Notas iniciais
RELEIAM O CAPÍTULO 14!!!! RELEIAM O CAPÍTULO 14!!!! Eu tinha postado errado, gente... me desculpem. Então, errado quero dizer que, postei os capítulos de ordem errado... Então ficou 2 capítulos 2 e o 14 ficou como o 13, então ajeitei tudo hoje e o 14 agr é o 14 e o 1,2,3,4,5,6,7... Enfim, estão todos certinhos, quem leu o 14 leu o 13, e acabou ai. Então, leiam o 14 para entender tudo. Bjs!! MÚSICA DO CAPÍTULO: Unstoppable - Sia

Capítulo 15

— Vamos começar, pelo começo. A primeira coisa que tem que saber, é, que somos conectados com a terra, ar, fogo e tudo o que nos rodeia. Somos um só elemento, juntos podemos fazer coisas inacreditáveis. Somos tudo aquilo que podemos ou não tocar. Quando se entregar para a magia, de corpo e alma, entregar-se para a essência que te rodeia, você vai ver que sua vida se torna magia, você é a magia. Você a controla. – Ele abriu as mãos fechando os olhos, fazendo ventar forte, arrastando folhas ao redor deles.

— Isso é...

— Magia, Kate. Pura mágica, minha cara. – Gargalhou alto.

— Eu sei. – Sorriu também. – Comigo não é assim... Me sinto divergente perto de todos vocês. Uma aberração. Em cada célula de meu corpo, explode poderes. Em cada parte de mim, há algo de novo e quase... Irreal. Tenho medo do que posso fazer, David. Tenho medo do que o que reina em mim, faça mal a mim e a quem me rodeia.

— Com todos os bruxos são assim, meu amor. Com todos. – Sorriu. – Estou aqui para te ajudar!

— Então, o que mais eu tenho que saber?

— Não preciso dizer. Isso vem de você mesma. Você tem que se descobrir. E é agora que vem a emoção. – Ele sorri. – Em cada parte dessa floresta, tem obstáculos. Você tem que ultrapassar todos eles.

— Como assim, obstáculos?

— Querida, Kate, nós vivemos em um mundo de perigo. Nunca estamos seguros. Nunca confie demais no que seus poderes podem fazer, neste mundo, temos vários tipos de bruxos. Aqueles que abitam a escuridão e aqueles que optaram por seguir a magia branca. Você, tem ambos no corpo. Isso é prejudicial, para mim, para você e todos no mundo. Você pode salvar, assim como matar. Quero testar todas as suas habilidades, quero ver seus limites, quero ver seu lado sobrevivente e seu lado de vitima. Todos nós temos forças que vem de dentro, uma força tão profunda que nem nós mesmo a conhecemos. Quero que coloque isso para fora.

Ele deu alguns passos até uma arvore, onde abriu a madeira falsa, onde tinha uma pequena televisão e alguns botões.

Kate o olhava abismada.

— O que vocês são? Algum tipo de agentes especiais? – Sorriu.

— Quem sabe? – Brincou.

— O que eu tenho que fazer? Digo...

— Sobreviver.

Kate estava nervosa. Estava com medo. Ela se sentia fraca, frágil e ao mesmo tempo poderosa. Era como uma rosa, que não escolhia sua cor, mas que obtinha espinhos para se defender. Sua face era tão frágil, mas se tocada brutalmente, era tão afiada quanto pequenos caquinhos de vidros.

David pegou uma mala que estava escondida dentro da árvore.

— Escolha sua arma. – Disse jogando uma grande mala no chão. – Você pode usar seus poderes, como também pode usar armas, dependendo o que você ver assim que entrar nessa floresta, tem que saber que tudo é uma ilusão. Nada é real. Entendeu? Você vai ver aquilo que sua mente mais teme e aquilo que sua mente mais ama. Ela vai desvendar seus medos, vai te mostrar a verdade, e se no final você vencer a si mesma, sobreviver, ela vai te dar um presente. Eu não sei o que é... O meu presente foi uma espiada no futuro, e o que eu vi pode ser ruim e muito, muito bom, dependendo do meu ponto de vista.

— Você passou por isso também?

— Todos passamos, Kate. Essa é a floresta da verdade.

— Como... Fizeram?- Disse se referindo a floresta.

