A seleção, outra vez?
1 Prólogo, como tudo aconteceu....
Notas iniciais
Há 6 meses.....................
Já tinham me avisado, mas não queria acreditar, três anos casados não ensinaram nada à ela? Não era possível, Camillie me amava, estávamos casados, éramos tão felizes, e agora faltava pouco para ela assumir o trono. Não tínhamos filhos, por escolha mútua dos dois lados, eu acho. Ela às vezes é manipuladora, mas eu entendo e aceito, afinal, nasceu para governar, é o seu jeito.
Mas com o tempo veio as incertezas, as dúvidas se éramos para ficar mesmo juntos, com o passar do tempo, por mais que eu quisesse já não tinha tanta certeza do nosso amor, tentava me convencer de que ela me amava e eu a amava, não amava? Bom, as brigas eu acho que eram normais, mas quando começaram a ficar mais frequentes eu me preocupei, ela não dormia mais no nosso quarto, não fazíamos mais sexo, ela era fria comigo e eu nunca sabia o que estava errado. Tentava ceder mais, não pressiona-la do porque ela estava assim, eu cedia, eu sei que eu também tinha opinião sobre nós, mas ela dizia estar tão machucada que eu não podia negar.
Os tais boatos eram a respeito de algo que eu não imaginava ser possível vir dela, traição. Não, era invenção das pessoas que não enxergavam o tipo de pessoa que Camillie era, ou era eu que estava tão preocupado em fazê-la sofrer, na possibilidade de ela não me amar mais, que não pude ver que ela não me amava e eu não a amava mais, na verdade ela nunca me amou, mas eu não esperava que sua amiga Alice fosse o motivo, o motivo dela não dormir comigo mas dormir com ela, dela não me beijar mas beijar ela, estava tão na cara que todos podiam ver menos o babaca aqui, foi tudo uma armação para que todos não desconfiassem da verdade.
Agora não importava mais, entrar naquele quarto e ver as duas daquela maneira me fez reviver as brigas, as discussões, e o destino me deu um soco para me lembrar que tudo sempre pode piorar. Estava voltando para casa, o divórcio foi feito, não era mais príncipe consorte, não era mais o cachorrinho de ninguém, como Camillie faria para contar aos pais e ao reino sua escolha eu não sabia e nem queria saber. Precisava da minha família agora, da minha irmã, meus pais e meus irmãos. As únicas pessoas que eu sabia que não me fariam sofrer, que me amavam.
Não sabia a que rumo minha vida tomaria agora, estava com raiva, triste, magoado, mas tinha uma única certeza, não iria me machucar por amor novamente.
Não queria amar novamente.
Não queria sofrer.
Não queria nem tentar.
Continua.....................................................................................................................................
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