Notas iniciais
Oi, meus queridos! Ainda estou sem computador! Peço paciência e espero que gostem do capítulo! Estamos entrando na fase mais importante da nossa história !

Resolvi jantar enquanto esperava Larten. Era estranho ficar sozinha em meio à tantos vampiros e mesmo assim era como se fosse tudo tão normal... Pensei em Lucian e em Ofidio, estava perdida em pensamentos nostálgicos quando alguém sentou ao meu lado me assustando. -Olá, boa noite! – disse a pessoa. Era um homem de aproximadamente vinte e cinco anos aparentemente. Loiro, com cabelos cacheados no pescoço e com olhos azuis. Tinha um sotaque irlandês – um vizinho meu, na época em que eu morava com minha mãe, era irlandês. Cresci ouvindo seu sotaque, por isso reconheci – e era forte, grandalhão, com uma cicatriz em forma de “X” no antebraço esquerdo bem grande. Encarei o vampiro por uns segundos e coloquei de lado os pensamentos que estavam me assolando. -Boa noite! – respondi finalmente. -Notei que é a primeira vez que a vejo na Montanha, primeira viagem? -Sim. -Uma aprendiz! É difícil vermos garotas entrando no nosso estilo de vida... Como posso chamá-la? -Meu nome é Beatrice Angeline. -É um prazer, senhorita Angeline! -ele pegou minha mão e beijou como num desses filmes. -Me chamo Edgard Edwards! -O senhor é um general? -Sim! -Ah sim. Que interessante! Eu também notei que a Montanha é um lugar predominantemente masculino! Desde que cheguei não tinha visto garotas. -Digamos que desde que a guerra tomou conta do nosso mundo as mulheres têm até sido mais vistas no nosso meio! -Mas por que é tão difícil assim uma mulher se tornar vampira? -Bem, você não sabe? Digamos que não é uma vida atrativa para garotas. Vivemos nos arriscando e além do mais tem aquilo do instinto maternal... -Como assim? -Bem, mulheres são maternais e a ideia de esterilidade não é muito bem recebida! Mas certamente seu professor lhe disse isso! Eu acho que ainda não tinha caído a ficha daquilo tudo. Mas não quis demonstrar que era um baque! -Claro, disse sim! -E mesmo assim você está aqui! – observou. -Pois é! — sorri. -Parece muito jovem... Desde quando foi convertida? Eu não queria responder essa pergunta. Achei que pudesse prejudicar Larten. -Não precisa se preocupar comigo! – adiantou-se. – sou da vertente que acha que devíamos voltar a converter crianças! Talvez assim fosse mais difícil encontrar traidores entre os nossos! Pena que nem todos pensam assim! -É um ponto de vista interessante! Bem, fui convertida aos dezesseis anos. Há um ano e pouco... -E o que os príncipes disseram? -Ainda não nos encontramos. -É engraçado seu professor não querer manter você no anonimato por um tempo. -Ele é muito apegado às leis... – disse baixo entre os dentes. -E no entanto te converteu assim mesmo! -sorriu. -Gostaria de saber de quem se trata... -De mim! – disse uma voz grave e firme atrás de nós. – Vejo que já conhece minha assistente, sr. Edwards. Era sr. Crepsley com seu olhar de preocupação com aquele brilho cortante familiar de quando ele está com raiva. -Larten Crepsley! -disse o general surpreso num pulo da cadeira. Eu olhei para os dois um tanto confusa. Eles se encaravam de maneira estranha. -Quanto tempo! – disse Larten sério. -Eu não sabia que estava na Montanha! -Estou! E pelo visto já conheceu a sra Angeline, minha assistente! -Sim! – Edwards respondeu, dessa vez sorrindo maldosamente, mas de maneira sutil. -Um prazer enorme ver alguém tão bonito aqui! -disse me olhando, o que me deixou bem sem graça e a Larten um tanto irritado! Sr. Crepsley o encarou com aquele seu respectivo brilho no olhar que eu tanto conhecia. -De fato! – concordou , contendo a irritação. – Nem tão jovem também! – pontuou. -Outra coisa notável! Você, Larten, com uma assistente! Larten apenas o encarou. -Qual a sua idade, Beatrice, 16? 17? Talvez não seja um problema tão grande, já que é quase uma jovem adulta! -Sim, quase! – disse Larten. – Mas ainda é uma criança para nós! Isso está claro, creio eu! Larten o encarou de maneira quase confidente, era como se se entendessem sem dizer nada. Edgard sorriu cinicamente e concordou. -Eu já vou indo, nos veremos em breve! – disse para Larten. – Beatrice, querida, foi um prazer! -disse ele pegando na minha mão e afagando -a. Quando ia saindo, Larten e virou em sua direção, chegou perto do ouvido dele e disse “ mira e erra!” . Quando ele voltou estava tão tenso quanto antes e ainda mais sério. -O que aconteceu aqui? -perguntei. Ele pediu uma taça de vinho. -O