Notas iniciais
Resumo: No primeiro capítulo foi visto que Rose estava grávida de Scorpius. Ao mesmo tempo que Harry Potter vai percebendo o surgimento de alguém pior que Voldemort. No segundo capítulo: mostra dois anos depois... como Rose e Robin se adaptaram na Bulgária. No terceiro capítulo vimos a perspectiva de Scorpius.

5 anos depois.

Harry Potter andava apreensivo na sala de reunião. Eram 3 horas da manhã

O Ministro da Magia havia sido assassinado.

Os dois tinham se reunido na noite anterior e Harry tinha falado sobre a teoria que trabalhou nos últimos cinco anos. Horas depois ele foi despertado com a notícia de que o Ministro tinha sido encontrado morto dentro da sua sala no Ministério da Maga. A causa ainda estava sendo investigada, mas ele tinha certeza que não foi de causas naturais.

Draco Malfoy, era o medibruxo responsável pela investigação. Harry respirou fundo quando seu ex-rival entrou na sala.

—Acho que fim confirmar sua teoria, Potter.

Disse ao se deparar com o olhar pensativo do moreno.

—Da mesma forma de Amélia?

Questionou Harry.

—Sim. Para alguém que não conhece artes das trevas os sinais passariam facilmente despercebido... meus olhos, no entanto, são bem treinados.

—Obrigado. Mais uma vez, vou pedir que…

—Que eu minta.

Concluiu o loiro.

—Posso não saber o que está acontecendo, mas sei reconhecer sinais de magia das trevas... Nos últimos anos já cuidei de uma Chefe do Departamento de Mistérios, seis outros funcionários do Ministério alvos de Imperius mal realizadas e agora o Ministro da Magia... tenho medo de perguntar...

—Não é ele, disso tenho certeza.

Harry afirmou tocando na cicatriz que o tornou famoso.

—Mas tem ideia de quem seja, não é?

—Temos teorias Draco, só teorias.

—Tem a ver com a profecia?

—Achamos que alguém quer ouvi-la, mas já destruí.

Draco assentiu.

—Vou colocar no meu relatório que ele morreu de causas naturais, espero não precisar voltar a vê-lo, Potter. Boa sorte como novo ministro.

Os dois apertaram as mãos. Harry sorriu agradecido. Ele realmente iria precisar de sorte.

Seu anúncio como novo Ministro da Magia seria feito em algumas horas. Se não fosse a Profecia ele não teria aceitado o cargo, já tinha estado demais nos holofotes por uma vida.

Alvo Potter, Hugo Weasley e Scorpius Malfoy seriam os próximos responsáveis pela teoria que ele tanto tinha se dedicado. Os três eram sem sombra de tudo os melhores aurores do Departamento e o mais importante... eram confiáveis.

Eles não estranharam serem acordados de madrugada para se apresentarem com urgência ao Ministro da Magia, isso era comum, eles estranharam quando Harry Potter apareceu como novo ministro.

Assim, que chegaram ao Departamento de Aurores souberam que o Ministro da Magia tinha morrido naquela noite. No fim das contas, era obvio que Harry Potter, o eleito, seria colocado no cargo.

—O anúncio será no início da manhã, mas sim, eu serei o nome Ministro. O Departamento de Aurores ficará sob o comando de Teddy Lupin, mas vocês três trabalharam diretamente para mim.

A última pessoa para quem eu falei sobre isso foi o Ministro e em menos de sete horas ele foi encontrado morto. Não estou aqui como o novo Ministro, nem como Chefe de Aurores, muito menos coo Harry Potter. Estou aqui como um auror, assim como vocês, com muitas teorias, algumas erradas, mas sempre perigosas. Vocês terão um minuto para pensarem sobre o que eu disse e se quiser se retirarem da sala.

Harry esperou por um minuto, no mais absoluto, silêncio, mas nenhum dos três saíram.

—Há sete anos Amélia, antiga chefe do Departamento de Mistérios, reconstruiu a Sala de Profecias. Em dois anos ela já havia conseguido encher a sala. Uma profecia em questão chamou a atenção dela. Um dia antes da morte dela, Amélia me mostrou a profecia.

Aquele que superará o Lord, e se tornará pior

Só poderá alcançar o auge, com a morte da inocência

O fim da vida, da criança antes de sua adolescência

Nascida, no meio do ódio de duas famílias,

Uma rixa antiga, jamais superada.

