A prometida das sombras
12 Capítulo 12
Notas iniciais
300 anos antes...
— Você não tem escolha. Eu mando, sou seu pai.
— Eu não o quero... Não o que em minha vida.
— Você não tem que querer. Apenas o faça. Os anciões querem esta união.
— Pra que, papai? Pra quê? Nenhuma outra bruxa foi abrigada a se casar com um homem brutamontes como ele. Eu o desprezo, eu o desprezo. – Falou com raiva na voz. Como havia prometido, se querem guerra, eles a teriam. Ela não deixaria mais seu irmão ou seu pai mandar em sua vida. Manipulando tudo.
— E eu tenho nojo de ter que aturá-la a cada segundo. Sua miserável. – Disse puxando o braço de Amara que em todo o seu desespero, sentiu seu sangue ferve-lhe à cabeça. – Se arrume, eles a esperam para o jantar.
— Eu tenho pena do senhor, pena do que se tornou e do que está se tornando a cada dia. – Disse Amara sentindo-se cada vez mais fraca dentro de sua própria casa. – Sinto nojo e pena do que você é, papai.
Seu pai lhe jogou em direção à cama, no entanto, ela sem forças, caiu no chão às lágrimas.
Ao seu redor, as velas e a lareira se ascenderam. Seu poder saia sem seu consentimento. Ela se sentia fora do controle. Ela ainda cheia de raiva, limpou suas lágrimas e no meio de tamanha humilhação, olhou nos olhos do homem que há muito não considerava seu pai.
— Nunca mais me toque ou olhe dentro de meus olhos. Você é um grande merda, há muito perdeu seu poder, você não passa de um grão de areia insignificante ao meio de um deserto seco e sem beleza. Você é tudo isso e muito mais, e isso não é um elogio.
Ele saiu do quarto dela fechando a porta com raiva.
Ela não ligava em se casar, não ligava para que os outros pensavam. Ela sabia de seu tamanho poder e sabia o que acontecia quando perdia o controle. Mas também, sabia o quanto aquele povo tinha um fio de esperança quando a viam. Quando a tocavam ou pediam por uma vida de bênçãos regada de felicidades.
Ela se sentia em chamas. Como se cada célula de seu corpo entrasse em conflito, entre o bem e o mal.
* * *
Olhando-se no espelho, Amara pensava no que viria a seguir. Em como deveria agir e nos incríveis olhos azuis de Seth Hemecker.
— Senhora? Já está pronta? Precisa de alguma ajuda? – Entrava Sarah apreensiva no quarto
— Não, obrigada, querida. – Sorriu virando-se para olhar a menina. – Já está tudo preparado para minha saída?
— Sim, senhora. Tudo pronto.
— Muito bem, menina. Muito bem.
— Posso fazer alguma coisa pela senhora?
— Não, mas... papai, já foi?
— Sim, ele disse que era para chama-la, sua carruagem já está pronta.
Amara nada disse. Apenas passou um pouco de perfume nos pulsos e no pescoço, tentando se convencer de que fazia aquilo pelo seu povo e por seu filho e nada mais.
— Mandem ficar à frente da casa. Estou a descer em breve.
A menina assentiu.
Amara não queria apenas ser submissa. Queria ter pulso firme e talvez, só talvez desmoralizar seu pai na frente de todos os homens. Claro, quando fosse a hora.
Amara saiu de seu quarto, atravessando os grandes aposentos da casa. Adentrou a carruagem, olhando as belas paisagens, chegou até a casa dos Hemecker. Havia alguns empregados ao lado de fora e Seth Hemecher fumando um charuto.
Ele andou à passos largos e ansiosos até a futura esposa de seu irmão, estendendo-lhe a mão.
— Senhorita Lockwood, seja bem-vinda à propriedade Hemecker. – Sorriu beijando-lhe a mão.
