Notas iniciais
Demorei ? Nem foi tanto, né ?! Heheh Estou tendo um bloqueio criativo para algumas fanfics, ao mesmo tempo estou tendo idéias para fanfics novas. E aí, o que fazer numa situação dessas ? Kkkkkk Bem, espero que gostem do capitulo. Que a treta seja plantada heheh

Tenten, uma das damas de companhia da segunda esposa do rei, andava apressada pelo palácio, como se carregasse uma bomba nas mãos. Se bem que, de fato, carregava.

Após entrar em um dos salões do castelo, onde Ino tocava piano, teve que se controlar para não tirar a concentração da soberana. Ela não gosta de ser incomodada quando está fazendo algo que aprecia.

A morena se posicionou ao lado de Temari e Hinata, também damas da rainha, para esperar até que ela terminasse sua bela melodia.

— Perfeito, majestade — Disse Hinata que, acompanhada pelas outras duas damas, bateu palmas para a rainha que acabara de tocar.

Ino sorriu e se levantou, caminhou até a sacada do grande salão para observar o belo jardim que rodeava aquele imenso castelo.

Receosa, Tenten se aproximou da loira que sentia a brisa fresca bater em seu rosto. Ela não gostava de ser incomodada, mas aquele era um assunto de extrema urgência.

— Majestade — Disse Tenten, fazendo com que Ino a olhasse irritada.

— Não gosto que me incomodem quando estou a ouvir o som dos pássaros — Ino falou irritada, mas tentando manter sua calma. Ela gostava muito de ter contato com a natureza — Espero que tenha um motivo muito forte, Tenten.

— E de fato tenho, majestade — A dama falou meio sem jeito e a rainha a encarou com curiosidade.

— Está esperando o que ? Conte-me.

— Sakura Haruno, a dama da rainha Karin... Bem, eu a vi saindo do quarto do rei agora pela manhã. Ela usava trajes de dormir.

Ino quase caiu para trás. Embora tenha se casado com Sasuke por ambição da família, a loira não gostou de saber que seu marido se deitou com uma amante.

Furiosa e se sentindo traída, a rainha estava decidida a não deixar essa história passar em branco, afinal, jamais se conformaria com o fato se ter sido trocada por uma simples plebéia.

[...]

Karin jamais esqueceria o que seu marido fez, mas jamais conseguia sentir raiva de Sakura, afinal, a rosada era totalmente inocente.

Ambas estavam na biblioteca, lugar favorito da rainha, ela simplesmente adorava ficar rodeada de livros, uma vez que era fascinada por eles.

Dessa vez Karin não escolhia um romance para ler, mas uma história com bastante drama, uma que combinasse com seu atual estado emocional.

— Com licença — Um guarda do rei adentrou no local, roubando a atenção de Karin e Sakura.

— Sim ? — Karin o encarou com expectativa, visto que estava ciente de que aquele homem estava ali para levar uma mensagem do rei.

— O rei mandou um presente — O homem falou meio sem graça e também receoso, principalmente ao ver que a rainha ficou extremamente feliz com tal notícia.

— Eu não acredito — A ruiva falou toda empolgada — Meu marido mandou um presente para mim...

— Na verdade, majestade — O guarda interrompeu o momento de alegria — É para a senhorita Haruno.

Sakura arregalou os olhos, totalmente incrédula. O guarda abriu uma bela caixa de veludo que continha um belo colar de esmeraldas. Ela tocou no próprio pescoço, imaginando aquele colar caríssimo ali, mas toda a sua empolgação se foi quando ela viu a expressão de tristeza no rosto da rainha.

— Leve-o de volta — A resposta de Sakura surpreendeu ao guarda e principalmente a rainha.

— Mas, Sakura... — Karin olhou para a rosada, como se não acreditasse em sua recusa perante àquele belo colar de esmeraldas que ela jamais teria condições de comprar.

— Eu não posso aceitar — Sakura falou com a voz firme — Leve-o de volta.

O guarda assentiu, fechou a caixinha de veludo, fez uma reverência diante da rainha e saiu.

[...]

Sasuke estava sozinho, em seu gabinete particular, pensando sobre Sakura. Ele sorria satisfeito, uma vez que qualquer moça adoraria ganhar uma jóia como aquela, e com Sakura não poderia ser diferente, poderia ?

Perdido em seus pensamentos, Sasuke se assustou quando sua segunda esposa entrou no gabinete sem ao menos ser anunciada.

— Ora essa, Ino, que petulância é essa ? — O rei indagou irritado — Como ousa entrar aqui dessa maneira ?