Ambição e Coragem, Ele deve vencer

Para sobre seu mestre, enfim, prevalecer.

A espinha de Scorpius Malfoy esfriou quando escutou a profecia. Ele olhou para o lado Hugo e Alvo também estavam assustados.

Nenhum deles havia escutado a profecia.

Eles tinham missões sobre a teoria de Harry Potter.

Primeiro, Harry disse a eles que procuravam alguém próximo de Voldemort, provavelmente comensais. Essa pessoa desconhecida estava tentando conseguir alguma coisa no departamento de ministério e eles precisam descobrir o que era.

Foi nessa época que Scorpius e Alvo criaram a teoria de que não era um comensal, mas alguém que consideraria Voldemort como um mestre. Harry tinha ficado surpreso com o quão perto eles haviam chegado da profecia, mas não contou naquele momento.

Depois, souberam que esse alguém estava buscando ser pior que Voldemort.

—Acha que esse alguém sabe da profecia? Ou se sabe que só senhor sabe… Porque Amélia e Albert sabiam e foram mortos.

Alvo foi o primeiro a sair do transe.

—Talvez eles não saibam que o senhor Potter saiba, talvez, Albert e Amélia tenham contado a outra pessoa e essa pessoa ou é quem procuramos ou aliado.

Sugeriu Scorpius.

—Vou mandar dois aurores assim que sairmos daqui discretamente refazer os últimos passos do ministro e de Amélia.

—Cuidado com a escolha. Afinal eles devem ter falado com alguém de confiança.

Hugo orientou.

—Certo. Além disso, vou fala com o Teddy para ele fazer uma chamada em todos os aurores com poção da verdade. Precisamos saber em quem confiar

Alvo comentou.

—Minha mãe tem um estoque enorme. Pode ser mais seguro que usar o do ministério.

Hugo falou.

—Está na hora de ir. A imprensa já está aqui. Não terei tempo de focar integralmente nessa investigação, por isso contei a verdade a vocês. É a missão de vocês agora, embora eu gostaria de ser informado sobre o andamento da missão.

Disse Harry saindo da sala.

Bulgária.

—Por que temos que ir para lá? Não gosto de lá, as pessoas ficam me olhando quando vou para a rua e apontando.

—Eu sei filha, mas precisamos visitar sua tia Lily. Se lembra aquele barrigão que ela tinha? -Robin assentiu – se lembra que eu disse que ela teria um bebê? Então, ela já está quase tendo o bebê e precisamos ir visitá-la.

—Tudo bem.

Concordou Robin, embora não parecesse tão feliz.

No natal Rose havia levado ela pela primeira vez a Londres, assim que perceberam que aquela criança que Hermione andava no beco diagonal era a neta dela, as pessoas começaram a apontar e tirarem fotos. Robin não estava acostumada com aquela exposição, por isso ela gostava de criá-la na Bulgária, as pessoas ali não se importavam tanto se ela era ou não uma Weasley.

—Agora – pediu Rose – porque não vai subir as escadas e vê se não está esquecendo nada.

—Já olhei duas vezes!

Disse a pequena com impaciência.

—Eu sei, mas assim que atravessarmos o portal, não vamos voltar só porque você esqueceu alguma coisa.

—Sabe mamãe, não acho que gosto tanto da tia Lily, assim.

Rose sorriu enquanto a filha subia bravamente pela escada. E assim como nas duas outras vezes que ela pediu para filha verificar as coisas, Robin voltava com mais um urso, o Toby, dessa vez.

Londres.

Rose e Robin pegaram o cálice na sala de estar, e segundos depois, estavam em um pequeno apartamento em cima da sua loja de varinhas, no beco diagonal.

Ela havia pedido para que construísse aquele apartamento, desde que cometera o erro de passar o natal na sua antiga casa, a instabilidade de Ronald, que ora a tratava como filha e ora como escória, a adoeciam.

—Preparei comida para as duas.

Emma disse quando as viu entrar. Robin correu para abraçá-la.

—Merlim! Como você está grande.

—Cresci 30 centímetros.

Disse Robin orgulhosa;

—Tudo isso?! Não posso mais te chamar de tampinha, vou ter que criar outro apelido.

—Claro que pode. Eu sempre seria sua tampinha.

Robin disse abraçando Emma novamente.

—Céus, como uma coisa fofa desses pode ter saído de você Rose?

