Notas iniciais
Eita! Olha o segundo capitulo aqui. Só postando por causa de um trabalho da faculdade. :)

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A estação me deixa confusa, minha primeira viajem de trem e já estou perdida na estação, eu e meu pai seguimos minha mãe com o carrinho cheio de malas e materiais que eu usaria durante o ano.

— Vamos, agora atravessamos aqui. — ela indica a parede e sorri, me passando confiança.

Faço uma careta, fecho os olhos e dou impulso no carrinho pronta para me chocar com a parede de tijolinhos, mas não há impacto. Quando abro os olhos novamente estou em uma outra estação, uma definitivamente mais mágica, meus pais me seguem de perto até a entrada do trem, meu pai se ocupa em colocar as malas no vagão de carga e minha mãe me abraça e mantém um beijo nos meus cabelos até meu pai retornar, não tenho nenhuma vontade de me soltar dela, mas preciso, abraço meu pai e ele beija meus cabelos também.

— Vejo vocês nas férias de natal? — Pergunto um pouco emotiva, minha mãe acaricia minha bochecha e sorri.

— É claro, não se preocupe conosco, prometo que não vamos fazer nada interessante sem você. — Ela dá risada e enlaça os dedos com os do meu pai, que beija a têmpora dela com outro sorriso.

Sorrio de volta para eles e enquanto me viro para subir no trem, meu pai grita.

— Não esqueça de mandar cartas! — Viro o rosto apenas para ri dele e concordar com a cabeça, não tenho muito tempo, afinal não sou a única embarcando no trem.

Chegar cedo é essencial para achar um compartimento vago, foi o que minha mãe me disse, e como sempre ela estava certa, consigo um bom lugar ao lado da janela, com vista para plataforma, onde meus pais já estavam distraídos conversando com uma senhora ruiva baixinha. Me aconchego no meu blusão cinza e pego meu livro na bolsa, felizmente minha mãe comprara para mim um exemplar de Hogwarts Uma História, que já estava se mostrando incrivelmente útil, especialmente para entender o sistema de casas e as tradições da escola, coisas que Hogwarts tinha de bem diferente de Castelobruxo, as casas não existiam em castelo bruxo, e Hogwarts participava de uma competição a cada três anos com outras duas escolas, sem falar nos fantasmas de Hogwarts que pareciam ter histórias bastante interessantes. Não sei quanto tempo fiquei com a cabeça enfiada no livro mas o trem já estava em movimento e chuva caia do lado de fora e antes que eu pudesse virar a página do livro mais uma vez uma garota de cabelos castanhos vestindo os robes negos do uniforme enfiou a cabeça na cabine.

— Com licença, posso? O resto do trem está todo ocupado. — Ela fez uma careta que a deixou levemente parecida com um buldogue, seguro uma risada por educação e aceno com a cabeça.

— Claro, fique a vontade. — Respondo me endireitando no assento estofado com o livro ainda aberto nas mãos. Ela sorri, volta para fora e chama alguém.

Enquanto ela entra e arruma as coisas, um garoto moreno de olhos castanhos e rosto bem anguloso e um sorrio charmoso entra no compartimento.

— Ainda bem que você encontrou um lugar vago, estava começando a achar que teríamos que ir no corredor. — Ele fala sarcasticamente olhando para garota e só então parece me perceber. — Você é nova. -

Ele afirma, apontando o dedo para mim enquanto dá outro sorriso cheio de charme, me fazendo rir e fechar o livro e estender a mão para cumprimenta-lo.

— Sou a aluna nova, transferida de Castelobruxo. — Ele não hesita em pegar minha mão e balançar educadamente — Eu sou Arden Lewis. -

Ele guarda as próprias coisas e se senta na minha frente e ela ao lado dele a garota, que antes que ele pudesse continuar começa a falar.

— Então está explicado o sotaque. — Ela dá risada como se tivesse dito algo muito engraçado, me fazendo sorrir por educação (e desconforto) — Eu sou Pansy, Pansy Parkinson e este é Blásio Zabini. — Ela se apresenta e se agarra no braço dele, que não parece muito confortável com o aperto da garota, para apresenta-lo.

— Algum parentesco inglês? — Ele pergunta se soltando da garota com dificuldade e mantendo os olhos em mim — Lewis não é um sobrenome brasileiro, não é? -

— Não, é o sobrenome do meu avô paterno. — Respondo simplesmente com um pequeno sorriso nos lábios — Ele se casou com minha avó que era brasileira e meus avós maternos são ambos brasileiros. -

— Por que você se transferiu? — Pansy pergunta mais uma vez, o que me deixa realmente indecisa entre a ideia de que ela estava fazendo isso de gosto ou se ela era só metida mesmo.

