A sentença de Osires
1 Oneshot
De repente um vento forte soprou e as luzes piscaram Dean olhou em volta e viu a figura de Jo surgir logo ali na sua frente, ela sorriu para ele:
—- Hei Dean!
—- Jo! – disse saudoso. Ela se aproximou dele:
—- Você não mudou nada.
—- Você veio ate aqui para me... . A loira interrompeu.
—- Sempre querendo saber mais, o que vem depois não é? (Risos)
O rosto de Dean era pura tristeza seus olhos começaram a lacrimejar:
—- Eu sinto muito Jo... Por tudo!
—-Sabe Dean, quando se esta desse lado ,morta, começamos a ver as coisas de uma maneira diferente. Entender as coisas diferentes. Você não podia me salvar e não pode salvar a todos.
—- Mas eu podia ter evitado. Você entrou nessa vida por culpa do meu pai, por minha causa... .
—- Não. Entrei porque eu quis, a escolha foi minha. Fiz por mim pelo meu pai e você não teve nada ver com isso.
—- Mas eu pensei que você e eu...
—- Eu sei o que você pensou realmente perdemos tempo sim. Mas aqui percebi que perdi muito tempo com coisas banais e que o Tempo pode ser seu maior aliado ou seu pior carrasco. Nós passamos algum tempo juntos e não soubemos aproveita-lo.
Os olhos de Dean ficaram marejados e uma lágrima escorreu pelo sua face, Jo passou a mão pelo rosto dele. Então, de repente, foi como se ela estivesse viva sua mão estava quente e seus olhos também estavam marejados. Os dois se entreolharam:
—- Pare de se culpar, as coisas tinham que ser assim mesmo que você não querendo e tentando impedir. Pense nas pessoas que você salvou e ajudou e nas vezes que ajudou Sam, você esteve ao lado dele sempre. Nunca desistiu de lutar pelo BEM.
Dean estava muito fragilizado com tudo sabia que sua hora estava chegando:
—- É bom estar com você Jo, não sei para onde eu vou, mas só de saber que você esta aqui já estou mais tranquilo.
Enquanto Jo tocava seu rosto e seus olhos mantinham contato com os dela uma paz tomava conta dele. A dor que antes oprimia seu peito estava amenizando, quase sumindo. Foi quando um vento forte invadiu o quarto novamente:
—- Tá na minha hora Dean.
—- Jo quero dizer que sinto muito por tudo. Que sinto sua falta e que me arrependo por não ter aproveitado os momentos com você, pois sempre quis ser mais que um amigo seu.
A moça olhou e sorriu:
—- Eu sempre soube disso, mas é bom ouvir de você, mesmo que seja agora.
Ela disse se referindo a sua condição. Dean então respirou fundo:
—- Ok. Faça o que você tem que fazer.
Jo olhou para Dean:
—- Adeus Dean! Deixa um beijo pro Sam.
—- Como assim adeus? Osires me condenou? Você estava lá, você viu?
—- Não, você se condenou. Seu coração estava cheio de culpa. Ele apenas se aproveita da condição miserável do ser humano de sentir–se culpado e dilacerado e como um deus que é; sentencia essas almas a vagar pela escuridão eterna.
—- Mas então quem me livrou?
—- Eu, o Sam. Dean, você era seu pior acusador, sentia culpa pelo que aconteceu comigo, com o Sam agora está livre ! E eu posso ir em paz!
Dean estava com um semblante pesado sentia-se do mesmo jeito, nada tinha mudado para ele então, Jo beijou seus lábios sorriu novamente e desapareceu assim como surgiu:
—- Jo! Jo! Não vai!Fica!Por favor.
Sozinho Dean olhou a sua volta procurando por ela, mas nada. Sentou-se na cama e pode sentir uma paz enorme invadi-lo e pensou em tudo o que ele e Jo conversaram e no que viveram. Mesmo que ele não fosse culpado sabia que aquela vida não era boa pra ninguém e que talvez ele e Sam provavelmente nunca tivessem paz, nem depois de morto. Deitou-se e fixou o olhar no teto do quarto até que o sono foi chegou.
Algumas horas depois Dean acordou Sam já estava no quarto exausto, mas tranquilo, pois havia conseguido matar Osíris e livrar seu irmão da morte. Ambos resolveram dormir novamente, pois em muitos meses, era a primeira vez que estavam um pouco mais relaxados. Os Winchesters não tinham muitos momentos de tranquilidade e relaxamento estava sempre correndo, fugindo, procurando,prendendo, salvando... Então quando tinham uma chance assim a melhor coisa era apenas aproveitar o momento
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