— Todos contribuímos pela vida dela. Aqui, por esse televisor, irei ver você. Infelizmente, não vou poder ver o que sua mente cria. Mas caso precise de ajuda, irei ir até você.

— Tudo bem.

— Boa sorte.

— Só uma coisa... Eu não sei... Eu não sei se quero entrar ali... Não sei se quero fazer isso.

— Não está curiosa pra saber o que mais ama, o que mais tem medo ou o que lhe tem de presente?

— Eu sei o que eu mais amo, eu sei do que eu mais tenho medo. Tenho medo de mim mesma. Sei que o que tem lá dentro, não é real. Pra que fazer isso?

— Isso se chama, chegar nos seus limites.

— Você não entende? Se eu entrar ali dentro, vou ver Emma novamente. Ela era o que eu mais amava na vida. Se eu entrar ali dentro, vou ver Matt, a coisa que mais tenho medo na vida. Vou me ver ali dentro.

— Não.... Você vai se conhecer, Kate.

Kate sem dizer mais nada, prendendo a vontade de chorar, foi até a grande mala. Havia armas de fogo, um cajado, uma espada, uma pequena adaga, um colar azul e havia um grande arco e flechas.

— Como eu sei o que levar?

— Não sabemos. Levamos aquilo que o coração mandar.

— E o que você levou?

— O colar. – Disse sem pensar muito.

— E como eu sei o que meu coração deseja?

— Quando se ama e se tem medo, sabemos que só nós mesmos podemos combater o que sentimos. Não armas.

Kate pegou o cajado.

— Para que serve?

— Não sei. Nunca usei. Mas teve um cara... Ele usou o cajado. Ele combateu ele mesmo. Ele era um lobo cinza... Isso... – Sorriu chegando perto. – Está vendo esses arranhões? Eram seus dentes.

— Está me dizendo que ele lutou com ele mesmo, em forma de lobo?

— Isso! Foi uma luta e tanto. O papai quem viu tudo, apesar de não ter visto a imaginação do cara, viu apenas os movimentos. É um pouco engraçado, ver a pessoa lutando, brigando e muitas das vezes fugindo de algo invisível. Eles fogem de seus próprios fantasmas. Teve uma que beijou o nada... Estou falando sério.

— Então se eu entrar ai dentro, vou ver e fazer coisas que vai te divertir? – Falou de forma brincalhona.

— Talvez. Agora anda logo!!! Vá.

Kate deu alguns passos para frente. A floresta estava coberta por árvores e grandes cortinas de folhas, dando apenas uma estreita passagem entre folhas.

— Lembre-se, nada é real. Ande apenas na trilha. Siga seus instintos.

— Quanto tempo essas alucinações duram? – Disse sem se virar para ele. Ficou de costas, encarando a floresta à sua frente.

— Não são alucinações... Mas podem durar até uma semana.

— Como?

— Uma semana. Não se importe. Tem alimento, frutas na verdade. Tem água em toda parte.

— Você está mesmo querendo que eu entre ali, sem preparação, sem nada para sobreviver... Só com um cajado e a roupa do corpo?

— É.

— Você é maluco?

— Kate...

— Seja o que deus quiser!!!

Ela deu três passos que mudaria sua vida para sempre.

Fechou os olhos com medo do que iria ver.

Com medo do que sentiria. Mas assim que entrou, abriu os olhos e olhou para trás, mas tudo o que viu, foi um caminho sem volta. Era apenas mato, árvores e mais mato. Ela se viu em desespero.

Ela via apenas que estava amanhecendo naquele lugar, enquanto onde estavam, ainda era de tarde, quase de noite.

"Uma semana..."

"Uma semana..."

— Uma semana? Ai meu deus... O que eu fui inventar? – Choramingou.

Kate deu alguns passos para frente, andando na trilha, como David havia instruído. Segurando o cajado, se sentiu completamente ridícula. Ela havia se arrependido de não ter pego uma espada ou até mesmo aquela pequena faca. Mas como David havia lhe dito, "nós temos a força de combater nós mesmos".

— Que nada de ruim aconteça... Amém! – Ela resmungava enquanto andava pela trilha.

Notas finais
NÃO BETADO NEM REVISADO. POSTADO EM: 2016