sr. Edwards e eu nos conhecemos há um bom tempo, ele era mais amigo de meu... – se deteve – um conhecido nosso que já não vemos mais e digamos que não é, para mim, alguém confiável. -Isso significa o quê? -Que não o quero perto de você! -Por que não? -Porque eu estou dizendo que não! – disse sério. -Ok! -respondi ignorando sua raiva. – E como foi com os príncipes? Ele suspirou e olhou ao redor. -Vem comigo! Aqui não podemos conversar. Ele terminou o vinho numa golada só e saímos do salão. Fomos para o quarto onde ele estava. — Vancha vai precisar de nós em breve na Rússia, mas digamos que o plano de paz não está sendo aceito entre os integrantes do clã... Principalmente os mais respeitados! -disse desanimado. — Isso é um agravante, não é? — Sim! Digamos que torna tudo mais difícil... Então, para evitar conflitos, não diga nada a ninguém sobre ter encontrado Vancha no caminho! -Sim senhor! Agora, falou com os príncipes sobre mim? Ele se virou de costas e disse que sim. -Começamos a falar... -E...? -Vou apresentar você em breve! Não se preocupe com isso! Ele continuou de costas e eu notei que estava abalado em relação ao assunto. -Está escondendo algo de mim! Ele suspirou. -Beatrice, eu... -Diz! -Digamos que eles não possam lidar com nosso caso da mesma maneira que lidaram com Felipe e Vincent! -O que quer dizer? -Eles não podem colocar você para enfrentar os ritos como fizeram com Felipe sem o apelo da maioria dos generais. Pois Felipe só teve essa oportunidade por causa de uma ideia dada por um general! -Então precisamos que os generais votem?? — Basicamente isso! Porém... – ele se sentou sobre o baú perto do caixão – Eles têm andado rígidos ultimamente e tratar casos como o seu sempre com os ritos pode incentivar que a prática se repita! -Entendi! Mas e agora? -Não sei o que fazer além de esperar para ver! -Mas então eles vão pedir para que os generais se pronunciem? -Sim! Se nenhum se manifestar ou as decisões ficarem divididas os príncipes terão de decidir... -Você corre risco de morte não é? -Sim! Mas não tenho medo disso! -Claro que não! O que me faz pensar... O que está deixando você com medo agora? Ele olhou para o copo em sua mão meio distante. A pergunta o surpreendera. -Receio com o que possa acontecer com você! – disse enfim. Encarei meu mentor e entendi tudo. Ao mesmo tempo em que os príncipes precisavam dele no auxilio à Vancha, não podiam ser condescendentes em relação ao fato dele ter infringido uma lei. E por sua vez também não podiam lançar o costume de aplicar o caso de Felipe sempre. Não sabíamos o que me aconteceria !-Pois bem, temer não vai nos tirar daqui... -falei e notei que ele ficou orgulhoso com q coragem que eu demonstrava. – Vamos seguir em frente! Ele acenou com a cabeça em um gesto de concordância. Conversou comigo sobre algumas coisas e depois me despedi. Chegando ao meu quarto encontrei Tawer. -Olha só, aí está o senhor! -Olá! Passei a... noite... toda ajudando... Seba Nile! -Parece animado! Fez coisas legais? -Não sei... dizer se... são legais... as atividades daqui... mas foi como... estar em... família! -Como assim? Lembrou de algo ? -Não... Mas não me... pareceu estranho...tudo aqui! -Acho que isso é ótimo! De repente a viagem responda sua pergunta! -Sim! Eu não conseguia dormir e aproveitei para ler! Quando dei por mim já estava terminando o segundo livro! Já tinha feito as anotações e estava surpresa com a história, obviamente! Era a hora de entrar em contato com Evanna! Porém, como? Na noite seguinte dei um jeito de conhecer melhor a montanha junto com Gavner e sr. Crepsley. Tawer também veio conosco. Foi tudo muito interessante, mas o ponto alto foi conhecer a câmara da morte! Larten não queria que eu soubesse dessa sala tão cedo, mas eu insisti depois de Gavner comentar sua existência logo depois de me mostrarem como eram os funerais a alguns anos atrás. Eles jogavam os corpos num fosso escuro com água corrente que os levavam embora, mas o fosso começou a entupir, então pararam. Explicaram-nos que agora os corpos eram tratados e cremados! -Então é pra cá que os rebeldes vêm! -Sim! Os que não estão em seu juízo perfeito e os velhos também! Os que são culpados por algum crime são postos em uma gaiola erguida acima do fosso com as estacas e então eles soltam a gaiola que cai nas estacas. -Nossa! -disse Tawer. -Mas pra cá também vêm os que entre nós enlouqueceram e são perigosos para o clã e para os humanos. Esses são colocados de costas para as estacas! Eu observei