— Deixe de formalidades, Seth. Chame-me de Amara. – Disse sem se importar por tê-lo chamado por seu primeiro nome.
— Certo, Amara. – Sorriu. – Posso escolta-la até a casa?
— Claro, ficaria ofendida caso não o fizesse. – Sorriu travessa para ele.
Amara sabia que era puro capricho, mas queria aquele homem lhe aquecendo à noite. Não de forma romântica, porém selvagem. Ela sabia que dentro daquele homem que por fora se mostrava um doce, havia uma fera doida para sair e mostrar sua verdadeira face.
— Acompanhe-me senhorita. – Amara deu-lhe o braço. – Como foi a pequena viagem de sua casa até aqui?
— Escuro, porém belo olhando de um ângulo diferente. – Deu-lhe um sorrio sincero.
— É claro, já lhe disse como está formosa esta noite? – Sorriu a ela parecendo tímido. – Digo, não só hoje, como também... Nas outras.
— Oh, meu tímido Seth. – Ela parou a frente dele sem deixar de olhar-lhe nos olhos, tocando a face inexpressiva do homem. – Você é doce, belo e romântico. Eu iria adorar tê-lo ao meu lado. – Sorriu para ele.
Seth via naquela mulher um atrevimento maravilhosamente bom. Por mais que se sentisse como se estivesse traindo o irmão, aquela mulher aquecia seu coração iluminando seu lado escuro e mandando para outro mundo aquela sensação de estar só, na completa solidão daquele mundo. Ele se sentia amado e a queria. Ele pegaria se alazão e a roubaria naquele instante se seu lado racional não sussurrasse em seu ouvido que era errado e que não poderia decepcionar seu irmão daquela maneira, sendo um traidor.
Ele pegou a mão de Amara de seu rosto, ele iria censura-la por tal ato, mas segurou com ambas as mãos as delas a levando aos lábios que queimavam pelo toque da pele macia cheirando a rosas e leite.
— Não devemos. – Disse de olhos fechados sentindo o toque dela contra seus lábios. – É errado... mas...
Quando ele iria terminar de falar, escutaram uma voz chamando por Amara.
— O que está havendo aqui? – Seth se distanciou de Amara olhando para seu irmão.
— Estava levando ela para dentro, meu irmão. – Respondeu a Matt completamente desconfiado.
— Não precisa acompanha-la, eu mesma a levo para dentro. Ela é minha noiva, essa obrigação, portanto, é minha.
— Ele só estava conversando comigo, nada demais. – Interveio Amara.
— Apenas venha. – Disse rispidamente.
Amara foi obrigada a ser acompanhada por Matt. A todo instante olhava para trás só para observar Seth. Ela sentia algo diferente com ele. Não era amor, isso ela sabia. Mas era algo como... Compatibilidade, cumplicidade e amizade. Havia fogo e paixão naquele homem. Ela queria seu fogo e queria sua paixão. Ela queria que ele a tomasse em um beijo selvagem, esquecendo de seus títulos perante a sociedade e agir sem pensar. Ela só queria que ele a tomasse o fogo que havia dentro dele. Ela só queria compartilhar as chamas que ambos tinham dentro de si.
Era pura atração.
— Estávamos esperando-a para começar o jantar. Depois, quero que me encontre em minha sala, para conversarmos. – Disse parando à frente dela totalmente sério.
Amara gostava dele. Mas não o queria como homem. Ele era grosso, como um homem das cavernas. Ele era sério, sem amor, ele não era como Seth. Ele não tinha brilho nos olhos. Ele tinha um azul seco, morto, como se sua vida tivesse acabado há tempos.
— Tudo bem, na hora do chá então. – Tentou sorrir. Mas se tentasse iria parecer um gato mostrando os dentes, ou algo pior. Seria forçar demais.
Seth entrou pela porta a olhando a todos os instantes. Ele se sentia como se ela o tivesse despertado de um sono de anos, milênios ou até mais. Ele sentia-se atraído e mal consegui disfarçar os olhares para ela.
