A princesa de Illéa
6 Ataque rebelde
Notas iniciais
Minhas criadas me acordaram para o café, coloquei um vestido e desci para comer. Todas as selecionadas estavam em volta da America perguntando como foi o encontro. O que eu queria mesmo perguntar é porque ela não veio no jantar hoje, mas como princesa devo sentar na mesa principal e esperar em silencio.
Escutei gritos, guardas e portas se fechando. Rebeldes, algumas das selecionadas ainda não entenderam o que está acontecendo, não estão acostumadas.
— Para o fundo da sala, senhoritas! — gritou o meu pai, correndo até uma janela.
As garotas obedientes foram para o fundo. O meu descia uma persiana, que não servia apenas para diminuir a luz. Era feita de metal e rangia ao fechar. Ao lado dele, Maxon baixava outra. E ao lado dele, minha mãe corria para baixar a seguinte. Eu fui abaixar a ultima.
Vários guardas entram na sala e fecham as portas gigantes com barras de metal.
— Eles invadiram a propriedade, Majestade, mas conseguimos conter o avanço. Seria bom que as senhoritas saíssem, mas estamos muito próximos da porta...
— Entendido, Markson — o rei respondeu, cortando a frase do militar.
Rebeldes dentro do muro do palácio, sera que são Sulistas ou Nordistas? Isso ia acontecer uma hora ou outra, os rebeldes devem odiar a Seleção, uma ou outra isso ia acontecer.
As selecionadas logo começaram a baixar as persianas também. Algo atingiu a janela que America estava fechando.
Maxon surgiu imediatamente.
— Você está ferida?
— Não, estou bem.
— Para o fundo da sala. Agora! — ele ordenou.
Maxon foi consolar as meninas, algumas estavam chorando, outas catatônicas e ainda uma estava desmaiada. Meu pai estava no fundo da sala conversando com um guarda e abraçando minha mãe com uma das mãos.
Depois de algum tempo, muito choro e muito tijolos jogados, finalmente deixam a gente sair, eu fui correndo para o meu quarto, geralmente depois dos ataques, meu quarto fica todo revirado e bagunçado, por sorte nem tinham chegado lá.
Depois do ataque, os guardas estavam ocupados vasculhando o castelo, hora perfeita para ir ver Clancy. Eu coloquei a roupa mais simples que eu tenho, infelizmente ele é um vestido rosa cuja a saia vai até o chão com um laço, vai ter que servir. Não tem nenhum guarda na floresta, então foi fácil passar pelo buraco, o mais difícil foi lembrar qual era a casa.
Bati na primeira, apesar de estar aberta.
– Quem é? — Perguntou uma voz, acho que é Clancy ela foi se aproximando, até ele aparecer na porta — Ah, é só você
– Só você? Isso é jeito de falar com a sua princesa? — Digo de brincadeira, na verdade gostei da informalidade.
– Desculpe vossa Alteza, é uma honra ter a senhorita aqui — Ele corrigiu e nós dois caímos na gargalhada
– Você fica sempre sozinho aqui? — Pergunto
– Sim, o resto da minha família são cantores, atorese um é fotográfo, de artista só eu e tinha minha irmã que era pintora, mas ela se casou com um três, agora é escritora. — Ele explica
– Como é sua família? — Eu pergunto curiosa. Queria saber como seria se eu tivesse nascido uma cinco.
– Normal, tenho 11 irmãos e irmãs. Isabelle, Marry, James, Beatrice, Jane, Casey, Josh, Marcus, Sophia, Vinicius e a pequena Tracy. Todos exceto Isabelle e Vinicius são musicos ou atores, Tracy ainda nem sabe falar direito, então... Meus pais são atores, eles são muito legais, mas não me dão muita atenção. E a sua família, deve ser muito diferente.
– Bom, Maxon adora fotografia, tem um ótimo senso de humor, mas agora anda muito ocupado, você sabe... Nem um de nós gosta das normas e etiquetas. Minha mãe é a melhor pessoa que eu já conheci, ela é super gentil, educada, graciosa e tenta ser uma mãe presente, mas sabe como é, rainha, essas coisas. Meu pai é muito exigente e distante, ele bate no meu irmão e já quase me bateu, no geral somos meio distantes.
– Interessante saber as coisas que acontecem por trás das cenas do Jornal. — Ele comenta — Deve ser muito legal morar no palácio, ter muita comida todos os dias...
– Como assim? Você passa fome? — Interrompo
– Claro, não é sempre, mas geralmente falta dinheiro para roupa, comida e outras necessidades básicas
Me sinto mal, eu tenho tanta coisa e ele tem tão pouco, isso não me parece justo
– Eu tenho que ir ou vão sentir minha falta, até a próxima — Digo
– Até mais Vossa Alteza — Nós dois damos uma risadinha e eu vou embora
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