A solidão de outro feriado...
1 Capítulo único de uma carta não terminada
Notas iniciais
Eu lhe escrevi uma música rimada. Preparei o seu doce favorito. O relógio marcava dez da manhã e eu queria lhe acordar com café na cama, mas há muito tempo você não me visita.
O Sol quase atingia o pico do horizonte. Sai e enfrentei o lotado mercado. Comprei mais doces. Preparei o almoço especialmente açucarado para seu paladar. Tinha certeza que você iria gostar.
As horas passaram e minha janela não lhe revelava. Logo, escureceu e, irritado, comecei a te ligar. Mas seu número estava fora de área para meu azar. Novamente, arrumei a mesa para a última refeição. Sei lá, acho que ainda cultivava certa esperança no meu coração.
O relógio bateu 10 da noite e há treze horas eu esperava por você. Havia cultivado um jardim de açúcar sobre a mesa só para lhe ver sorrir. Com involuntárias lágrimas escorrendo pelos meus olhos, resolvi comer um dos diversos doces e aquilo só amargou em mim.
Amargo como o dia dos pais sem ti. Amargo como os natais que passei sozinho. No próximo feriado, irei para rua brigar e me divertir. Guardarei a música, jogarei o doce fora, pois sei que você não precisa de mim.
Ainda assim, Oliver...
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