Sentados à mesa, todos conversavam.
— Por que não a leve para conhecer o jardim projetado por sua mãe? Acho que iria gostar. – Disse o pai dos Hemecker se referindo a Matt.
— Tenho algumas coisas a resolver, talvez outra hora. – Disse de forma seca limpando os lábios com um guardanapo.
— Eu... – Seth se pronunciou de forma rápida, quase desesperada a ela. – Eu posso, se quiser é claro. – Disse de forma serena agora. Ele mal conseguia disfarçar seu interesse. Ele tinha que guardar o interessasse e a atração só para ele.
— Se ninguém se opor, aceito. O que acha Matt, ele pode me acompanhar num passeio nos seus jardins?
— Sim, depois venha até mim, preciso lhe dizer algumas coisas. – Disse levantando. – Se me deem licença, tenho alguns telegramas para mandar.
Ela sentia empatia por Matt naquele momento. Ele sempre agia estranho, como se o mundo girasse em torno dele de forma sombria.
— Claro, desculpem meu filho, ele tem muitos negócios para resolver, sabem como é. – Tentou se explicar o mais velho dos Hemecker.
— Entendo.
Seth achou que seria o momento certo aquele para conversar com Amara. Colocar tudo em pratos limpos.
— O que acha de darmos aquele passeio agora? – Disse olhando para Amara.
— Por mim tudo bem. – Respondeu.
— Eu irei acompanha-los. – Levantou o irmão de Amara se pronunciando também. Ele não queria arriscar nada, ele queria que tudo desse certo e ser o único herdeiro da fortuna Lockwook.
— Deixe-os ir sozinhos, meu filho irá cuidar bem de sua irmã, palavra de um Hemecker, quero tratar de negócios enquanto eles não estão aqui. – Disse o mais velho Hemecker.
— Certo. – Tentou parecer calmo olhando para a irmã, como se a repreendesse.
Seth foi até ela dando-lhe o braço e ambos saíram dali indo direto ao jardim. Seth sabia que ninguém poderia ouvi-los em certa parte do jardim.
— Até agora não disse nada, está havendo alguma coisa? Fiz algo que não gostou? – Perguntou Amara.
— Não... Eu só queria lhe falar... o que quer? O que você quer, mulher? Quer me seduzir sabendo que vai se casar com meu irmão? Quer ter ambos aquecendo sua cama? O quão cética podes ser? Pensas que pode entrar assim na minha casa e enganar-me?
Ela recuou brevemente olhando para um homem enciumado a frente.
— Desculpe-me, Seth, eu não o quero. Mas eu quero você. Não quero enganar-te, quero apenas sentir amor novamente. – Ela não disse uma mentira. Ela o queria. – Eu só... Sinto algo diferente, uma atração tão forte que quando me dou conta, fico em chamas e sua pele contra a minha é como brasa e sem me dar conta, estou enlouquecendo com você. – Disse ficando cada vez mais próxima a ele. – Por muito tempo vivi no frio e por muito tempo só via o meu mundo ficar vazio e com você me vejo iluminada e cheia de vida.
Ele segurou nos ombros de Amara aproximando-se cada vez mais. Seus corpos se colaram e seus lábios se juntaram num beijo profundo e sem vergonha alguma. As mãos de Seth começaram a explorar o corpo de Amara e ela, com pressa prensava seu corpo cada vez mais no de Seth sentindo sua ereção. Ambos estavam ficando cegos pelo desejo.
Amara não se entendia. Ela não sabia se era por birra ou somente coisa de sua cabeça. Mas que ela queria que nunca acabasse, ela não queria mesmo.