—Meu pai está escrevendo um livro sobre herbólogia, e ele decidiu que seguir os estudos dele aqui, na Inglaterra, seria uma boa ideia. E minha mãe concordou, ela disse que seria bom para mim ter novas experiências. — Dou um sorriso e deixo o resto da história no ar. — Mas então o que vocês fazem em Hogwarts para se divertir? -

A pergunta parece ter dado mais uma deixa para Pansy começar um interminável monólogo sobre como Hogwarts era incrível apesar dos infortúnios que aconteceram nos últimos dois anos, como a derrota da Sonserina na copa das casas, o aparecimento de um trasgo no banheiro feminino e como foi um desperdício ele não ter matado uma garota "sangue-ruim", que ela chamou de Granger, no primeiro ano e como o no segundo ano uma tal câmara secreta foi aberta e uma garota "Weasley" foi abduzida pelo local e um basílisco ficou vagando pelo castelo e petrificou três pessoas, que segundo ela podiam muito bem ter feito o favor de morrer. E que sem contar tudo isso esse ano teria visitas ao povoado de Hogsmeade. Obviamente foi impossível não ficar chocada com a história e o tom de fofoca da narrativa.

— Não fique assim. — Ela riu da minha cara e tentou me tranquilizar. — Espero que você venha para Sonserina, ai é só andar com a gente, sabe, a causa de tudo isso é porque o Potter e a gentinha dele ficam se metendo onde não devem. — Minha expressão de confusão ao ouvir o nome "Potter" deve ter sido pior do que a expressão de choque ao ouvir a história anterior, por que ela abriu a boca pasma — Por Merlin, não me diga que não sabe quem é Harry Potter? -

— Quem não sabe quem é o Potter? — Uma voz arrastada e desdenhosa nos tira do foco da conversa, parado na porta do compartimento está um garoto usando o uniforme de Hogwarts com o brasão verde e prateado da Sonserina, os cabelos loiros quase brancos levemente despenteados dando um ar rebelde ao par de olhos cinza que encaravam os meus com um ar de superioridade impressionantes e atrás dele uma dupla estranha, que ele dispensou com um sinal antes de entrar e fechar a porta de vidro atrás dele. — Se quer saber, não está perdendo nada. É só mais um órfão com a testa rachada. — Ele deu um sorriso atravessado e arrumou as coisas ao lado das minhas antes de se sentar ao meu lado.

Pansy não conseguiu segurar a risada e Blásio deu um risinho, enquanto ele se aprumava ao meu lado, como um pavão exibindo suas penas para os amigos e com os olhos cinza cravados em mim como se esperasse pelo menos uma risadinha.

— Eu sou Malfoy, Draco Malfoy. — Ele dá mais um sorriso atravessado e estende a mão para mim e eu a aperto tentando ser educada e fazer amigos.

— Arden Lewis. — Respondo um pouco nervosa, porque simplesmente apertar a mão de alguém não deveria parecer que eu estou apertando a mão do próprio diabo, não é?

— Você não vai acreditar Draquinho, ela é a aluna nova, transferida de Castelobruxo! — Ergo as sobrancelhas olhando para Pansy, tentando não ficar surpresa com a atitude dela de começar a fofocar sobre minha vida antes mesmo de eu virar as costas para ela.

— Pansy você deveria pelo menos esperar um pouco antes de falar, acho que Arden pode falar muito bem por conta própria. — Blásio corta a garota de cabelos morenos como se fosse rotina, (se bem que talvez fosse, já que ela não parava de falar) e sorri para mim que devolvo um sorrisinho envergonhado, sem estar acostumada a pessoas intervirem por mim em conversas.

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Antes que eu abrisse a boca para falar alguma coisa o trem começa a parar, o que faz todos se entreolharem.

— Alguma coisa me diz que isso não é comum não é? — Pergunto para os três, que sequer se preocupam em me responder enquanto todos olham hipnotizados as janelas embaciando espontaneamente com o ar anormalmente frio e do nada as luzes se apagaram, agarro minha varinha e a balaço enquanto penso no feitiço "Lumos".

Uma luz surge na ponta da varinha e ilumina levemente a cabine, e emoldura os rostos dos três, embora eles parecessem um pouquinho mais relaxados com a iluminação, ainda estão todos tensos, inclusive eu. Desembacio a janela e forço os olhos para ver alguma coisa, até que algo parecido com uma sombra passa, me fazendo dar um pulo assustada e quase ir parar no colo de Draco. Antes que eu sequer pudesse sussurrar um breve desculpe, o som da porta deslizando lentamente faz minha espinha arrepiar, a luz do feitiço é o suficiente para nos prover a visão da criatura abrindo a porta, uma mão com um brilho cinzento saia da capa, ela parecia morta e quase decomposta, desvio o olhar rapidamente antes que a criatura perceba, o frio pareceu piorar tanto que fez a respiração criar nuvens, o sentimento era de que eu nunca mais seria feliz. E de repente a criatura sumiu, as luzes brilharam e o trem voltou a se mover pela noite. Ninguém falou mais nada, a única pessoa que falou alguma coisa depois do que aconteceu fui eu, para pedir licença e avisar que eu iria trocar de roupa, e então foram apenas mais alguns minutos para chegar ao castelo.

Todos pareciam ansiosos para desembarcar. Draco me deu apenas mais um olhar antes de sair da cabine. Saio do trem apressada em direção a chuva gelada na pequena estação. Ergo a varinha e sussurro "Repello Pluviatus" criando uma proteção como um guarda chuva a partir da ponta da minha varinha, sinceramente eu odeio o clima da Escócia.

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Notas finais
É gente em breve vai ter mais capítulos, mas por agora é só. Aproveitem para ler minha fanfic de Game of Thrones, The Silver Spear no Wattpad.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.