mais valor a gestos, atitudes e valor dos que convivam com ele.

Mas como a vida continua... O negócio é não parar, desde o início da lesão sempre dando continuidade a atividades físicas e antes de fechar dois anos de lesão conseguiu novamente a sua CNH, adaptou um carro com isso se motivando mais a viver. Vendo que nem tudo estava perdido e que podia fazer muitas coisas mesmo não caminhando. Disse: No ano de 2009 marcou muito, porque prestei vestibular para o curso de design gráfico em uma universidade que fica a 100 km de casa, por conta da distância fui morar lá. Experiência fantástica porque para quem tinha comida e roupa lavada e tudo em mãos, tive que me virar indo somente com duas malas de roupas e as duas cadeiras sem ter lugar certo para morar, consegui mobiliar um quarto, mesmo passando por tremendos momentos como ficar empenhado com o carro de madrugada na BR no meio do nada e que nem celular pega até não conseguir lugar para alugar, mas como todos estamos sujeitos a ter problemas na vida, comigo não poderia ser diferente. Mas só fiquei um ano fora de casa, isso por ter altos custos (mensalidade, aluguel e carro + vida de universitário não é barata não) então voltei para casa. Mas a vida me ensinou muito, me preparou para enfrentar o mundo, sem falar na independência que peguei e com muito orgulho pude falar que consegui me virar um ano fora de casa morando praticamente sozinho. Vi que não podia parar, então vamos tentar novamente, bora prestar vestibular de novo, agora em uma cidade vizinha, tri pertinho de casa. Passeiiiiiiiii em Direito, isso só me motivava mais ainda a viver, mas esse curso não parei, já estou na metade e se tudo der certo em breve espero me formar. Maurício Frigo.

Início da lesão é um tanto complicado para o próprio lesado e familiares, isso porque não se tem noção e conhecimento sobre o que é uma lesão medular. Ter uma estrutura familiar é metade do caminho andado. E quando entramos no quesito sobre amizades é neste momento que eles fazem a diferença, mas também uma ótima oportunidade de ver quem realmente tá com você nessa situação. Em relação à sociedade ou você se insere novamente ou é esquecido, oportunidades e pessoas não batem na sua porta, independente de seus problemas ou limitações. O país anda a passos lentos, quando se trata de acessibilidade e oportunidades, mas cabe a cada um de nós lutarmos para buscar nossos direitos e mudanças. Hoje se fosse somente querer frequentar locais com acessibilidade, praticamente não sairia de casa, assim todo dia é dia se é feito praticamente uma maratona diante de tantos obstáculos que aparecem. Aos poucos retorno a rotina com estudos, atividades e lazer que é marcar presença em grande parte das baladas que acontecem nas noites da serra gaúcha.

Comparando ao que fazia antes só não estou trabalhando, mas somente para mais alguns meses. Ao meu ver é mais difícil o mercado de trabalho adaptar-se ao portador do que o portador a ele, por conta disso que continuo afastado. Grande parte da motivação e força para continuar essa vida vem de familiares e amigos e o restante da motivação são sonhos, metas e objetivos que almejo. É isso que me faz crer que não é porque deixei de caminhar que a vida acabou, mas sim vejo como uma nova chance para se viver e mostrar do que sou capaz. A vida continua mesmo sendo guiado por rodas...”

Depois de ler a história de vida de Maurício, Maria se convenceu de que poderia ser feliz, mesmo estando numa cadeira de rodas.

— Cirilo, eu... Eu preciso te contar uma coisa.

— Pode falar.

— Hoje na hora da chegada...

{Flashback on}

— Maria Joaquina? É você mesmo? — Jorge perguntou surpreso

— Jorge? É... Sim, sou eu — A menina estava com vergonha, ainda mais na frente daquele menino.

— Achei que voltando nós íamos voltar a ser amigos — ele diz irônico e a menina não entende.

— Mas podemos ser amigos.

— Não quero ter uma amiga que não anda. Com licença.

