A que Despede-se

1 A que Despede-se


Notas iniciais
Olá :3 Postei essa poesia há alguns dias, ninguém sequer visualizou, fiquei triste e apaguei D= Mas aí, pensei melhor, e decidi repostá-la. Espero que gostem! E, por favor, comentem, custa nada, só temos a ganhar com isso ♥

Ela sabe o quão difícil é despedir-se de si

Difícil é despedir-se de sua felicidade

De vê-la voar em asas abertas e ser obrigada a desejar-lhe boa sorte

De sorrir quando os sorrisos já lhe abandonaram

E todos os tesouros, de todas as sagas, de todos os episódios,

Aqueles que eram posses de suas mãos e frutos de seus pomos corados

Lacrimejam-se para tão longe dos domínios de seus olhos.

E é trajada com os fios de recordações que ela acena.

Mas sobre o leito aguarda melancolia para fazer-lhe companhia,

Agora, que já fez de seus dias áureos ave amante da liberdade

E, vejam, no âmago de sua lamentação amiga,

Todas as miríades de felicidades vivem a morte eterna dos condenados

Há miríades de felicidades em seu pranto seco.

Ela sabe o quão difícil é despedir-se de si

Difícil é despedir-se quando se abandona de seu próprio peito,

Rasgado, arrancado pela impiedosa mão de um destino de maldições

Que a escolheu a mísero e patético acaso por vítima

Fazendo-a semear e colher a própria desgraça

Como uma condenada a condenar-se

E é com os fios de felicidade que já não possui

Que se traja o sorriso dos lábios ao pronunciar:

Adeus.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!