A rainha perdida
13 Um belo desastre
–Amanda-
Ser acordada com alguem abrindo as cortinas e o sol batendo na sua cara não é a melhor forma de começar o dia, mas Lúcia estava animada para me ensinar Arco e flecha.
– Vamos! se arrume, não coloque um vestido com rendas e todo enfeitado, por que ele vai ficar um desastre depois.
– Tudo bem — Eu estava animada também, porém com bastante sono.- Já vou.
Levantei e me arrastei até o banheiro.
–Pronta? Vamos lá, coloque a flecha no arco, assim, tem que encaixar isso aqui — Ela mexia em seu arco e eu tentava copiar.
– Assim? — Perguntei.
– Isso! Agora levanta o cotovelo na altura do rosto, mira e depois solta, mas mantenha as mãos firmes.
Fiz exatamente o que ela falou e quando soltei...a flecha caiu entre meus pés. olhei com frustração para o chão.
– De novo! — Ela gritou, afastada de mim, mirando em seu alvo.
E mais uma vez...meus pés.
Ficamos nessa por um bom tempo, ou a flecha caia nos meus pés ou soltava. A cada tentativa eu me irritava mais com a flecha e Lúcia ria.
– Edmundo -
Eu estava na biblioteca revendo a profecia com Tumnus e o Sr Castor quando olhei pela janela e vi uma cena um tanto quanto interessante, Lúcia estava em um lado do campo e Amanda estava meio afastada.
As observei por um tempo. Amanda estava em perfeita posição para atirar, quando achei que acertaria a parte vermelha do alvo, a flecha caiu antes de ela soltar. Ela ficou parada por uns segundos na mesma posição e depois abaixou a cabeça frustrada,logo em seguida teve um leve acesso de raiva, ela pressionava as mãos acima da cabeça e Lúcia ria.
– Por que está rindo Majestade? — O Sr Castor perguntou.
Aquela fraca risada foi tão inocente e espontanea que eu nem percebi que a deixei escapar.
– Ah...Nada. — desviei o olhar da janela voltando minha atenção para eles. Não consegui esconder o sorriso que se formava no meu rosto quando lembrei da cena que havia acontecido a poucos segundos.
– Está sorrindo? O que tem lá fora?
Ele começou a andar na direção da janela, mas me aprecei e estendi o braço impedindo que ele passasse.
– Nada. — Ele me olhou desconfiado. Dei uma espiada na janela e elas ainda estavam lá praticando. — Senhores, amigos, companheiros e conselheiros, estão dispensados, preciso resolver um assunto. Vão, vão. — Os guiei até a porta.
–Mas majestade...o que...- Tumnus disse confuso.
– Saí e fechei a porta atrás de mim.
Depois da saída do Rei
–Mas o que aconteceu? — Disse O Castor.
–Não tenho ideia- Tumnus respondeu.
– Não gosto de bisbilhotar, mas...- Ele abriu a porta e correu para a janela. — Ah Caro Amigo, esses jovens! — Ele disse rindo.
– Amanda e Lúcia? — Ele se curvou, precionando a testa na janela para ver melhor.
O Castor sorria zombeteiro.
– Tumnus, não ouse abrir a boca!
– Meus lábios são um túmulo! — Ele sorriu e ambos sairam da sala.
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