Notas iniciais
Espero que gostem. Bjs

Acordei ainda morrendo de sono, já que tinha ido dormir tarde na noite anterior, mas mesmo assim me arrastei até o salão das mulheres, minha mãe não estava lá e as Selecionadas estavam falando exatamente disso.

— Aposto que está ajudando Silvia a escrever a avaliação final — Elise está falando quando chego na sala.

— Não acho que essa responsabilidade caiba a ela — Supões Kriss.

— Talvez esteja de ressaca — sugeriu Natalie, com os dedos na cabeça para ilustrar

— Não é só porque você está assim que ela também está — retrucou Celeste.

— Talvez ela não esteja bem — America Opina— Ela adoece com facilidade.

Me sinto meio envergonhada, sei lá, é muito estranha essa falta de privacidade onde todo mundo sabe sobre a saúde da minha mãe, isso devia ser uma coisa mais pessoal, só para família ficar sabendo.

Dou meia volta em direção ao quarto da minha mãe para ver se ela esta bem. Bato na porta delicamente e uma dama de companhia vem atender.

– Alteza – Ela cumprimenta fazendo uma reverencia

– Minha mãe esta? – Eu pergunto

– Claro, ela está na cama – Responde a criada saindo da porta para eu passar.

Minha mãe está na cama, parece meio cansada, um remédio e um termômetro estão sob a mesa de cabeceira.

– Você está bem? – Pergunto bem baixinho

– Estou, só um pouco tonta e com dor de cabeça – Ela responde fazendo sinal para eu me aproximar. – Geralmente dura só um dia

Sento na cama ao lado dela.

– Isso é frequente? O foi à festa de ontem? – Pergunto preocupada

– Tem melhorado, antes de vir para o palácio eu tinha que ir dormir mais cedo que meus irmãos para aguentar o trabalho no dia seguinte. – Ela conta – Inclusive, lembro que durante a seleção, desmaiei nos braços do seu pai

Imaginei a cena, minha mãe mais jovem aqui no palácio, caído nos braços do meu pai, também mais jovem. Deve ter sido romântico, cena digna dos contos de fadas onde o garoto salva a garota. Meu pensamento toma outro rumo, penso em como conheci o Clancy, ele também me salvou, não é tão diferente assim, é?

Afasto esse pensamento da minha cabeça, são suas coisas completamente diferentes, no caso dos meus pais tinha romance, eu e Clancy somos só amigos, nem devíamos nos conhecer.

Eu e minha mãe passamos o resto do dia conversando sobre a Seleção dela, daria um bom livro de romance, The Queen, parece interessante, porque nunca pensaram nisso?

***

No dia seguinte minha mãe já estava bem melhor e foi junto com Silvia ao salão das mulheres para falar dos resultados das recepções.

— Confiamos a vocês uma tarefa muito assustadora, que com certeza poderia ter fracassado terrivelmente. Tenho o prazer de dizer, no entanto, que ambas as equipes foram muito bem — anunciou Silvia.

— Para ser honesta, um evento foi um pouco superior ao outro, mas todas vocês podem se orgulhar. Nossos velhos amigos da Federação Alemã nos enviaram cartas de agradecimento à recepção graciosa — disse Silvia, olhando para Celeste, Natalie e Elise. — Aconteceram algumas falhas mínimas, e não saberia dizer se alguma de nós gosta de eventos tão sérios como aquele. Os convidados, porém, com certeza gostaram.

A mensagem estava bem clara, a da Itália havia sido melhor, mas talvez fosse por que os convidados eram melhores e menos sérios.

— Quanto a vocês duas, as damas da Itália divertiram-se imensamente. Ficaram muito impressionadas com o estilo, com a comida... e fizeram questão de perguntar pelo vinho que vocês serviram. Bravo! Não me surpreenderia se Illéa ganhasse um novo aliado maravilhoso por conta dessas boas-vindas. Vocês merecem muitos elogios.

Kriss e America comemoraram. Em quanto Silvia falava algo sobre relatórios, um criada entrou e veio falar com a minha mãe.

– Vossa Majestade e Vossa alteza querem entrar para dar um comunicado, eles podem?

Não entendo porque tanta formalidade, porque não põe uma companhia de uma vez.

– Mas é claro que podem – Disse minha mãe se levantando de repente.

A criada foi logo abrir a porta.

— Caras senhoritas, pedimos desculpas por invadir esse espaço, mas temos notícias urgentes — disse Meu pai.

— Receio que a guerra tenha recrudescido na Nova Ásia — Maxon falou, com voz firme. — A situação é tão calamitosa que meu pai e eu partiremos neste exato momento para tentar ajudar de alguma maneira.

– O que há de errado? – Perguntou minha mãe preocupada.

– Na com que se preocupar, meu amor – Afirmou meu pai, mas não tinha como ter certeza se afirmação era verdadeira, afinal é uma guerra e Maxon acabou de dizer que a situação está Calamitosa, como que não há nada com que se preocupar.

Maxon falou alguma coisa para minha mãe, depois ela deu um beijo nele e o abraçou, Maxon então foi falar com Emily e meu pai começou a dar instruções a minha mãe.

– Cancele as reuniões com o comitê de planejamento e...

Maxon veio então se despedir de mim.

– Sei que as coisas estão meio tensas lá, da ultima vez... – Eu digo em voz baixa

– Não se preocupe, vai dar tudo certo, se não der você pode virar a próxima rainha de Illéa.

– Nem brinque com isso! – Resmungo – Você sabe que eu não quero isso, ainda mais com você, sabe...

– Ok, vai ficar tudo bem. Tente distrair a mamãe, sabe como ela fica preocupada – Me viro para trás para poder observa-la, está com a cabeça encostada no ombro do meu pai, parece que via chorar a qual quer momento, espero que a maquiagem seja a prova d’agua.

– Vou tentar, passamos o dia inteiro juntas ontem, acho que posso fazer isso mais algumas vezes.

– Essa é a minha garota, agora tenho que ir me despedir das outras – Ele se despede com um beijo na bochecha e um abraço e vai falar com Natalie.

Me aproximo do meu pai, ele pode ser rígido, exigente e um pouco distante, mas não suportaria que algo de ruim acontecesse, ele é meu pai.

– Já as instruções a sua mãe, depois ela passa para você – Não é o tipo de coisa que a gente espera que um pai diga na hora de se despedir.

– Vocês vão ficar quanto tempo fora?

– O necessário

– Então adeus. Nos vemos depois do tempo necessário. – Me despeço

– Maxon! – Berra meu pai – Temos que ir

Olho para os dois até a porta se fechar impedindo que eu os veja, então viro para minha mãe, parece que ela vai chorar, ela pisca os olhos, dá um suspiro e se recompõe, pelo menos tenta manter a aparência.

— Desculpem-me, senhoritas, mas essas notícias repentinas requerem muito trabalho de minha parte. Penso que é melhor ir para o meu quarto para concentrar-me — ela fazia um esforço enorme para falar. — Que tal o almoço ser servido aqui, para que vocês comam quando quiserem? À noite, junto-me a vocês para o jantar.

Todas concordam.

— Excelente — disse ela, para depois sair.

Vou logo atrás.

– Mãe, você está bem? – Pergunto quando chegamos no quarto

Lagrimas caem pelo rosto dela.

– Não se preocupe, vai dar tudo certo, eles vão voltar bem – Era difícil falar em coisas que nem eu acreditava muito bem. Também começo a chorar, não tem mais o que fazer se não esperar.

Notas finais
Espero que tenham gostado Bjs