Notas iniciais
Romance/ fanfiction baseada nos personagens Kars, Esidici e Wamuu personagens intitulados como The Pilar men do anime Jojo Bizarre Adventures- Eles não me pertencem sendo criações de Hirohiko Araki.Sendo um romance original.

A nossa gratidão para a Mãe Terra

que navega segura no dia e na noite

e para o seu rico, raro e doce solo.

Que seja assim nos nossos pensamentos.

" Oração Xamã"

A noite naquele tempo se encontrava abafada, num pequeno povoado situado em uma ilha da Costa sul das montanhas azuis. Os habitantes ali, eram descendentes vivos da deusa Ministren mãe da Fertilidade e dos trovões, cada família possuía um elo muito forte com sua divindade ancestral. Todos os anos a cada temporada, o sacerdote do vilarejo tinha que escolher uma criança esta sendo especial. A criança prometida herdaria a juventude eterna e teria o dom de gerar, não importasse o sexo da criança. Aqueles tempos, algo de ruim pairava na vila, o líder religioso acreditava que os deuses deveriam estar zangados e que precisava de algum agrado para que tudo voltasse a normalizar. A terra estava seca, mesmo vivendo próximo ao mar, a água doce estava se tornando pouca com a falta de chuva.

Na vila havia uma pequena cabana simples , nela vivia uma nativa que não possuía companheiro, este havia ido ao mar a procura de alimento e nunca mais voltara, ela estava gravida e ali não havia mais ninguém, poucos deram tanta atenção a sua presença, por ser sempre estranhos. Aquele dia não seria comum, ela começara a entrar em trabalho de parto, não havia ninguém para que pudesse ajuda-la, as dores só aumentava, esta cuidadosamente se aconchega em uma manta de talas e suspirava. Ao longe ela podia ouvir um som baixo de algum instrumento de sopro e tambores, que iam se graduando na medida que as dores vinham como ondas.

– Porque isso estar acontecer comigo? Não era para vir a nascer.- ela desliza calmamente pelo chão a procura de uma faca e água.

Mayra a jovem que agora estava preste a ter uma criança, sabia o real destino de seu filho, a criança seria belíssima, jovial por muitos anos e iria continuar com que sua família crescesse, ela sabia que

não duraria tanto tempo, por causa da doença que sofria antes de engravidar, mas depositava toda sua fé, neste bebê.

Suas mãos agarravam com toda força sobre uma manta que estava ali, ela apenas sussurrava breves palavras de consolo para aquele momento, não ousava gritar de dor.

– Oh Venerada deusa eu te imploro, tu és meu refugio, a ti confio meus desejos e segredos. Nas tuas mãos coloco minhas dores , no teu ombro choro minhas lágrimas. Grande mãe me ajuda a ter esta criança e depois me receba em sua presença.

Depois de 3 tentativas e agonia, a criança é expelida para fora presa pelo cordão umbilical. Ela sorri de alivio quando vẽ o bebê entre suas pernas se remexendo. Ela se debruça para ver e qual sua surpresa quando nota que a criança possui 3 chifrinhos na cabeça e tinha alguns fios azuis na cabeça. Ela fica sem fala, mas logo ela compreende, devia ser algum sinal da deusa, seria sua esperança. Ela o acolhe com cuidado e pega a faca para cortar o que lhe unia a ele e com um pouco de água, ela o lava retirando o sangue impregnado. Um vento subitamente surge, mas não um vento quente como esperado e sim um vento frio- aquilo seria um sinal?- ela hesitante olha para os lados,para no intuito se ouvia algo estranho ao redor da casa. Ela sabia que a ilha estava com uma energia estranha, chuva não caia há vários meses e o líder religioso andava a ameaçar-lhe em segredo dizendo que precisava de um recém nascido para realizar um sacrifício e ofertar aos deuses, para que voltasse a se aquietar o tempo. O povoado não ousava desobedecer as ordens do tal líder, temendo a ira maior dos deuses. Mayra só possuía duas alternativas ser temente a seus desejos e dar a criança para que possa acalma os deuses ou desobedecer tais regras e fugir com o filho para salva-lo. O ultimo pensamento foi o que mais lhe tocou o coração.