Seth começou a levantar o vestido de Amara a colocando contra uma árvore, beijando o pescoço e lábios da bela jovem. Ele se sentia maluco a cada toque que davam um no outro. Ela era tudo e era o nada ao mesmo tempo. Ele estava tendo algo que jamais seria seu. Ele estava experimentando algo que jamais iria ter novamente. Ele queria rouba-la e leva-la para longe de tudo e de todos e só ama-la até perderem as forças.
— Como é bela e tentadora... Não é certo... Mas a quero.
— Nada na vida sem capricho é viver, doce Seth. Eu o quero, quero o certo e o errado com você. Mas não aqui... Não podemos.
Seth com sua respiração descompensada, colocou suas mãos na árvore com sua cabeça no pescoço cheirando a rosas e leite de Amara. Ela era como um diamante, tão lindo e bruto. Só precisava ser lapidado.
— O que está fazendo comigo? Nós não podemos... Não podemos fazer isso com Matt e nossas famílias.
Seth era leal como um cão, mas movido pelo desejo e o momento. Ele era doce e ao mesmo tempo bruto. Ela gostava de todos os lados daquele homem e ela o queria e iria o ter.
Amara pegou ele no rosto fazendo-o olhar dentro de seus olhos e beijando seus lábios de olhos fechados, pensava que tudo aquilo era bom demais para ser verdade.
— Eu o quero, o quero como homem, como amigo e companheiro. Não ligo para a sociedade, para o certo ou o errado Seth Hemecker. Eu o quero e não ligo por quais circunstâncias.
Ele se afastou dela, olhando dentro daqueles olhos misteriosos, querendo se lembrar daquele momento para sempre. O penteado dela estava desgrenhado e sua pele corada como uma romã. Ela estava bela demais aos seus olhos.
— Precisamos voltar, Matt quer falar com você. Sinto muito pelo o que aconteceu, tentarei me controlar. Isso é errado, ninguém aceitaria... Não posso fazer isso comigo, com você e com meu irmão. Não posso trazer mais vergonha a esta família. Por favor, me entenda... Não tente me seduzir com suas palavras doces.
— Isso não é errado... Pra mim não parece errado.
— Isso é só um capricho. Tanto meu, quanto seu... Não é amor... É pura luxuria. Eu não a respeitei, Amara. A tratei como uma rameira qualquer... Isso não pode mais acontecer. Você vai se casar, vai ser uma Hemecker, tem que se dar ao respeito.
Ela sentiu-se acuada e com raiva pelas palavras dele. Ela sabia que ele estava certo. Ela apenas saiu do local o deixando para trás.
Seth a olhava partir de sua vida. Ele não queria ser duro, mas precisava a afastar de sua vida. Ela era problema e geraria mais brigas dentro de sua casa. Ele sabia, ela o queria e ele a queria, e isso já estava provado. Ele fechou os olhos com força cheio de raiva de si mesmo. Suas mãos estavam fechadas e ele guardava raiva demais... Ele havia a machucado com suas palavras duras e ele não se perdoaria por isso.
— Você não a merece... Esqueça essa mulher. – Disse a si mesmo.
Ele voltou para sua casa e encontrou os homens conversando e sabia que ela estava em outro canto da casa conversando com seu irmão marcado pela dor e tragédia da vida. Ele queria a tirar de lá e queria a tomar como sua. Mas nunca poderia tirar o fio de esperança que seu irmão tinha de ter felicidade.
Ele apenas se sentou junto aos demais e começou a beber qualquer coisa para aliviar a dor e a vergonha que sentia de si mesmo.
— ... Poderíamos sim tentar juntar tudo... Imagine só tudo o que poderíamos fazer com tamanha riqueza, os tempos estão mudando e nós precisamos mudar junto a ele também.
Amara olhava para Matt, séria.
— O que quer falar comigo?
— Não estou feliz com tal casamento, só quero deixar isso bem claro. Não a quero ao lado de meu irmão, sei bem o que está rolando entre ambos. Acha que sou burro? Acha que não vi ambos olhando um para o outro como cúmplices? Não irei aceitar mais uma de suas impurezas. Já estou lhe fazendo um favor casando-me com uma rameira dando meu nome ao seu bastardo. A aceitei, estou aceitando-a dentro de minha casa, mas não aceito uma rameira dividindo a cama comigo e meu irmão.