{Flashback off}

— ELE FALOU ISSO PRA VOCÊ?

— Calma, ele disse isso sim. Não vai brigar com ele agora, né?

— Não vou perder meu tempo com isso. Amanhã eu vou ter uma conversinha com ele. Está ficando tarde. É melhor eu ir embora.

No dia seguinte...

Majo acordou bem. Estava disposta a se juntar aos outros quando chegasse ao colégio. Antes de ir, ligou para Ciro.

— Alô? — ele atendeu do outro da linha.

— Oi... Sou eu... Majo — disse tímida.

— Majo! Que surpresa! Como vai você?

— Estou bem. Eu queria saber se você quer ir comigo pra escola. — disse mais tímida ainda.

— Não seria muito incômodo?

— Não, Professor Girafales. — disse brincando.

— KKKKKK tá bom. Já está pronta?

— Sim. O meu motorista tá me esperando.

— Ótimo. Tô indo aí.

Cirilo desligou o telefone e foi até a casa da MJ. De lá foram juntos, de carro, pra escola.

Na escola...

Quando Cirilo apareceu junto com Maria Joaquina foi uma gritaria só. Todos vieram cumprimenta-la e abraça-la. Majo se sentiu como se tivesse revivendo o dia anterior, mas de forma diferente. Jorge sequer olhou na cara de Maria. Isso chateou a menina e irritou o Ciro, que estava ao seu lado.

Na sala de aula...

— Bom dia, alunos! Antes de começar a aula, o aluno Cirilo Rivera vai dizer algumas palavras pra vocês.

— Bom... Por onde eu começo? Ah sim. Como vocês podem ver, a nossa colega, Senhorita Maria Joaquina Medsen voltou pra escola. E como ela foi recebida? A maioria, por opção dela, não a recebeu. Já o Jorge Cavalieri... Ah, o Jorge...

— O que tem eu?

— COMO É QUE VOCÊ FALA PRA ELA QUE NÃO QUER TER UMA AMIGA QUE NÃO ANDA? — disse alterado. Os outros se enfureceram com a atitude do mauricinho.

— Calma Cirilo. — disse a professora

— VOCÊ IA GOSTAR SE FOSSE COM VOCÊ?

— VOCÊ ACHA MESMO QUE UM DIA VOU ESTAR NUMA CADEIRA DE RODAS? — nessa hora Majo chorou e foi consolada pelas amigas.

— Eu nunca disse que um dia você vai estar numa cadeira de rodas. EU PERGUNTEI SE VOCÊ FOSSE VOCÊ NO LUGAR TU IAS GOSTAR?

— É ÓBVIO QUE NÃO!

— ENTÃO POR QUE FALOU PRA ELA QUE NÃO QUER TER UMA AMIGA QUE NÃO ANDA?

— PORQUE VÃO FALAR MAL DE MIM.

— KKKKKKKKKKK VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO! PEDE DESCULPA PRA ELA AGORA!

— NUNCA!

— TUDO BEM! NÃO QUER PEDIR, NÃO PEÇA. MAS DEPOIS NÃO SE ARREPENDA.

— DO QUE VOCÊ TÁ FALANDO?

— QUANDO A GENTE VAI FALAR DE ALGUÉM, NÓS DEVEMOS PENSAR BEM ANTES DISSO. PORQUE SE DISSERMOS ALGUMA COISA QUE POSSA OFENDER ESTA PESSOA, AÍ SIM OS OUTROS VÃO FALAR MAL DE NÓS. E ISSO VALE PRA VOCÊ TAMBÉM, PAULO GUERRA!

— EU?

— SIM. VOCÊ! QUEM É O “REI DAS PEGADINHAS”?

— É ÓBVIO QUE SOU EU!

— E SE ALGUÉM REVIDASSE A PEGADINHA? VOCÊ IA GOSTAR?

— CLARO QUE NÃO!

