A rainha do meu harém
9 Lealdade
Notas iniciais
A loira estava irada, inconformada com a traição do marido. Como ela foi trocada por uma simples dama de companhia ? Ino conhecia muito bem o rei para saber que era mais do que uma simples atração física. Ele mandou um belo presente para ela e ficou profundamente ofendido com a recusa do mesmo. Definitivamente, aquela dama exercia uma grande influência sobre Sasuke.
Decidida a tirar satisfações, Ino praticamente invadiu os aposentos de Karin, onde a ruiva conversava empolgada com Sakura sobre o enredo do último livro que leu.
— Ora essa — Karin se levantou, caminhando lentamente em direção à loira que permanecia parada perto da porta — A que devo a honra de sua visita, Ino ?
— Não vim para falar com você, Karin — A loira olhou para a dama de companhia que estava sentada numa cadeira, em frente à uma grande mesa lotada de livros — Meu assunto é com a Sakura.
Receosa, mas ao mesmo tempo tentando não demonstrar seu nervosismo, Sakura se levantou, caminhou até a segunda esposa do rei e fez uma reverência em sinal de respeito.
— O que deseja, majestade ? — Indagou a rosada.
— Vou direto ao assunto — Pela expressão de fúria estampada no rosto De Ino, Sakura já sabia perfeitamente do que se tratava — Você se deitou com o meu marido, não deitou ? Diga !
— Se vossa majestade já tem a resposta para tal pergunta, qual a necessidade de fazê-la a mim ? — Sakura indagou, visivelmente nervosa.
— Quanta petulância ! — Vociferou a loira — Quer saber ? Meu marido só está brincando com você, Sakura — Ela falou com deboche — Você não é ninguém e nunca será ! Sasuke é um rei enquanto que você é menos que nada ! Não vá achando que conseguirá privilégios só por causa de uma noite na cama do rei...
— Chega, Ino — Karin interrompeu — A Sakura não tem culpa de nada ! O Sasuke exigiu se deitar com ela.
— Como é ingênua, Karin — Ino sorriu sarcástica — Um homem como o Sasuke não faria tal coisa assim do nada. Ela deve ter feito o que estava ao seu alcance para seduzi-lo, deve ter se aproveitado do fato de que é dama de companhia da rainha só para se aproximar do rei.
— Eu não fiz isso — Sakura falou com a voz chorosa — Não sei por que chamei a atenção do rei, mas eu não queria isso... Não queria...
A discussão foi interrompida por Shikamaru, o guarda de confiança de Sasuke. O homem entrou no local e, após fazer uma reverência para as rainhas, prosseguiu.
— O rei me mandou aqui — Shikamaru mostrou uma bela caixinha azul de veludo — Trago um presente, para a senhorita Haruno.
O guarda real abriu a caixinha, expondo um belíssimo colar de ouro e safiras que era realmente digno de uma rainha.
Os olhos de Sakura brilharam ao ver aquela jóia, mais ainda por saber que era um presente do rei para ela. Mas a rosada sabia que era errado aceitar aquilo, por mais que quisesse.
— Leve-o de volta — Disse a Haruno, recusando novamente um presente de Sasuke, o que com certeza o deixaria irado — Eu não posso aceitar isso.
O guarda apenas assentiu e saiu do local para devolver o presente que foi escolhido com muito carinho pelo rei, deixando Karin e Ino totalmente boquiabertas diante da recusa de Sakura.
— Como ele ousa ? — Ino indagou furiosa, sem crer que Sasuke mandou um presente tão caro para uma amante.
— Eu não quero aproximação alguma com ele — Disse a rosada — Só passei a noite com o rei por que ele exigiu. Não pretendo roubá-lo de ninguém.
— Se você diz — Ino deu de ombros, ela não se convenceu muito — De fato, não sei o que meu marido viu numa simples dama de companhia. Nunca imaginei que ele fosse se rebaixar de tal forma.
A loira deu as costas e saiu dos aposentos de Karin, deixando uma Sakura completamente triste. Sakura se jogou no chão, cobriu o rosto com as mãos e deixou as lágrimas rolarem.
— Sakura — Karin sentou ao lado da amiga e passou sua mão pelos cabelos rosados — Não liga para a Ino. Ela não se conforma em dividir o Sasuke nem comigo — A ruiva riu — Não dê ouvidos para as palavras dela.
— A senhora é tão gentil comigo. Muito obrigada.
As amigas se abraçaram. Sakura sentia como se uma lâmina afiada perfurasse seu peito, como ela podia ser tão desleal com sua amiga à ponto de desejar o marido da mesma ? A rosada se sentiu a pior pessoa do mundo.