Perguntou Emma com um sorriso.

—Minha mãe é maravilhosa!

Defendeu Robin.

—Isso mesmo filha!

E as duas deram um high five

Emma ficou cuidando de Robin, enquanto Rose foi ao hospital visitar Lilian.

—Robin deu tanto trabalho assim?

Perguntou Alvo assustado com os gritos da irmã.

Os dois estavam sentados do lado de fora do quarto de Lilian.

—Para falar a verdade, tive sorte, só foram cinco horas de trabalho de parto.

—E isso foi sorte?

Perguntou Alvo assustado.

—Considerando que sua irmã está há 15 horas, acho que sim.

Os dois sorriram. James estava mais afastado junto com o pai cochichando algo, enquanto Hermione e Gina estavam junto com Lilian e seu noivo.

—Onde está Hugo?

—Em missão.

Respondeu Alvo sem dar detalhes.

—Algo perigoso?

—Nada com que deva se preocupar.

—Como vai a vida de auror?

—É legal, mas ao que parece serei o próximo ministro da magia.

Disse Alvo se referindo ao profeta diário de alguns dias.

—Não ligue para isso, Al. Sabíamos que no momento que se tornasse auror as comparações aconteceriam. Elas acontecem desde Hogwarts.

—Eu sei, mas começo a achar que não quero ser auror.

—Meio tarde para pensar isso.

—Verdade, pelo menos tu fugiu antes.

Comentou Alvo sorrindo, ele finalmente havia aceitado a decisão dela preferir ser fabricante de varinhas.

—Não foi uma decisão fácil, se quer saber.

—Nenhuma decisão é, mas sempre invejei o modo como uma vez que decide, segue em frente, sem se arrepender.

—Nem sempre… Robin está na fase de querer saber quem é o pai.

Comentou baixinho.

—Conta a história que tio Rony…

—Já expliquei a ela que essa história é mentira. Não vou mentir para minha filha, Al.

—E o que disse?

—A verdade, ou parte dela pelo menos. Falei que nunca contei para ele que estava grávida.

—Ele não sabe?

Alvo perguntou surpreso.

—Rose! Ele tem o direito de saber…

—Não, ele não tem.

Disse ela entredentes.

—O que ele fez com você?

Perguntou surpreendendo-se com a reação da prima, geralmente ela era conciliadora. Ela bufou.

—Eu me arrependo de não ter contado, não por ele, mas por ela. Mas estou fazendo um ótimo trabalho como pai e mãe, melhor do que ele faria, disso tenho certeza.

—Eu sei disso, Rose, mas Robin é uma garota esperta e curiosa, ela vai querer mais informações.

—Eu sei, Al. Eu sei.

Robin e Rose haviam ido jantar na casa de Hermione e Ronald, os quatro tinham acabado de sair do hospital, o filho de Lilian e Robert (seu noivo) nascera após 23 horas de trabalho de parto, o pequeno Hagrid havia dado muito trabalho para nascer.

—O que achou do seu novo primo, Robin?

Hermione perguntou.

—Ele é meio chato. Não faz nada, chora, dorme e mama.

Robin respondeu chateada.

Quando sua mãe falou que ia ganhar um primo, pensou que teria alguém para brincar, mas o bebê de sua tia Lily não sabia nem andar. Um absurdo, na visão da pequena.

Rose sorriu, e ajoelhou-se ao lado da filha.

—Quando você era daquele tamanho, também só sabia mamar e chorar.

—Eu?

—Sim. Todos os bebês são assim, filha, mas logo, ele correrá pela casa junto com você.

—Mas eu queria correr com ele hoje!

Robin retrucou ainda chateada.

—Eu sei filha, mas vai precisar ter um pouco de paciência. Pense pelo lado bom, você sendo a mais velha, vai ensinar um monte de coisas para ele, como andar, escrever, até mesmo falar algumas palavras…

—Sério?

Disse a garota finalmente se animando.

—Além disso, como você vai para Hogwarts primeiro vai ensiná-la todas as passagens secretas e os caminhos…

Ronald comentou tentando animar a neta.

—Robin, porque não vai para o quarto da mamãe, brincar com o quebra-cabeça que o tio Jorge lhe deu no natal passado.

—Ela não vai para Hogwarts.

Informou Rose assim que escutou a porta do andar de cima batendo.

—Como assim ela não vai para Hogwarts? Todos os Weasley foram para Hogwarts. Minha neta também vai. Hermione!

