A princesa de Illéa
17 Trancada
Notas iniciais
Volto em silencio até a casa de Clancy e bato na porta torcendo para ele ainda estar no atelie.
– Quem é? — Ouço ele gritando
– É a April
Ele vem abrir a porta
– April? — Ele dá uma risada, por sorte compreendeu que era eu — Porque você voltou? Algo errado?
– Sei que estou forçando a barra, mas preciso da sua ajuda com os guardas de novo
– Eles estão atrás de você? Um dias desses eu vou acabar sendo preso por sua causa.
– Eu nunca deixaria que fizessem isso com você
Ele dá um sorriso envergonhado e parece contente por eu me preocupar com ele.
– Enfim, preciso que você faça o seguinte — Conto a minha ideia para ele — Você acha que vai dar certo?
– Pode ser, pelo menos vou ganhar outro autografo para coleção
– Você tem uma coleção de autógrafos?
– Na verdade minha irmã — Ele responde envergonhado — Sei que é ridículo.
– Por isso você pediu meu autógrafo no dia da condenação da Marlee? — Pergunto relembrando o momento, achava que fosse apenas um contexto para conversamos
– Isso, ela tem de vários famosos, mas até aquele dia nem um da família real, sem ofensas mas sua família não é muito de dar autógrafos
– Sem problemas, mas vamos focar no problema?
– Ok, assuma sua posição
Eu me escondo próxima da falha no muro, atrás de um banco. Clancy se aproxima do guarda.
– Sera que você pode me dar um autografo? — Ele pergunta para um dos guardas
– Ah, claro — Responde o guarda confuso. Na hora de entregar a caneta para o guarda Clancy a deixa cair no chão e "sem querer" chuta para longe.
– Será que você pode pegar para mim? É que eu tenho um problema nas costas e não posso me abaixar.
O guarda se afasta seguindo a caneta que continua rolando para longe rua a baixo. Clancy meche nos bolsos.
– Achei outra caneta, autografa para mim? — Clancy pergunta para o outro guarda- Melhor você ir ali onde tem mais luz.
O guarda segue a sugestão e se afasta um pouco em direção a um poste de luz.
Essa era minha deixa, eu tinha que correr bem rápido e entrar antes que os guardas me encontrassem.
Corro o mais rápido que consigo, ouço os guardas largando tudo e começando a correr, tento acelerar mais, se eles me pegarem vão perceber quem eu sou. Entro no palácio e entro na primeira porta que encontro, é um abrigo contra rebeldes, a porte se fecha automaticamente.
Tento abri-la mas só há três jeitos de sair: com uma chave pelo lado de dentro, pelo lado de fora ou esperar 2 dias. Não tenho essa chave, agora só me resta esperar que alguém veja a porta fechada ou 48 horas, encosto o ouvido na porta, não dá para escutar nada além da minha respiração abafada, provavelmente não vão me ouvir gritando.
Deito sobre as cadeiras e fecho os olhos, é o melhor que tenho a fazer agora.
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