Notas iniciais
Essa é uma pequena one que escrevi na fila do McDonalds Espero que gostem

Todas as noites ela ia para o bar, pedia um copo duplo de caipirinha que bebericava como se fosse suco. Se sentava ao fundo e observava os outros clientes, óculos quadrados e vestido curto rodado, usava sandálias e o cabelo preso com um rabo de cavalo solto, e a mim parecia a mulher mais linda do mundo assim.

Chamavam-na de "puta", diziam que lugar de mulher não era no bar, a cantavam e alguns já ate mesmo a tentaram agarrar, ser o filho do dono do bar ao menos me rendia o respeito de não levar um murro ou dois, e ela sempre sorria e agradecia de forma doce.

Foram meses assim, ela nunca falava muito, sempre respostas rápidas e diretas, basicamente nada a não ser "o de sempre". Chegou um ponto, que sempre no horário de sua chegada, costumeiramente as oito da noite, eu tinha sua mesa limpa e desocupada, com um pequeno vaso e uma flor roubada da vizinha, junto ao seu copo, e claro, um rápido banho de perfume da minha parte.

Mas um dia, ela simplesmente não veio, e no próximo, e a semana inteira. Ate que meu pai começou a reclamar do desperdício de material e da vizinha que me acusava de "destruir seu lindo jardim", então, parei de arrumar a mesa.

Durante um tempo ela foi a conversa dos membros constantes do bar, alguns diziam que ela havia engravidado, outros que tinha sido morta, entre outras teorias, mas para mim ela apenas tinha se enjoado dos bêbados idiotas que não a respeitavam por apenas beber algo em um bar. Mas mesmo assim nunca perdi as esperanças de que voltaria a vê-la.

O tempo passou e quase um ano depois, quando chegue da escola meu pai me recebeu com um presente em mãos, eu estranhei o fato, já que não era nenhum dia especial, ele notando minha confusão explicou.

- Lembra da moça que vinha sempre aqui? A que você babava? Bom, ela deixou um presentinho.

Ele então piscou para mim e foi para outro lugar me deixando a sós com o embrulho. eu curioso rasguei todo o papel, e quase não acreditei em meus olhos. dentro do embrulho havia um livro, com o titulo " crônicas de um bar" e dentro deste a dedicatória " ao barman bonitinho, me ligue" e seu numero estava embaixo, e assim, descobri que a "puta" se chamava Ana.

Notas finais
Espero que gostem :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!