A quem pertence a eternidade?
1 Memorias Roubadas(
Em um quarto, o desenrolar da trama começa, em uma cama de solteiro coberta por um lençol fino de cor creme dorme uma jovem, apesar do silêncio dessa noite quente de verão ser apenas interrompido pelo som desgastado do ventilador, em seus sonhos a garota pressente o o aproximar da tormenta.
Ela é um dos poucos sensíveis a pressentir o terror prestes a ressurgir, esses mesmos sofrem em silêncio, como se tal sensibilidade fosse fruto da pobre imaginação humana.
Não é a primeira vez que seu momento mais íntimo é interrompido por um sentimento tão diferente que não pode assim como tantas outras coisas ser descrito na língua humana.
Então como um último sopro de vida, ao repente a jovem desperta, mas nem se move, apenas abre olhos como se soubesse que nenhum movimento poderia salvar ela da agonia de ter seu momento intocável violado por algo tão estranho, apenas coloca sua mão sobre o seu rosto e espera.
Por sorte dessa jovem garota, o fluxo do tempo corre de uma maneira tão inexorável, que sua capacidade de viver em tão pouco lhe priva da capacidade de entender-lo.
Assim que seu quarto se torna impregnado pela radiação dos raios da estrela mais próxima desse planeta pequeno, ela se levanta entra em uma porta que já estava previamente aberta em seu local de descanso, se despe e se banha com água quente, como se isso fizesse ela esquecer dos acontecimentos prévios.
Ao terminar de banhar-se a garota ainda despida olha sua imagem refletida num objeto na parede e admira suas formas simples e harmônicas, um sentimento totalmente a o oposto ao da noite passada, ela seca seu corpo e sai, de volta a sua rotina do ápice do verão.
Não demora muito até que ela ouça batidas na segunda porta do seu local de descanso onde uma voz em um fonema extremamente primitivo chama seu nome:
"Frida, o café está na mesa"
Era um chamado de seu progenitor para que é a jovem realizasse a primeira refeição do duro dia que estava por vir.
Rapidamente como se houvesse muito a se descobrir naquele dia ela saiu do quarto com o entusiasmo de um Vurlkahgrt.
Fale com o autor