Fulano era um cara diferente. Era o esquisitão do bando, o diferentão. Era, como todos o chamavam, o louco. Mas fulano era feliz.

O grupo impôs, para fulano ser aceito ele teria que se adequar.

Teve que trocar seus trapos por roupas da moda, suas coleções de selos por figurinhas de carros, suas caminhadas na mata a pé por uma moto, seu único amor por várias mulheres, seu chinelo por um nike de 700 paus, suas músicas bregas pelo sucesso do momento, sua loucura por sanidade, sua felicidade por tristeza.

Fulano foi mais um que, na triste vontade de ser aceito, trocou sua loucura por sanidade, foi aí que enlouqueceu. Ao se tornar mais um são, perdeu a alegria de viver.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Se quiserem e puderem comentem, mesmo que seja apenas para dizerem que não gostaram.
Agradeçoma quem leu.
Grande abraço.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!