A princesa e o plebeu (FF reescrita)
9 Capítulo 9: Respiro
Kojiro tinha que tomar cuidado com a visão a sua frente.
A festa de aniversário de Antony era na cobertura do português, um duplex luxuoso com uma vista da cidade. O convite o pegou de surpresa, os dois não tinham uma relação tão próxima assim.
O convite veio antes de saber o que tinha acontecido com Emma naquela noite, depois do restaurante. Foi Brian lhe quem contou. Ele parecia bravo. Talvez porque sabia que Kojiro estava por perto e não a protegeu. Mas no fundo, não queria saber do motivo dele está assim.
Quase que de imediato, Kojiro ligou para ela. Emma o tranquilizou, dizendo que estava bem, só precisava descansar. E, de fato, sua voz parecia boa, serena.
Mas agora, vendo-a dentro da piscina, se agarrando a Cruyfford, Kojiro se perguntava se ela não estava boa até demais.
A cena era íntima. Emma segurava os ombros do holandês enquanto ele a mantinha pela cintura, evitando que afundasse. Riam sem parar, o corpo de um colado no outro, as respirações misturadas entre as brincadeiras. A água brilhava em sua pele, e seu corpo deslizava contra o de Brian.
Mas o que estava deixando Kojiro ainda mais inquieto era o tamanho do biquíni de Emma. Ridiculamente pequeno.
— Se ficar olhando assim, ele vai perceber. — Antony entregou um drink a Kojiro, e se sentou da espreguiçadeira ao lado do japonês.
— Eu estou olhando o horizonte.
— Horizonte de prédios? — Antony gargalhou. — Eu entendo, meu amigo. Difícil não olhar quando se tem uma visão dessas. Ela é uma mulher e tanto.
Kojiro franziu a testa, mas Antony não se intimidou.
— Não precisa mentir para mim. Está tudo tão claro quanto o céu hoje. Você está com ciúmes.
— Não diga besteira. — Kojiro bufou, levando o copo à boca.
— Besteira? — Antony tomou um gole da bebida e voltou a encarar a piscina. — E, sinceramente, eu também ficaria.
Na piscina, Brian segurava Emma firme pelo quadril para que ela não afundasse, enquanto ela jogava a cabeça para trás rindo. Os seios dela estavam espremidos contra o peito do holandês.
Kojiro sabia que não deveria se portar assim, mas como Antony comentava ao seu lado, rindo e soltando insinuações, não ajudava.
Mas, mesmo um pouco longe, Brian percebeu os olhos de Kojiro na direção deles. Principalmente o olhar demorado e a forma como o japonês acompanhava cada movimento Emma com atenção demais. Sutilmente, ele ajustou a posição e segurando Emma ainda mais contra seu corpo.
— Esse meu amigo não é bobo e você não deveria ser. — Antony comentou, relaxando nos ombros. – Tem um monte de gatas nessa casa que adoraria está se esfregando em você naquela piscina também.
O português apontou para um trio de meninas que não parava de olhar para eles.
— E você, também não tem? Talvez até as três juntas queiram se juntar a você. — Kojiro devolveu, sem paciência. — Eu acredito que sim. Mas acho que ainda posso arranjar coisa melhor...
Antes que Kojiro perguntasse o que ele queria dizer com aquilo, Antony desviou o olhar e sorriu.
Anne passava ali perto.
A inglesa, com sua postura sempre altiva, parecia indiferente ao ambiente barulhento ao redor. Sentou-se na espreguiçadeira próxima a eles e abriu um livro, ignorando os olhares curiosos.
Antony a observou com interesse, inclinando-se levemente.
— Qual o livro de hoje?
Anne nem sequer ergueu os olhos das páginas.
— Você saberia se eu dissesse?
Kojiro soltou um riso baixo. Antony, por sua vez, sorriu como se tivesse acabado de receber um desafio pessoal.
— Eu sou um homem culto, querida. Posso te surpreender.
— Eu duvido. — Anne finalmente ergueu os olhos para ele, cruzando as pernas com uma elegância natural. — Mas, se quiser tentar, fique à vontade.
Antony abriu um sorriso lento, analisando-a.
— Eu acho que a Ariel deveria estar dentro da água, exibindo essa beleza toda.
Anne piscou, impassível.
— Eu tenho certeza que você deve ter algo melhor para fazer.
— No momento, a minha coisa favorita é olhar para a sereia à minha frente.
Anne revirou os olhos, tentando se concentrar no livro, como se Antony sequer estivesse ali.
Kojiro soltou um suspiro.
— Se eu fosse você, parava enquanto ainda tem dignidade.
— E perder a diversão? Nem pensar. — Antony riu, mas não desviou o olhar de Anne.
Brian e Emma chegaram rindo alto, molhados, perto do três. O holandês pegou duas toalhas e deu uma para ela secar.
