A seleção - Interativa
3 Capítulo 3
Notas iniciais
O anuncio foi um sucesso, em toda a minha vida eu nunca tinha visto o público tão feliz. Principalmente as garotas da plateia. Que comece a guerra de inscrições.
Meus pais estavam tão felizes, que por um momento eu comecei a ver futuro nesta seleção. Foi uma recaída, e logo voltei ao normal.
Quando eu era menor eu odiava tomar banho, era como se todas as felicidades do meu dia fossem embora pelo ralo. Hoje eu amo banhos e tudo o que envolve água, principalmente banheiras. E é em uma que eu estou agora.
Minha banheira é tão grande que cabe mais de 3 pessoas ao mesmo tempo. Sei por experiência própria. Sorri com as lembranças.
Nunca tive problemas em arrumar garotas, uma frase e um sorriso e elas já se derretiam. E é claro eu tirava bastante proveito disso.
Talvez seja pelo meu título ou pela minha aparência, sem querer me gabar mas muitas já disseram que não sou de jogar fora. Meu cabelo está entre o castanho escuro e o preto, o que ajuda a destacar meus olhos azuis, que puxei de minha mãe. Mas o sorriso é totalmente do meu pai.
Tenho que me lembrar de não sorrir muito enquanto alguma selecionada estiver perto de mim, não quero nenhuma menina dando risinhos e me olhando como se eu não fosse real.
Tenho mais ou menos 1,80. Um corpo esguio e musculoso, que conquistei com muito esporte.
Saio da banheira e pego a toalha para me secar, e vou em direção ao meu quarto.
O que mais tem no meu quarto são estatuetinhas de cavalos e fotos de paisagens naturais. São minhas duas paixões. Abro a porta do guarda- roupa e pego o primeiro terno que vejo na frente.
Como hoje é um jantar especial tenho que me vestir de forma adequada. Eu simplesmente odeio esses jantares, são várias pessoas babando ovo para meus pais, como se não estivesse na cara que nós notamos isso.
Acabo de me vestir e vou em direção a porta. Quando estou preste a girar a maçaneta alguém bate na porta.
Abro-a e do outro lado está minha irmã. Estranho, ela nunca vem ao meu quarto.
–posso entrar ?- Ela pergunta com a voz um tom acima do normal. Mais estranho ainda.
–Tenho escolha ?- Respondo enquanto ela já vai entrando, e senta em minha cama.
–preciso falar com você. É urgente- Diz ela. Eu realmente podia ver a tenção em seu rosto, para quem raramente se alterava devia ser mesmo uma emergência.
–Pode falar- Falei enquanto me sentava ao seu lado e ela girava o corpo para ficar de frente para mim.
–Raul me pediu em casamento- Respondeu ela rapidamente, como se pensasse que se falace rápido eu não ouviria.
–RAUL ?- Gritei enquanto levantava rapidamente. Eu não podia acreditar, minha irmã com um pedido de casamento com apenas 17 anos. Raul era o príncipe da Itália, e por acaso também era meu melhor amigo.
– Se acalma Thomas! — Disse ela um pouco apavorada- Eu sei o quanto isso deve ser assustador pra você, foi por isso que eu vim direto te contar.
Já estava andando igual louco pelo quarto, isso não podia ser verdade. Logo o Raul. Eu sabia todos os podres dele, e não eram poucos.
–Diga alguma coisa Thomas!! Você está me assustando- gritou ela, parecendo apavorada.
–Você aceitou ?- Foi minha única resposta. Parei em sua frente e a olhei bem nos olhos
–Não, sim. Eu não sei. Estou totalmente perdida- Dessa vez era ela que estava caminhando pelo quarto.
–Você tem que contar pros nossos pais Olivia, eles precisam saber disso.
–Eu ia logo após de te contar. O que você pensa sobre isso ?- Ela pergunta com uma carinha de cachorrinho perdido.
–Eu não tenho que achar nada. É a sua vida, quero apenas que você seja feliz- Estava sendo sincero.
Ela veio em minha direção e me abraçou.
– Eu conto os detalhes depois do jantar Okay ?- Ela parecia mais animada.
– Okay, se você aceitar diz pra ele que estou de olho- tentei fazer minha cara de mal.
Ela saiu do quarto ainda parecendo um pouco perdida. Acho que esse jantar não vai ser tão chato quanto eu pensava.
Como eu já suspeitava, o jantar foi um dos mais animados. Meus pais ficaram totalmente confusos quando minha irmã contou do casamento. Eles não sabiam o que fazer, mas como não podiam discutir no meio do jantar, eles decidiram em fazer uma ‘’reunião de família’’.
Logo hoje que eu já tinha planos pra noite. Teria que dizer para a loirinha que não ia ter jeito.
Estávamos os três sentados à mesa, e tenho que confessar aquela cara de confusos era um pouco engraçada.
– Você não pode se casar aos 17 anos Olivia!!- Repetiu meu pai.
–Então irei esperar até fazer 18- disse ela decidida.
–Deus. Nós nem sabíamos que vocês estavam namorando- Disse minha mãe. Ela parecia desesperada.
–Eu não sabia que ele ia pedir minha mão mãe. Mas quando ele fez pareia tão certo, como se eu já estivesse esperado por isso- agora ela parecia boba. A paixão deixa as pessoas patética.
–Tem algum jeito de fazer você mudar de ideia ?- Disse meu pai.
– De jeito nenhum, eu esperarei até meus 30 anos se for preciso.
–Se não tem outra maneira, nós apoiamos você dois. Nós damos nossa benção-disse minha mãe pegando a mão do meu pai.
– Chame o garoto, queremos falar com ele- Diz ele.
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