— Sou sua esposa, eu não preciso ser anunciada ! — A loira também se mostrava bastante irritada. Ela se aproximou do marido e cheirou seu pescoço, sentindo um aroma adocicado, tipicamente feminino — Dormiu com uma amante, não foi ?!

— E desde quando lhe devo satisfações ? — Sasuke perguntou de maneira séria, deixando claro que ele estava sem paciência para os chiliques da esposa.

— Desde que me aceitou como esposa.

— Tsc. Não seja ridícula — O soberano sorriu de canto, de forma sarcástica, como uma forma de provocação — Sempre a dona da razão, não é, Ino ? Se colocaste alguém para me vigiar, perdeu o seu tempo.

— Está dizendo que isso tudo foi um equívoco da minha parte ?

Nesse momento a discussão foi interrompida pelo guarda de confiança do rei que entrou no gabinete.

Ino estranhou quando seu marido encarou aquele homem com expectativa, como se esperasse algum tipo de resposta positiva. Entretanto, a expressão no rosto do guarda denunciava que algo não havia dado muito certo.

— Perdão, majestade, mas... — O homem mostrou a caixinha de veludo — A senhorita Haruno mandou devolver o presente.

— Maldição ! — Irado, Sasuke jogou um vaso de porcelana caríssimo contra a parede.

— Está presenteando uma meretriz ? — Ino arregalou os olhos, totalmente incrédula. Mas sua pergunta só enfureceu ainda mais o rei.

— Sumam daqui, agora !

— O que eu faço com o colar, majestade ? — O guarda perguntou.

— Não me interessa o que você vai fazer com ele, só quero que suma da minha frente ! — Bradou o rei.

Shikamaru, o guarda de confiança do rei, se retirou imediatamente. Todavia, Ino continuava ali, parada como um poste, sem conseguir crer que seu marido estava presenteando uma simples dama de companhia. Isso também provava que Sasuke havia se deitado com ela.

— Não creio que o meu marido, o homem que eu tanto respeito, teve coragem de se rebaixar tanto — Ino o encarava com nojo — Não posso crer que colocou uma qualquer em sua cama.

— Ino... Suma daqui — Sasuke esbravejou entre dentes.

Rendida, a loira decidiu deixar seu marido sozinho, talvez ele precisasse de um tempo para pensar na loucura que fez. A rainha só tinha certeza de uma coisa : de que ela não deixaria as coisas tomarem tal rumo.

[...]

— Foi um presente do rei, não deveria recusar — Disse Karin, que estava sentada numa confortável cadeira, de frente para uma mesa cheia de livros — Sasuke deve ter se sentido ofendido com isso, sabia ?

— Não é certo — Respondeu a rosada, que estava sentada de frente para a rainha — Ele é um homem casado, eu não me sentiria bem aceitando um presente dele.

— Sakura — Karin riu — Eu não sou cega. Vi o quanto ficaste admirada com aquele colar de esmeraldas.

— Sim, fiquei admirada, não nego — Ela soltou um suspiro alto — Era um colar muito bonito, digno da realeza. Mas, mesmo sendo o colar mais lindo que já vi, jamais poderia aceitá-lo.

— É por isso que eu te admiro tanto — A ruiva segurou nas mãos de Sakura, olhou em seus olhos e sorriu — Você é uma moça de princípios. Isso é realmente admirável em alguém.

Sakura sentiu uma pontada em seu coração. As palavras de Karin foram como uma lâmina afiada no peito da jovem moça.

Culpa, era isso que Sakura sentia. Culpa por desejar o marido de uma pessoa que a admira, que confia nela e que a tem como uma amiga.

Nunca, em hipótese alguma Sakura confessaria o tamanho do seu desejo pelo rei ou o quanto gostou de se entregar para ele. Sakura queria manter isso em segredo para sempre, levar tal informação consigo para o túmulo e enterrá-la. Nem mesmo Sasuke poderia saber.

[...]

Sasuke pensava numa outra forma de impressionar a rosada, pelo visto o colar não funcionou. Ele pensava que, como uma moça humilde, Sakura ficaria maravilhada, aceitaria o colar e seria eternamente grata. Entretanto, a rosada não se mostrou interessada em bens materiais.

— Hum... Talvez ela não tenha gostado do colar que escolhi pensando nos olhos dela — Sasuke falou para si mesmo, estava pensativo enquanto fitava o jardim pela janela do seu gabinete — Vou tentar só mais uma vez.

Notas finais
Comentários ? Beijinhos e até o próximo ♡