— Achei que vocês fossem ficar mais tempo na piscina. — Antony comentou em voz alta, chamando a atenção dos dois.
— Se eu ficasse mais, acabaria afogando o seu amigo. — Emma riu, afastando-se de Brian para se secar.
— Até parece. Você é leve como uma pluma.
Emma secou o rosto e então lançou um olhar brincalhão para Kojiro.
— Finalmente alguém reconhece o que o Pilates pode fazer com um corpo.
A provocação estava lá, sutil, só para ele entender. E funcionou.
Kojiro desviou o olhar, fingindo desinteresse. Mas quando Emma inclinou o corpo para a frente, jogando o cabelo molhado para secá-lo, a visão do seu biquíni minúsculo se tornou ainda mais evidente.
Brian, que ainda estava ao lado dela, percebeu. E, num movimento casual, se posicionou sutilmente entre Emma e Kojiro, bloqueando a visão.
Kojiro apertou a mandíbula.
Antony, que não deixava nada passar, se divertia com a cena.
— Você está em forma, Emma, tenho que admitir, mas quem está de parabéns é meu amigo. Você ficou pendurada nele o tempo todo. Tem que avisar ao preparador físico que o treino está dando certo, Brian.
— Isso é verdade. — Anne, que estava na espreguiçadeira, folheando seu livro, comentou sem erguer os olhos.
— Eu tenho pânico de água. — Emma se defendeu. — Nunca aprendi a nadar.
— Então não se preocupe. Sempre que precisar, pode contar comigo.
O tom de Brian era leve, mas Antony e Anne trocaram um olhar sugestivo.
— Ah... — os dois fizeram ao mesmo tempo, antes de rirem.
Emma mostrou a língua para eles.
— Se bem, que se você também não souber nada, minha sereia, pode me chamar.
Anne, sem paciência para continuar ali, levantou-se e recolheu seu livro.
— Onde vai, sereia? — Antony ergueu a cabeça para olhá-la.
— Para um lugar onde eu consiga ler sem interrupções.
— Por que fugir quando eu posso ser sua distração?
Antony tentou ir atras, mas Brian o puxou de volta.
Kojiro, que até então apenas acompanhava a interação, riu pelo nariz e tomou um gole de sua bebida.
— Se continuar assim, Antony, ela vai te despachar antes do fim da festa. – Emma o alertou.
— Ah, meus amigos... — Antony girou a taça nas mãos, sem tirar os olhos de Anne. — Algumas vitórias exigem paciência.
Anne não se deu ao trabalho de olhar para ele, mas um canto de sua boca se ergueu em um sorriso quase imperceptível.
— E como você está? — Kojiro perguntou a Emma que se sentou no lugar da amiga.
Emma, que antes parecia calma, como se nada tivesse acontecido, meneou a cabeça levemente. Mudou um pouco a sua expressão.
— Melhor. No dia seguinte, eu ainda estava um pouco assustada.
— Difícil acreditar que uma coisa dessas aconteceu aqui. — Antony comentou, recostando-se na cadeira. — Moro nesse bairro há anos e nunca vi nada parecido.
— Minha mãe disse o mesmo. — Emma pegou um drink que o garçom a ofereceu. Ela sorriu e agradeceu. — Mas ela não acha que foi um assalto. Acha que pode ter sido um paparazzi ou algo assim.
— Um paparazzi? — Kojiro franziu a testa.
Emma abriu a boca para responder, mas Antony riu antes que ela pudesse.
— Você não sabe mesmo? — Ele olhou para Kojiro, surpreso.
— Não sei o quê?
— Quem é o pai dela.
Kojiro piscou, sem entender aonde ele queria chegar.
— Você acha que pode ter sido isso? — Emma perguntou. Não estava muito crente daquilo.
— Acho. — Antony girou o copo na mão. — Emma, o seu pai é uma celebridade aqui. – e falou para Kojiro. — Depois pesquisa sobre Bart Grant. Isso para mim já seria motivo suficiente para ter paparazzi atrás dela.
Kojiro absorveu a informação. Ele realmente não fazia ideia.
— Mas tem um detalhe. — Brian acrescentou. — O carro que ela estava dirigindo não era dela.
Emma, que até então olhava para o próprio copo, apertou os lábios.
— E ainda tem isso. — suspirou.
Kojiro notou um breve instante de tensão no olhar dela. Não foi óbvio, mas estava ali.
— Quando minha mãe falou com a mãe da Anne sobre o que aconteceu, ela ficou desesperada. — Emma continuou. — A primeira coisa que pensou foi que poderia ter sido uma tentativa de sequestro.
Brian se inclinou um pouco para frente, demonstrando que levava aquela hipótese a sério.
— Poderia ter sido. – Talvez aquela fosse o motivo que mais assustava Brian.