tudo, pois sabia que era provável que eu pudesse ser a próxima a estar ali. -Acho que já vimos demais! Vamos! – disse Larten enfim. Na volta nos separamos. Eu queria tomar banho... Depois da seção tortura no salão de banho dei de cara com Edgard Edwards. -Olá, , Beatrice! — disse ele surgindo de repente atrás de mim, enquanto eu me secava. -Sr. Edwards! – levei um susto e logo embrulhei-me na toalha. -Eu não tive a intenção de assustar você! -Imagine se tivesse né! — ri nervosamente. Eu olhava em volta atrás das minhas roupas que estavam logo atrás do general. Ele riu gravemente e com cortesia disse que não era realmente sua intenção. -Eu não esperava encontrar a senhorita aqui! Pelo visto os banhos lhe agradam... Eu estava muito tensa de estar ali, apenas de toalha falando com ele. -Sim... Ele notou que eu estava olhando para minhas roupas. Virou e pegou-as. -Acho que é isso o que quer! Mostrou-as. -Sim! Mas ele não às deu no momento para mim. Aquilo me deixou nervosa! Ele às pôs de volta onde estavam e despiu-se de costas para mim. Dobrou suas roupas e tirou novamente as minhas do lugar para colocar as suas. Eu tinha paralisado. Veio, nu, segurando as minhas roupas até bem perto de mim, colocou seu rosto bem próximo ao meu. -Cá está! – Disse encostando as roupas em meu peito. Logo às segurei contra a toalha que me escondia. – Espero ver você mais tarde! Eu não disse nada, apenas olhei para ele tentando passar um máximo de cortesia possível, mas tinha realmente me assustado. Ele passou por mim com um sorriso malicioso e discreto nos lábios e se jogou na água gelada. Eu saí, não quis me vestir ali. Cheguei ao quarto tão rápido que nem notei! Fiquei pensando no comportamento do general Edwards e se eu devia dizer ao Larten o que houve, porém não lhe disse nada! Resolvi sair à procura de Tawer, de repente eu pudesse me distrair ajudando-o com alguma coisa. Entre os muitos túneis e corredores que levavam ao depósito eu acabei, em alguma parte, desviando do caminho. Mas só me dei conta disso depois que já tinha ido e vindo várias vezes pelos túneis até que vi a saída . Levei um susto! Quando senti o vento frio e vi o céu, lindamente iluminado por muitas estrelas, notei que estava fora de minha rota. Eu podia voltar, mas preferi dar uma olhada no mundo exterior um pouco. Aquele ainda era um ponto alto da Montanha, se eu quisesse descer teria que escalar. Sentei na beirada da saída do túnel e lá fiquei admirando a visão da floresta que parecia não ter fim. Foi então, que para meu espanto, quando eu já ia embora um grande pássaro pousou ao meu lado. Assustei-me. Ela apenas me encarou. Então notei que segurava algo. Era um pacote não tão grande envolto em uma bolsa de couro. A ave não se mexeu até que entendi o que ela esperava que eu fizesse. Com todo cuidado desenrolei a bolsa dela e abri para saber o que era aquilo,, muito ansiosa, pois era uma situação muito incomum! Para a minha surpresa na bolsa estavam dois livros e um bilhete de Evanna!

"Beatrice, acredito que já tenha pensado em entrar em contato comigo, mas não soube como! Esta ave é Águil, um velho amigo, e vai nos servir de mensageiro! Sempre que quiser mandar-me uma mensagem traga-a nessa bolsa e a deixe nesse mesmo pico com Águil. Ele trará a mensagem para mim, da mesma forma, levará meus recados para você no início da noite sempre nesse mesmo local! Mando agora mais dois exemplares do nosso amigo escritor e espero suas notícias!

Evanna"

-Olá, Águil! – a ave fez uma “reverência “ e voou para as árvores. Eu fiquei um tempo ali vendo-a sumir, encantada! Depois entrei! Lembrar o caminho de volta não foi fácil, aliás, foi bem difícil! Não fazia a menor ideia de como cheguei até aquele lugar e me perguntava se Evanna tinha alguma coisa a ver com aquilo! Mas é claro que sim... Para me situar melhor resolvi marcar o caminho. Com a pedra mais pontuda que achei comecei a fazer dois riscos nas entradas de cada túnel pelo qual eu passava, colocando um a mais caso eu repetisse o caminho. Em um momento cheguei à um lugar! Pensei que fosse, finalmente, o depósitos, mas na verdade quando cheguei perto vi que não eram. Eram pessoas, ou pareciam pessoas, extremamente brancas, magras e altas de cabelos escorridos. Pareciam até estar doentes, nem mesmo seus olhos tinham cor! Conversavam entre si sussurrando e não pareciam amigáveis! Aquilo me assustou, afinal, quem eram aquelas pessoas? Um barulho atrás de mim me deu a impressão de que eu estava prestes a descobrir!