Notas iniciais
Esse capítulo é bem especial. É o começo do romance. *-*

– O que teremos pro Jantar? — Calyssa perguntava enquanto ajudava a avó a preparar o arroz.

– Arroz, feijão, batata frita e bife de frango empanado. — Ao ouvir, a menina pulou de alegria.

A avó dos trigêmeos era baixa, os cabelos castanho escuro com algumas raízes mais acinzentadas, rugas e um vestido de flores mais antigo. Luca e Lorenzo sentaram-se nas cadeiras da sala-de-estar e ali ficaram jogando baralho com o avô.

– Vovó, como você conheceu o vovô? — Perguntou despejando um copo com água na panela de arroz.

– Não foi o primeiro amor da minha vida. — Ela temperava a carne. — Eu o conheci em uma aula, durante o período da ditadura.

– Quem foi o seu primeiro amor? — Perguntou Calyssa curiosa.

– Ele estava maravilhoso quando o vi pela segunda vez, seu avô era realmente um homem maravilhoso. — Ela continuava desviando-se da pergunta. — Nos casamos assim que fiz 22 anos, na primeira semana de casados tivemos uma relação mais íntima e...

– Eu sei vó, vocês transaram. — Disse Calyssa com cara emburrada.

– Não é uma palavra confortável de se dizer, continuando... Eu tive a sua mãe e as suas tias, depois fui com o seu avô para minha terra natal, a Itália! — Ela animava-se ao lembrar.

– Vó! Responda-me logo! — Calyssa insistiu.

– Foi meu irmão. — Suas bochechas caídas e enrugadas coraram.

– Seu, irmão? — Calyssa engoliu a seco. Mal de família, pensou.

– Sim, meu irmão já faleceu, mas confesso que ele foi meu primeiro grande amor. — Ela viaja em suas lembranças. — Namoramos escondido durante alguns meses, quando mamãe descobriu... — Ela riu. — Ela nos deu uma bronca e nos separou, por isso estou no Brasil hoje, vim com o meu pai, enquanto meu irmão ficou na Itália com ela.

Calyssa pensou : "Eu não quero ficar longe dos meus irmãos, mas, eu sinto uma forte atração por eles. O que eu faço?". Ela começou a roer as unhas de nervosismo.

– Querida! Tire a mão da boca, deixe suas unhas crescerem para ficar bonita.

– Homens notam em unhas? — Calyssa perguntou.

– Notam. Seu avô vivia elogiando minhas francesinhas! — Ela brincou.

Passaram bastante tempo tagarelando, assunto vai e assunto vem, Calyssa jamais havia pensado em ter este tipo de conversação com sua avó. Assim que a janta ficou pronta ela arrumou a mesa e Dona Marietta pôs as panelas.

– Que delícia. — Disse Bento enquanto colocava arroz em seu prato.

Luca apoiava seu cotovelo na mesa, despejando o peso de seu rosto em sua mão.

– O que houve Luca? Não quer comer? — Perguntou o avô curioso.

– Quero, só estou um pouco cansado.

– Como foi a aula hoje? — Os trigêmeos se entreolharam, a avó ficou confusa. — O que houve? Não gostaram?

– Melhor não conversarmos sobre isso hoje vó. — Pediu Calyssa.

Após o jantar Luca e Lorenzo ajudavam Bento a lavar as louças, enquanto Calyssa tomava banho e Marietta preparava as camas dos netos. Assim que acabou, Luca subiu as escadas e abriu a porta do quarto.

– O que está fazendo aqui?! — Luca corou ao ver a irmã apenas de roupas íntimas.

– Mas Luca eu durmo aqui. — Ela se cobria com a toalha, envergonhada.

– Desculpe-me... — Ele fechou a porta. — O q-que foi is-s-so? — Apoiou as costas na porta e escorregou até o chão, sentando-se em frente a porta. — Ela me excitou. — Envergonhou-se mais ainda.8

Passou algum tempo e Calyssa abriu a porta para que os irmãos entrassem. Seus olhos se cruzaram com o de Luca, a menina corou rapidamente, enquanto ele tentou desviar o olhar.

Por que justo o Luca? Pensou Calyssa mordendo o lábio.

– O que foi Calyssa? Está estranha. — Estranhou Lorenzo.

– Estou ótima. — Sorriu disfarçadamente.

– Sei não. — Ele não se convenceu. — Luca também está menos tagarela.

– Eu já disse que estou cansado! — Gritou do banheiro enquanto tirava suas roupas para tomar banho. — Calyssa... — Sussurrou a si mesmo.

Notas finais
O que dizer do Luca? *risadas*