— Ou não… — disse em um tom mais baixo, mas nem Brian e em Antony prestaram atenção naquilo.
Kojiro observou o gesto quase involuntário dela e percebeu que havia mais naquela história.
— Mas porque também iriam atras de Anne? — Brian cruzou os braços, encarando Antony.
O português soltou um riso curto.
— É só saber quem são os pais dela, e está aí o motivo.
Ele apontou com a cabeça para dentro da casa, onde Anne estava.
Kojiro franziu a testa.
— E o que isso tem a ver com Anne?
— Você sabia que ela é filha do Roberto Hongo?
Kojiro congelou.
— O quê? Roberto Hongo? O técnico da seleção?
— Exatamente. — Antony ergueu a sobrancelha, satisfeito com a reação de Kojiro. — Fiquei tão impressionado com a forma como ela recitou Camões que não tive dúvidas de que tinha alguma descendência lusitana. Foi quando liguei para Cruyfford e ele me disse que Anne é filha do Roberto Maravilha.
Kojiro ainda processava a informação.
— Eu conheço o Roberto.
— Sabia! — Antony estalou os dedos. — Falei que você conhecia.
— Mas eu não sabia que ele sequer tinha filhos.
— Nem eu. Mas fui pesquisar e… caramba! Ele tem duas. E a outra é tão gostosa quanto aquela ruiva.
Kojiro estreitou os olhos.
— E nem para por aí. — Antony tomou um gole da bebida. — A mãe dela foi modelo, e o padrasto é presidente da maior editora do Reino Unido.
— Então eles podiam estar atrás de qualquer uma das duas.
Emma abaixou um pouco os olhos.
— Talvez.
Kojiro percebeu um pequeno movimento involuntário dos dedos dela no próprio pulso. Como se estivesse checando algo que não estava ali.
A sensação estranha voltou.
Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, Brian chamou a atenção de Emma com outro assunto, e ela desviou completamente daquele tópico.
Kojiro ficou em silêncio, mas aquilo não passou despercebido.
O aniversario seguiu seu curso natural. Entre conversas e risadas, Antony foi o centro das atenções por um tempo, até que, finalmente, todos se reuniram para cantar parabéns. O bolo foi cortado, taças se ergueram em brindes, e aos poucos os convidados começaram a se dispersar novamente, formando pequenos grupos espalhados pelo terraço.
Emma, aproveitando um momento mais calmo, pegou um pedaço de bolo e se afastou um pouco da agitação. Sentou-se perto da mureta de vidro, observando o por do que começava. Sentia que precisava de um momento para si.
Kojiro a encontrou ali, sozinha. Perdida em seus próprios pensamentos. Caminhou até ela, com as mãos nos bolsos, parando ao seu lado.
— Você não parece o tipo de pessoa que se afasta da festa.
A voz rouca e familiar a trouxe de volta.
Emma ergueu os olhos para ele e sorriu de leve, mastigando um pedaço do bolo antes de responder:
— Só queria respirar um pouco.
Kojiro olhou ao redor e percebeu que Brian estava conversando com alguns colegas, enquanto Antony e Anne tinham desaparecido em algum canto. Ele se apoiou na mureta ao lado dela.
— Eu queria falar sobre o que aconteceu naquela noite — disse, olhando para a cidade ao longe. — Eu me senti mal depois que soube. Aconteceu logo depois que você me deixou em casa. Não paro de pensar que te deixei sozinha.
Emma ergueu o olhar para ele.
— Não pense assim, Kojiro.
— Mas eu penso. Se eu tivesse ido para casa sem vocês, isso não teria acontecido.
Ele desviou o olhar, como se não estivesse convencido. Emma soltou um pequeno suspiro e continuou:
— Talvez tivesse acontecido sim.
Kojiro olhou para Emma esperando-a continuar.
— Quando nós estávamos do lado de fora do restaurante, eu tive uma sensação estranha. Como se tivesse alguém na espreita. Só esperando um momento de desatenção.
— Porque você não disse?
Emma deu de ombros.
— Achei que fosse coisa da minha cabeça. As coisas estão meio hostis desde que voltei para cá. E Anne... — suspirou buscando calma. — Ela disse que teve uma impressão parecida quando nós duas saímos de casa. Mas também achou que fosse coisa da cabeça. Ainda mais com tudo o que aconteceu lá dentro, aquilo ficou em segundo plano.
— Mas era eu que deveria tê-las deixado nas suas casas.
Kojiro manteve os olhos fixos nela.
Emma não disse nada, apenas desviou os olhos para o bolo no prato.
— E como você está se sentindo agora. De verdade?
Emma ficou em silêncio por um instante, refletindo.
