A sombra de Yumi

2 Episódio 2 - A Decisão


Episódio 2 — A Decisão

Ser Shinobi/kunoichi não é escolha nossa, é algo passado de pai para filho, mesmo a criança que for adotada por um de nós deve ser educada nas artes das sobras. A obrigação termina apenas quando atingimos a maioridade, aí podemos decidir continuar no clã ou viver como cidadãos comuns, estudar, ter um emprego e construir família e riqueza, outros preferem manter uma vida dupla mantendo-se em segredo para seus próprios familiares. Nosso clã, os Kairyu, tem representantes por todo o Japão e também membros e parceiros internacionais. Estamos sempre agindo secretamente para derrubar governos e eliminar ameaças de todos os níveis. Algumas pessoas escolhem entrar mesmo depois da vida adulta, mas o treinamento avançado é para poucos. Temos uma gama enorme de técnicas e áreas de atuação, desde uma simples técnica de sedução até a arte de se tornar "invisível" e inutilizar pessoas com habilidades especiais. Desde o acontecido da morte de Yushiro pedi para meu irmão Ishida e meu pai que intensifiquem meu treinamento. Minha tia me explicou os perigos do treinamento e perguntou-me se eu realmente queria aquilo para minha vida. Não tive dúvidas nenhuma do que eu realmente queria, não ligava para o que poderia acontecer, contanto que eu pudesse me tornar um grande kunoichi.

Algumas vezes acompanhei eles treinando e meu pai como o mestre do estilo deve passar todo seu ensinamento para o próximo representante do clã, então sempre foi duro com Ishida, submetendo ele a todo tipo de treinamento pesado. Muitas vezes o vi desmaiar e sangrar, ficar dias de cama e até quebrar ossos. Mas isso lhe deixou no nível que é hoje. Ele diz que fará que eu o supere, isso me deixou confiante. Temos 12 anos de diferença, então ele sempre terá essa diferença de experiência na minha frente, mas darei o máximo de mim para alcançar os resultados importantes para nunca mais falhar com aqueles que necessitarem de mim. Anteriormente, comecei minha vida de treinamento aos 5 anos. Eu fui uma criança agitada que apesar de toda a eletricidade obedecia bem meu pai e irmão. Eles eram atenciosos porém de um jeito bem frio. Não tínhamos muitas brincadeiras entre família já nessa época. A única que realmente tinha um afeto materno era Nakamiya, ela me tratava mais como uma avó. Me ensina bons modos e a fazer coisas de meninas da aldeia. Desde cedo acompanhava ela nas atividades do dia a dia, às vezes ela me levava para a cidade quando visitava amigos e ia levar mercadorias.

Fornecemos alimentos naturais para o comércio da cidade, aproveitamos para passear e fazer compras.

Meu treinamento começava à tarde, Ishida era quem comandava, nesse tempo ele já era de alto grau. Havia apenas 6 crianças, Mamoru, Yushiro, Akemi, Hayato, Hiroshi e Eu. Todos levavam muito a sério seu treinamento. Era bem puxado, mas tínhamos uma arma secreta que deixava nosso treino mais "leve", o bom humor de Mamoru. Tudo era motivo de riso para ele, Ishida ficava muito bravo com ele, mas não conseguia segurar o riso.

Nessa etapa não aprendemos a usar armas, apenas como aprimorar nosso sentido, aumentar nossa resistência, combate corpo a corpo, acrobacias e um básico de sobrevivência. Tudo ficou pesado agora aos 9 anos. Após meu período de aulas os treinamentos davam início. Seus desafios eram bem maiores, eu só não poderia usar armas de corte seguindo as regras do clã, aprendi combate com bastões e boken (a espada de madeira)

As outras crianças ficaram curiosas, mas Ishida não deixava eles fazerem parte, apenas eu tinha a permissão. Eles sempre me pediam pra ensinar coisas novas, mas eu não podia.

Chegava exausta todas as noites do treino e logo dormia, conseguia me dar bem juntando o treino com as aulas, mas fora isso fiquei distante das brincadeiras, passávamos menos tempo juntos, e mais tempo com meu irmão. Por mais que eu tenha tido um ótimo treino e uma boa orientação, ainda sentia medo de participar de algumas atividades. Conforme fui crescendo o treinamento foi ficando mais difícil.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.