A rainha do meu harém
19 Exílio
Notas iniciais
– Mande-a para exílio e ninguém saberá — Sugeriu a rosada — Sei que esse crime não tem perdão e que o correto é que Ino pague com a própria vida, mas eu quero que ela viva... — Fechou os olhos, deixando ainda mais lágrimas caírem — Eu quero que ela sofra.
– Ino pediu por um julgamento — Disse o rei — Devido às circunstâncias, sua sentença não seria outra se não a morte.
– Mas você é o rei, Sasuke ! — Bradou.
– Eu não deveria fazer isso... — Abaixou o olhar e levou uma mão até a testa, pensando se afastar Ino do castelo e deixá-la presa seria o melhor a fazer — Mas, devo dizer que a compreendo, Sakura.
– E então... ?
– Falarei com a Ino.
[...]
Acompanhado por dois guardas, Sasuke caminhou até a cela de sua segunda esposa. Enquanto andava pelos corredores escuros, o monarca se torturava por conta da decisão que deveria ser tomada.
Qual decisão seria a melhor ?
Sentenciar a loira à morte ou mandá-la para exílio ?
Sua vontade era de enforcá-la com suas próprias mãos, mas isso só faria com que ele se tornasse uma pessoa tão ruim quanto ela. Talvez o melhor a fazer devesse ser um julgamento como a própria Ino pediu, mas com certeza sua sentença seria a morte e, para Sasuke, essa era a pena que ela merecia. Entretanto, o rei tinha que levar em consideração a vontade de Sakura que, assim como ele, havia acabado de perder uma filha, portanto compartilhava de sua dor.
O carcereiro abriu a porta da cela, então Sasuke entrou sozinho no local e Ino se levantou assim que o viu.
– Sasuke — Ela sorriu ao vê-lo — Minha nossa... Você percebeu que cometeu um erro e veio me tirar daqui ? — Indagou, ainda com um fio de esperança.
– Você não vai escapar de uma punição, sua bruxa — Respondeu de forma ríspida e a loira arregalou os olhos.
– Vai me mandar para a morte sem ao menos um julgamento, Sasuke ?
– Sabe que morrerá caso seja julgada, não sabe ? — Ele tentou manter a calma, uma vez que sua vontade era de matá-la ali mesmo — Temos provas de que você causou a morte da Sora, sem contar que você confessou que fazia Karin perder os herdeiros que gerou.
– Eu posso dizer outra coisa ao júri, sabia ? — Sorriu de forma cínica e Sasuke cerrou os punhos, tremendo de raiva — Não preciso confirmar o que lhe falei... Quem vai provar que eu fiz tudo isso que está dizendo ?
– Você me dá nojo, Ino — Disse secamente — Pois sabia que um julgamento só adiaria sua morte. Você não vai escapar dela.
– Não, por favor — Implorou com os olhos arregalados, levando ambas as mãos até seu fino pescoço — Eu fui sua mulher... Posso não ter te dado um filho, mas te dei prazer, não dei ?! E agora você simplesmente quer me descartar ?
– Você matou minha filha — Vociferou — Eu jamais te perdoarei, mas, para a sua sorte, a Sakura tem o coração melhor do que o meu.
– A Sakura ? — Perguntou confusa e curiosa ao mesmo tempo.
– Eu poderia mandá-la para julgamento agora mesmo e amanhã você seria morta — Disse com indiferença, como se nem estivesse falando da vida de um ser humano... Bem, foi um ser humano que tirou a vida de sua filha, sua única herdeira — Mas podemos poupar tempo e mandá-la embora... Para exílio.
– Você vai me mandar para exílio ? — Bradou indignada.
– Prefere a lâmina de uma espada ? — Retrucou.
– Ficarei presa para sempre ? — A loira começou a chorar em desespero — Me deixará em cativeiro, sofrendo e morrendo aos poucos ?
– Agradeça a Sakura por não ser decapitada — Falou da maneira mais grosseira que uma pessoa poderia falar — Se dependesse de mim, não tenha dúvidas de que você morreria lenta e dolorosamente.
– Você é um monstro — Berrou em prantos.
– O único monstro aqui é você, Ino — Olhou para a loira com desprezo — Não quero te ver nunca mais... Tomarei as providências para que você suma daqui hoje mesmo, sem julgamento ou direito de defesa. Vá, e agradeça por eu deixar que você viva, não porque eu tenho alguma consideração por você, mas porque Sakura implorou por sua vida.
Virou as costas e saiu da cela da loira que não sabia nem o que pensar. Assim que a grade de ferro foi fechada novamente, Sasuke deu um soco na parede, foi tão forte que ele sentiu sua mão arder e sentiu um pouco de sangue sair, mas a fúria era tão grande que a dor forte só foi sentida depois.
[...]
As palavras estavam entalada em sua garganta e precisavam sair de qualquer jeito. A ruiva sabia que Sasuke poderia não gostar de sua atitude, mas a rainha submissa precisou arriscar e foi até a cela de Ino.
Adentrou no local e a Yamanaka se surpreendeu ao vê-la, uma vez que, ao ouvir passos em direção a sua cela, pensou que fosse alguém para levá-la para o seu destino.
– O que você quer, Karin ? — Questionou de forma seca, sentada numa cadeira e com o cotovelo apoiado sobre a mesa de madeira.
– Por que você fez tantas maldades, Ino ? — Ela não podia esconder o quanto estava penalizada com a situação, mas desejava que Ino fosse punida — Tudo isso poderia ter sido evitado.
– Acha que eu iria aceitar vê-la dando herdeiros ao Sasuke, sendo que eu não posso dar ? — Perguntou retoricamente — E depois ainda apareceu aquela maldita plebéia.
– O Sasuke continua sem herdeiros, mas você está aí, presa, prestes a cumprir sua pena — Karin não sabia sobre a proposta de exílio, a ruiva pensava que Ino pagaria com a própria vida como manda a lei — Valeu a pena, Ino ?
– Valeu — Respondeu séria — Prefiro estar morta ao ver meu marido cheio de filhos de outras mulheres, sendo que eu não posso dar sequer um herdeiro para ele.
– E por isso você o fez achar que eu também sou uma mulher seca ? — Sentiu um nó na garganta — Me fez perder meus filhos e matou a Sora, uma criança inocente ! — Bradou — Que tipo de monstro faz isso ?
– Eu não suportava essa idéia, Karin — Falou secamente — Eu tinha acabado de me casar com o Sasuke quando chegou a notícia de que você estava grávida. Ele praticamente me deixou de lado, nem me procurava mais, era como se eu não existisse. A vida do Sasuke era você e a maldita criança que você carregava, por isso eu tinha que dar um jeito de me livrar daquele fardo !
A loira levou uma bofetada no rosto antes que dissesse mais coisas que machucassem Karin, que não acreditava no que estava ouvindo.
Ino, uma pessoa que estava a cima de qualquer suspeita, foi a responsável por ela não poder ser mãe, sem falar que a envenenou contra sua melhor amiga e ex dama de companhia.
– Chega ! — Falou com os olhos vermelhos — Não quero ouvir mais nada ! — Bradou — Você merece o destino que terá, Ino !
Dito isso, a primeira esposa do rei virou as costas e saiu da cela, deixando Ino da forma que ela ficaria dali em diante... Sozinha.
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