Notas iniciais
Cap muito estranho, estou até com dó do Titi. Mentira. Eu ainda quis fazer uma coisa pelo Cebola, mas acho que assim ficou melhor. Espero que gostem de mais um Cap da Fic.

– Então você e a Bianca eram... – Monica não conseguia nem sonhar com tal coisa. Foi por causa dele que a Bianca se apaixonou pelo tal charlatão. Ele disse também que a cada reencarnação a alma da garota se dividia. Então, de um certo modo, Monica era essa garota. No fundo, bem no fundo mesmo, sentia inveja de Bianca e raiva do tal príncipe. Se isso acontecesse, se eles tivessem ficado felizes e se amando, isso jamais deveria ter acontecido. Significava também que ela não existiria, nem sua dor.

– Monica, isso não importa agora okay? – ele se inclinou para a cadeira onde a garota estava sentada. – só te contei, para você entender que à séculos eu anseio por seu amor.

– Você não me ama. – ela abaixou a cabeça e começou a chorar. – é só uma maldição que o diabo colocou em você.

O fantasma sorriu.

– Sabe o por que de monstros não poderem amar? Porque quando Deus fez os anjos, eles eram imperfeitos. Podiam criar e amar qualquer coisa, mas não podiam obrigar ninguém a amá-los.

O fantasma se ajoelhou na sua frente e levantou seu rosto. O beijo foi sedento, inesquecível e repleto de paixão. Monica soube que não era fingido, não podiam ser. Era um daqueles beijos que a deixavam com arrepios e a fazia ficar pensando nele horas depois. Era a sensação de ter beijado Cebola pela primeira vez, mas também tinha algo meio “Do Contra” naquele beijo. Aqueles foram os únicos garotos que ela já beijara em vida. (sem contar o Cascão, aquilo foi quando ainda eram crianças e foi tudo um mal entendido por causa da Denise.) A garota teve certeza de que naquele momento, poderia beijar todos os garotos do mundo, mas jamais chegariam perto do que foi beijar o fantasma vigilante.

– Eu devia ter feito isso antes. – sussurrou o fantasma contra seus lábios. Monica o empurrou.

– Não, você não devia ter feito isso. – ela não queria admitir que fora o melhor beijo da sua vida e que queria outro. – E o Do Contra, mesmo estando morto, eu ainda não terminei com ele. Ele é o meu namorado, não posso fazer isso com ele.

O fantasma sorriu.

– Ainda?

– Vamos embora daqui. – disse a garota toda corada.

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– O que você quer de mim? – disse Cebola assustado. – Eu não fiz nada pla você!

Bianca sorriu e caminhou lentamente até ele, desfilando em seu vestido de noiva.

– Você fez sim uma coisa para causar minha ira. – disse a garota com a face mais angelical do mundo. – Você não quis ser o meu príncipe. Preferiu ela.

Isso já tinha acontecido antes, ser recusada por um cara que ela tinha sentimentos.

– Você queria levar meu coração! – ele diz se afastando da garota. – queria que eu fizesse o que?

– Você então mentiu sobre amá-la? Que filho da puta você é...

– Eu não fingi nada! – ele diz. – Eu realmente a amo.

Bianca se sentiu culpada. Ela nunca quis separar um amor assim.

– Eu ainda posso lhe dar uma coisa dela.

Sem aviso, Bianca o beijou. Era um beijo intenso, provocante e que lembrava muito o da Monica, mas não era tão quente. O beijo de Bianca era como o de qualquer fantasma deveria ser, frio e ao mesmo tempo bom. Cebola começou a passar a mão pela cintura dela e querer cada vez mais o beijo. Ele não queria largá-la, era familiar demais e não se importava com “mãos bobas.”

Bianca o afastou e desapareceu. Cebola caiu sentado no chão da cela.

– Calacoles, — murmurou. – essa gulia é mais louca que a Denise.

E para que ninguém escutasse, ele pensou:

“ mas o beijo era bom.”

– Vegetal... – sussurrou um vulto.

Ele olhou para a direção e viu um garoto parado ali.

– O que faz aqui?