—Eu já esperava isso.

Hermione respondeu sem dar tanta atenção para o drama do marido.

—Você está do lado dela? Como pode querer que sua neta não estude na melhor escola de bruxaria do mundo?

—Nós moramos na Bulgária, não tem porque ela estudar em uma escola no Reino Unido.

Reafirmou Rose.

—Então se mudem para Londres!

—Isso está fora de cogitação.

—Por que tem que ser tão teimosa, Rose? Não pode uma vez na vida fazer o melhor para a sua filha?

—Eu sempre faço o melhor para minha filha!

Gritou Rose.

—Os dois abaixem o tom.

Pediu Hermione. Rose respirou fundo, estar em Londres era está sempre se estressando, está na casa dos pais era pior ainda.

—Acha mesmo que criar uma filha sem pai é o melhor para ela? Ou criar ela o mais longe possível da sua família ou continuar brincando de ser fabricante de varinhas!

—Eu sinto muito orgulho da mãe e da profissional que sou.

—Uma filha precisa de um pai.

—Uma filha precisa de pessoas que amam, e Robin tem isso.

—Ela precisa saber quem é o pai. Ela precisa ir para Hogwarts.

—Não é você quem decide isso. Sou eu. E, minha decisão está formada.

—Por que me odeia tanto?

—Do que está falando?

—Primeiro recusa ser aurora. Depois começa a estudar varinhas, aí tem uma filha com um desconhecido que deve no mínimo um cretino, ou algum criminoso ou pior um...

—O que é cretino? Meu pai é um cretino?

Robin pergunta, surpreendendo a todos.

—Claro que não querida. Seu pai não é nada disso, ele é inteligentíssimo se quer saber. Tenho sérias dúvidas se puxou sua inteligência dele ou de mim.

—Mas o vovô…

—Ele estava falando ironia. Se lembra que expliquei que ironia é quando se diz uma coisa querendo dizer outra.

—Ainda não entendi bem, o que é isso mamãe. Talvez eu seja cretina como meu pai.

—Não diga isso querida. Nunca diga isso. Seu avô estava fazendo uma brincadeira boba. Você não é isso, há muitos adultos que não sabem o que é ironia também, você precisa só de mais tempo para aprender.

—Mas eu queria ter alguma coisa parecida com o meu pai.

Confessou tristonha. Rose encarou o olhar da filha e seu coração apertou.

—Você tem inúmeras coisas do seu pai.

—Que tipo de coisas?

Perguntou ansiosa por informações sobre o pai,

—O seu sorriso. Você tem o sorriso do seu pai, é idêntico de verdade. Você é curiosa como ele, e sabe me irrita como ninguém, o seu cabelo, eu sei que são ruivos e ondulados como os meus, mas são macios como os dele e tem seus olhos, seus olhos são a perfeita junção entre os meus e os dele.

Robin sorriu animada.

—Jura?

—Eu não mentiria para você querida.

—Ele não é um cretino? Ou uma pessoa má?

—Não. Seu pai, é uma pessoa maravilhosa, com quem ele ama. Ele coloca as pessoas que ama como prioridade na vida e é capaz de quaisquer coisas por elas. Mas se odiar você, ele é capaz de… de destruir.

—Por isso não disse a ele que eu existo, tem medo que ele me odeie?

—Robin, não há ninguém que te conheça você e não se apaixone completamente. Ele nunca seria imune a seus encantos. Você é a melhor parte de mim.

—Então, por que…

—Um dia, eu vou contar a você, agora não, ainda está muito nova. Agora vamos subir e banhar enquanto sua avó faz a comida.

—Para quem não se lembrar quem é o pai da filha até que o defendeu bem.

Hermione comentou curiosa.

—Não posso deixar que Robin o odeie.

—Por quê?

—Um dia ela vai querer conhecê-lo.

—Como tem tanta certeza?

—Porque ela é filha dos dois seres humanos mais insistentes do mundo. E ela vai insistir em saber quem é o pai e eu direi.

—Você deve ter amado muito ele. Pelo modo como falou, ele também parece ser um bom sujeito…

—Ele é... para aquelas pessoas que ele ama. Estou na outra lista mãe.

—Mas Robin…

—Nasceu de uma aposta.

Hermione arregalou os olhos surpresa.

—Não brinque com isso, Rose.

—Pareço estar brincando?