Após ter conseguido amamentar um pouco a criança, ela de bom grado preparar um cesto grande feito de madeira e forrado com palhas e tecidos e nela, ela deposita o bebê, enrolado em faixas, ela cobre com cuidado a cabeça da criança afim de esconder sua marca. Nisso com muita dificuldade ela se levanta e indo pelos os fundos da cabana, ela carrega a criança cautelosamente para as proximidades do mar. Seu maior desejo é livrar seu filho de tal loucura do mestre dos rituais, sua vida estaria se esgotando breve, ela rezaria que seu menino tivesse uma vida muito melhor e segura do que ela não poderia lhe render.

Furtivamente ela chega em meio as pedras escuras nas águas salgadas..antes de depositar o barquinho no mar e ser deixado pelo seu destino, ela deposita vários amuletos dentro do cesto. Para que este seguisse sem nenhum perigo a espreita, seu ultimo beijo rende tímidas lágrimas de tristeza, ela não poderia nunca dar-lhe para nenhum nativo dali, pois na certa eles a entregaria as rígidas leis da tribo. A pobre mãe sofria e vendo a criança adormecer, ela fecha a tampa do cesto e com preces de adeus, deixa o mar levar seu bebê, para outros rumos.

– Que os deuses o guia, meu pequeno!

Um barulho se faz entre as matas e palmeirais, ela rasteja por entre as águas e sente algo lhe incomodar, ela volta sua atenção para o mar, o barquinho já seguia bem longe.

O barquinho seguia longamente sem rumo. Oras ventava muito e levava apressadamente o cesto, mas sem ousar afundar. Os deuses o queria vivo, era certo se pensar. Lágrimas da mãe solitária ainda rolava sobre a manta suja e grossa, mas que mantinha o pequeno salvo.

O cesto rolou, balançou em um embalo de apenas saudades, lembranças não haveria para o miúdo.

Havia se passado um dia e uma noite, o barco ainda bailava sobre as ondas, não tão distante dali, surge aos poucos sobre o sol que agora nascia novamente uma vila marinha, suas casas ficavam suspensa sobre grandes paus que a sustentavam. Não havia muitas plantas, apenas em terra firma ali um pouco distante, o que havia era barcos em grande quantidades. Uma vila de pescadores.

Um barco vermelho se afastava das casas, nele havia uma moça e um homem, eles vê o cesto parando aos poucos aos pés de uma das colunas e com os remos se aproxima do objeto.

– Ianadar o que sera aquilo?

– Devemos ver, pode ser alguma mensagem ou..

Um choro se ouvia alardemente dentro do cesto fechado. Ambos se entreolham e apressam-se a chegar rapidamente ate o barquinho, que agora se encontrava parado, a maré ali estava calma e suas águas também. Uma chuvinha fina tem inicio.

Quando chegam ate o cesto, o jovem de cabelos médios castanhos e com pele escura de tanta exposição ao sol, se inclina para pegar o cesto, quando abre, ele e sua esposa se deparam com um bebê tão branco como as areias da praia e fios azuis bem escuro. Havia umas tiras de pano amarrado na sua fronte.

– Pela mãe divina é um aviso ? Uma criança nos veio assim, deve ser um presente.– comenta a moça.

– O que deve ser?– o homem pergunta apontando para os tecidos.

Quando retiram os panos, ficam estáticos. A criança não possuía sexo algum visivelmente. Eles não compreendem aquilo. Devemos consultar o velho da vila ? Ele na certa deve saber.

Continua....

Notas finais
=D Obrigada por ler. Até á próxima!! o/