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Cebola voltou para a cela aquele dia, mas estava diferente. Parecia que flutuava de tão radiante que estava. Cascão e Denise estavam envergonhados pelo flagra do fantasma, mas mesmo assim, dormiam juntos. Da primeira vez que o fantasma esteve ali, deixou sua capa nos ombros da garota. Ela nem notara, até perceber que não estava com frio mais.

– O que aconteceu aqui enquanto estive fora? – perguntou Cebola.

– Nada – disse um nervoso Cascão.

– Nada, nada, nadinha – disse uma nervosa Denise.

– Vocês estão mais estranhos que o normal.

– Nós? – disse Cascão vendo a felicidade nos olhos do amigo. – como diabos pode estar feliz no inferno?

– Você também ficaria se Bianca te beijasse.

Denise e Cascão pularam em cima dele e o jogaram no chão. Começaram a bater nele.

– Porra! A gente tava aqui sofrendo e você beijando um fantasma!

– Pala gente!

– Pára o caralho! – gritou Denise. – Eu vou te matar agora mesmo! Aquela diva-ghost traiu a gente e você ainda fica se pegando com ela?

– Puta que Pariu! – disse Cebola chorando de dor. – Eu posso explicar!

– Denise, acho que devemos dar uma chance a ele.

– Está louco? – ela deu um murro no “brinquedo” de Cebola.

Depois de algum tempo, Cascão conseguiu afastá-la e acalmá-la. Demorou um tempo para que Cebola se recuperasse do soco. Claro que ele queria que ela o tocasse ali, mas com um pouco mais de delicadeza.

– Eu peguei a chave! – disse ele com dificuldade e curvado em um ângulo estranho.

– O que? – exclamou Denise com emoção e correu até ele para abraçá-lo.;

“ Retiro o que eu disse, Denise é mais louca.” Ele pensou.

– Nós ainda não vamos poder usá-la. Tem fantasmas demais aqui, vamos ter que esperar o fantasma chegar. – disse Cebola.

– Se isso for mais um plano infalível, — disse Cascão. – eu juro que te mato.

– Esse vai dar certo, já que não é meu.

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– Então é aqui? – perguntou Magali, agora todo mundo já estava na casa. Ela se referia à cama de Bianca.

– Sim, é aqui que ela partiu uma vez. – falou o fantasma.

– E como isso vai nos ajudar a abrir uma porta para o inferno? – perguntou Carmem tremendo de medo.

– Nós vamos abrir a porta, você não. Não pode arriscar. – O Fantasma disse em um sussurro.

– Por que você se importa? – ela pergunta.

– Isso é uma historia para outra hora. Vá agora.

Enquanto Carmem saía, Monica tentava entender o que foi aquilo que acabara de acontecer. Será que o fantasma ainda tinha uma outra Milayde? Fora ela, a Denise e a Bianca?

– Como vamos abrir? – pergunta Magali. Ela entendia um pouco dessas coisas de bruxaria, mas nunca na vida tentou abrir um portal para o inferno.

– Vamos precisar de sangue humano. – ele diz enquanto pega Titi pelo pescoço e o deita na cama, para o susto geral.

– O-O que tá fazendo cara? – pergunta suando. Por que sempre ele é que corria risco de morte.

– Cale a boca. – e cortou lhe o pulso. Deixou sangrar por um tempo e colocou um curativo depois. O colchão de Bianca estava agora sujo de sangue.

– Poderia ter avisado. – diz Monica.

– Poderia mesmo. – concorda Magali.

– Esse cara está jurado de morte. – disse o fantasma. – se ele ficar com um pouco mais de medo, capaz de o portal se abri sozinho.

– O que a gente faz agora? – pergunta Monica se recuperando do susto.

– Precisamos de água benta e sal para purificar. – diz o fantasma traçando um pentagrama com o sangue de Titi.

“ Uma jornada para o inferno... É o que eu sempre sonhei.”

Notas finais
Espero que tenham curtido o cap. No proximo finalmente vão invadir o inferno! Obrigado por terem lido. Contem me o que acharam. Deixem me reviews :3