— Hemecker, estou sentindo-me ofendida com tais palavras. – Ela estava assustada por ele saber de tantas coisas sobre ela. – Não quero casar-me com alguém tão mesquinho e sozinho, você não passa de um homem que se acha o dono do mundo quando na verdade não tem nada, nem a si mesmo. Não me diga sobre a minha vida, sei me cuidar sozinha, se não esta feliz, maravilhoso, assim posso rolar com seu irmão em quantas camas eu quiser e este casamento está anulado. Não quero olhar para essa sua cara toda vez que eu acordar. Não preciso de sua pena nem suas migalhas e quem está fazendo um favor aqui, sou eu. Você vai ficar sozinho, nunca vai ser amado por ninguém, escute bem o que eu disser pra você... – Disse sentindo seu poder agir. – Por tudo o que você fizer vai ter volta. Você vai ser sempre esse rejeitado, sem amor, podem até gostar, se apaixonar, mas no final, ninguém vai querê-lo... Ninguém. Assim como todos, estou lhe deixando e lhe dando adeus. Fique sozinho nessa sua amargura sem fim.
Ela levantou sentindo-se revigorada. Seus olhos estavam mudando de cor, para uma cor preta que cobria ambos seus olhos.
Ela olhou para ele e sorriu.
— Não queira despertar o mal dentro de mim nem a minha ira, não vai me querer como sua inimiga, Matt. O último homem que tentou ser mais do que eu, acabou morto.
Ela saiu da sala dele e sem dizer a ninguém, entrou dentro de sua carruagem mandando o cocheiro ir o mais rápido para a mansão Loockwood.
Amara nem se importou com mais nada. Saiu de sua carruagem e subiu as escadas as pressas chegando em seu quarto gritando o mais alto que pôde, ela queria libertar toda a sua raiva. Ela estava se segurando pra não deixar sua raiva e todo o rancor sair. Se caso acontecesse, ela iria causar um caos.
Ela se debruçou em sua penteadeira e viu seus olhos totalmente escuros. Sua escuridão estava saindo, como se quisesse se libertar de dentro de seu corpo e devastar tudo pela frente. Ela gritou sentindo sua cabeça latejar e seu coração disparar. Ela ouviu seu espelho trincar parte por parte até os pedacinhos passarem como em câmera lenta por seu corpo, sobrando apenas uma parte caída na madeira mostrando apenas uma parte de seu rosto. Ela se via como nunca antes. Ela tinha um sentimento de poder e medo.
Amara deu alguns passos encostando-se na parede e deixando seu corpo cair até o chão com a mão no peito. Ela queria matar Matt Hemecker e faze-lo sofrer por cada palavra dita. Ela queria fazer ele pagar.
Entre lágrimas, dor e raiva, ela se lembrou de seu filho, a inocente criança que de nada tinha culpa de seus erros e estava pagando aos poucos por sua irresponsabilidade em pensar que o amor poderia realmente existir para uma Lockwood. Ela era quase imortal, mas agia como uma humana boba cheia de sentimentos. Ela queria ser humana e normal para não ter tantas responsabilidades perante o conselho.
Ela via aos poucos seu castelo de gelo derreter. Estava tudo desmoronado e ela se sentia pronta para vencer qualquer coisa. Ela iria ter o que ela quisesse. Iria ter Seth Hemecker, por mais caprichoso este sentimento fosse e iria ter Matt rastejando aos seus pés, ou não se chamaria Amara Lockwood, a mais poderosa bruxa de seu clã.
Não seria um humano a tira-la de seu propósito. Ela jogou tudo de sua penteadeira no chão e respirou profundamente procurando se acalmar.
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