A rosa negra - Crime passional
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Em uma manhã fria de inverno três jovens saíam de suas caras para ir à escola. O primeiro jovem era alto, com cabelos negros e olhos escuros, seus cílios eram pequenos, estava tentando se esquentar em seu casaco , assim como os outros dois, estava a carregar uma mochila. O segundo era muito parecido com o primeiro, um garoto com o cabelo negro jogado de lado, seus olhos tão negros como duas jabuticabas, a boca seca por causa do frio soprava em suas mãos, tentando as esquentar. O terceiro e último era uma menina, seus cabelos eram ruivos e cacheados, sua pele era branca e cheia de sardas, era de uma altura menor que os outros dois, ela segurava o braço do primeiro na tentativa de se aquecer.
– Lorenzo eu estou com frio! – Dizia a garota agarrada ao braço do irmão.
– Tudo bem, já estamos chegando à escola. – Ele tentou reconforta-la. –Luca você deveria ter se agasalhado melhor! – Brigou Lorenzo.
– Não é só porque sou seu irmão que deve mandar em mim, afinal temos a mesma idade. – Ele virou o rosto e continuou a andar. – Péssimo dia para nossos avós não nos levarem a aula.
– Não reclame, eles não tem culpa. O vovô estar doente não é culpa de ninguém. – Disse Calyssa segurando a mão do Luca.
– Vovô? Que gracinha. – Luca riu. – Só falta ela dizer irmãozinho e nos dar um beijo. – Riu novamente.
– Isso porque você é “super maduro”, não é mesmo? – Implicou.
A escola era grande, a entrada principal era uma porta por trás de uma longa grade de ferro, por dentro, as paredes eram pintadas de branco e azul, o pátio interno era espaçoso, os banheiros a esquerda da diretoria e a direita o corredor que dava na lanchonete, biblioteca, sala de informática, laboratório e a coordenação. Do lado oposto ao corredor haviam as salas de aula e uma escada, que levava ao andar de cima, onde haviam mais salas e dois banheiros, padrão feminino e masculino.
Os irmãos subiram as escadas e entraram na primeira sala a esquerda, sentando um atrás do outro, na ordem : Lorenzo, Calyssa e Luca. As mochilas permaneciam no chão enquanto os trigêmeos jogavam no celular de Luca.
– Não! Não Calyssa , não é assim que se joga! – Ele pôs sua mão junto às dela e a auxiliou em seu jogo. – Entendeu?
Calyssa ficou corada por um instante, mas logo respondeu.
– S-Sim. – A voz um pouco trêmula deixou o irmão um tanto curioso. – E o que esse botão faz? – Disse apertando o botão com um “X”.
– Não! – Luca gritou. – Você... Excluiu... A conta. – Ele ajoelhou no chão de forma dramática e começou a socar a mesa consecutivamente.
– Vamos Luca, não é lá grande coisa, foi um favor que ela te fez. – Lorenzo tentava o animar.
– Veja quem temos aqui, os dois gêmeos e a patetinha. – Zombou.
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