— Sinceramente? ... Horrível. — Admitiu, quase num sussurro. — Por mais que eu tente agir como se já estivesse superando, às vezes ainda sinto que tem alguém atrás de mim. — suspirou e continuou: — Pelo menos, estou tentando seguir em frente.
Kojiro manteve os olhos fixos nela.
— Isso vai passar.
— Eu sei. Mas enquanto isso não acontece... pelo menos, algumas coisas boas surgiram disso.
— Tipo?
Emma brincou com o garfo no prato antes de responder.
— Minha mãe.
Kojiro franziu o cenho, esperando que ela continuasse.
— Você não sabe, mas ela não queria que eu ficasse aqui. Nós tivemos uns problemas. No começo, parecia que ela só estava esperando o momento certo para me mandar embora. Eu estava aqui, mas não realmente... entende?
Kojiro permaneceu em silêncio, permitindo que Emma falasse no próprio ritmo.
— Depois do que aconteceu, algo mudou. De repente, ela começou a... se preocupar. A me olhar de um jeito diferente.
Emma deu um sorriso, lembrando ao abraço apertado que recebeu de Elena.
— Eu esperava receber aquele abraço à tanto tempo. Que quando senti o calor da pele dela, sabia que tudo ia ficar bem.
O olhar perdido no horizonte, junto com o leve sorriso nos lábios, fez a ficha de Kojiro finalmente cair. Aquela sensação já o incomodava. Talvez porque, pela primeira vez, ele tivesse certeza de que queria beijá-la.
— Bem, é claro que depois disso ela colocou um segurança para me acompanhar para todos canto.
Kojiro arqueou uma sobrancelha.
— Segurança?
— Sim. Ela diz que é um motorista, mas nunca vi um que ficasse armado.
— No momento é preciso.
— Pode ser. — Emma o olhou por um instante, ponderando. — É estranho, mas ao mesmo tempo... pela primeira vez, eu sinto que realmente estou aqui.
Kojiro não conseguiu evitar. Olhou para os lábios dela.
Emma percebeu.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo. O barulho da festa soava distante, como se tivessem encontrado um pequeno refúgio no meio de tudo.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo. O barulho da festa soava distante, como se tivessem encontrado um pequeno refúgio no meio de tudo. Por um segundo, pareceu que estavam sozinhos.
— Semana que vem volto para Carrington.
— Então nos veremos mais vezes.
Emma ergueu os olhos para ele, surpresa com a naturalidade da frase.
— Parece que sim.
Um pequeno sorriso surgiu no canto dos lábios de Kojiro. Por algum motivo, a ideia não lhe parecia ruim.
— Tenho uma coisa para te contar, também. Conversei com a Mei depois daquele jantar.
Emma ergueu o olhar, surpresa.
— Sério?
— Sim. Pedi desculpas.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Uau. Isso não é algo que eu imaginaria saindo de você, bad boy
Kojiro soltou um riso um pouco indignado.
— Eu sei que peguei pesado. Não foi minha intenção...
Emma inclinou a cabeça, analisando-o.
— E antes que pergunte, não, ela não facilitou para o meu lado.
Emma riu de leve.
— Isso eu já esperava.
— Mas, no fim, nos acertamos.
Kojiro pousou o copo na mesa e passou a mão pelos cabelos.
— O problema não foi só o que eu falei. Foi o jeito que falei... e o momento.
Ele ficou em silêncio por um instante, desviou o olhar, como se escolhesse bem as palavras.
— Ela disse que eu não devia ter falado daquele jeito na frente de todo mundo. Que não era só sobre o Ken e ela, mas também sobre a Anne... e sobre você.
Emma piscou.
— Sobre mim?
Kojiro hesitou, mas deu de ombros.
— Mei disse que eu passei do limite.
Emma notou que ele não estava contando tudo, mas decidiu não pressionar.
— Bem... no fim das contas, parece que tudo se resolveu.
Ela girou o garfo no prato antes de acrescentar:
— Mei me chamou para ser madrinha.
Kojiro a encarou.
— Sério?
— Sim. Anne também. Mei disse que não conseguiu falar disso no restaurante, então ligou depois.
— Hm... então vamos estar no mesmo time.
Emma riu baixo.
— Parece que sim.
Kojiro desviou o olhar para o nada, pensativo.
Mei tem esse jeito intenso, mas eu entendo. Para ela, quando alguém é importante, ela vai até o fim.
Emma assentiu.
— É. Ela sempre foi assim.
Um silêncio confortável se instalou entre eles. Emma terminou de comer e apoiou os braços na mesa, observando Kojiro de soslaio.
— Você parece aliviado.
Ele respirou fundo.
— Eu estava me sentindo um idiota.
Emma sorriu de leve.
— Eu diria que foi um progresso, então.
Kojiro bufou uma risada curta, e Emma apenas segurou o riso, satisfeita.
Continua...
Fale com o autor