[...]
A ansiedade de Sasuke apenas aumentou quando ele ouviu duas batidas na porta de seu gabinete. O monarca deu permissão para que a pessoa entrasse e seu coração só bateu mais forte quando ele viu que era Shikamaru.
— E então ? — Sasuke perguntou afoito, rezando para que Sakura tivesse aceitado esse presente.
— Sinto muito, majestade — O guarda real mostrou a caixinha azul para o rei — Ela recusou novamente.
— Maldita ! — Bradou o rei — Se Sakura acha que essas atitudes infantis me farão desistir de tê-la novamente, ela está muito enganada.
[...]
À pedido do rei, Shikamaru foi procurar pela rosada, a cercou e esperou por um momento em que ela se encontrasse sozinha. Disse que Sasuke ordenou que a dama de companhia fosse vê-lo em seu gabinete e, mesmo contra a sua vontade, Sakura o fez.
Deu três batidas na porta e ouviu a voz rouca de Sasuke mandando que ela entrasse. Deparou-se com um um local amplo e luxuoso, com quadros e enfeites extremamente caros. O belo rei se encontrava sentado numa cadeira grande e aparentemente confortável que se encontrava de frente para uma grande mesa de madeira. Ele parecia pensativo enquanto batia o dedo de forma ritmada sobre a mesa e olhava para o nada.
— Majestade — Sakura se curvou assim que a grande porta de madeira foi fechada atrás de si — Queria me ver ?
— Sim — O moreno se levantou e caminhou a passos lentos até a moça que temia sua reação — Não gostou dos meus presentes ?
— Muito pelo contrário, eu realmente adorei.
— Então por quê me insultou ao devolvê-los ? — Sasuke indagou de forma rude, sem esconder sua irritação diante das atitudes de Sakura que, em sua opinião, queria apenas torturá-lo.
— Por que vossa majestade também me insultou ao enviá-los — Ela respondeu com a voz firme, tentando camuflar o medo que estava sentindo por tratar o rei de maneira tão petulante.
Sasuke respirou fundo, tentando manter a calma. Ele não podia negar que o jeito atrevido de Sakura apenas o atiçava ainda mais.
— Por quê você me provoca dessa forma ? — O rei perguntou, dessa vez estava mais calmo, o que consequentemente acalmou a Haruno.
— Não é provocação, majestade — Ela abaixou o olhar, odiava admitir para si mesma o quanto desejava mais uma noite com o rei — Eu apenas não quero me aproximar do senhor; eu não devo, isso é errado.
— Não é isso, eu vejo — O monarca levou sua mão até o queixo da rosada e levantou seu rosto, fazendo-a olhar em seus olhos — Vejo em seus olhos que não é isso, Sakura — Ele sorriu de canto — O sentimento é recíproco, você também me deseja.
— A minha vontade não importa.
— Mas a minha importa — Sasuke tirou sua mão do queixo de Sakura e tomou uma postura mais séria e autoritária — E eu quero você. Esta noite.
— Isso é errado — Ela protestou — O senhor é casado.
— Não quer se deitar comigo por que acha que deve lealdade à Karin ? — Sasuke arqueou a sobrancelha e sorriu de forma cínica — Está esquecendo de que eu sou o rei ?
— Jamais me esqueceria disso, até porque, se não fosse por esse motivo, eu jamais teria me entregado — Sakura falou séria, o que fez o sangue do Uchiha ferver — Sobre lealdade... Bem, acho que quem deve lealdade à Karin não sou eu, certo, majestade ?
— Você sabe com quem está falando ? — O moreno indagou entre dentes, realmente furioso.
— Perdão — A rosada se mostrou arrependida, mas sem perder a postura — Só falei o que acho... Somos de mundos diferentes, eu não quero me envolver com o senhor.
— Mas, como você mesma disse, a sua vontade não importa — Ele falou secamente, o que fez Sakura estremecer, visto que o rei não tinha desistido dela — Esta noite, não se esqueça.
— Como quiser — Ela respondeu com desgosto, sentindo um nó em sua garganta.
— Agora vá.
— Sim senhor — Sakura respondeu cabisbaixa e se curvou antes de deixar o rei novamente a sós.
Sasuke esboçou um sorriso vitorioso assim que a Haruno deixou o gabinete. Aquela sensação de sempre conseguir o que quer era maravilhosa, ver que uma moça tão independente, atrevida e petulante podia ser tão submissa à ele era uma sensação melhor ainda.
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