— ENTÃO, COMO EU HAVIA DITO ANTES, PENSE BEM NO QUE VAI FAZER. PORQUE DEPOIS, ALGUÉM PODE APRONTAR E A CULPA PODE CAIR NA SUA CONTA.

— E POR QUE ALGUÉM ME CULPARIA POR ALGO QUE NÃO FIZ?

— PORQUE A REFERÊNCIA DAS PEGADINHAS NESTE COLÉGIO É VOCÊ.

Paulo se calou imediatamente. Cirilo, com os nervos à flor da pele, acabou se acalmando também.

— Só pra terminar, fica uma dica: pense bem antes de falar ou fazer alguma coisa com alguém. A gente de capacidade de pensar. É por isso que somos diferentes dos outros animais. Se não o fizer, certamente será alvo de chacota.

De fato, o Rivera estava certo. E continuou:

— AH, ANTES QUE EU ME ESQUEÇA... JORGE, VOCÊ NÃO QUIS PEDIR DESCULPAS PRA MAJO. ANOTE AÍ O QUE EU VOU TE FALAR. SEMANA QUE VEM A MARIA JOAQUINA VAI ESTAR RODEADA DE AMIGOS, ENQUANTO QUE VOCÊ ESTARÁ SÓ.

— DUVIDO MUITO.

— QUER APOSTAR?

— QUERO. VAI SER O QUÊ?

— SE EU GANHAR, VOCÊ VAI PEDIR DESCULPAS PRA MJ. SE EU PERDER, FAÇO O QUE VOCÊ QUISER POR 24 HORAS.

— FECHADO.

Depois do bate-boca de Cirilo com Jorge e com Paulo, a sala toda aplaudiu o moreno de pé.

Uma semana depois...

Não deu outra! Majo estava rodeada de amigos, colegas de outras classes e funcionários da escola. Ela estava contando sobre a experiência de ser cadeirante. No outro lado do pátio, Jorge estava sozinho e com raiva de Cirilo por causa da “maldita aposta”, com diz ele.

Depois de alguns minutos, ele se levantou e foi à roda de pessoas.

— Veio cumprir a aposta, George?

— Sim, eu vim pra isso. Desculpa Maria Joaquina. — ele disse em tom baixo.

— COMO É? EU NÃO OUVI, ALIÁS, NINGUÉM OUVIU NÉ? — todos assentiram com a cabeça.

— DESCULPA MARIA JOAQUINA! TÁ BOM AGORA? — disse o mauricinho extremamente irritado.

— Tá bom. Pode responder Maria.

— EU ATÉ TE DESCULPO... — ela deu uma pausa — MAS AGORA EU É QUE NÃO QUERO SER SUA AMIGA!

Jorge se surpreendeu e saiu de lá cabisbaixo. Parecia que tinha aprendido a lição.

Meses depois...

Majo voltou a andar com o auxílio do namorado, Cirilo Rivera. Ele havia pedido a mão da amada há pouco tempo. Nem é preciso dizer que a MJ, que descobriu recentemente que a mãe do Ciro doou sangue pra sua mãe e assim ela está eternamente grata a ele, está imensamente feliz.

Anos depois Majo e Ciro se casaram e tiveram dois casais de gêmeos. Batizaram de Clara, José, Miguel e Paula. Decidiram homenagear os pais. Primeiro vieram dois morenos que receberam os nomes dos avós paternos. Depois veio os dois brancos que receberam os nomes dos avós maternos. De fato, Maria Joaquina Medsen estava realizada. Superou a fase da cadeira de rodas e de quebra realizou todos os sonhos. Virou estilista (a carreira de médica não deu certo), casou com Cirilo (que se tornou médico). Mas o maior sonho da vida dela é “o sonho de toda mulher” — que é ser mãe.

Notas finais
Obrigado por lerem! Eu dei o meu máximo pra escrever essa fic e espero ter agradado vocês. Só pra terminar, fica uma dica: pense bem antes de falar ou fazer alguma coisa com alguém. A gente de capacidade de pensar. É por isso que somos diferentes dos outros animais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!